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A Personal

Faço musculação na academia do meu bairro já faz três anos, muito mais para descarregar o estresse do que para manter a forma. Neste período tive dois “personal” que acompanham meus exercícios e nunca senti nenhum principio de lesão, tanto pelo profissionalismo deles como pela minha concentração na execução das séries. Apesar do vestuário excitante, nunca houve, por parte destes dois, qualquer brincadeira ou assedio; da mesma forma nunca me interessei por nenhum deles. Já os outros e alguns alunos não posso dizer o mesmo. Apesar de classificar a maioria na categoria “ogro”, tem uns bem interessantes e instigantes.

Por isso, não me causou surpresa quando uma nova professora chegou e eu comecei a me interessar. Isso aconteceu em 2007; ela não participa das minhas séries e nem mesmo do meu alongamento, quando vez por outra um professor ajuda no processo, segurando as pernas ou forçando alguma parte do corpo para que o exercício seja perfeito. O que mais me chama a atenção nela é sua estrutura física, ela é grande, forte e tem cabelos longos e claros, uma mulher atraente e bem delineada.

Seu comportamento é feminino, mas sinto um olhar especulativo quando nossos olhos se cruzam. Por ser aluna, portanto cliente, penso que ela não fica encorajada a tentar uma abordagem, o que me coloca na condição de ter que dar o primeiro passo. Por outro lado, temo estar enganada quanto as suas intenções e não quero meu nome circulando de boca em boca entre os meus colegas de malhação. Como toda academia, a minha também tem os rapazes do tipo “bombado”. Não seria nada agradável ter meu nome cunhado em suas mentes como “lésbica”, passariam seu tempo em busca de soluções sexuais tentando “me salvar”. Seria o caos!

Durante o aquecimento na esteira fico observando seu trabalho e imaginando uma forma de abordagem que induza a uma aproximação fora daquele ambiente. Não encontro uma boa opção até que surge uma idéia. Vou perguntar se ela conhece algum tatuador. O caso é que, se der certo, tudo bem, digo que foi uma forma de fazer o contato. Se não der certo, ou seja, ela não se interessar por mim sexualmente, talvez tenha que encarar uma tatuagem e não sei se quero isso agora.

Imersa nas duvidas e possibilidades desta nova aventura, meu aquecimento chega ao ponto certo e vou cumprir minhas séries, momento que a concentração é muito importante. Então, tiro seu corpo do meu raio de visão e vou fazer o que devo: malhar.
Puxo os ferros na medida exata, relaxo e volto; mais força e concentrada na musculatura sinto o esforço para mover o aparelho. Sem pensar em mais nada, meus músculos se amoldam, tonificam e estou cada vez melhor: física e mentalmente.
Troco de aparelhos e inicio nova série, olhos cobiçosos me espreitam. Então deixo a toalha cair, só para juntá-la e proporcionar que a visão da minha bunda seja privilegiada. Ajeito a malha, minha vulva desenha o tecido e o olhar de cobiça se desespera. Sinto o desejo se apoderar daquele corpo que me confere, detalhe a detalhe. Desprezo suas intenções! Volto aos exercícios, concentrada.

Quando paro para descansar, meus olhos a vêem, está lá preocupada que seu aluno cumpra o exercício com exatidão. Ela é grandona, sinto tesão só de olhar pra ela. Imagino me pegando, me abraçando, nos sugando num beijo ardente de desejo. Minha garrafa de água é sorvida quase num gole só, como se fosse possível engolir minhas sensações sem percebê-las.
Hoje vou falar alguma coisa, só assim posso saber se há interesse dela. Aproximo-me como se estivesse apenas circulando, para me preparar para o próximo aparelho. Vejo que ela me olha, pelo movimento dos olhos está que esquadrinhando.
Levanto a cabeça, empino o corpo, quero parecer mais alta. Passo a mão pelos cabelos:
- Droga! Se não estivesse com elástico poderia perguntar se ela tinha um para emprestar.

Circulo bem junto dela e deixo a garrafa de água cair no chão, ela e eu nos abaixamos para pegar. Sinto sua respiração junto a minha, queria beijar sua boca gostosa. Sorrimos!
Ela pega a garrafa e me estende, agradeço. Ela se volta para o aluno, aquele “filho da puta” que errou o exercício e teve que corrigi-lo, bem na hora que eu ia dizer algo interessante. Continuo a circular, talvez na volta outra oportunidade se apresente.

Faço meia volta e meus olhos percorrem seu corpo dentro da malha de ginástica. Seus seios, suas coxas, sua bunda, confiro tudo com minha visão sedenta de poder ultrapassar o ébano que os encobre. Seus contornos fortes e atraentes me invadem a mente, mas sua atenção exclusiva para o aluno não permite que eu faça nada, além de prosseguir minha curta caminhada.

O próximo exercício é um fracasso. Com medo de me lesionar, paro e penso. E se eu perguntar de onde ela é? Que coisa mais masculina de abordar. Não, isso não. Seu nome? Ela sabe que eu sei, seria forçar demais. Ainda acho que perguntar sobre um tatuador pode dar mais certo. Perguntar sobre barzinhos para minhas amigas gays que estão para chegar; já fiz isso com a recepcionista. Pode dar conversa entre elas e eu serei desmascarada, bobagem repetir.

Tatuador, é isso! Mas ela tem tatuagem? Por que deveria saber onde encontrar um? Bem, se ela questionar, posso dizer que pensei ter visto uma nela, não? No chuveiro, isso! Digo que pensei ter visto uma quando estava no chuveiro.
Se ela disser que não tem, posso dizer que talvez tenha confundido com a espuma escorrendo, o shampoo, sei lá. Na hora saberei inventar alguma coisa.

Bem, agora tinha que esperar o momento certo. Putz! Não poderia repetir o truque da garrafa de água caindo, vai achar que sou uma mão furada. Absorta em meus pensamentos, percebo que ela terminou a sessão com seu aluno e deixa a academia junto com ele. Hoje meus planos não se aplicariam mais. Frustrada, resolvo ir para o chuveiro.

Enquanto deixo a água da ducha massagear meu corpo, tento aprimorar os planos para uma abordagem eficaz. Dezenas de opções passam pela minha cabeça. Avalio, descarto; pondero, acho que pode ser; no fim estou mais confusa do que quando decidi que falaria com ela usando métodos mais tradicionais e diretos.

Chego em casa e corro para o Orkut. Pesquiso e acho! Hummm! Agora sim, mais informações. Opção sexual não está disponível, pode ser um bom sinal. Várias fotos de rodeio, minha mente sacana já visualiza fantasias para o grande dia. Ah! Uma foto da tatuagem; bingo! Então o lance da tatuagem pode dar certo.

Fico animada. Estou excitadíssima! Mas agora um sinal vermelho acendeu. Com tanta empolgação, esqueci que para entrar no seu perfil usei meu próprio nome e não o Orkut do M.I.D.U.A.S.

Agora ela vai ver que a visitei e não posso usar de subterfúgios, terei que ser direta. Pior é se ela não for interessada “na fruta”, aí estou perdida. Então, as fotos que me pareceram “apropriadas” para o que estava pensando, passaram a revelar que talvez tenha errado em minha avaliação. Tento me convencer que talvez seja bissexual, como eu. De tão nervosa, desligo o computador; não quero mais pensar nisso hoje. Vou dormir.

Teremos um feriadão e decido com o ELE ir para a praia. Pelo menos não vou ficar vendo a “loirão” naqueles dias. Mas a segunda-feira logo se apresenta e estou de volta ao meu ponto de partida: não tenho nada para fazer minha abordagem dar certa. Mas problemas profissionais me impedem de ir a academia naquele dia, e ainda nos dois seguintes.

Hoje vai ser o dia, pensei. Vou comentar alguma coisa de rodeio com alguém ao seu lado e ver se ela se interessa. Cheguei e fiquei perto do aluno dela durante o aquecimento. Puxo conversa, mas ele é meio “tosco”.

Quando vejo ela se aproximar, pergunto pra ele em tom de voz acima do meu normal:
- Você sabe onde tem rodeio aqui pela região?
- Rodeio?! De bois, cavalos? Enrola-se o aluno.
- Sim! Conhece? “Rodeio”, reafirmei. Minha intenção era fazer ela ouvir a “palavra mágica”.
- Eu conheço, você gosta? Ela entra na conversa. Quase vibro com a possibilidade de tudo dar certo hoje.

- Nunca fui, mas tenho curiosidade; falei.
- Eu gosto muito, freqüento sempre que posso. E música sertaneja, gosta? Ela já bem próxima de mim.

Putz, para isso não estava preparada. “Música sertaneja?” Detesto! Mas não tive coragem de dizer naquele momento.
- Não sou assim uma “fã”, mas não desgosto. Foi o que arrumei de melhor.
- Sempre vou a uns bares aqui na cidade, tenho um grupo de amigas que adora. Ela revelou.

Grupo de “amigas”, hummm! Acho que meu instinto não me traiu. Agora preciso tirá-la de perto do aluno, aproveitar a chance e engrenar a conversa. Dou alguns passos para o lado, ultrapassando-a com meu corpo roçando no seu. E já coloco outra questão:

- Estava aqui perguntando pra ele onde tem, porque gostaria de ver um. Tem algum previsto para breve?
- Tem um mas é meio longe, não sei se você vai poder. Melhor ver um perto, se gostar você não para mais. Disse sorrindo.
- Ta, mas esse longe você vai? Se você for eu vou; me oferecendo toda.
- Não sei ainda, preciso ver com minhas amigas. Despejando água fria na minha próxima frase.
- Ah! Sei! Bem, é que pensei ir nós duas, assim, com mais gente, não sei . . .

Havia arriscado agora, mais direta impossível. Ela baixou os olhos, parece ter percebido que falei com segundas intenções. Agora não podia voltar atrás, era prosseguir e ver no que dava. Não deixei ela pensar, mandei outra:
- Você deve ficar ainda mais linda de roupa de “cowboy”, você usa quando vai, né?
Ela ficou ruborizada visivelmente e sem olhar nos meus olhos, disparou:
- Você viu no meu Orkut, né? As fotos?
- Vi, achei-as lindas! Sempre sorrindo, você fica muito feliz nestes eventos!

Mas a conversa foi interrompida pela necessidade dela de atender o aluno. Pediu desculpas e se afastou. Agora tinha que esperar o interesse dela, estava tudo encaminhado. Se não me procurasse mais, eu havia errado. Desta vez não fugi para longe. Fiquei próxima, para que não me perdesse de vista e pudesse atender o aluno, caso viesse falar comigo.

Quando ele engrenou, ela veio.
- Vou ver direitinho esse rodeio que te disse, depois te falo, OK? E sorriu, mas ainda sem me encarar.
- Vou ficar esperando. Caso role preciso de ajuda para comprar as roupas certas; você ajuda?
- Ah! Claro! Se rolar a gente combina. E voltou para seu trabalho.

Naquela noite sonhei com o tal rodeio. Só que de pura sacanagem. Ela de quatro e eu em cima, só de botas e chapéu de boiadeiro e com um dildo lindo, como se fosse um chicote. Segurando sua cabeleira loura como se agarrada a uma crina, cavalgava nela enquanto gritava palavras de tesão, dizendo o que faria com ela a seguir.
Chupei-a toda: peitinhos, bucetinha, bundinha e depois enterrei o dildo como se fosse um rabinho. Na fantasia ela adorou, agora é esperar pela realidade e ver o que vai rolar.

Sobre este texto

ELA do M.I.D.U.A.S.

Autor:

Publicação:5 de setembro de 2011 13:02

Gênero literário:Depoimento erótico

Tema ou assunto:Lésbicas

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Este texto foi lido 1.039 vezes desde sua publicação em 05/09/2011. Dados do Google Analytics

Comentários

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  • Vivi
    Postado porViviem2 de dezembro de 2015 15:44

    Cararamba publica o resto adorei e quero saber como foi com a personal

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