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Muvuca no solar dos Raimundos


Muvuca no solar dos Raimundos

(início do romance)

Autor: Ivan Ribeiro Lagos

Criticas e elogios e xingamentos no e-mail: [email protected]


Capitulo - I

O tempo parecia ter perdido seu controle sobre o mundo dos Raimundos. O magistrado nascido em São João de Meritoba, município Maranhense de quem o escritor relata. Ele era charmoso, elegante e um jurista da pesada. O cabelo estava um pouco ralo no alto. Uma calvície que mais parecia um vibrador usado, rarará... Mas era sempre bem disfarçado por um hábil cabeleireiro. Conhecia todos os meandros dos códigos civis e penais. Ternos bem cortados e sempre um sorriso encantador, olhos de quem sabia tudo. Sob o sorriso encantador, podia ser tão frio e impiedoso como deve ser um Juiz. Talvez a sua maior qualidade fosse o fato de ser um grande arregimentado, um incansável tarefeiro cultural. Era polêmico, intempestivo e carinhoso. Ainda se recordava quando uma funcionária pública lotada no fórum lhe perguntara:
- Idoso, meu senhor?

Ele, ainda calmo:

- Não senhora. Envelhecente.
“Eu poderia estar dando uma carcada na Gegê e estou aqui agüentando essa secretária idiota.” De sua mesa, ela ficou pensando na palavra inventada a propósito, mas não captou o neologismo. Ele estava no período da envelhescência. Um tanto questionável esse seu gosto pela dificuldade da vida, quando todos os seus sentidos eram forjados ou imitados por adequação. Nunca encontrara dentro de si o que pudesse chamar de original ou selvagem. Sentia falta de instintos. Ele estava com a rebimbela da parafuseta caída. A maior parte dos motivos era pouco lógica e na maioria egoísta, e nem por isso menos legítimo. Conhecia pessoas que adotavam alguma razão para justificar escolhas muito mais absurda, e nem por isso mais ou menos condenável. “De tudo, o pouco que cobra é pouco. Mas o que sobra é oco e frio.” Gostava de poesias francamente Drumondianas, bonitas, elegantes, sensíveis e sóbrias, delicadas e longas, materialismo experimental. Amava os poetas no sentido religioso de mensageiros de Deus, no sentido psicanalítico de interpretar sonhos, alma psicossocial, pensamento ungüento de ser.

- Vai sair, Doutor Evilázio? Perguntou a secretária.
- Não disse ele. Quero me esconder por algumas horas em meu gabinete de trabalho e não desejo ser perturbado.

O ar de julho estava fresco e suave. Uma brisa soprava entre as arvores ornamentais da rua. Seu repertório era praticamente de fossa, que ele metamorfoseava. As músicas entravam lagartas e saíam borboletas. Ele sempre via o lado positivo das coisas. Depressão em casa não se criava, era sinônimo de chilique ou faniquito. Tudo se curava com um bom banho frio.
O Juiz morava num bairro nobre da cidade de Teresina, Piauí. Aliás, dizem que se Deus for brasileiro, ele sacaneou o Piauí. “Quando você estiver com a alta estima baixa, venha para cá...” O ambiente interno era decorado com bom gosto e luxo, mas era um ambiente muito impessoal. Não havia nada ali que indicasse ser a casa de um magistrado. Tinha uma bela piscina que por economia era limpa somente de três em três meses. As más línguas a chamavam de o Pinicão do magistrado. Os belos quadros pendurados nas paredes brancas e os lençóis de puro algodão da cama King size não fora escolhida pelo proprietário. O banheiro da suíte principal era revestido em mármore e os recipientes de xampus e condicionadores colocados estrategicamente. Na cozinha, a sua percepção era a mesma, onde os utensílios de aço que brilhavam como se nunca tivessem sido usados.
Ilidio havia nascido com cara de fome e a mãe não tinha nem nome para lhe dar. Assim que aprendera a falar, tinha a maior dificuldade com as palavras e com conceitos abstratos, sobretudo de natureza ética e moral. Coisas como: direito, consciência, Deus, alegria, responsabilidade, humildade, gratidão, etc. Visto objetivamente, ele não tinha nada que fizesse medo. Ao crescer não era nem forte nem feio. Não era agressivo, nem irascível, nem traiçoeiro, não provocava. Preferia se manter distante. Sua inteligência tampouco parecia qualquer coisa de temível. Ao contrário. Na escola sempre foi um problema. Com os verbos, os adjetivos e as partículas ele não tinha muito a ver. Com exceção do “sim” e do “não”, que, aliás, só articulou pela primeira vez mais tarde. Bem mais tarde, ele abriu a geladeira quase vazia, pois continha apenas alguns tira-gostos, garrafa de vinho, uma peça de queijo com frutas e um pote com creme, tudo em perfeita ordem, provavelmente renovado todas as manhãs pelas empregadas.
- Por isso que eu gosto de fazer minhas refeições fora de casa! Desabafou Ilidio.
- Pois faça isso, gritou Dona Gegê com os nervos a flor da pele.
- Eu poderia tentar cozinhar alguma coisa!
- Vai tentar nada. Não quero sujeira no fogão que hoje a cozinheira está de folga. Vire-se...
Ilidio era tão desapegado aos estudos que no dia do exame do segundo grau ele respondeu a seguinte pergunta:
- Quais são os três estados do sul do país? Sólido, líquido e gasoso. Levou um zero, naturalmente.
Havia um caminhão parado na entrada da garagem da residência, vários homens descarregavam plantas e mudas de roseiras, plantando-as ao longo dos dois lados do jardim escavados com pás. Quando se parava diante das grades e olhava dali enlevadamente, a rica vastidão de arvoredo naquela distância, no brilho da luz. A suavidade macia de um grande musgo escuro na parede da mansão. A casa estava afogada entre folhagens com ar nobre de repouso, debaixo de sombras seculares... Havia espaços, com uma graça discreta, branquejando um grande pé de margaridas; ou em torno de uma rosa, solitárias na sua haste palpitavam borboletas aos pares. Abrira os braços e respirava a tragos deliciosos aquele oxigênio puro. Aquela satisfação tornava qualquer um loquaz.
Aquela noite fora agradável. A conversa superficial, Raimundo Evilázio tinha muito senso de humor. Pedira para os serviçais de a casa servirem salmão defumado, pato assado com soufflé. Beberam champanhe e dançaram ao som de muito forró. Festa bem sucedida não representava nada mais que isso.
A família Raimundo Evilázio e Silva (Juiz aposentado) era tudo para Ilidio Broxildo Pintabrava, o rei do seixo, como era chamado pelos amigos. Aprendera os velhos valores com sua nova família. Honra e ocupação, respeito e tradição. Porém ele era um equívoco da evolução. Ilidio era um falsário consentido de um materialismo desmantelado com aquele fascínio de enganador impune que escondia um terror ainda maior. Vivia num reino de utopia. Sempre afirmava:
- A bebida, o jogo, e bordéis são os piores inimigos do homem. Mas o homem que foge dos inimigos é um covarde.
Seu pai biológico era natural de Itapiroca interior de algum lugar do planeta. Ele fora um empresário que passara parte de sua vida fazendo fortuna que poderia lhe deixar como herança. Quando todos o julgavam rico, faliu. Desistira de viver e morrera de desgosto. Então Ilidio aos cinco anos de idade fora adotado pelo doutor Raimundo Silva que fora casado com dona Gegê.
O garotinho Ilidio estava parado numa esquina, com um cabo de vassoura nas mãos, tentando matar uma barata:
- Tum!
- Errei, porra!
- Tum!
- Errei, porra!
- Tum!
- Errei, porra!
Nisso aparece o padre:
- Meu filho, não faça isso! Deus pode te castigar!
- Castiga, ô cass...
Nesse instante, desce um raio do céu KABRUUUMMM e cai bem em cima do padre. E, em seguida, ouve-se um enorme vozeirão:
- Errei porra!
Um dia quando o céu já era azul e a umidade da noite ainda se notava, o menino de forma audível e convicção inabalável, disse à mãe Egride que não a amava. A mãe tropeçando no ar sério do menino, sentiu aquelas palavras como pedra nas mãos de fadas caprichosas e a partir desse dia chorou, chorou, chorou… Já cansado de tanto a ver chorar e intuindo a sua fraqueza, foi com olhar faiscante e uma vibração quase imperceptível, que o menino disse que não gostava mais dela. E a mãe julgando-se de parcos méritos; chorou, chorou, chorou ainda mais, muito mais e de forma que parecia torrencial. A avó do menino oferecia mais condição para um aprendizado dirigido, mesmo porque o queria longe das influências malignas e provocadoras dos seus constantes comportamentos desviantes.
Na escola aprendeu a soletrar um pouco e a escrever o próprio nome. Fora isso, nada. O professor considerava-o débil mental. Madame Gegê, ao contrário,observou que ele possuía determinadas capacidades e peculiaridades muito incomuns, para não dizer sobrenaturais: assim, parecia-lhe completamente alheio o medo infantil do escuro e da noite.
A voz de dona Gegê esposa do Juiz era rouca e sarcástica, não mudava nada. Havia algo caloroso por trás do seu sarcasmo, e um tom que sugeria que ela estava se interessando pela pessoa com quem estava conversando. Era um dom seu, que talvez fosse mal compreendido; mas todos achavam Dona Gegê, simpática. Ele, Juiz respeitado nos meios jurídicos. Tivera a chance de observar a situação, como sempre fazia, com muita objetividade. Essa possibilidade de ter uma visão clara, sem interferências emocionais, combinada à sorte e ao talento, o ajudara a se tornar um homem muito rico. Ele costumava confessar a dona Gegê que seu amor por ela era igual o do cantor Roberto Carlos pela ex-esposa Maria Rita.
- Então prove, desafiou dona Gegê.
- Então morra, que todo mundo irá constatar isso.
- De manhã, escureço. De dia, tardo. De tarde, anoiteço. De noite, ardo, respondeu ela.
- São as chamas do inferno, Gegê, brincou ele.
- Não se preocupe que ainda estamos no mundo. Todavia, nesse mundo, as coisas ainda não foram feitas e não foi encontrada a razão de ser.
- Você está precisando é de um psiquiatra. Vai se tratar, homem...
Ele perseverara e esforça-se, articulando frases que a fazem sorrir pela vã boa vontade. “Às vezes ela se manifestava fazendo um trejeito de pesar e confessava com uma voz infantil: Não consigo entendê-lo!”
Havia dois tipos de felicidade: a felicidade que se queria ter e a felicidade que se conseguia ter. A felicidade que se queria ter era sempre a felicidade do Amor, a felicidade que se consegue ter é a felicidade do quase Amor. Sim, porque o Amor tem a mania de querer ser quase ele mesmo. Sua esposa sentou-se no sofá junto a ele, enquanto ele passava pelos canais. Ela perguntou,"O que tem na TV?" Ele disse, "Poeira. " E a briga começava...
Um dia ao sair do banheiro do seu gabinete de trabalho, fora chamado a atenção pela sua secretária.
- Doutor Raimundo! O senhor está com a calça toda respingado de urina.
Era resultado de sua idade avançada e seu sistema urinário não funcionava mais a contento. Não teve dúvida. Pediu sua aposentadoria. Havia se tornado um magistrado mijão.
Um dia ele sonhou que estava bêbado com pedras na mão e próximo de Jesus que lhe indagou:
- Você nunca errou?
- Dessa distância não...
Sempre há pessoas que passam a vida a quase amar. É uma pena, mas também é verdade, e é uma pena porque essas pessoas sejam a maioria. É como na política. A maioria das pessoas era quase qualquer coisa que não sabiam muito bem o que eram, mas eram como o quase amor, ou seja, sempre uma merda. As pessoas que quase amavam acabam por mandar nas pessoas que amavam mesmo. Não percebendo que as pessoas que amam mesmo, por amarem mesmo, estavam na realização pessoal. Ele se recusava a ser apenas quase. Tinha a certeza na vida, e só uma: o amor não poderia ser quase nada, tinha que ser quase tudo. E acreditava tanto no amor mesmo que se recusasse a viver um quase amor, que era com quem dizia um amor mau. Se todos rejeitassem a palavra quase, achava que viveria num mundo melhor. Ou quase...
Era assim a relação amistosa entre ambos. Ele abriu um sorriso cheio de malicia, mas ela não aceitou o seu jogo de sedução.
Estávamos no dia três de dezembro e chovia muito. O número se destacava numa folinha fixada ao lado de um enorme espelho com moldura no estilo colonial. Ora, chovia há quinze dias interruptamente, fenômeno raro para Teresina. Uma longa chuva crepitante que inundava a cidade e alagavam as casas onde se ouvia o escorrer pesado da água das calhas. Fazia muito calor mesmo com o tempo chuvoso. Os aparelhos de ar condicionado funcionavam no limite fazendo dos cômodos da casa um verdadeiro freezer. Dona Gegê sacudiu a cabeça como se quisesse espantar aquilo e deu um longo suspiro, um pouco sem jeito, mas como se o mal-estar tivesse passado. Seu rosto já recuperara o colorido, seus lábios até sorriam, meio tristes, então foi deitar-se um pouco. Ela puxou o lençol para cobrir o corpo e levantou-se para ir até o banheiro enquanto as palavras dele ricocheteavam nela quase a levando às lágrimas. Quis ficar longe da vista dele para poder chorar sozinha. Ela ainda perturbada pela comparação desastrada feito por ele, mordeu os lábios para conter o choro e pensou no seu futuro. Pensou em separação. Mas ela sentiria a falta dele. Pelo menos seu veneno não estava reservado só para ela! Um dia Dona Gegê exigiu que fosse substituída a cama do casal. Ele mudou a cama de retangular para redonda. Então Gegê estranhou o fato e foi perguntar ao doutor Raimundo do porque da troca de cama.
- È porque cobra só dorme enrolada. É por isso, Gegê...
Ela não deixava nada sem resposta. Passada a paixão, segue-se, na melhor das hipóteses, o amor. E, se o casal permanece junto, com o tempo o desejo tende a decrescer e os encontros amorosos sexuais a rarear. Eles sentiam-se uma atração frustrada, amputada de uma parte essencial de sua vida. A repressão, a vergonha, a disputa pelo poder muitas vezes tornando difícil a aproximação. Por isso, o ideal era tomar providências antes que o casal se afastasse totalmente. O desejo sexual, inicialmente movido pela paixão, poderia vir a ser motivado pela ternura. Uma ternura que, se no início do relacionamento era um botão incipiente, poderia crescer com o companheirismo, os cuidados mútuos, a cumplicidade, a compreensão, a capacidade de perdoar e de não guardar ressentimentos. Paradoxalmente, essa ternura dessexualizada era também marcada por um potencial erótico que poderia facilmente se realizar. Mas esse não era o único caminho. Ou era um caminho que poderia ser complementado por uma espécie de jogo de sedução. A aproximação sexual era uma das formas de exorcizar os profundos e inconscientes sentimentos de rejeição e era em grande parte que o jogo exercia uma ação picante. E um dia...
O casal estava num momento a sós, os dois sentados no sofá da sala, falando das coisas da vida. Então começaram a conversar sobre viver ou morrer... Conversa vai, conversa vem e o maridão diz:
- Amorzinho, nunca me deixe viver em estado vegetativo, dependendo de uma máquina e líquidos numa espécie de garrafa pra viver, tá?
- Mas, por quê? - Perguntou a esposa.
- Não quero que você me veja assim, se você me vir nesse estado, desliga tudo o que me mantêm vivo, promete?
Ouvindo a determinação do marido que tanto amava, a mulher se levantou, desligou a televisão e jogou a cerveja fora.
- Você não tem sentimento, Evilázio! Solidão não é estar só. E sim estar entre mil pessoas e sentir a falta apenas de uma. Simplicidade é ter o céu e querer apenas uma estrela, é ter o oceano e querer apenas uma gota d água, é ter o mundo e querer apenas uma pessoa... Você!
- Romantismo idiota, nada mais que isto... Respondeu ele irritado.
Acenda essas velas que você usa pra fazer suas preces, depois pegue seus lingeries da “Victori’s Secret” e faça um montinho. Use as velas pra queimar todos os lingeries... Mas não chegue muito perto do fogo, pode derreter seu botox. Pegue suas ervas e faça um cigarrinho jamaicano. Acenda no fogo dos lingeries e fume até ficar bem relaxadinha. Isso funciona para acalmá-la...
Dona Gegê comandava tudo com braço de ferro. Era uma mulher de principio. Principio do século passado. Gostava de dar ordens e de ser obedecida. Então gritou a Lili ordenando:
- Abre a porta do terceiro armário a contar da esquerda, por favor.
- Já está aberta.
- Agora, na prateleira do meio, tens quatro pacotes. O primeiro é de açúcar, o segundo é de farinha, o terceiro é de arroz e o quarto é de massa. Traz-me o terceiro, ou seja, o de arroz.
- E porque é que não me pediu logo para te passar o arroz?
- Até poderia, mas tu ias perder meia hora só a procurá-lo. Depois eu ia dizer-te que estava nesse armário, tu ias abri-lo e não o conseguias ver, e quando me respondesses "não está aqui nada!" eu ia ficar nervosa e gritar contigo. Assim é mais rápido e evita-me dissabores...
- Epá... Em terra de doidos, quem tem juízo também é doido. É melhor ser doida que hipócrita.
- Traz-me também uma mini, por favor.
- E não me queres explicar onde estão as minis?
- Essas, eu sei que tu sabes. Vais lá direitinho...
- Estou-me sentindo idiota.
- Você bebeu Lili?
- Maínha, eu não bebo, não fumo e não faço sexo à quase cinco anos.
- Então é isso. A abstinência lhe subiu a cabeça. Mas é ou não é verdade que nunca encontras nada do que eu te peço?
- Mais ou menos!

No dia seguinte, Na hora do almoço, com efeito, para justificar as suas ocupações em Teresina, falou da revista forense como se ela já estivesse organizada por ele. Tanta foi a precisão com que descrevia as tendências do judiciário e a feição crítica; as linhas de pensamentos sobre tudo que abrangia magistratura. Depois de almoçar, enquanto uma chuva grossa alagava os vidros sob tufão de ventos do nordeste, ele confessava sua ambição de ingressar na luta de classe para melhorar as condições de trabalho no setor que ele conhecera intimamente. Ele apostava em menos eloqüências e mais idéias. Com esse titulo tornaria a edição como frase simbólica. Apesar dele estava numa ressaca brava. No dia anterior tinha bebido demais. Mas isto não era problema porque grandes homens da história sempre beberam demais. Em reuniões sociais importantes era chique beber. Ele era um homem honrado que cometera apenas uma indiscrição. Depois de um porre seu humor ficava péssimo. Ele tinha o hábito de intemperança hereditária, de que tinha tão pouca culpa como ser baixo e gordo. Lili viria em seguida ter sua cota de desagravo. Nesse exato momento, o Juiz então pediu a Lili que fosse buscar um litro de Coca. Algum tempo depois ela voltou dizendo:
- Litro de Coca na geladeira não tem...
- Como não tem se ontem mesmo foram comprados dois litros.
- Tem não... Têm garrafas em pé, garrafas deitada, mas de Coca não tem...
- Então vai procurar um hospício para se internar, menina!
- Doutor Raimundo! É muito difícil conviver com o senhor.
- Não se lamente por viver com a corda no pescoço. Tiradentes também esteve assim e hoje é herói nacional.
Desta vez, Lili estacou sufocada, sem compreender aquele momento de semelhante azedume. O doutor Raimundo retomou lentamente a lógica, e ficou um momento a refletir, coçando a barba, desanimado e apreensivo. Lili possuía um cartão de crédito com um bom saldo para comprar o que quisesse. Tranqueiras, escovas de formol de cabeleireiros decadentes e inescrupulosos, rodízios de restaurantes à beira da falência, viagens tipo programa de índio, sushi (será que tem tanta gente assim que gosta dessa merda japonesa?), Xampus, tintura para cabelo, cosméticos, pasta de dente, perfumes, biscoitos, chocolates, sabão em pó, revistas, CDs, etc. Até mesmo aparelhos eletrônicos como: Pen Drives, MP3 players, DVD players, máquinas fotográficas, celulares, relógios, etc.
Continua...

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Sobre este texto

ivan

Autor:

Publicação:13 de junho de 2012 10:30

Gênero literário:Crônica erótica

Tema ou assunto:Pulando a Cerca

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