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Muvuca - III


Muvuca no Solar dos Raimundos - III

Capitulo - III


Ilidio tinha uma preferência obsessiva por prostitutas, elas povoavam seu subconsciente, vinte e quatro horas por dia. Essa relação virara vício e doença.
Naquela tarde, ele resolveu dar uma passadinha no Cabaré da Dona Dulce. O negócio era tão organizado que a casa fechava todos os dias às sete horas da noite. As quengas saiam e iam à missa. Era a maior faculdade de infectologia de Teresina. Ali se pegava e passava tudo que é tipo de doença infecto-contagiosa. Contavam que uma vagaba passara o dedo nas suas partes íntimas e depois esfregara o olho. Ficara cega na hora. Catarata de terceiro grau. Mas era um puteiro da era moderna. Cabaré informatizado que aceitava todos os cartões de créditos. As mulheres eram adaptadas de sexo com código de barra. Elas abriam as pernas sobre a cama e passava no sexo, o cartão de crédito no sistema “Priquita on line”. A leitura era automática. Nem a Credicard tinha ainda pensado nisso. Porém o Mastercard operava no puteiro com enorme sucesso. Quando o pagamento era em espécie era um problema; ou seja, em dinheiro vivo, elas mandavam pagar no caixa. O cliente então colocava o dinheiro sobre forma de cubo num saquinho plástico e a prostituta ficava de bunda para cima apara ser introduzido no seu anel de couro.
A temperatura mantinha-se amena durante aquele mês de outubro, mas um dia, de repente, subiu a temperatura tornando a temperatura quase insuportável. Ilidio havia passado num caixa eletrônica e sacara parte de seu pagamento para financiar a farra. Estava com dinheiro e fome de sexo. Contratou logo três Quengas das melhores da casa para irem com ele ao motel. Ele tentou ignorar que o desejo já corria em arrepios para a sua masculinidade. Pensa num animal que come, agora imagine três da mesma espécie. Enquanto ele se banhava no chuveiro, elas atacaram o frigobar, não sobrou nada. Comeram até as embalagens dos pacotes de biscoitos. Quando Ilidio retornou ao quarto, encontrou o frigobar de porta aberta e completamente vazio. Uma delas estava chupando uma camisinha, só porque era sabor morango, pode? A outra quenga era da raça negra e exigente. Tomaram banho de espuma na hidromassagem. Ela toda nua, cabelos tipo “Black Power” pelos nas axilas pernas e vagina. Natural, sem nenhuma vaidade. Pediram comida e beberam sem sair da toca.
- Aprendi fazer amor com Vênus?
- Como assim?
- Ensinou-me mil maneiras de fazer amor, mas a mais simples, a menos fatigante, é ir por cima da mulher. “Papai e Mamãe”
- Eu só faço amor no escuro! Confessou a prostituta. Mas quero ser a mais puta de todas que passou na sua vida.
- Ah! Para... O que você tem de tão especial para me oferecer?
- Do meu sexo você furtará o mel e se surpreenderá com a prova do pecado que te vicia. Quero que você se desmanche para eu te engolir inteiro.
- Eu quero uma mulher que me faça sentir a vida inteira num segundo. Fêmea atrevida e indomada, instintiva que use e abuse e se lambuze.
- E quando encontrar essa mulher?
- Eu me caso com ela.
Todavia, a afro-descendente era tão escura que para ele acertar o local do crime no escuro, ele teve que marcar com giz, um X. Ele tinha lá suas manias. Sempre quando defecava no mictório ele limpava com papel higiênico e depois olhava para ele antes de jogá-lo na lixeira. Para quê isso, olhar para quê? A quenga tocou o pênis duro de Ilidio com vontade de acabar logo o serviço. O cheiro daquele homem, o efeito lhe provocava algo insano e doentio. Era um perfume forte misturado com suor e essência.
Ilidio estava trêmulo e cheio de tesão. Ela foi forçada a descer e sentiu-lhe o pau invadindo-lhe a garganta. Atrapalhada quase engasgou com o esforço de continuar os movimentos. Tinha fome de sua carne e sede de seu gozo. Foi uma relação levada pelo instinto. Ativava seus instintos profano proferindo palavrões e xingamentos sem censura ou sentimentos fazendo parte daquele ritual. Do seu sexo o gozo explode, escorrendo pelas reentrâncias do corpo daquela profissional. Depois do serviço feito, a profissional de sexo se manifestou:
- E você chama isso de sexo? Falou a quenga rindo.
- É o que então? Devolveu Ilidio com a cara fechada.
- Então é por isso que no cabaré você é chamado de Ilidio Micharia. Eu pensava que era talvez por ser um verdadeiro “Pão Duro”, mas não é não! Isso é muito engraçado.
O magistrado estava no banheiro em frente o espelho ajustando a gravata italiana presente de seu pai, com desenho de espirais em Art déco. Ele estava usando um palito de gabardine de dois tons e uma calça pregueada do Valentino. O homem gostava de se vestir bem. Quando terminou de ajustar a gravata se dirigiu à frente da casa. Mas a porta de entrada do muro de repente foi detida pelos braços abertos de Ilidio, que chegava com um sujeito velho e alto, de barbas brancas, todo vestido de preto. O magistrado doutor Raimundo Evilazio e Silva ficou pasmado de ver ali no seu solar aquele político tão conhecido que ele vira várias vezes nos jornais com papeis na mão dando explicações confusas em assuntos da maior clareza.
- Não acredito no que estou vendo! O que significa isto, menino? Perguntou ele a Ilidio.
- É o meu patrão! Deputado Não Santa. Veio tomar um café com o senhor.
- Ah, o comunista! Vamos entrar, por - favor sinta-se a vontade.
- Obrigado doutor. É uma honra muito grande para mim, ser recebido em sua casa.
- Não gosto de política, nem de políticos; porém, como é o patrão de Iliidio, é meu amigo, pode assim se considerar.
- Obrigado doutor. Porém gostaria de saber sua opinião sobre os nossos políticos.
- Lá na câmara ninguém fala nada com objetividade, é uma turma do faz de conta, ninguém parece bem intencionado. Só pensam no seu próprio umbigo. São promotores do atraso, do subdesenvolvimento. São medíocres, alguns são grandes, mas a maioria morre de inveja deles. É uma invejazinha reles e rastejante! Quero deixar claro que não falo por você, porque tenho o maior respeito pelos seus eleitores. Apesar se tudo é um legítimo representante do povo.
- O senhor assistiu alguma seção da Câmara, doutor?
- Fui lá uma única vez, e foi traumática a visita. Logo que entrei escutei os maiores impropérios ouvidos de um parlamentar. Ele estava na tribuna falando: Vagabundo, Traíra, Ocioso, Picareta, Salafrário, Ladrão, Veado, Pedófilo, Desonesto, Chibungo, Salafrário, Gigolò, Charlatão, Omisso, Proxeleta, Apedeuta, Preguiçoso, Falsário, Mulherengo, Viciado, Bêbado, Vigarista e etc...
- Na certa estava brigando com alguém, doutor!
- Não estava não... Um cidadão que lá se encontrava me informou que aquela lista era de chamada dos presentes na seção.
- Ès um homem de idéias humanitárias, Paínho, disse Ilidio tentando amenizar a coisa.
O político achou melhor mudar de assunto.
- Bela casa doutor!
Apenas com um olhar para Lili, ela entendeu que teria que providenciar o cafezinho para a visita. Estava de bom humor aquele dia. Ela era muito católica e ia duas vezes por semana à missa. Ela estava sempre se questionando no erro da Lógica: Se: Deus é amor e o amor é cego... Logo: Deus é cego! Ou não é? Um dia ela encontrou um recado curioso na porta da paróquia: "Se você está cansado de pecar, entre!” Lili escreveu embaixo: “Mas, se ainda não estiver, me ligue, Lili: 245-9090". Entrou na missa e o padre estava no meio do sermão:
Às margens do Mar Vermelho, Moisés discute com os seus oficiais.

- Moisés! Informa um dos oficiais. — Os egípcios estão cada vez mais próximos.
- E são milhares! Completa o outro.
- O que vamos fazer? — pergunta um terceiro.
- Calma! Intervém Moisés. Não se desesperem! Vou mandar abrir as águas do mar, nós atravessaremos por esta passagem e, assim que terminarmos de passar, as águas tornarão a se fechar impedindo que os egípcios nos sigam
- Uau! Exclamou Lili brincando. Se ele conseguiu isso, eu juro que consigo no mínimo dez páginas na Bíblia!
O juiz continuava seu dialogo...
- Tem a paz que eu preciso para tornar bela a minha velhice, disse o magistrado.
- Conheço sua biografia. Homem de outras eras, austero e justo e rigoroso, como uma dessas fortes almas que nunca desfalecem. Porém de uma sutil ideologia sentimental.
- Hoje, aposentado, sou o resumo de doces conversas, silêncios, passeios matinais, sextas no calor da velha Teresina. Enfim... Sem nenhum constrangimento se manifestou... Bonito discurso está em campanha?
- Não, não... Claro que não. Apenas uma observação criteriosa.
Um fim de semana tão luminosa, e tão doce, amanheceu enevoado, sombrio. Ilidio abrindo cedo à janela de seu quarto que dava para o jardim, vira um céu baixo que pesava como se fosse feito de algodão em rama enxovalhada; o arvoredo tinha um tom arrepiado e úmido. Ele decidira não sair e desde as nove horas, sentado no alpendre estava se julgando uma besta. Estava sem dinheiro e sem amigos. Foi realmente um alivio quando a vizinha veio o procurar.
Dona Gegê era muito católica e tinha um enorme santuário no seu quarto. Era uma pessoa passiva, de bondade indolente, com capela em casa, um respeito devoto por Santo António... Muitos santos. A vizinha tinha encomendado ao malandro do Ilidio, uma imagem de São Jorge. Não sabendo distinguir o santo ele pegou qualquer um para arrumar algum dinheiro rápido. Então a mulher reclamou:
- Esse não é São Jorge.
- É sim.
- Cadê o cavalo branco do santo?
- A senhora não sabia? Há muito tempo que São Jorge trocou o cavalo por uma Hilux.
Mas não é que ele daria um seixo na vizinha com aquela história de santo?
Ilidio chegou a casa fora de hora do almoço e reclamou comida a Lilica. Mas ela lembrou que ali não era a casa de Egride sua mãe de sangue.
- Eu não como desde ontem e você não me deixa comida. Eu moro aqui porque minha mãe não gosta de mim. Não a reconheço genitora.
- Mas ela é a sua mãe oficial, não adianta fugir disso.
- Eu quero que ela vá para o inferno!
- Então toma dois ovos e a frigideira, na mesa tem um pote de farinha, vá ao fogão e se vire que aqui você não tem empregada. As refeições são servidas na hora certa, é só.
Dona Gegê era vovó do desmantelado Ilidio e não compreendia como os outros podiam cair em tamanha asneira. Aquilo tudo parecia uma asneira atrás da outra. Durante toda a vida buscou desafios, quanto mais extremos, melhores. Todas as tentativas de Dona Gegê em conter os impulsos aventureiros de Ilidio fracassaram, eram em vão. Aos poucos ela se resignara e o deixou que aprendesse com seus próprios erros.
Reclamava constantemente que tinha seus chinelos furtados pelo fato da porta não ter fechadura. Então resolveu o problema a sua maneira. Passou a andar descalço pela casa. Era o maior caloteiro da região. Seu Armandinho da quitanda tinha um cheque emitido por Ilidio que de tanto abrir e fechar nos momentos de cobranças estava se esfarelando. Ao passar por uma fila de banco ele avistou Ilidio e não perdeu tempo:
- Ilidio! Olhe para este cheque! O que eu faço com isso, Ilidio?
Ele na maior cara de pau respondeu na frente de todo mundo.
- Pois o plastifique! Plastifique! Se não tu vais perder ele...
Tinha ameaçado executar o cheque na justiça, porém achou melhor não perder tempo e mais dinheiro com uma pessoa reles e chinfrim como Ilidio. Então ele, enjoado, cansado daquele episódio que durara mais tempo que sua paciência pudesse suportar resolver dar aquela divida por encerrada. Não tinha jeito mesmo. Um dia Ilidio conversava com seu irmão Iridio sentados na varanda da mansão:
- Aí Iridio, sempre que chego no meu trabalho, começo a sentir fortes dores de cabeça que só terminam pouco antes do final do expediente. Não aguento mais tantos analgésicos.Tenho medo de fazer o que o médico recomendou, uma tomografia craniana e esta acusar alguma, alguma coisa mais sério. E daí?

- Meu irmão, nenhuma tomografia ou qualquer outro exame que você fizer, ira detectar sua doença: Vagabundagem...
- Não é não, protestou Ilidio.
- Então é ressaca crônica. Manera na bebida!
- Só bebo socialmente, este ano, bebi socialmente, todo dia...
-Precisa parar de beber.

Dona Gegê, esposa do magistrado tinha a mania de colocar nomes inventados nos filhos. No começo era queria botar o nome de Broxildo depois resolveu colocar Ilidio, em homenagem ao seu tataravô. Zé Sumido, o mais velho, depois, Egride, Terelva, Lilica e Neurézia e Jacobina que era casado com o engenheiro Arqui Mede.
O engenheiro trocava de carro a cada dois anos. Atendia a risca todas as reivindicações de sua esposa com quem vivia há muitos anos e era feliz com ela. Naquele dia estava os dois numa concessionária Renault analisando o conforto interno dos veículos expostos a venda.
- Arqui! Eu quero que você confira com atenção os itens de conforto oferecidos por aquele carro ali, no fundo da sala.
- Qual Jacobina?
- Aquela Perua com desin futurístico. Estou achando um luxo.
- Essa perua prata se trata de um modelo Picasso.
- Entra nela, Arqui, confere a maciez dos bancos.
- Você está louca é? Sentar na Picasso nem pensar. Escolhe outro modelo.
- Mas por que isso, agora?
- Sou espada e nunca deixei nenhuma dúvida quanto a isso.
- Nada a ver. Deixe de dizer asneiras.
- Escolhe outro! Insistiu ele.
- Não, eu quero este modelo. Então eu mesma examino esse conforto todo.
- Não faça isto. É traição você discordar de seu marido para se sentar na Picasso.
- Que bobagem Arqui... De onde você tirou essa rejeição maluca?
- De uma comparação muito conhecida nas escolas de engenharia. Eu não vou ser vitima de trocadilhos. Ao vê-la nesse carro, logicamente vão dizer: Olha ele lá o doutor Arqui Mede, agora sentado na Picasso. Com cara de felicidade.
- Que comparação é esta?
- Não confunda obras do mestre Picasso, com pica de aço do mestre de obras. E não vou comprar esse modelo, para não ser motivo de chacotas no meio em que transito.
- Ok. Não vamos brigar por isso. Vamos para outro endereço.
- Qual princesa?
- Uma concessionária Chevrolet do outro lado da Praça.
Ela deu um longo suspiro e não falou mais nada.
Saíram em comum acordo. Ela sempre triunfava bela e séria formando assim, um casal perfeito. O problema estava resolvido. Era só mudar a marca e o modelo do veículo que tudo estada ajeitado. Dias mais tarde o engenheiro estava passeando no seu novíssimo modelo Chevrolet.
Como ele era engenheiro, construíra para vender uma bela casa. Anunciou nos jornais e um dia recebeu o telefonema de um interessado:
- Alô! Doutor Arqui Mede?
- Sim, é ele.
- Como é a casa? O senhor pode me descrevê-la?
- Têm quatro quartos e quatro suítes, cozinha grande e duas salas amplas e dependência de empregada.
- Sei... Realmente é uma casa grande. Passa ônibus na frente?
- Claro que não. Na frente só passam móveis e utensílios domésticos. As garagens só cabem dois carros. Para passar ônibus o senhor tem procurar um galpão e não uma casa.
Marcou um encontro num hotel, para fechar o negócio da casa. Era um lugar depressivo e sórdido. Na portaria estavam duas mulheres, saias curtas, maquiagem berrante e saltos bem altos, inconfundíveis em sua profissão. Que o fitaram com uma evidente ansiedade financeira. Ele balançou a cabeça em negativa quando uma delas lhe dirigiu um olhar convidativo. Ouviu a outra fazer um comentário que o surpreendeu:
- Esse é um daqueles caras tudo certinho.
Pensou que estava realizando seu papel de cidadão honrado.

Criticas para [email protected]
Ivan
escritor

Sobre este texto

ivan

Autor:

Publicação:9 de junho de 2012 09:10

Gênero literário:Crônica erótica

Tema ou assunto:Pulando a Cerca

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Este texto foi lido 87 vezes desde sua publicação em 09/06/2012. Dados do Google Analytics

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  • Sr.Abade
    Postado porSr.Abadeem9 de junho de 2012 10:06

    "Do meu sexo você furtará o mel e se surpreenderá com a prova do pecado que te vicia. Quero que você se desmanche para eu te engolir inteiro."

    Muito bom texto. Parabéns e espero sinceramente que continue a publicar ótimos textos.

    Abraços.

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