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Do fundo do baú

CADA CANETA TEM SUA TAMPA

Permita-me apresentar nossa amiga de hoje. O nome dela é Patrícia, 30 anos, psicóloga, solteira; não conta com uma beleza estonteante, mas possui os seus encantos, de modo que não faz muito esforço para atrair o interesse dos homens. Era feliz em quase todos os campos da sua vida, com exceção do sexual e, por consequência, do sentimental. A estabilidade de seus relacionamentos, por vezes, era comprometida quando entrava em pauta a satisfação de suas vontades concupiscentes, pois só conseguia alcançar o orgasmo a partir de um único estímulo, que, mesmo assim, não a deixava totalmente realizada.

Desde o seu primeiro contato com o sexo, até certo momento de sua vida, Patrícia não conhecia esse delicioso estado de delírio tão buscado por todos. Nada a satisfazia completamente: nem a fricção no clitóris, nem carícia nos mamilos, nem a penetração, independentemente do orifício no qual se dava o contato. Dedos e línguas, no seu pequeno ponto nevrálgico ou nos seios, lhe eram indiferentes; e a sensação de preenchimento que um pênis produzia nas suas entradas inferiores agastava-a bastante. Por falta de destreza de seus namorados, vivia descontente no âmbito sexual e sentimental, até conhecer Gaspar. Esse foi o primeiro homem que lhe mostrou, até então, uma nova e, por muito tempo, única possibilidade de alcançar o melhor dos prazeres.

E o que esse homem fazia de especial? Pois Gaspar, muito dedicado e paciente, percebendo que Patrícia, de nenhuma forma, experimentava a mais doce das volúpias, descobriu uma maneira de levar nossa amiga ao paraíso das sensações. Dotado de uma língua comprida e ágil, vasculhou a vagina de Patrícia e localizou o seu ponto sensível. Logo na entrada, quando seu órgão gustativo tocou num determinado ponto desse canal feminino, Patrícia enrijeceu-se; em seguida, chacoalhou-se como uma serpente ao ser capturada e gemeu de uma forma inusitada. Ele, então, percebendo que assim a levaria ao clímax, aplicou-se na manobra e pressionou com mais insistência esse ponto, até que ela, aos urros, desfez-se em pedaços. Enfim, Patrícia, por meio de Gaspar, tomou conhecimento do que era essa maravilhosa sensação e só assim, dessa única maneira, conseguia voltar a visitá-la. O próprio Gaspar e outros que apareceram depois tentaram imitar os movimentos da língua com o dedo, mas esse prolongamento da mão não produzia o mesmo efeito. Talvez fosse a composição do revestimento, a espessura, a intensidade da força. Não sabia dizer por que motivo, mas só a língua a conduzia ao apogeu. Introduzir uma pequena porção do pênis, do mesmo modo, mostrou-se ineficaz. Provavelmente, pela espessura, não fosse possível, para o membro, pressionar aquele ponto de maneira adequada. Enfim, esse órgão teria que ser mais delgado.

Gaspar foi muito importante na sua vida, mas passou. Nem mesmo ele e sua espantosa habilidade lingual, que somente uns poucos depois dele conseguiram repetir, deixavam-na plenamente satisfeita. Com efeito, o primeiro passo foi dado: conheceu o máximo da efervescência de sentimentos. Entretanto, essa emoção não a deixava realizada por completo; Patrícia ainda sentia um vazio. Ela queria desfrutar o orgasmo acompanhada do peso de um homem sobre si; de deslizar e enroscar seu corpo ao encontro do corpo do parceiro; de trocar olhares, de abraçar e beijar o outro, quando chegassem juntos ao prazer final. Suas amigas descreviam, com chamas nos olhos e umidade na boca, a delícia que era usufruir todas as grandes impressões que envolviam o desfalecimento conjunto. Queria igualmente trafegar nesse túnel de indescritíveis sensações. Contudo, todas as tentativas de alcançá-lo resultaram infrutíferas. O agastamento com um cilindro entre suas pernas perdurava, a despeito de todas as variações de posições experimentadas. Não sabia se esse incômodo era físico ou psicológico. Nenhum médico ou psicológico sabia. Para o conhecimento humano, ele era inidentificável. Resignou-se.

Porém, certo dia, quando se entregava aos seus hábitos cotidianos de higiene bucal, ao cuidar da língua, atinou que seu drama poderia ter um fim se achasse um homem... como diríamos...? “mal dotado”. A solução seria um portador de um membro com as mesmas dimensões de uma língua; com a vantagem de a pele que cobre o pênis ser ainda mais suave. Eureca!! Estavam resolvidos os seus pesares. Bastava, agora, achar o naturalmente desventurado, que passaria a ser a chave de sua ventura.

No primeiro momento, a tarefa não se mostrava a das mais fáceis. Como encontrar o infeliz? É um assunto extremamente delicado para qualquer homem, sobretudo o brasileiro que sente o peso do falocentrismo, cuja classe dominante – a masculina – não é só cruel com as mulheres, mas também, muitas vezes, com os seus iguais: não basta ter um falo, ele deve ser de porte respeitável. Dificilmente um exemplar masculino assumiria essa pretensa “deformidade.” E era impróprio e enganoso sair excitando os homens pela rua para verificar o tamanho da bagagem que carregavam entre as pernas. Ainda existia outra agravante: para se equivaler ao tamanho de uma língua, não bastava o instrumento ser pequeno em relação à média brasileira; ele deveria ser minúsculo: cinco ou seis centímetros para que ele pudesse cumprir, a contento, a tarefa desejada. Em suma, era uma empreitada bem difícil. Mas era sua última esperança, e lhe pareceu uma boa ideia; não quis desistir sem ao menos tentar.

“Por que não recorrer à internet?” Pensou. Encontra-se de tudo na rede mundial de computadores, por que não encontraria esse homem? Quem sabe haja o relato sobre algum caso? Todavia, achar esse caso em alguma reportagem e abordar o tal sujeito, se é que conseguiria sua identificação, seria uma atitude inconveniente e indelicada. Garimpar entre inscritos em sites de relacionamentos lhe pareceu mais viável. Decidiu visitá-los. Como lidar com o preconceito e a influência do senso-comum é bem fácil no plano teórico - dimensão em que os discursos se revestem da mais terna beleza e profunda tolerância - do que no plano prático, Patrícia, ao selecionar seus candidatos, eliminou de imediato os homens altos e os negros e se concentrou nos baixos e orientais. O primeiro grupo por uma associação popular entre estatura e tamanho do pênis; e o segundo, por ter notoriamente – e dizem até cientificamente – um membro bem avantajado. A preferência recaiu nos baixinhos e nos orientais, porque aqueles, pela lógica já exposta para os altos, deveriam ter um membro pequeno; e esses últimos, por sua conhecida – e juram que até científica - desvantagem em termos de tamanho peniano; fama essa que serve até para alimentar piadas.

Por questões práticas, afinal os baixinhos não costumam especificar sua altura no perfil por medo de afugentar possíveis pretendentes, Patrícia restringiu-se aos orientais. E, como eles costumam ter estatura mais baixa, resolveria dois problemas com uma só ação. Pela foto do perfil, selecionou um oriental que lhe agradou pelas suas belas e simpáticas feições. Depois de algumas conversas virtuais, troca de fotos, telefonemas, os dois marcaram um encontro. Patrícia se encantou com o rapaz. Tanto por ele ser simpático como pela sua altura: em pé – ela de salto – os dois tinham o mesmo tamanho, algo em torno de 1,65m - medida bastante alvissareira. Marcaram outros encontros, continuaram se entendendo muito bem; então, sentiram-se mais à vontade para momentos mais íntimos. Depois de um romântico jantar, pararam no motel. Antes de seguirem para o local, nos momentos de beijos e abraços, Patrícia estranhou um pouco o grande volume que a cutucava na altura do quadril. Não fez muito caso; poderia ser um aparelho celular desses modernos - que andam cada vez maiores - mal posicionado no bolso. Como não pudesse conferir com a mão o volume do rapaz, sem despertar curiosidade dos presentes, deixou para fazê-lo quando estivessem sozinhos.

Ao chegarem ao motel e se despirem, Patrícia tomou um terrível susto. “Misericórdia!” Pensou espantada. Ao tirar a cueca, o japonês expôs um mangalho assustador. Por dentro, ela se desesperou; engoliu em seco; as mãos suaram. Sacudiu a cabeça e arregalou ainda mais os olhos para ver se não se enganara. Não, era enorme mesmo! O maior que já vira. Tinha plena convicção de que, devido a qualquer acidente, ele perdera o seu membro original e, no lugar, fora transplantado o falo de um equino. Quase fugiu sem dar explicações, mas a surpresa foi tamanha que ficou sem forças. Aferrou-se, então, à possibilidade do japonês desmaiar, pois julgou que faltaria sangue para alimentar o seu cérebro. Que nada! Ele continuava firme como um samurai. Enquanto buscava coragem para se aproximar daquele tronco de sequoia, quis maldizer os comediantes, que a fizeram acreditar piamente nessas falsas ideias; bem como os pesquisadores, se existisse mesmo a tal comprovação científica; a não ser que teve o azar de ser premiada com uma exceção; ou, talvez, naquele oriental também corresse sangue de algum ancestral negro. Maldição! Estava em apuros!

Quando se preparou para tentar abocanhar aquela coluna de templo romano, discretamente mediu-a com seu palmo; sobrava ainda muito. Céus! Devia ter por baixo vinte e cinco centímetros! Segurou-a com as duas mãos, ganhou-a com a boca, foi o mais fundo que pôde, e, ainda assim, suas mãos e boca estavam longe de se tocar. Enquanto estava nessa operação, tentou adivinhar os instantes de horror que viveria quando esse aríete preenchesse ou, melhor, rompesse seu revestimento interno. A dor aguda subiria pelo seu abdome, passaria pelo seu pescoço, sufocando-a; em seguida, como um soco bem aplicado, irritaria seu nariz e lhe tiraria lágrimas. Ah, que sofrimento! Esforçou-se em fazê-lo gozar com as carícias orais, para ver se assim ele se daria por satisfeito, pois, apostava que ele não seria capaz, em menos de vinte quatro horas, reunir forças para reanimar aquela torre colossal. Sem êxito. Não só era gigantesco; mas também resistente. E, quando ele a penetrou, tudo transcorreu conforme o horror que ela imaginara momentos antes. Nunca sentiria tanta aflição! E, como se desgraça pouca fosse bobagem, nem o seu alívio ela pode ter, porque o amante tinha língua presa. Que noite trágica! Não precisaria dizer que nunca mais voltou a se encontrar com seu amigo nipônico. Abandonou também, de uma vez por todas, a busca pela internet, bem como suas esperanças de ser feliz sexualmente.

Certo dia, então, surge, em seu consultório, um homem queixando-se de dificuldade em estabelecer ou manter ligação amorosa com as mulheres. A princípio, Patrícia não conseguiu suspeitar das razões dessa dificuldade. Não poderia ser insegurança a respeito de sua beleza física, pois, se ele não era um deus grego, estava longe de ser feio. Parecia ser também boa pessoa, de fácil trato. Aguardou o avanço da consulta para saber se conseguiria identificar o problema ou se o próprio paciente iria revelá-lo. Então, chegaram ao momento deliciado, em que o queixoso não mais tinha para onde fugir; tangenciar o assunto; teria que expor sua angústia. Foi quando ele, com muito embaraço, falou que tinha apenas cinco centímetros de pênis. Um pequeno absorvente interno! Patrícia - que nunca poderia imaginar esse problema naquele homem alto, negro, de compleição física mediana - ensaiou um leve sorriso; não de deboche, mas de esperança. Na sua mente, já podia materializar um possível momento de amor com seu paciente. Sua vagina, instantaneamente, ficou úmida. Contrariando a ética profissional (Foi por um nobre, vai! E para ambos!), tratou de sorrateiramente seduzir esse homem. Não demorou muito, e estavam se misturando sobre uma cama. Quando ele, pesando o seu corpo sobre o de Patrícia, roçando seus mamilos nos dela, usou o seu pequeno peão de xadrez para tocar exatamente naquele ponto sensível das paredes vaginais da amante; ela, num estado de êxtase, ocasionando pela inédita emoção, gritou jubilosa: Enfim, achei o meu homem!

Mais contos: http://apenaobscena.blogspot.com.br/

Sobre este texto

Henrique

Autor:

Publicação:10 de maio de 2013 08:31

Gênero literário:Contos eróticos

Tema ou assunto:Casal

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Comentários

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  • Henrique
    Postado porHenriqueem10 de maio de 2013 23:57
    Henrique é um autor no História Erótica

    Obrigado, Sr. Abade.

    Abraços

  • Henrique
    Postado porHenriqueem10 de maio de 2013 23:41

    Obrigado, Sr. Abade.
    Tenho outros contos no meu blog, se quiser conferir o link está bem no final do conto.
    Abraços

  • Sr.Abade
    Postado porSr.Abadeem10 de maio de 2013 15:14

    Muito bom o conto. Prendeu a atenção até o final da leitura. Sem contar com o tema, diria que único ao menos aqui no HE.
    Abraços

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