Conto Erotico | Historia Erótica

Publique seu texto gratuitamente!

Autores mais lidos
Loja História-Erótica
Conto erótico no isntagram
conto erotico no youtube
conto erotico no tumblr
Imagens Eróticas
Do fundo do baú

O Baile

No auge da minha adolescência eu era um vulcão preste a entrar em erupção. Meses após ter iniciado minha sexualidade com meu namorado, agora eu vivia um período de absoluta abstinência, com o fim do namoro praticamente decretado. Dominada por dogmas religiosos, meus desejos eram sufocados pelo temor do pecado. Mas meu corpo jovem e atraente era um convite à exploração masculina, que me fazia tremer ao toque, ao olhar, ao cheiro.

Meu sexo vertia o mel do prazer reprimido e meu conflito interno desejava qualquer sinal que transformasse aquela prisão virtual em liberdade para usufruir minhas sensações.

Meu grupo de jovens idealizou uma campanha para arrecadação de fundos, o objetivo não podia ser mais nobre: ajudar crianças carentes. Nem mesmo eu sabia quão carente eu mesma estava. Um raro beijo ascendia o estopim dos meus desejos, a língua na minha boca logo era transformada em tesão incontrolável, mas tudo virava frustração naqueles tempos que precederam o fim do namoro. Uma bomba sexual, era o que eu encarnava naqueles dias. A explosão teimava em não se concretizar e eu aplacava todo o meu entusiasmo com minhas mãos percorrendo os seios e finalmente a vulva, o clitóris, em movimentos repetidos e intensos debaixo do chuveiro ou na cama, antes de dormir com um sorriso de meia satisfação na boca inchada e úmida.

Um baile beneficente foi organizado. Meu namorado se esquivou de comparecer, nem me lembro o motivo. Fui sozinha para o evento, fazia parte daquela comunidade religiosa e não queria decepcionar meus colegas. Como era de se prever, a festa foi praticamente povoada por casais. Namorados, noivos e casados, todos imbuídos em colaborar com a campanha. E foram suas parceiras que, penalizadas pela minha solidão, incentivaram seus homens para dançar comigo enquanto cuidavam dos afazeres em rodízio.

Veio o primeiro e dancei com seu cheiro, aquele cheiro masculino que me incendiava. A cada volta no salão meu corpo mais se encostava ao dele, instintivamente, sem que nem mesma eu soubesse que estava tão colada no meu par. Apenas meu corpo sabia o acontecia. Meu corpo jovial e sedento queria resgatar os meses de penúria ao toque, ao calor, ao prazer. Eu, apenas dançava. Outros foram incentivados a fazer o mesmo, mantendo-me assim na condição de par para inocentes danças em um baile beneficente.

Mas no meio da festa eu precisei ir ao toalete. Lá descobri que meu corpo estava adiante da minha consciência. Meu sexo exageradamente umedecido exalava o cheiro que me inebriou. Tomei consciência do meu tesão, um tesão puro, quase infantil, sem qualquer provocação maior que o simples cheiro do parceiro, o toque das mãos, o roçar dos peitinhos nos seus peitos másculos. Usava uma blusa de voal preta, com sutiã delicado, juvenil, mais uma capa protetora para os meus peitinhos duros e agora empertigados. Olhei para os mamilos e vi como estavam duros, lembrei deles assim quando fiz sexo com meu namorado. A saia preta justa e realçando meus contornos favoreciam as encoxadas, o roçar dos púbis, eventuais, durante a dança.

O calor do salão repleto nos permitia as roupas leves, a despeito do vento que soprava fresco do lado de fora. Mas o calor maior era o meu fogo interno. Um fogo que não se apagava, queimava silencioso a espera do frescor que o dominasse, momentaneamente, para reacender mais adiante. Foi o que tentei fazer, acariciando a vulva por alguns segundos. Mas os dogmas religiosos, ainda mais fortes naquele lugar, me impediram de continuar até aplacar minha sede. Sentia meu rosto ferver, minha vulva queimar, meus peitinhos a ponto de explodir.

Voltei do toalete agora consciente do meu estado de excitação. Meu próximo par não economizou distância, trouxe seu corpo para junto do meu com vigor. Suas pernas adentravam minhas coxas e eu sentia minha vulva ser pressionada, aqui e ali, a cada rodopio, a cada passo. Não fosse aquele um baile da igreja e eu teria dito no ouvido dele que queria transar, que estava pronta para recebê-lo dentro de mim, que queria uma invasão das minhas entranhas. Não fosse eu uma quase menina e teria pensado isso.

Outro par deve ter-se excitado com meu corpo oferecido para o abraço da dança, deve ter notado meu peito a ponto de rebentar a blusa e roçar no seu. Sob o pretexto de ensinar-me outros passos, segurou-me com uma de suas mãos, muito fortes e hábeis sob minhas axilas. Seu polegar alojou-se na lateral do meu peitinho e eu senti o prazer do toque, as vezes da caricia disfarçada. Afastando-se para o outro lado do salão, longe dos olhos da mulher, sua outra mão descia pelas minhas costas até minha bunda. Esta sim, pelos contornos e proeminência, indisfarçável objeto do desejo daqueles mais atentos aos sinais que meu corpo emitia. No balanço da música, no toque do polegar, nas carícias disfarçadas, nas pernas invasivas que pressionavam o interior das coxas, no roçar dos púbis e no abraço forte, meu corpo se entregou para que eu vivesse minutos de êxtase.

A cada novo parceiro eu ia me encostando mais, deixando que eles se esfregassem como queriam, tudo dissimulado pela dança, pela lotação do salão, pelos pequenos esbarrões eventuais, pelas poucas trocas de palavras, quase sempre de duplo sentido. Uma pesquisa para saber minha disposição em deitar com eles depois, em outro dia, em outro lugar. Nada acintoso, nada desconfortável, nada nem mesmo explicito. Apenas informações colhidas para juntar o quebra-cabeça da mente conquistadora masculina. Predadora até, a julgar pela minha tenra idade, ingenuidade dominante, mas com corpo de mulher feita. Sedenta de prazer!

Sem nenhum exagero dancei com metade dos homens daquele baile. De alguns tive o respeito que a ocasião exigia, a formalidade que suas condições de casados e noivos sob o olhar vigilante de suas mulheres, obrigava. A gentileza, que permeava naquela comunidade religiosa. Mas de outros tive um velado prazer. Enquanto imaginaram estar se aproveitando da jovem inocente com corpo em brasa, eu me deleitava com seus toques, seus abraços, seus dedos ansiosos, seus volumes acesos, seus cheiros másculos, seus potenciais masculinos.

Cheguei em casa em chamas. Despi tudo que vestia e deitei na minha cama. Percorri meus peitinhos com as mãos. Estavam inflados, prontos para uma boca ávida, uma língua intrépida, um olhar sedutor. Minha vulva totalmente tomada pelos meus próprios fluidos. Sua maciez era proporcional ao líquido que escorria virilha abaixo. A fartura de pêlos negros e encaracolados não escondia meus desejos. Minha mão direita acariciou toda a região, minha boca entreabriu-se e um gemido ecoou no quarto. Meus dedos pequenos e ansiosos vasculharam em busca dos pontos mais sensíveis, onde a pele era mais úmida e macia. Os joelhos dobraram e as pernas se abriram para os lados. As pontas dos dedos, de dois deles, massagearam a entrada do vulcão. Depois o clitóris. Não durou cinco minutos.

Logo uma erupção se fez presente, exigindo que o travesseiro fosse afogar o grito. O corpo se contorceu para o lado, enquanto abafava os sons indicativos do gozo. Os dedos, até então gentis e carinhosos, foram sem ordem consciente, alojar-se dentro da vagina, acompanhados do seu vizinho até então preguiçoso. E foram tantas idas e vindas, entradas e saídas, que pareciam querer reproduzir cada um dos meus pares no baile. Mentalmente, sem a malícia da pré-concepção, meus dedos reproduziam o coito que cada um daqueles homens desejou secretamente.

Mas o prazer veio de mim para mim mesma. Depois do baile.

Sobre este texto

ELA do M.I.D.U.A.S.

Autor:

Publicação:24 de agosto de 2011 14:40

Gênero literário:Depoimento erótico

Tema ou assunto:Jovens

Compartilhe este conto erótico com seus amigos
Este texto foi lido 930 vezes desde sua publicação em 24/08/2011. Dados do Google Analytics

Comentários

Novo comentário

Os comentários serão moderados. Não serão aceitos comentários agressivos ao autor e/ou que divulguem sites comerciais. No campo nome só aceitaremos nome de pessoas. Se tiver interesse comercial Fale conosco para saber nossa política de publicidade.

  • marogenia
    Postado pormarogeniaem22 de outubro de 2011 10:43

    Fico imaginando se há, aqui pertinho, alguma garota assim. As vezes a gente nem fica sabendo que é o homenageado na punhetinha noturna da tarada precoce. O pior é que, por causa desta 'cegueira, outros, de longe, caídos de para-quedas, é que acabam comendo gostoso. Prestar mais atenção é bom!

  • Doctor HOUSE
    Postado porDoctor HOUSEem26 de agosto de 2011 09:46

    Muito interessante e excitante este depoimento. Meu diagnóstico é que esta garota está com ausência de vitamina PICAS e o tratamento é injetar PICAS diariamente.

  • Paulo
    Postado porPauloem26 de agosto de 2011 09:42

    Adorei seu texto e adorei seu blog. bjos

  • Paty
    Postado porPatyem25 de agosto de 2011 13:18

    muito bom!
    lembrou minha adolescência.

Deixe seu comentário abaixo

*Campos com esta marca são de preenchimento obrigatório.
*

Seu endereço de e-mail não será publicado

Mova o seu mouse para fechar essa ajuda.
*