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Muvuca - IX

Muvuca - IX

Capitulo – IX

Mary tinha uma simpatia visceral pela preguiça. Ela se dedicava a contemplação da vida sem o menor esforço. Há muito tempo descobrira que se esforçar por algo não valeria à pena. Ela estava sempre com os nervos à flor da pele. Queixava-se o tempo todo da mãe. Acusava-a de cruel, manipuladora, fanática religiosa, insensata, autoritária, megera e hipocondríaca. Dedicada a arruinar os fracos esforços de a filha conquistar a independência. Na verdade, Terê Caçapa gostaria que pelo menos uma única vez a filha percebesse que seu problema no fundo, era fúria contra si própria. Era um fato sutil e maligno que a mãe saberia respeitar por trás de sua consciência. Mary Caçapa era uma verdadeira chaleira em ebulição. Trocava de namorados como trocava de roupa. Porém tinha uma peculiaridade. Quando o dinheiro dos namorados acabava, eles entravam na tala, apanhavam feio. O doutor Orelhudo era branco, alto, magro e ascético, considerado como um homem feio orgulhava-se pelo fato de que os cabelos, embora ralos agora, ainda se mantivessem na cabeça. Não fumava, bebia moderadamente e viciado em priquita loira, era totalmente dominado por ela. O casal passeava de mãos dadas, Ela estava usando cabelos louros prateados penteados em mechas assim modelando seu lindo rosto com seus olhos castanhos claros. Seus cílios delineados davam o contorno exótico e a profundidade de seu olhar. Uma discreta maquiagem que ela fazia os retoques de tempo em tempo. Seu nariz perfeitamente esculpido pela natureza e boca sensual. Dois brincos de perolas de cristal na cor vermelha pendurados numa pequena corrente em ouro decoravam suas orelhas balançavam num agradável ritmo de seus passos. Mary percebia olhares furtivos de homens que cruzam com eles sobre as formas de seu corpo exuberante. O vestido muito leve se movimentava no seu corpo ao ritmo de seus passos. Ela nunca prestava atenção nesses detalhes, mas, agora está adorando a experiência. Aquela noite prometia. O casal foi jantar numa Picanharia, ela o testou:
- Você não se importa que eu te ponha chifres?
- Chifres? Como assim?
- Come nada. Não é você, são eles que me comem...
Passou a mão na testa lívido.
- Não, não dá para nascerem chifres. Se tu me pões chifres enganas a dois. Gosto de ti eu vou continuar contigo.
- Sou uma mulher liberal, saiba disso.
- Você gosta demais de paradoxos.
- Gosto do luxo associado ao prazer físico.
Ele abriu uma garrafa de vinho, servindo uma taça a ela e brindando:
- A nossa...
- E menos brigas idiotas, ela concluiu para ele.
Bebeu um pouco de vinho, olhando ele, por sobre a borda da taça.
- Não sei com que há com a gente. Não é possível que já estejamos doidos varridos, é?
- Não deixe que isso vire uma obsessão. Está bem?
- Não. Talvez eu deva pegar mais uma garrafa de vinho.
- É isso aí...
Ele estava indiferente ter todos aqueles olhares masculinos sobre ela. Achou extremamente prazeroso os olhares sobre ela, sobre parte de seu corpo. Sorrisos carregados de malícias. A atmosfera tornava cada vez mais eletrizante.
A proposta era clara e obscena. Essa mágica sucederia sem causar nenhum espanto. Ele já se conformara com a promiscuidade da amada. Ciúme e humilhação arranhavam o coração daquele apaixonado. Era um amor impuro, errado e torto que lhe fazia sofrer. Devasso e ardente... Dizem as más línguas que certa noite ela deu tanto nesse doutor Orelhudo, que não satisfeita ela o arrastou pelas orelhas por mais de um quilômetro. Do seu condomínio até a Av. Ininga.
- Está sem dinheiro! É isso? Está zombando de mim.
Doutor Orelhudo ficou roxo de raiva, as veias nas têmporas saltaram. E por trás de tanta violência, havia um sentimento inconfundível de incredulidade e desalento.
No dia seguinte, ao encontrá-la fitou-a friamente, com um olhar que mostrava o soberano desprezo. Absorvido por idéias nefastas dignava-se a compreender ofensas tão desagradáveis como um vazio de sentido, porém se mostrava ingênuo e fraco. Bastaram ela se sentar a sua frente de mini-saia cinco dedos abaixo do céu, cruzando as pernas de forma criminosa para ele desabar outra vez para o seu lado. Ele estava pedindo perdão a ela pela surra levada, pode?... A resposta dela foi mais hilária ainda. “Volte aqui no condomínio que eu acabo de arrancar esses orelhões na porrada”.
- As tuas palavras são insolentes e merecedoras de castigo, mas perdôo-te; és jovem e ainda não sabes o valor das palavras, tentava uma reaproximação doutor Orelhudo.
Semelhantes palavras, semelhantes ao veneno que tinha a propriedade de transtornar o mais tranqüilo, transformando todas suas intenções em propósitos. Agora já não experimentava o sossego desejado na convivência daquela bela criatura.
Tanta jura de amor, proclamada paixão, não fora suficiente para aquela loira sinistra que capitalizava seus sentimentos. Acabou o dinheiro, acabou amor. Era o mandamento primeiro de sua cartilha. O jogo terminara. Ela amava levar uma vida censurável e extravagante.
O filme que mais marcou a vida dela foi um “Bang-Bang” chamado “Django e Sartana até o último sangue”. A sua família era tudo. Quando não estava com homem nenhum, descia a tala na mãe para se manter em forma. Escravizava a todos. Porém andava sempre sem dinheiro. Diziam que ela era o Ilidio de saia. Ele próprio ficava imaginando como seria o plural de Mary, só de sacanagem... Como se uma só não bastasse. Mas ninguém jamais havia visto outra Mary Caçapa na face da terra. Ela desafiava a todos a contrariá-la e não sofrer a danação eterna. Billy Drurys foi o único a desafiá-la e faleceu de cirrose hepática. Bela loura estonteante, curvilínea de olhos suplicantes. Certa feita num momento de inadimplência absoluta e ausência do vil metal, ela obrigara sua mãe a vender quentinha uniformizada com camisetas escrita na frente e nas costas “Terê quentinha cinco reais”. Um andarilho leu e não entendeu. “Como pode ser tão barata essa Terê quentinha”. Por coincidência sua mãe se chamava Terê. Outro erro ortográfico de cartório.
A bela loura sempre fora uma aventureira. Teve a idéia de ir morar na Bélgica. Para isso ela teria que aprender francês. Procurou um professor particular. Na primeira aula ela desistiu. O professor ensinara que “cú” era pescoço em francês. Como boa loira que era, presumiu que com uma vida sexual intensa, naturalmente ela na Bélgica teria problemas de coluna. Essa de “cú” no pescoço acabou com seu sonho de ir morar na Europa. “Nem pensar...”
- Mary Caçapa? Caçapa ou não caçapa... Eu pessoalmente prefiro que entre tudo na caçapa... Pensou Bustiê. Brincavam que ele tinha esse nome por ser considerado um cara de peitos. O telefone tocara antes que ela saísse da cama.
- Sim? Respondeu ela sorrindo naturalmente reconhecendo de quem era aquela voz grossa e nasalada.
Parecia sonolenta, depois sorriu.
- Desculpe, acordei-a?
- Mais ou menos.
Que resposta diplomática! Estou ligando para chateá-la um pouco mais. Acho que mais cedo ou mais tarde vou vencer sua resistência e você fechará uma parceria comigo no meu empreendimento de vender bosta disfarçada de ração para alimentar peixes. Será minha secretária executiva. Quer almoçar comigo?
- Agora?
Ainda estava meio adormecida e virou-se para o relógio, imaginando se teria dormido demais; Porém doutor Bustiê, soberbo, quarentão; tudo quanto a bola de cristal e as sebentas cartas revelaram à Mary numa tarde de profecias. Ele era formado na academia internacional da malandragem e estava rindo de novo.
- Não, não às oito da manhã. Que tal ao meio dia ou à uma hora? No “Sitio do Didi”.
- O que há por lá?
- Sol. Rede. Piscina e tambaqui grelhado ou galinha caipira no molho regada a muita cerveja gelada.
Ela riu ao telefone.
- Tudo isso?
- Não só isso, como também você vira a sobremesa numa daquelas redes penduradas nos pés de paus.
- Você é impossível.
- Então vamos almoçar juntos.
Vil, ordinário, adjeto, sujeito infame! Mary acharia a língua pobre de expressões suficientemente vigorosa para rotular tão baixa espécie humana.
À noite, Mary Caçapa vestira um mini vestido de malha na cor amarela. Ela um vestido de alçinhas no meio das coxas, duas sandálias de salto alto na mesma cor do vestido completava sua indumentária que era de encher os olhos, provocava frissons nos homens presente no restaurante Frango Assado. O falso doutor Bustiê emprestara dois mil reais dela reservado para dar entrada no seu primeiro carro. Ele simplesmente gastou tudo num único final de semana e deixando ela a ver navios. Porém não saiu impune dessa. Passara três dias comendo literalmente Mary Caçapa, enfiando até as bolas e se empanturrou. Teve que se submeter a uma cirurgia intestinal para conseguir cagar a ossada.
Terê habituada a adaptar-se cegamente às vontades de sua filha, ia esquecendo a pouco e pouco a impressão desagradável produzida por aquele desconhecido, mas apesar disso, a filha continuaria a ser para ela o objeto inequívoco de sua atenção preferida, que não disfarçava ou ocultava.
Depois de um trabalho espiritual de um pai de santo de Codó no Maranhão, Mary começou então a se recuperar, se reintegrar por completo seu esqueleto, agora mais fortalecida com idéias que fervilhavam conhecimentos. Agora ela reapareceria com uma nova mania. Mary se tornara fruta silvestre. Só dava no mato. O calor de um macho acendia nela desejos ambiciosos e pecaminosos. Ela atravessava a cidade de shortinho demonstrando ser um vulcão em erupção. Os homens enlouqueciam ao vê-la. Tudo era muito cruel, muito cruel... Terê lhe perguntou:
- E o doutor Orelhudo, que fim levou?
- Já foi um macho estribado. Agora é um bundão quebrado... Estou em outra.
- Minha filha! O que você pretende da vida?
- Tudo... Não me contento com migalhas.
Ela se considerava totalmente fracassada a cada final de seus relacionamentos. Tabu ou não tabu, consciente ou subconsciente, recalques, ou simples desejo de mulher, era aquele desespero noite adentro, sonhos eróticos a arrastá-la em bacanal, assim se resumia seus sentimentos. Sua prima Gê Paraguaia que era mais falsa que nota de doze reais, confidenciou certa vez que a bela loira, era uma perdida que todo homem gostaria de achar. Irresistível para os olhos do sexo oposto. Uma beleza criminosa.
A doce brisa da noite se insinua sem dificuldade por baixo de seu mini vestido que modelava seu corpo como uma luva. Ela sente o vento acariciar o seu sexo todo depilado e perfumado com Chanel Nº 5 para a ocasião. O roçar de suas coxas e o ritmo de seus passos produzem faíscas elétricas que mexia sua libido. Ela entrou no aeroporto da cidade.
Na madrugada dentro do avião ela estava viajando de Teresina para Fortaleza com seu novo namorado. Nessa madrugada, ela parecia ter um fogo lhe queimando o rabo.
- Minha xoxota deve ter virado um fogareiro, está pegando fogo, disse ela ao ouvido do companheiro. Faça alguma coisa.
Nessa época ela evitava tomar banho na água quente para não virar canja.
- Mary... Mas que tara é essa? Aqui no avião é impossível... Não está vendo que o vôo está lotado?
- Que nada! Todos estão dormindo. Quer ver como eu estou com a razão? Vou me levantar e pedir dois cigarros para te provar todos dormem.
E assim ela fez. Levantou-s e circulou pelo corredor da aeronave dizendo:
- Por favor! Quem tem dois cigarros para me arrumar! Só dois cigarros.
Repetira isso várias vezes e não chamou a atenção de ninguém. Então retornou ao seu lugar e disse:
- Eu não falei que estavam todos dormindo? Puxe o cobertor para ninguém perceber nada, que eu me viro de ladinho e você mata minha sede.
Minutos depois da relação concluída, a tara de Mary estava saciada. Do outro lado do corredor uma velhinha tremia de frio sem parar. Uma aeromoça se aproximou e ao vê-la disse:
- Porque a senhora está com tanto frio? Era só nos chamar e pedir um cobertor?
- Que nada! Não faria isso jamais. Uma moça bonita, agora pouco circulou no corredor pedindo cigarros. Ninguém deu, com se não bastasse, quando voltou a sua poltrona, comeram ela. Deus me livre pedir alguma coisa nesse avião!
Ela gozava a honra de ser concubina de homens importantes e estribado; paixões frenéticas; porém era impossível obtê-la só pra si. Ela era adepta a muitos amores ao mesmo tempo. O que provocara muitas lágrimas de sua mãe que era religiosa e ordeira e gostava da coisa certa.
Depois de passar por várias experiências nefastas, ela estava novamente disponível na praça. Mary Caçapa entrou numa farmácia do grupo Lusimânia. Era uma noite de quarta feira estava escura e chuvosa. Quando havia saído da casa de sua avó para comprar alguns medicamentos. A tensão no espírito e no corpo perfeito dela dava seus movimentos uma impressão enganadora de calma. Ela chegara à drogaria por depois das oito, examinou bem as redondezas e depois expiou por dentro. Tudo parecia normal, o local estava deserto. Então entrou rapidamente indo até o balcão. Dois atendentes se aproximaram dela.
- Pois não! Disse o rapaz de branco.

Continua...

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Sobre este texto

ivan

Autor:

Publicação:12 de junho de 2012 09:55

Gênero literário:Crônica erótica

Tema ou assunto:Pulando a Cerca

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