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OS TRÊS AMIGOS DE FERNANDA

Pela grande quantidade de bitucas de cigarro, garrafas de bebidas vazias e resquícios de drogas, espalhados pelo chão e móveis, pode-se concluir que a farra da noite anterior fora bastante animada, assim como todas as outras que Fernanda costumava promover em seu pequeno sítio; assim como todas que ela organizava no apartamento de onde foi expulsa judicialmente porque os vizinhos não toleraram mais seus hábitos e comportamentos extravagantes. Festas de quinta a domingo, barulho, som alto, e muita sexo, a noite inteira, sem qualquer cuidado quanto à discrição. As relações se davam em qualquer cômodo, de janela aberta, ou na varanda mesmo, à vista de qualquer um que passasse na rua.

No sítio, ninguém mais a incomodava. Vivia sozinha, afastada de todos, e poderia fazer o que bem entendesse e o que bem lhe agradasse. E o que entendia e o que lhe agradava eram festas. Eventos necessariamente carregados de muito sexo. Orgias, para usar um termo único. Sempre gostou das celebrações, mesmo sem ter o que celebrar. Celebrava a vida, dizia. Umas das diferenças das festas atuais para as de outros dias é que, antes, ela conseguia se envolver em outros momentos de lazer que não esse. Atualmente, porém, só existe um: festas. O que era antes sua diversão principal tornou-se a exclusiva. Festejar é, hoje, a única ação que promove seu relaxamento, inclusive de suas tensões sexuais; só se entrega aos prazeres da luxúria quando está em suas celebrações.

No entanto, essa não é a única diferença. As orgias que eram movimentadas, repleta de convidados, vinte, trinta, ficaram mais vazias. Talvez seja o seu problema de depressão, de alcoolismo e de dependência em outras drogas, que a fez se isolar e rejeitar a presença dos amigos. Ou os amigos de farra a tenham abandonado depois que suas festas, outrora nababescas, se tornaram mais frugais, uma vez que Fernanda perdera o emprego e gastava quase toda a pensão que o pai militar lhe deixara para manter os seus vícios. Poderia ser ainda o seu aspecto físico repugnante, resultado da falta de higiene pessoal e das imensas feridas espalhadas pelo corpo em razão da doença de pele não tratada. Ou seria ainda a falta de zelo com sua residência, onde se acumulam montanhas de sujeira, que alimentam ratos e baratas, hóspedes permanentes? Talvez todos esses fatores juntos; difícil isolar um só. De concreto, entretanto, é que Fernanda agora não mais dispõe de tantos amigos. Se desconsiderarmos os muitos cachorros, que, a despeito de agravarem a imundície da casa, lhe eram úteis para lamber as chagas e lhe trazer alívio à coceira, restaram apenas três. Três novos amigos, conquistados depois do seu isolamento, que lhe serviam apenas para acompanhar nas festas orgíacas e lhe trazer o alívio sexual.

Em todas as suas últimas orgias, lá estavam os três amigos: um para cada um dos três principais receptáculos do seu corpo. Entrega-se aos três ao mesmo tempo, no fétido e sebento tapete que fica na sala. É assim que ela gosta; sempre assim, no mesmo lugar e na mesma posição. E os três, numa obediência submissa, concordam sem questionar e se entregam inteiramente ao prazer dela, somente o dela.

O arranjo pouco muda. Os amigos não guardam posição fixa, exceto o que lhe invade por trás. Esse, que é mais bem dotado, foi escolhido para os seus dolorosos e deliciosos prazeres anais. Desde o primeiro dia, ele se tornou o encarregado desse papel. Assim que Fernanda o viu, tratou de encaminhá-lo às suas costas para que ele a lacerasse sem piedade. Esse prazer ardido e lancinante é o que mais lhe apraz; tanto que ela até cogita dispensar esse amigo e colocar no seu lugar outro mais bem dotado, pois a dor, há tempos, já deixou de ser tão cáustica. Quanto aos dois restantes, menores, ele se revezam entre sua boca e sua vagina. Ah, como Fernanda gosta de se divertir com esses três novos amigos, amigos fiéis, caridosos e compreensíveis, que não se importam com as chagas de sua pele, nem com a imundície e o odor desagradável de seu corpo e de sua casa!

Ontem, como todas as vezes, Fernanda, já bêbada, depois de aspirar uma carreira de cocaína barata, deitou-se no asqueroso tapete e se posicionou para recebê-los. Enquanto saboreava um com a boca, deglutia os outros dois com os seus orifícios inferiores. Eles não falharam. Rijos e perseverantes levaram-na ao mais intenso delírio. Afetos não trocaram, nunca trocam. Não que ela não queira, mas não se acha merecedora deles, e já que não os recebe também não os entrega. Os amigos tampouco cobram. Terminado o sexo, ela, agastada, expele apressadamente os três de seu corpo. Não, não a chame de fria e mal agradecida, leitor ou leitora, é o trato entre eles, aceito pacificamente por todos. Ademais, no fundo, ela nutre muito carinho por esses amigos, tanto é que, ao final de cada ato, ela dispensa a eles suas raras manifestações de zelo e higiene: lava-os, lava os três meticulosamente, com sabão e tudo. Em seguida, devolve-os às suas caixas e guarda-os no armário, de onde só os retirará quando fizer a próxima festa.

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Sobre este texto

Henrique

Autor:

Publicação:3 de outubro de 2013 00:18

Gênero literário:Contos eróticos

Tema ou assunto:Encontro a Três

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