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Terceiros

Sacanagem excita qualquer um. Isso pode parecer redundante, mas é uma verdade simples que algumas pessoas teimam em tentar esconder de si mesmas. Já estava em um relacionamento de sete anos e o sexo já não era novidade há alguns.
De segunda a quinta, dia de comércio, não havia possibilidade de mudar o expediente. Uma trepadinha casual poderia significar uma grande mudança em todo esquema de horários que envolviam a chegada do serviço, a novela religiosa e, em seguida, a noite de sono bem dormida. Às sextas-feiras o comparecimento era obrigatório, assim como aos sábados. A falta de sexo nesses dias era sintomática e poderia significar alguma coisa de errado. Alguém poderia ter dado condições para um terceiro na rua ou uma situação qualquer poderia desencadear uma onda de ciúmes. Essa, por sinal, sentimento de posse alheia, significava, para ambos, sinal de amor. O domingo era facultativo, dependia do espírito e desejo sexual.
Sobre terceiros, sempre foi uma sacanagem proibida. Afinal, na cama deve se ser uma puta, mas nunca se permitiu deixar de ser puta romântica. Um terceiro era falta de respeito ao relacionamento, indicava ameaça. A insegurança nunca deixou que esse desejo deixasse seu lugar escondido. Que ele se desvelasse e quebrasse alguns pensamentos engessados de quem desaprendeu a gozar.
Foi grande o espanto quando, ao seu marido retornar de uma viagem longa, e passar em revista todas as pistas que pudessem indicar algum crime cometido, encontrou-se aquilo que procurava. É incrível o quanto as pessoas buscam encontrar aquilo que não querem achar. Seria muito mais fácil ficar quieto, mas o resultado seria também desinteressante e não teria mais nada para contar a partir de agora.
Depois de vistoriar as chamadas recebidas e ligadas, depois de olhar cada mensagem nos últimos dias, passou por sua cabeça avaliar os arquivos na memória do celular. Qual não foi a surpresa ao ver duas gravações caseiras de sexo de seu marido. O impulso foi de jogar o celular contra a parede e acabar com aquilo que não deveria existir.
Seu passo foi firme de encontro ao banheiro onde o marido deixava a água cair sobre seu corpo, certo era para limpar seus pecados. Mas as palavras faltaram e enquanto juntava a coragem para colocar ele em seu lugar, que agora seria fora de casa, aquele barulho de sacanagem chamou atenção.
No vídeo, seu marido parecia estar sentindo muito prazer, ele se movia vigorosamente e um sorriso de felicidade sacana estampava seu rosto. Aquela expressão era de gozo, do mais puro e honesto gozo. Há tempos não presenciava expressão tão honesta. Imaginou se o outro vídeo seria tão bom. Nele, seu marido estava vendado e levava mordidas e tapas, beliscões e lambidas de uma língua sem rosto. Parecia bom, muito bom aquilo tudo.
Não resistiu e começou a se tocar. Ver seu marido gemer com alguém desconhecido era tão excitante. Na medida em que a boca engolia aquele pau conhecido era como se fosse sua boca naquelas veias. Desejou profundamente sentir o gosto do gozo dele e acompanhou com sua mão na mesma velocidade e intensidade, em sincronia perfeita, até que gozaram juntos. Nossa, há quanto tempo trepar com ele não era tão excitante.
Guardou o celular de onde tirou e, naquela noite, os vizinhos ouviram a cama tremer boa parte da noite. Depois disso, buscava sempre novos vídeos no celular de seu marido para gozar junto com ele e as línguas, mãos, cus e bucetas desconhecidas. Ah, nessa noite, a noite em que a cama rangeu, era uma terça-feira.

Sobre este texto

Dolmancé

Autor:

Publicação:23 de agosto de 2011 00:15

Gênero literário:Contos eróticos

Tema ou assunto:Voyeurismo

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Comentários

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  • Luana
    Postado porLuanaem10 de maio de 2012 20:39

    Ta sumida... adoro seus contos.

  • Alumar
    Postado porAlumarem29 de outubro de 2011 11:14

    fuck

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