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MEU ALÍVIO

Preparava-me para dormir, quando vi Lívia sair do banho. Há dez anos eu vejo Lívia sair do banho; às vezes preguiçosa, às vezes desligada, às vezes cansada; às vezes apressada para atender ao choro insistente de uma das nossas meninas. Porém, nessa noite, Lívia saíra minha Lívia: livre e linda! Ela já saíra minha, muitas outras vezes; mas, nesse dia, não sei se de propósito ou inconscientemente - o que era o menos importante - ela saíra especialmente minha. Do mesmo modo, já a vira sair muitas vezes do banho especialmente minha. Porém hoje era um especial diferente dos outros, o que não apaga o brilho dos momentos especiais anteriores; apaga o brilho dos comuns, mas não dos especiais. Podemos empregar o especial para diversos momentos, sem que eles concorram entre si, sem que um exclua o outro, pois cada um é único; assim como era único cada momento em que Lívia saía do banho. Esses momentos se acumulavam na minha memória, marcando-me de maneira inefável; cada um com seu significado, seu singular sabor; cada um era delicioso de um jeito particular. Já conseguia antecipar os sabores e as impressões especiais desse: forte, selvagem, ardente.

Abrasado, precipitei-me da cama e, em dois movimentos, executei o assalto: surpreendi a minha Lívia com um forte abraço por trás. Ela, num susto risonho, condescendeu. Com os braços em cruz, ela afagou carinhosamente os meus braços e inclinou a cabeça para a lateral com dois propósitos: livrar o pescoço dos seus cabelos e expô-lo à minha boca. A docilidade do afago conteve meu ímpeto e me indicou a postura a ser adotada: Lívia queria ter uma relação carinhosa nessa noite. Enganei-me na leitura prévia, mas esse erro não anulava o novo sabor da ocasião. Ela queria ternura; eu estava pronto para lhe dar isso em profusão. Não significa dizer que ela só se agrade de carícias suaves. Ela venera também caçar e imolar - ou ser caçada e imolada – selvagemente. Contudo, essa noite, ela queria delicadeza. Eu sempre queria o que Lívia queria, assim como ela sempre tinha a mesma disposição em relação aos meus desejos; a convivência nos ensinou a sentir o momento em que cada um deveria ceder; era um código tácito, a que obedecíamos inconscientemente, sem lamentar; não havia espaço para lamentações, pois todos os nossos momentos íntimos, selvagens ou não, especiais ou não, eram sempre substanciais e deliciosos. Essa era a minha vez de ceder; e, como das outras vezes, fiz isso de bom grado. Beijei brandamente o seu pescoço; movimento que a fez aumentar um pouquinho a pressão nos braços e me puxar contra si; em resposta, prolonguei o beijo. Escorregando entre os meus braços, ela se virou para mim e me beijou. Como é bom o seu beijo! É macio, elástico, solto, molhado. Muitas mulheres (ouso dizer: a maioria) não apreciam beijos com muita umidade. Lívia, não. Ela adora beijos molhados, assim como eu. Ela diz adorar a sensação úmida ao redor da boca seguida pela leve sensação de repuxo de quando a saliva se seca. Igualmente venero todas essas sensações; deleito-me ao sentir sua língua pincelando a minha boca. E Lívia lambe com vontade! Às vezes sua língua atua como a de um lagarto: leve e apressada; outras vezes se apresenta pesada e demorada como a de um gato limpando os próprios pelos. Nessa noite, sua língua assumiu ares felinos e me lambeu sossegadamente, como quem saboreia um sorvete. E lambia ao redor da minha boca, meu queixo, meus lábios; pousava no pequeno sulco que se forma na junção entre o lábio inferior e o superior; e, por fim, entrou na minha boca, e metodicamente, lambeu minhas gengivas, meus dentes. Da minha parte, suguei-a com fervor. Em seguida, sua língua se recolheu. Era minha vez. Empreguei com a minha língua o mesmo zelo que recebi, e nas mesmas partes do seu rosto e sua boca; porém com um acréscimo: o seu palato. Lívia não conseguia alcançar o meu, mas eu sim o dela. E eu lambi fundo seu palato, com longos e demorados movimentos; enquanto isso apalpava os seus seios; e ela suspirava, arfava e amolecia. Deixei-a nesse pequeno transe por alguns instantes e a retirei dele apertando suas nádegas com moderada força; demos um sorriso, desses pequenos, acompanhado de uma meiga troca de olhares. Com mais deliciosos beijos, voltamos rapidamente ao clima. Se há pouco tempo cada um agiu na sua vez, nesse instante agimos juntos e fizemos nossas línguas se encontrarem. Lambemos a língua um do outro vigorosamente, sentindo nossas papilas se roçarem e se enroscarem. Adoramos essa carícia. Em chamas, Lívia segurou meu sexo, ainda encoberto, e eu envolvi a sua nuca com uma das mãos e, com a outra, apertei sua cintura. E nossas mãos iniciaram seu trabalho meticuloso. Ela comprimindo meu pênis; eu passeando pelo seu corpo. Parei as minhas em suas nádegas, enquanto a dela se concentrava no mesmo ponto. Executei os movimentos com os mesmos ritmo e pressão com que ela executava os seus. Até que as mãos se ocuparam em retirar sem pressa as roupas. Ainda aos beijos, retiramos cada peça vagarosamente. A cada parte descoberta - braços, pernas, barriga - rendemos mutuamente nossas saudações aos nossos corpos, com prolongados carinhos, revezando nessa tarefa mãos e bocas. Só não retiramos, ainda, as peças íntimas. Deitamos na cama assim: ela de calcinha e sutiã, eu de cueca. Em relações carinhosas, gostamos de dedicar atenção especial à retirada dessas peças. Nesse dia, eu a despi primeiro. Eu a alisei toda, dos pés à cabeça, sentindo bem a sua pele, até os meus dedos encontrarem e abrirem o fecho do sutiã, liberando os seios; onde mergulhei, posicionando meu rosto entre eles; e cheirei, e beijei, e ali esfreguei o nariz ao ponto de me ver obrigado a resfolegar. Subi com o rosto por um deles, e lambi, e mordisquei, e chupei o seu mamilo. Repeti a operação com o outro e desci pelo ventre. Minhas mãos, com dos dedos abertos, em forma de rastelo, já invadiam suas nádegas por baixo da calcinha, afastando a peça do corpo para retirá-la. Quando a boca chegou à vulva, ela já estava exposta, e a calcinha já repousava na cama. Beijei sua vulva que, nessa noite, estava totalmente livre de pelos, o que me excita bastante. Já não conseguia conter a saliva no interior da minha boca, então lambuzei toda a parte externa dessa região com meus beijos molhados. Em seguida, lambi os lábios vaginais, para enfim entrar com minha língua naquela sensível abertura e misturar os meus fluidos com os dela. Era tanta abundância de fluidos, e eles se misturaram tanto, que se tornou impossível dizer quem os produzia em maior quantidade. Servi-me sem parcimônia dessa mistura de líquidos, refocilei-me nesse composto de secreções e, ao fim, estava molhado do queixo ao nariz. Depois, ganhei o seu clitóris. Lívia só gemia e espasmava. Fiz sobre ele movimentos circulares com a ponta língua, depois movimentos verticais, usando desde quase a base até a ponta do meu órgão destinado à gustação. E com que deliciosos sabores Lívia me agraciou com sua genitália nesse dia! Ficaria ali, saboreando-os a noite toda; mas logo minha Lívia gozou. Recuperada, quis retribuir o cuidado que eu lhe concedera. Retirou minha cueca e me chupou. Se existe alguma modalidade de carícia em que Lívia se destaca certamente são as orais. Ela envolve o meu pênis com tanta doçura e o chupa com tanto cuidado e gosto, que me leva ao completo delírio. Desliza os lábios e o suga. Nada de movimentos bruscos, chupadas estaladas; nada de pontadas com os dentes. Ela se empenha tanto na carícia que se aperfeiçoou na aplicação dos lábios. Eles descem encolhidos, apertados, escondendo os dentes, e voltam soltos, formando um bico, mas com a firmeza necessária para efetuar certa compressão, numa velocidade mais lenta que a de descida, acompanhada de uma sucção longa e profunda. Não raro, com esses prazeres, eu gozo em sua boca; mas, nessa ocasião, reservei minha seiva para regar as entranhas de Lívia. Ah, Lívia! Como gosto do seu nome! Apesar da evidente incompatibilidade entre ele e sua dona. Um nome tão casto para uma mulher tão voluptuosa! Se bem que, em muitas circunstâncias, o nome lhe cai bem. Nas relações sociais, por exemplo, Lívia apresenta gestos, olhares e sorrisos totalmente castos. Porém, nas horas de delícia, esse cândido nome não lhe serve; não compete com sua lubricidade. Procuro, então, substituir por outros, a depender da atmosfera que envolve o momento. Se ardente, lanço mão de: minha gostosa, minha delícia; ou outros termos mais agressivos, mas, nem por isso, menos excitantes para ela, como: minha vagabunda, minha puta. Se o clima for terno, como o dessa noite, chamou-a simplesmente de meu amor. Não vejo outro substituto. Mas voltando àquele dia, depois que ela me sorveu, puxei-a contra mim para um abraço acalentador. Virei-a, pus o meu corpo sobre o seu, e penetrei sua vagina: a minha morada favorita, a mais hospitaleira de todas. A outra, sua vizinha, só a utilizo em algumas escapulidas para diversificar nossas sensações, e a boca ocupa o segundo posto na hierarquia de predileção. Já a vagina se encontra no primeiro lugar; visito-a com muito mais frequência do que visito as duas outras, pois somente nas suas acolhedoras membranas posso sentir as verdadeiras quentura e umidade de Lívia. Após alguns movimentos com fins preparatórios, retirei-me dessa doce morada e coloquei Lívia de lado, posicionando-me nas suas costas, e adentrei mais uma vez na minha habitação predileta. É assim, repousados lateralmente, que nós preferimos nos entregar um ao outro. Nessa posição posso sentir o seu contorno com as mãos, enquanto rebolo submerso no seu quadril; e ela tem mais condições de rebolar, acompanhando o meu compasso, e buscar mais forças para me apertar em seu interior. E como Lívia rebola! Dizem, e minha experiência pessoal confirma, que as negras têm um meneio de quadril, um remelexo, distinto das mulheres de outras cores de pele; distinção que faz as primeiras requebrarem com mais desenvoltura do que as últimas. Desconheço qualquer comprovação científica dessa observação popular, no entanto sei que minha mulher, minha negra Lívia, balança suas ancas como ninguém. Nessa noite, com seu quadril, ela me apertou e me travou, e se apertou e se travou, longa e constantemente. Nessa posição, quando está perto do orgasmo, Lívia tem uma técnica especial para nos levar ao clímax: ela coloca o seu pé que está em baixo atrás do meu joelho mais alto e, na minha articulação, prende esse pé, como um gancho, com o intuito de aplicar a última porção de força no quadril. Nesses momentos, já sentindo o inevitável orgasmo, seguro, com suavidade e firmeza, sua língua entre meus dentes e gozo. Ela também goza. Nesse dia especial, seguimos esse roteiro: ela enganchou seu pé atrás do meu joelho, espremeu-me entre suas pernas; eu prendi sua língua entre meus dentes, e desfrutamos, juntos, do mais doce orgasmo. Depois da volúpia, o nosso desfalecimento foi gradual. Enquanto perdíamos energia, íamos nos tocando, alisando e beijando, até que caímos abatidos nos braços um do outro. Como é gostoso amar a minha Lívia; o meu alívio! Só ela me traz esse alívio, que se estende a todos os setores da minha vida e me revigora em todos os sentidos: físico, mental e sentimental.

Falam que o casamento abranda o fogo da paixão. Talvez ainda não tenham visto o nosso. Ou talvez minha Lívia e eu nunca permitimos que nossa relação se transformasse no que costumam chamar de casamento.

http://apenaobscena.blogspot.com.br/

Sobre este texto

Henrique

Autor:

Publicação:8 de maio de 2013 17:26

Gênero literário:Contos eróticos

Tema ou assunto:Casal

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Comentários

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  • Henrique
    Postado porHenriqueem10 de maio de 2013 21:41

    Obrigado, Luana.
    Veja outros contos meus no endereço http://apenaobscena.blogspot.com.br/

  • Luana
    Postado porLuanaem9 de maio de 2013 11:56

    Adorei o texto achei poético, beijos mil

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