Conto Erotico | Historia Erótica

Publique seu texto gratuitamente!

Autores mais lidos
Loja História-Erótica
Conto erótico no isntagram
conto erotico no youtube
conto erotico no tumblr
Imagens Eróticas
Do fundo do baú

O GUERREIRO MENINO

Já fazia algum tempo que Gustavo resistia bravamente às investidas, embora discretas, cada vez mais ousadas de sua cunhada, irmã mais nova de sua mulher. Era um suco bebido obscenamente, um abaixar para pegar um objeto caído, enquanto usava um generoso decote, um pervertido roçar de mãos ou pés nas pernas. Para muitos homens e até mesmo mulheres, Gustavo poderia ser considerado um herói. Se ele merece esse título, não sei, mas, para muitos, não era tarefa fácil resistir àquela tentação.

Élida, a atrevida cunhada, era, por assim dizer, apetitosa. Uma bela loirinha, corpo bem desenhado, não muito farto, mas com carnes suficientes e firmes, pele reluzente e bronzeada; sem falar do olhar lascivo, do sorriso maroto e dos gestos leves e sensuais que conferiam ao conjunto o poder de derrubar qualquer muro de princípios e valores, por mais sólido que fosse. Gustavo, porém, mostrava-se inabalável. Não que fosse santo ou gay, já caíra outras vezes, e não havia dúvidas de que apreciava o sexo oposto. Tampouco a idade, problemas físicos ou disfunções hormonais comprometiam sua libido. Com 28 anos e em plena forma, Gustavo não tinha dificuldade em reagir a esse tipo de estímulo. Suas razões para resistir, nesse caso, apoiavam-se em bases mais práticas do que morais: primeiro não confiava em sua cunhada, temia que ela desse com as línguas nos dentes; depois sabia que uma aventura nesses termos costumava trazer complicações sérias demais para serem remediadas se descoberta. Ele não queria colocar em risco a relação com a mulher que verdadeiramente amava. Permanecia então firme, mas se tremia todo por dentro com os gracejos da tinhosa; e se assim não fosse, Élida já teria desistido.

Ela continuava na empreitada por acreditar que, mais cedo ou mais tarde, o guerreiro baixaria sua guarda, pois sabia que ele internamente se queimava inteiro, e toda aquela força era só aparente. Mas ninguém percebia? E a irmã de Élida? E os pais? Pois a perversa não dava bandeira, fazia tudo de forma bem calculada, escolhia os momentos propícios, os lugares certos, de modo que qualquer acusação contra ela se tornaria insustentável por carência de provas; e, se ainda assim a denúncia surgisse, a dissimulada assumiria facilmente uma cara de desentendida e negaria as “injustas” infâmias sem mostrar hesitação. Então, assim, sozinho e calado, o valente jovem passou incólume pelo namoro, noivado e parte do casamento. Digo parte porque, depois de angustiantes três anos, a fortaleza ruiu. Contarei agora como tudo aconteceu.

Por se configurar uma excelente oportunidade de negócio, Gustavo e sua mulher adquiriram um apartamento no mesmo prédio onde pais dela moravam e onde também morava Élida. Gustavo ficou um pouco incomodado a princípio, mas o receio com a cunhada foi passando porque já havia alguns meses, dois ou três, que ela estava estranhamente bem comportada, talvez por estar com namorado novo. Não se mostrava fria ou indiferente, atitude que poderia ser interpretada como forma de defesa ou provocação; pelo contrário, tratava o cunhado normalmente, como qualquer outro conhecido dela: amigo, tio, primo.

Parecia que, de uma hora para outra, aquele desejo libertino tinha desaparecido. Gustavo, então, além de aliviado, estava seguro de que a tormenta já havia passado; julgou que o anterior comportamento da cunhada não passava de capricho de adolescente; capricho que, Élida agora com vinte e um anos, já tinha abandonado. Ledo engano. É nessas circunstâncias que o inimigo encontra terreno livre para avançar: o ingênuo adversário, confiante na trégua, se expõe a riscos a que não se exporia se estivesse sob constante ameaça. Foi assim que Tróia caiu. Élida conhecia bem essa estratégia. A danada, como uma serpente, só estava esperando o melhor momento para dar o bote fatal. Esse momento chegou.

Numa manhã comum, sabendo que seu objeto de desejo estaria de folga em casa e sozinho, Élida convidou o cunhado, exímio técnico em informática, para ir a sua casa com a desculpa de que o seu computador apresentava problemas e tinha urgência em terminar o trabalho da faculdade, acrescentando que recorrera a ele por morarem perto; outro técnico poderia demorar a chegar, o que impossibilitaria a entrega da tarefa a tempo. Gustavo que, não era tão bobo quanto parecia, farejou a armadilha, mas naquele momento ficaria difícil negar ajuda à cunhada, afinal havia tempo que ela se comportava bem; a negativa soaria como injusta desconfiança. E se o defeito no computador fosse verdade? Como lidaria com a culpa de tê-la prejudicado com base numa antiga suspeita? Além disso, foi apanhado de surpresa de modo que não conseguiu elaborar uma desculpa convincente para não ir.

Decidiu atender ao pedido, mas prometeu a si mesmo não se demorar no território sob os domínios da bandida, iria permanecer lá não mais que o suficiente para resolver o problema dela. Assim o fez, colocou o equipamento para funcionar novamente e voltou, fingindo até mesmo indiferença aos toques no braço que recebera de Élida, quando estava ao seu lado à mesa do computador. Porém, antes de abrir a porta de saída do apartamento, ele ouve o chamado (ou seria o canto mortal da sereia): - Gustavo, volta aqui, deu pau de novo! Voltou, desconfiado, mas voltou. Melhor seria ter ido embora.

Ou não...? Melhor mesmo foi ter voltado? Porque nunca na vida tinha visto imagem tão linda. Élida já o esperava nua, de bruços, na cama, apoiada sobre os cotovelos, pernas flexionadas e olhando para trás. Gustavo, absorto com aquela visão, talvez por medo de entrar no quarto ou fraqueza diante da cena, apoiou-se no portal de entrada do cômodo. Sua boca ficou instantaneamente árida e se colou, engoliu em seco e deu uma última e longa piscada para arregalar ainda mais os olhos e admirar aquela pintura. As linhas eram perfeitas: ombros, costas, glúteos, pernas; e, não sabia se era a luz do quarto ou o brilho que ganhara nos olhos ao ver aquela obra de arte, mas o bronze da pele de Élida, revestida de uma relva fininha e dourada, parecia mais luminoso e contrastava ainda mais fortemente com a marca clara de biquíni na região do cóccix. Verdadeira tentação! Ela então com olhar safado e a boca já entreaberta falou pausadamente: - mexe de novo no computador, vai; deu pau!

A essa altura, Gustavo já estava surdo e só conseguiu identificar em leitura labial canhestra duas palavras, e a primeira equivocadamente por conta da semelhança no movimento da boca na hora da pronúncia: mete e pau. Em resposta, Gustavo emitiu apenas um “hã” gutural, no que Élida repetiu as frases. Mais uma vez, Gustavo enxergou somente as mesmas duas palavras. Apesar de não identificar as demais, imaginou que aquelas duas comporiam alguma ordem obscena, a que quase obedeceu. Um gladiador, porém, não se entrega facilmente, sacudiu a cabeça e recobrou parte da consciência. A maldita, pressentindo a recuperação da vítima, virou-se e expôs o que estava escondido, colocou-se de decúbito dorsal, esticou uma perna e flexionou a outra; a flexionada balançava lateralmente, desenhando com o joelho um arco imaginário no ar. Esse golpe foi duro demais para esse herói, ele entrou num êxtase mais profundo que o primeiro e só teve força para mexer os olhos, que, primeiramente, buscaram os peitos da bela; peitos que mais pareciam duas peras verdes, não pela cor, mas pelo tamanho e pela consistência. Depois ele correu os olhos para o ventre, plano e rígido, e só os parou no seu fim, onde viu a suculenta romã, cuja fenda, devido aos movimentos de perna que Élida fazia, revelava o fundo róseo e a solitária semente, úmida e avermelhada.

Com essa imagem, a boca de Gustavo, antes seca, recebeu um jorro de saliva, que só não escorreu pelos seus cantos, porque ele a fechou e engoliu aquele excesso rapidamente. A fogosa, então, repetiu a solicitação, ainda mais devagar e articulando melhor cada palavra: - mexe no computador, deu pau de novo. Mais uma vez, Gustavo, ainda com sentido da audição comprometido, só divisou nos lábios da cunhada aquelas duas palavras, e a primeira novamente por engano: mete e pau.

No limite de suas forças, ele sacudiu todo o corpo para se recuperar e pensou: - tenho que sair daqui agora. Tarde demais!! A leoa faminta já estava ao seu lado e atacou o agora desarmado (ou armado, dependendo do ponto de vista) guerreiro. Pressionou Gustavo contra o portal e, para deixa-lo ainda mais vulnerável, tomou, ainda na bainha mesmo, a espada do infeliz, e a empunhou com firmeza; com a outra mão puxou para si o pescoço do herói combalido e passou a despejar longos beijos no seu pescoço, suas orelhas, queixo e finalmente na sua boca. Nesse momento, Gustavo, já entregue, não foi capaz de fazer mais nada, senão retribuir os beijos. E os beijos entre os dois foram quentes e muitos.

Em seguida, Élida o arrastou para a cama e ali se deu o intenso e delicioso combate, durante o qual Gustavo não só leu nos lábios da cunhada, como também ouviu claramente da sua boca, sem mais nenhum engano, as duas palavras que, somadas a outras, formavam a determinação obscena que julgara ter entendido momentos antes: "mete em mim esse pau gostoso, vai!"; ordem que ele cumpriu com toda disposição. Saldo final da batalha: uma criminosa de guerra regozijante e um combatente mortalmente ferido; ferido de remorsos, desses que nos acometem depois que reavemos o juízo.

Na noite do mesmo dia, movido pelo profundo arrependimento e pelo medo de se tornar escravo daquela tirana, Gustavo se abriu com sua mulher e lhe contou tudo o que aconteceu entre ele e a cunhada, desde a primeira insinuação até o fatídico dia em que foi vencido. Prometeu não cair novamente nos encantos da terrível sedutora. Sua mulher, acreditando na sinceridade do marido e relembrando as atitudes até então insuspeitas da irmã, proferiu o ditado que não lembrava onde ouvira ou lera, se é que não fora invenção da sua cabeça: “não se pode culpar o cuidadoso antílope por ter sido devorado por um astuto leopardo.” A confissão ficou só entre os dois, e Gustavo, dessa vez com o apoio da mulher, ganhou forças para cumprir a promessa. Até onde sabemos, conseguiu.

Mais contos: http://apenaobscena.blogspot.com.br/

Sobre este texto

Henrique

Autor:

Publicação:10 de maio de 2013 22:03

Gênero literário:Contos eróticos

Tema ou assunto:Casal

Compartilhe este conto erótico com seus amigos
Este texto foi lido 303 vezes desde sua publicação em 10/05/2013. Dados do Google Analytics

Comentários

Novo comentário

Os comentários serão moderados. Não serão aceitos comentários agressivos ao autor e/ou que divulguem sites comerciais. No campo nome só aceitaremos nome de pessoas. Se tiver interesse comercial Fale conosco para saber nossa política de publicidade.

Não há comentários até o momento. Seja o primeiro!

Deixe seu comentário abaixo

*Campos com esta marca são de preenchimento obrigatório.
*

Seu endereço de e-mail não será publicado

Mova o seu mouse para fechar essa ajuda.
*