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O SWING E O INCONFORMADO

Os experientes praticantes de Swing costumam dar alguns conselhos aos que desejam se iniciar na prática. Segundo eles, para aproveitar devidamente os benefícios oferecidos por essa modalidade de sexo, o casal deve ter um relacionamento sólido, com muita cumplicidade e livre comunicação, além disso deve saber desfrutar livremente dos prazeres sexuais. Outros ainda dizem que, antes da ação em si, cada parceiro deve se abrir francamente e revelar sua fantasia ao outro, discutir os limites de cada um e se imaginar transando com outra pessoa. Ainda mais alguns aconselham: a pessoa deve entender que as relações ali vividas são puramente sexuais; naquele momento, os dois gozarão de prazeres com uma pessoa estranha, mas, depois de saírem do ambiente de troca de casais, retornarão ao seu companheiro e viverão seu casamento da forma que era. Por fim, mais alguns fazem um alerta: a prática não pode afastar o casal; se a fonte de excitação não mais estiver entre os dois e só existir quando terceiros estiverem presentes, pode ser um sinal de que a relação do casal está se deteriorando.

Depois de ler e reler informações como essas, assistir a reportagens sobre o tema, conversar com conhecidos praticantes, visitar clubes, Felipe finalmente aceitou as solicitações de sua mulher, Rebeca, de se aventurar na troca de casais; melhor dizendo, de praticar a troca de casais, pois essa experiência não é para aventureiros, já dizia o outro conselho que tinha lido num desses sites sobre o assunto. Sua mulher já há algum tempo alimentava essa fantasia e se sentia preparada para encarar o swing, mas Felipe ainda não. Ciúme, insegurança, medo, estavam entre os obstáculos que o impediam de seguir em frente. Depois de muitas pesquisas e conversas, finalmente se convenceu de que poderia ser uma experiência interessante para diversificar a vida sexual do casal.

Mas ambos tinham algumas condições, discutidas à exaustão até chegarem a um acordo. Uma delas era que eles não queriam se iniciar na troca de casal nesses clubes destinados a esse tipo de encontro. Achavam-nos muito impessoal, intimidador, mecânico. Preferiram estabelecer contato anterior com o casal escolhido e sentir se haveria entrosamento, sintonia, entre os quatro participantes. Resolveram então acessar salas de bate-papo frequentadas por pessoas que já vivenciavam a experiência do Swing. Depois de algumas trocas de mensagens, finalmente encontraram um casal que parecia ser interessante; viram-se pela webcam, conversaram e marcaram um encontro. No jantar tudo correu bem, o entendimento foi perfeito de todos os lados. Otávio e Ana, os outros dois, eram um casal comum, desses casais de família feliz que aparecem em comerciais de televisão; desses que Felipe, ainda com resquícios de preconceito, nem poderia imaginar que cultivariam gostos sexuais tão ousados. Eram simpáticos, sóbrios, seguros; já praticavam troca de casal havia alguns anos e se sentiam muito à vontade nessas circunstâncias. Essa segurança transferiu-se aos dois novatos, que ganharam confiança a respeito da decisão feita. E a postura serena e respeitosa de Otávio em relação à mulher de Felipe foi o que aniquilou de vez as dúvidas do nosso inseguro amigo, de modo que ele já se sentia inteiramente pronto para encarar o desafio, que a essa altura nem era mais digno de ser chamado assim. Do jantar seguiram para o motel, onde a nova combinação se deu. Felipe seguiu para um quarto com Ana, e Rebeca dirigiu-se a outro com Otávio.

A sintonia da mesa foi transferida para a cama, e Felipe entendeu-se sexualmente muito bem com sua nova parceira. Após alguns bons minutos da mais pura delícia, nosso amigo gozou fartamente. Porém, depois de a euforia passar, e a normalidade se restabelecer, as ilusões costumam desbotar-se ou até se extinguir, estado em que pensamentos mais concretos começam a tomar lugar. Felipe que, até então se esquecera da mulher, voltou a si e passou a direcionar seus sentidos para saber o que acontecia no outro quarto. Escutava gemidos, sussurros, grunhidos; ainda mais eloquentes por parte de Rebeca do que de Otávio.

Ficou fácil adivinhar a atitude que tomou nosso amigo, não é mesmo, leitor ou leitora? Felipe sucumbiu à curiosidade e decidiu passar pela porta do quarto onde estavam sua mulher e o parceiro ocasional dela. Flagrou-os no momento em que Otávio atravessava, com sua poderosa viga, a porta dos fundos de Rebeca; ele de joelho e ela de quatro. Parou e ficou olhando. No primeiro momento, sentiu-se incomodado, agredido; sentiu seu corpo se contrair inteiramente, tomado pelo violento ciúme ou inveja, não sabia ao certo. Quis intervir, mas conteve-se a tempo de não fazer um papelão. Não demorou muito e passou a admirar aquela cena e se deixou envolver por ela. Não poderia ser de outra forma, pois aqueles dois voluptuosos atores apresentavam um verdadeiro espetáculo da libertinagem. Ele, em plena forma, era másculo, enérgico, mas doce. Naquela posição, enquanto empunhava Rebeca pela cintura, exibia prodigamente a sua vasta variedade de tesos músculos na região das costas, peitos e braços. Um colosso! Nunca viu na vida, mas Felipe estava seguro de que um touro, copulando com sua fêmea, assemelhar-se-ia bastante àquele quadro que se apresentava aos seus olhos. Fascinou-o o domínio que o desconhecido tinha sobre suas ações: era firme no avanço e delicado no recuo. Era impressionante a fluidez dos movimentos executados pelo seu extenso, vistoso e volumoso membro, todo recortado de veias azuis latejantes. Ele submergia e emergia daquele estreito túnel com absoluta facilidade. Ela, igualmente em forma, lisa, sólida, luzidia de modo incomum, estava confiantemente submissa; tranquilamente entregue aos afetuosos ataques do amante; apenas arfava de prazer. Felipe, num gesto involuntário, apanhou sua ereção e passou a friccioná-la. Alguns minutos depois, os três gozaram ao mesmo tempo deliciosamente. Após o seu alívio, Felipe retirou-se rapidamente para não ser notado; teve tempo apenas de ver os dois amantes, lânguidos, abraçados ternamente na cama.

Voltou para o quarto onde estava a sua companheira provisória, que já adivinhara que seu inexperiente e curioso parceiro fora verificar como sua mulher estava sendo tratada. Ela não teceu nenhum comentário, apenas o recebeu com o sorriso e tentou reaquecê-lo. Inutilmente. A libido de Felipe já estava irremediavelmente comprometida pela cena que acabara de presenciar. Passado o delírio que experimentara ao ver os dois se amando, ficou abalado e não conseguiu tirar da mente os momentos em que sua mulher se entregara ao desconhecido: sua complacência em ser sodomizada, seus gemidos de deleite, seu regozijo ao gozar e, ao fim, os dois abraçados carinhosamente após o sexo. Essas cenas martelavam insistentemente sua cabeça. Ana, que já presenciara várias situações semelhantes, dirigiu-se ao banheiro para um demorado banho, e deixou Felipe sozinho com suas perturbações.

Finda a hora combinada, os casais, na sua formação original, partiram separadamente; cada dupla seguindo para seu destino. No carro, Rebeca, leve e satisfeita, pródiga em sorrisos, tentou afagar e beijar o marido, que resistiu a essas demonstrações de carinho. Ela, então, percebeu que Felipe não desfrutara a experiência como ela desfrutou; tentou entabular conversa, mas não conseguiu extrair uma palavra dele. E assim, calado, permaneceu durante toda a noite. Notou que ele não passou a noite na cama, mas sim, acordado, vendo televisão. No outro dia, Felipe, ainda sisudo, procurou Rebeca e, quebrando o acordo prévio de não falar sobre a experiência, passou a enchê-la de nervosas perguntas sobre o encontro que se deu entre ela e Otávio. “Gostou? Foi melhor com Otávio do que comigo? Vai se encontrar com ele novamente?” Mesmo depois de uma semana sem obter qualquer tipo de resposta da mulher, Felipe tentava, de todas as formas, tirar informações de Rebeca sobre Otávio, acrescentando outras algumas perguntas ainda mais agitadas: “Encontrou-se com Otávio novamente? Virou amante dele?” Pacientemente, Rebeca negava-se a responder e aguardava o fim da crise, acreditando, por conhecê-lo, que logo seu marido abandonaria essas preocupações. Ela se enganou. Dessa vez, a crise era mais grave do que Rebeca julgara.

Vendo que sua mulher se mostrava irredutível, Felipe resolveu procurar Otávio. Lembrando-se de que ele costumava correr no parque no início da noite, foi ao local e o abordou. Pediu que ele entrasse no carro e rumou para um lugar mais reservado onde poderia revelar suas angústias com mais tranquilidade e privacidade. Depois de muito insistir, de garantir a Otávio que isso não afetaria sua vida e assegurar-lhe de que estava seguro de sua decisão, Felipe finalmente conseguiu o que desejava. Ah! Como foi feliz ao sentir nas suas entranhas o mesmo prazer que sentira Rebeca, sua mulher!

Mais contos: http://apenaobscena.blogspot.com.br/


Sobre este texto

Henrique

Autor:

Publicação:23 de abril de 2013 21:58

Gênero literário:Contos eróticos

Tema ou assunto:Swingers

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Comentários

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  • Henrique
    Postado porHenriqueem8 de maio de 2013 17:23

    Obrigado, José Marcos.
    Ás vezes falo com o leitor. Nesse conto mesmo falei um pouco "Ficou fácil adivinhar a atitude que tomou nosso amigo, não é mesmo, leitor ou leitora?" E leio bastante Machado de Assis, o melhor brasileiro e um dos melhores do mundo. Mas ainda não tenho a habilidade que ele tem ao se dirigir ao leitor. Vou continuar lendo e tentar melhorar esse aspecto. Obrigado pela dica.

  • Prof. José Marcos
    Postado porProf. José Marcosem26 de abril de 2013 16:17

    Você fala com o Leitor?? Gostas de Machado de Assis?? Se não leu deveria...
    Parabéns pelo conto.

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