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Do fundo do baú

BEIJOS E CONTRAÇõES PECAMINOSAS

São 144 beijos (porque esse é o número reduzido, contado, selecionado, dos eleitos para o Empíreo) deixados, soltos, liberados, lançados pelas bocas de Bruna, Nana e Kaká antes de desaparecerem em seus respectivos rodopios lúdicos e impudicos.
O beijo 89, só para citar um exemplo, continha a fabulosa orgia de babas que simulavam máquinas de balas gomadas... O beijo 90, outro exemplo, era dono de 32 arcas de encobrir, como diria Gil, o Vicente... e superava, em muito, o número de bonecas infláveis... mas, as bonecas de carne reapareceram, Bruna, Nana e Kaká, vieram, já desnudas, excluídas do rodopio das nuvens; cada boneca representava uma personagem na vida de Gil Vicente, afinal era disso que se falava no palco. Muito... muito erudito.
Bruna, Nana e Kaká, identificadas com seus devidos nomes em crachás reluzentes, traziam o beijo 20 estampado em etéreas protuberâncias labiais; apresentavam-no em vítreos fragmentos de copos projetados em paredes encharcadas de liquores e desejos, resultado do último congresso. É bom lembrar que tais liquores saíam das vulvas de Bruna, Nana e Kaká; por muito tempo foram consideradas vulvas enigmáticas, dado o excesso de vermelhidão que acompanhava o desfile despudendo delas, mas o que se podia, realmente, provar era que os liquores tinham variegados sabores, facilmente palatáveis com uma passagem rápida da língua de juízes argutos tais como os juízes de concursos de literatura e juízes que são juízes até os 70 anos de idade, mesmo que tendo já perdido a noção.
Beijos e vulvas, condição sine qua non. Em duas laudas e meia.
O liquor de Bruna tinha o avantajado do café domado; o liquor de Nana era uma faca tecida de orvalhos cambiantes e, do liquor de Kaká, não se esperava mais do que restos de sangue dos godos esparramados pela campina romana. Era o que pareciam.
Então, dois comboios carregados de beijos chegavam de Arceburgo – pequena cidade do sul de Minas, repleta de lobisomens. Outros tantos beijos vinham de São João, que não tem lobisomem mas pulula nela uma eqüidistância anormal entre as esquinas.
No fundo, os beijos de Bruna, Nana e Kaká, e suas respectivas vulvas, repetiam, em escala diminutiva e separatista, o trabalho de Messalina e outras garotas libertinas do passado... sim... era isso... as meninas Bruna, Nana e Kaká riam de ingênuas, mas nada disso eram. Ora, com o desfile, suas nádegas se apresentavam como dinâmicas cadeiras, e a ergodinamia desse equilíbrio saía nas fotos digitais com tanta evidência que alteravam a pixelagem das tais máquinas. Dessa mesma cadeira ou nádega surtia uma definição de bunda extraída de dicionário eletrônico e bem diferente da definição que Camilo Castelo Branco admitia bunda ser. Algo inusitado. Mas se o interesse de Bruna, Nana e Kaká era refletir sobre a relação entre sujeito lúdico, imagem liquefeita e conceito desmotivador, bem, nesse caso, o trabalho delas era usar tudo isso com uma finalidade de auto-reforço em qualquer jogo de truco. Bastava que ajoelhassem em nível da ilharga.
Bruna, Nana e Kaká, devidamente articuladas e de mãos dadas, passearam sobre o palco em metáforas e discursos onde prevalecia a musculatura de suas pélvis movediças. A música tecnológica pulsava, e, um quilhão de imagens ribombou nos ares; assim contavam as pessoas da plateia, estupefatas e completamente chapadas. Ao contrário dos renascentistas, Bruna, Nana e Kaká, não se questionaram a respeito da língua jurídica que utilizava sua languidez para espremer mais sucos das vulvas - Bruna, Nana e Kaká exultavam quando isso acontecia e a platéia pedia mais:
- Mais sulco de vulva!
- Suco de vulva!
- Sul -co de vul-va!
O ‘us’ em prolongada vocalidade.
Não sei se é necessário esclarecer mas, tais vulvas e genitália apresentavam uma qualidade de flexibilidade tamanha que alguns exegetas apontaram como a nova descoberta de um grande artista esquecido e disseram, peremptórios, isto é arte de retravanguarda.
Apontavam, assim, para as bundas empinadas das meninas – dedos em riste (dígitus erctus). Segundo o artista, morto em tiroteio de alvejantes, a retravanguarda é a conjunção do aparelho genital com o aparelho anal... tudo isso contra o status que a burguesia entusiasta da pederastia quis defender. Não vemos igual em nenhuma das mídias.
Bruna, Nana e Kaká também pontificaram, que essa era a parte mais frágil do trabalho. Assim diziam enquanto balançavam seus cabelos coloridos numa clara indisciplina. Elas incorporavam e extravasavam a imagem de profetas... elas recebiam seguidores em suas câmaras ardentes... elas descreviam iniqüidades e piruetas mis. Os juízes decidiram que as vetustas moças seriam motivo de curiosidade e injustiça, pois eles desejaram a Bruna, Nana e Kaká, somente para eles, no íntimo de seus fóruns e longe da sociedade e, ainda, queriam-nas esquecidas, pelos jovens de seu tempo, por meio de uma vulvagem simbólica, coberta de mistério. Quiçá orgástica.
Era um totem o que desejavam os juízes? No entanto, totem é falo.
Mais interessante que isso foi seguir a vitória das garotas sobre os habitantes da cidade, e, seus pobres juízes – elas, de mãos dadas e mascando balas de alcaçus - como num filme amador, romance aberto em flor; mais do que sério seria levar a sério as libações de novos liquores e bebidas gaseificadas. Havia uma ordem de mãos e perna e coxas sobre o cosmos, somente controlada por meio de frases, que parecem ter saído de uma Bíblia como outra qualquer, tendo Noé como aliciador de filhas. Que ninguém nos ouça. Bruna, Nana e Kaká estavam expostas. Suas genuflexões abandonaram os limites físicos do chão. Elas haviam adotado a postura do cisne que bebe as águas de um veio lacustre.
O ilimitado sistema funcionou, pois, os juízes perderam as forças e caíram por terra, tendo os báculos e cajados amolecidos nas mãos. Alguns deles foram rasgados por dentes prestativos de Bruna, Nana e Kaká – neo-bacantes - porque a ordem de grandeza do investimento bucal realizado era poderosa. Eram seus primeiros experimentos naquele dia e, não estavam acostumadas a tanta grandeza junta.

Sobre este texto

COELHO DE MORAES

Autor:

Publicação:14 de agosto de 2014 16:28

Gênero literário:Contos eróticos

Tema ou assunto:Concurso Literário

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