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O Intruso

O Intruso
Tic-toc, Tic-toc...

Não conseguia parar de presta atenção no relógio de madeira verniz pendurado ao lado da porta, o badalo de ouro ia e voltava, e Will continuava a conversar assuntos aleatórios com James, que muito engrandecido gargalhava ao contar sobre o caso que tivera na ultima viagem.

_ Uma mulata insaciável Will, foi à mulher mais selvagem que tive na minha vida. –Dobrou o joelho sobre a perna e sussurrou olhando de escárnio para mim. –Você deveria experimentar.

_ Ora James! Estou satisfeito com Madelayne. –Dei um sorriso sutil e voltei a fatiar a cenoura ouvindo a conversa.

_ Eu sei que está. –Sua voz soou em um tom menor. –Mas me diga... –delongou a frase enquanto eu me virava para pegar a cebola na geladeira. –A sociedade com Lucas tem dado certo?

_ Sim, sim. A sua ideia com a campanha publicitária... –Fechei a porta metálica vendo o reflexo embaçado do meu cabelo loiro.

Will e James discorriam assuntos que eu não compreendia. Permanecendo atrás do balcão preparo um ensopado, mas o ambiente aberto me permite vê-los na sala sentados no sofá.

_ Serio? Isso é raridade Will, por favor, me mostre. –Lá vai Will exibir aquele gibi antigo que por pouco eu não joguei fora no verão passado. As gargalhadas são encerradas, escuto apenas o borbulhar do cozido.

Eu odeio quando o Will se afasta, pois quando isso acontece sei que James fica me observando. Não há nada de mais, apenas não gosto de me sentir observada.

_ O seu cheiro esta uma delicia.

_ Ah! –Assusto com a aproximação repentina e corto o dedo. Murmuro um palavrão e volto minha atenção para James. Será que ele me deu uma cantada?

_ Obrigada, espero que goste mais do sabor do que do cheiro! –Vou ate a pia, ligo a torneira e deixo o fluido sanguíneo escorrer junto à água.

_ Desculpe, eu te assustei. –James pega uma folha de papel toalha. –Permita-me.

Tomando minhas mãos nas suas ele enrola o machucado, estancando o sangue. Sei que é bobeira minha, mas me sinto coagida em sua presença.

_ Não precisa se incomodar James, eu cuido disso. –Tento me desprender do seu toque, mas ele mantém firme uma das mãos no meu pulso enquanto a outra continua a pressionar o papel ao redor do meu dedo.

_ É claro que preciso você machucou-se por minha causa. –Assentido com a cabeça permito que ele continue. Com a mão livre abro a gaveta do armário atrás de mim e pego a caixa de “band aid” e lhe entrego.

A presença de James me soava invasiva. Era a terceira vez naquela semana que ele se jantava conosco, claro sempre para resolver assuntos empresariais. James é um ótimo empreendedor e tem ajudando bastante Will.


_ Madelayne... –Sorri com ironia. –É quase Madalena... Qual a origem do seu nome? –Dou um aceno negativo erguendo os ombros, não faço ideia. Olho insistentemente para a sala esperando que a presença de Will diminua o meu constrangimento. –Você é bem tímida.

_ Receio que sim! –Respiro fundo, sentindo-me incomodada, porem isso faz destacar os meus seios atrás da justa blusa preta.

James levanta o olhar e a luz fluorescente da cozinha reflete com mais intensidade o verde dos seus olhos.

_ Está pronto. –Diz, segurando intensamente minha mão e fitando-me em um mar de pensamentos.

_ Eu não quero ser indelicada, mas a comida vai queimar... –Balbucio olhando para o chão e tento me afastar, porem ele insiste em segurar minha mão e eu não sei o que pronunciar, sem parecer agressiva.

Will já me contou varias historias sobre a personalidade de James de como pode parecer inadequado, mas não de maneira intencional. Não quero causar conflito, mas ele esta me deixando nervosa.

_ Por favor... –Meu sussurro é interrompido, sendo surpreendida pelo peso de um beijo.

Sinto uma corrente de espanto passar pelo meu corpo ao sentir seus lábios, o som advindo do corredor faz com que ele se afaste e com normalidade gire o corpo pegando um copo de água do lado oposto.


_ Demorou mais encontrei. –Disse Will trazendo a caixa em que se encontravam os “Tais” gibis. Se eu não estiver errada, aquela guardava antigas revistas pornográficas.

_ Esplendido. –Virou o copo, bebendo a água de uma vez. Colocou a taça no balcão e deslocou para sala sem nenhum receio do que fizera. Parecia que nada tinha acontecido.

Encostada na pia deslizei a mão sobre a testa aturdida sem saber se deveria contar a Will o ocorrido e destruir uma amizade douradora e um negocio lucrativo. Ou... Apenas deixar de lado.

Eu fui avisada de que o comportamento de James era fora do comum. Mas o qual fora se trata? Talvez apenas deva ignorar mais ainda a presença dele. É isso que farei!

Tic-toc, Tic-toc...

Hoje Will chegará mais tarde, uma reunião no trabalho lhe prendeu na empresa por mais tempo que deveria. Não é o que eu costumo dizer... mas graças a Deus. Isso significa que posso ficar tranquila sentada no sofá vestindo o meu hobby sem pensar se haverá visitas ou se terei que ir para a cozinha.

O badalo do relógio antigo ia e voltava. Este é o principal elemento que dar um ar rústico a casa, assim como o piso de madeira. Estico os pés o máximo que consigo, espreguiçando.

A moleza e toda a calmaria da noite quente me levava a tirar um cochilo, porem o tic-toc se misturava ao toc-toc na porta. Quase não atendi, porem uma mensagem no celular me causou pânico:

[Esqueci meu notebook, Will disse que poderia pegar. É importante Med.]

Olhei para o notebook preto sobre a mesa em direção ao corredor escuro. Bato a cabeça contra o conforto do sofá extenuada.

Toc-toc... Toc-toc... Toc-toc

_ Já VOU. –Gritei enquanto pegava o aparelho e procurava as chaves.

Toc-toc... Toc-toc... Toc-toc

_ Oi! –Abri a porta.

Escorado na marquise James deu um sorriso e afrouxou os punhos. O cabelo preto o fazia parecer mais branco do que já era. Will, diferente dele transbordava vida, tendo a pele mais bronzeada e um sorriso mais genuíno.

_ Oi! Aqui está. É só isso? –Perguntei por educação, e ele foi se metendo para dentro.

_ Na verdade eu preciso de um copo de água. –Tentei barrar a porta. –Med, esta com medo de algo?

_ Não... É que Will não esta... Então é melhor você ir.

_ Você vai me negar água? –Me fez parecer ridícula.

_ Eu não sei... –Passou pela minha barreira, quando pensei que estava se aproximando demais.

_ É apenas água. –Fechei a porta e respirei fundo.

Sem nenhuma presa ele parou no centro da sala, observando tudo como se fosse à primeira vez e deu um curto sorriso lateral como se “aquilo eu não tinha percebido”. Girou nos calcanhares pousando o olhar sobre mim. Lembrei-me de que estava apenas com o hobby branco, então o ajeitei, cruzando os braços.

_ Vou pegar a sua água. –Fechei a cara irritada com as brincadeiras constrangedoras. –Gelada ou ambiente?


_ De qual jeito você prefere? –Continuei em silencio olhando para ele com expressão patética. Então ele soltou uma risada de deboche. –Desculpe, mas ver você irritada me diverte.

_ Eu percebi. Acho que você está indo longe de mais. –Ele tirou as mãos do bolso e me fitou com uma seriedade que não havia visto nele.

_ Gelada. –Respondeu a pergunta anterior sem muita simpatia, acho que ele ficou com raiva mais o que eu posso fazer? Dei as costas para buscar a bebida. –Eu não quis te ofender Madelayne, sei que essas reuniões na sua casa vêm lhe deixado estressada e as minhas brincadeiras não agregam.

Senti-me um pouco culpada por ter sido tão hostil de repente.

_ Esta tudo bem! É que você... Deve ter bebido um pouco ontem... –Ele desvio o olhar tentando lembrar-se e fitou-me novamente. –Mas o beijo me assustou, mas eu sei que não foi proposital.

_ Foi proposital. –Meu braço desceu como um peso morto colocando o copo no balcão. –De todas as coisas que eu fiz, beijar você foi proposital. Fazer Will se “ocupar” hoje, foi proposital...

_ Do que você esta falando? –A tensão me tirou um soluço. Will esta me traindo?

_ Quase acreditei na fidelidade dele, mas quando apresentei a Shey tudo mudou. –Ele se aproximou tirando minha mão do copo e bebendo a água. Larguei minha euforia de lado por alguns segundos e percebi o que estava acontecendo.

_ Você esta mentindo? –Franzi a testa. Ele levantou a mão pedindo um minuto enquanto bebia a água, arfou e colocou o copo de lado.

_ Sim, mas bem que poderia ser verdade! –Me atirei em sua direção para lhe dar tapas e ele me segurou pelo pulso. –Como e fácil montar situações com o medo das pessoas.

_ Seu idiota! –Gargalhou com meu nervosismo.

_ Opa! Chega, para! –Parei de tentar ataca-lo. Tive vontade de chorar, não sei o que faria se perdesse Will. Mas, James tem um humor negro.

Observou o “band eid” e aproximou seus lábios e o arrancou deixando o corte exposto. A ferida tinha um vermelho escarlate vivo que embora fechado ardia um pouco.

_ O que você esta fazendo? –Levou o dedo em sua boca e o chupou enquanto sua língua roçava a ferida. –Chega, eu exijo que pare com essas brincadeiras, eu quero que você vá embora.

Ele então deu leves mordiscadas no local, me infringindo com dor, dando um sorriso endiabrado disse:

_ Ainda vou lhe devorar. –Deixando-me paralisada, pegou o que viera buscar e se retirou. Pisquei incrédula quando a porta bateu.

Passei a noite acordada, revirando na cama. Will chegou tão animado dizendo que os sonhos dele estavam se realizando e que sem um amigo como James nada daquilo teria acontecido, não tive coragem de contar a ele.

Tic-toc, Tic-toc...

Depois de quase um mês sem vir aqui, James veio nos visitar novamente graças ao convite insistente de Will. A nossa mesa não era das maiores. Apenas quatro modestos lugares. Toda vez que James levava a cumprida taça de champagne aos lábios me olhava sobre o cristal, eu sabia o que ele estava pensando, mais Will nem imaginava.

_ Vou embora neste fim de semana. –Continuei lavando as vasilhas e limpando a cozinha. –Talvez, não volte, vai depender de você. Você quer que eu vá.

_ Seria ótimo! –Contraiu o sorriso e virou o restolho do champagne na sua taça. Continuou segurando a garrafa vazia fazendo media. –Você não fica enjoada de ser apenas dona de casa? Digo... Não é sem graça uma mulher tão bela perder a sua vida presa?

Sequei as mãos na barra do curto vestido verde.

_ Eu não estou presa, posso sair quando eu quiser. Mas você parece insatisfeito morrendo de inveja de tudo que o Will conquista. –Parei ao seu lado em frente ao balcão colocando o que sobrou do jantar em tigelas menores.

Girando o corpo ele colocou atrás do meu, e pressionando contra o balcão senti as pontas dos dedos fincar nas minhas coxas puxando o vestido para cima.

_ Eu tenho mais dinheiro e sucesso. Tudo que o Will tem eu tenho em dobro. –Sussurrou.

_ Você esta disputando. –Apartei suas mãos. –Ele te considera um amigo, você me dar nojo. Se afaste de mim.

Disse antes de tentar virar para colocar as tigelas na geladeira. Ele deu alguns passos para trás então me virei.

_ Sai da minha frente! –James me encarou sem muita pré disposição em obedecer e empurrou de volta para o balcão.

_ Coloca essas coisas ai em cima. –Coloquei as tigelas na bancada antes que caíssem. –Eu quero você... –Ousei tentar interrompe-lo. Will havia bebido muito aquela noite e desmaiou na cama, me deixando vulnerável aquela peste. –Farei tudo que o Will precisar e irei embora, e você nunca mais me verá. Mas, só se eu a possuí-la.

_ Mas, eu não quero você. –Seu olhar vagou por alguns estantes.

_ Então eu faço a sua vida um inferno. –Inalei forte o ar.

_ Que tipo de pessoa é você? É um maluco, psicopata? –Me apertando mais ainda contra o balcão senti sua mão por baixo do vestido afastando a renda.

_ Apenas uma pessoa com gostos peculiares. Desse medo eu te libero esta bem?

Minhas bochechas começaram a suar sentindo seus lábios quase colados aos meus, mas ele não me beijou, queria observar minha expressão para ver se realmente eu não cederia, seus olhos estavam presos aos meus e eu quase não piscava.

Quando senti seus dedos me acariciando soltei uma respiração mais forte e ele sorriu.

_Tem certeza que não quer? –Acenei a cabeça em negação. –Você fica muito mais gostosa quando fica ruborizada sabia? Mas é uma péssima mentirosa.

_ Para, por favor! – Fiquei bamba quando ele levantou o vestido e eu senti algo mais grosso roçando em minha intimidade úmida, abrindo caminho entre minhas partes.

James observa minha reação enquanto roçava seu membro em mim. O suor salpicava nossas peles e o ar se tornava cada fez mais quente. Seus lábios entre abertos rente ao meu procurou de forma delicada a minha língua. Um pequeno toque e uma pequena sucção nada mais. Ele queria me observar.

_ Você quer que ele entre? –Acenei que não. –Então por que está molhadinha?

Senti ele, aos poucos deslizando para dentro de mim e uma lagrima de prazer com um misto de medo rolou em meu rosto, James tentou manter os olhos abertos mas teve um delírio quando minha parte quente abraçou o seu membro ereto, e contagiado pelo desejo em movimento profundo jorrou dentro de mim.

Eu não deveria, mas eu gostei.

Tic-toc, Tic-toc...

Estou sozinha sentada na mesa brincando com a comida, passou-se mais de um ano.
E James cumpriu a sua promessa.
Fez da minha vida um inferno, repleta de lembranças.


Ele nunca mais voltou.


http://escritoraestefaniacristina.blogspot.com.br/

Sobre este texto

Estefania Cristina

Autor:

Publicação:8 de janeiro de 2016 19:07

Gênero literário:Contos eróticos

Tema ou assunto:Pulando a Cerca

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