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Muvuca - VI

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Capitulo – VI


Era um bêbado freqüentador de carteirinha de um bar de esquina, onde sempre deixava o estabelecimento nos acréscimos do fechar das portas. Ele era um bom frasista. Sempre aconselhava os amigos ao seu modo. “Era um grande conselheiro”, lamentava os amigos no velório:
Pra curar sua amargura, beba pinga sem mistura; Contra dor de cotovelo, beba cachaça com gelo. Contra falta de carinho: cachaça, cerveja e vinho! Se brigar com a companheira, beba pinga misturada; Se continuar a brigar com a mulher, beba pinga na colher; Quem dá amor e não recebe, misture todas e bebe; E se alguém te faz sofrer, beba para esquecer! Pra curar seu sofrimento, beba pinga com fermento; Pra esquecer um falso amor, beba pinga com licor; Pra acalmar seu coração, beba até cair no chão; E se a vida não tem graça, encha a cara de cachaça! Pra você ganhar no bicho, beba uma no capricho; Pra ganhar na loteria, beba pinga na bacia; Pra viver sempre feliz, beba pinga com raiz; E se você não tem sorte... Beba pinga até a morte! Se essa vida de cão só te faz sofrer... o remédio é beber...
Na verdade, Egride também era chegada num copo da loura gelada. Chapada de cerveja ela desatava a chorar lamentando sua paixão pelo crioulo que dividia a vida. Essa reação inesperada era como uma rajada de vento que limpava num momento de céu enevoado e povoado de névoas amorosas e mórbidas, em que ela se perdera ao longo do tempo.
- Como você é exagerada, Mana.
Voltou a se lamentar a viúva.
- Ele me deixou três filhas. Juju Caçapa, Mary Caçapa e Olivia Palito na Caçapa.
- Imagine se ele não bebesse mulher! Fazia dez ou mais... Respondeu Egride tentando consolá-la.
A filha mais velha praticava o esporte de bater na mãe, acusava ela de ser quenga e outros palavrões. Era um verdadeiro M.M.A. de mãe, dava porrada nela até cansar. Mary Caçapa atribuía todos os fins de seus relacionamentos e seus fracassos a mãe. Sustentava uma imagem da mulher sexy e superficial, que o universo masculino lhe atribuía. Ela garantia não ter cristalizado no imaginário coletivo a Sex Simbol enquanto circulava nas rodas sociais. Todavia, Terê aua mãe, tinha as costas largas e agüentava tudo sem reclamar de nada. Apenas os parentes mais próximo que percebiam o tamanho da safadeza da filha. Um dia, a loira deliciosa foi se confessar na paróquia do bairro:
- Quanto tempo! - diz o padre, receptivo - Por onde a senhorita andou? Nunca mais veio à igreja...
- Pois é, padre! Eu estou freqüentando outra igreja...
- Está bem, filha... Então diga, por que veio se confessar?
- Ah, eu fui grosseira, padre... Eu menti... Até trair o meu namorado eu traí...
- Traiu o seu namorado? - perguntou o padre, curioso - Com quem?
- Foi com o padre de uma paróquia vizinha... O senhor me dá a bênção, padre?
- Olha filha... Eu posso até te dar o perdão dos seus pecados... Mas nunca se esqueça de uma coisa... A sua paróquia é esta aqui!

Na época que Mary Caçapa tinha apenas quatorze anos quando Terê sua mãe a procurava desesperada. Passara toda à tarde daquele dia, sumida. Quando a encontrou foi logo perguntada:
- Onde estava, menina?
- Eu estava brincando de medico e paciente com Ricardinho.
- Oh! Meu Deus! O que é que ele fez contigo?
- Nada mamãe. Nada!
- Como nada?
- Não se preocupe que ele era médico do S.U.S. Deu uma olhada de longe e diagnosticou. Você não tem nada.
- Mamãe! A senhora tem Modess para me arrumar?
- Para quê, minha filha. Menstruou quando?
- Desde a minha primeira relação sexual.
- Precoce heim?
- Ricardinho me chamou de matemática e asmática, pode?
- Como assim? Explique-se melhor...
- É que na hora do vamos ver, eu começo a gritar...
Uhh... uhhh... uhhh... Mais, mais, mais, mais...
- Por favor, poupe-me desse tipo de explicação, menina.
Continuou a pensar na situação... “Será que minha filha está bebendo? Será que minha filha começou a fumar? Meu Deus! Será que minha filha viciou em pinto? Isso é pior que maconha ou cocaína...”
A menina era precoce em tudo que fazia. Os olhos de mamãe quase saltaram de suas órbitas com a resposta tão cínica e irresponsável.
No velório...
- Ontem estava vivo, hoje todo cheio de morte, explicou um dos seus amigos, curado completo da cachaça, sóbrio e comovido.
Refletia um sentimento de perda naquele submundo que Billy Drurys se movimentara desde a sua adolescência, e do qual terminou sendo uma espécie de símbolo. Ouviam-se palavras de elogio e de saudade. Dois amigos etílicos conversam discretamente.
- Você viu a cara do Billy? Está horrível.
- Também pudera, faz dois dias que ele não bebe.
- É... Também de que serve as aparências nessa hora.
Terê sentiu um nó na garganta, um tremor nas pernas, era fome. Ela compreendera que tudo terminara. Estava sem se alimentar direito fazia dois dias. Ficou ali parada e sem lágrimas, despida de qualquer excitação, distante de todo clima fúnebre que envolvia aquele acontecimento.
As luzes da sala estavam fracas, porém ele não ligava para isso. As pessoas não gostavam de serem observadas por estranhos, mas isso não incomodava mais Billy Druris. Porque ele estava morto. Nada mais o incomodava. Nem se importara com a maneira estranha com que o homem da funerária arrumara seu cabelo nem as exageradas bochechas fundas. Na verdade suas bochechas tinham sido cuidadosamente recheadas de algodão, e dois fios pequenos foram colocados dentro dos cantos dos lábios, fixando assim uma razoável aparência.
Um colega de copo do defunto depois de analisar a viúva da cabeça aos pés filosofou para a surpresa de todos:
“Quando você sentir vontade de chorar, não chore. Pode me chamar que eu choro por você. Quando você sentir vontade de sorrir, me avise que venho para nós dois sorrirmos juntos. Quando você sentir vontade de amar, chame-me, que eu venho amar você. Quando você sentir que tudo está acabado, chame-me, que eu venho lhe ajudar a reconstruir. Quando você achar que o mundo é pequeno demais para suas tristezas, chame-me, que eu o faça pequeno para sua felicidade. Quando você precisar de uma mão, chame-me, que a minha é sempre sua. Quando você precisar de companhia, naqueles dias nublados e tristes, ou nos dias ensolarados, eu venho, venho sim. Quando você estiver precisando ouvir alguém dizer: Eu te amo!... Chame-me que eu digo a você a todo hora. Pois o meu amor é imenso. E quando você não precisar mais de mim, me avise, que simplesmente irei embora, torcendo por você.”
Com a intempestiva morte do marido, Terê estava zonza, vazia de pensamentos, de nada se recordava, nem dos momentos do quebra-quebra dos móveis quando ele chegava bêbado ao apartamento. Era como se ao expirar ficasse o marido despojado de todos os defeitos ou como se não houvesse possuído em sua breve passagem por aquele vale de lágrimas. O laudo pericial revelou que Billy era um homem condenado. Fígado imprestável, rins estropiados e coração aos pandarecos. Poderia morrer a qualquer momento, como morrera. Assim, de repente. Um pouco antes de tampar o caixão um desconhecido curvou-se em cima do defunto em prantos. Nesse momento ele tossiu atirando suas duas próteses dentárias sobre Billy. Aquilo foi a pior desgraça que poderia acontecer. Não sabendo o que fazer já que todos os presentes olhavam boquiabertos para ele, virou para o morto e disse:
- Leve contigo o meu sorriso, meu grande amigo. Porque aqui ficará só tristeza e dor.
A voz calma daquele desconhecido, mostrando grande sentimento de perda de amizade foi para a viúva um choque. Sua expressão se modificou ao ver a cena deixando-se cair numa poltrona. E assim foi fechada a urna funerária com as duas próteses sobre o corpo.

Continua...

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Ivan
escritor

Sobre este texto

ivan

Autor:

Publicação:11 de junho de 2012 06:19

Gênero literário:Crônica erótica

Tema ou assunto:Pulando a Cerca

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