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Muvuca - VII

Muvuca - VII

Capitulo – VII

Ele entrou devagar na casa, atravessando o corredor em direção ao seu quarto que ficava nos fundos. Com a testa ligeiramente franzida, com ar ausente ele entrou no seu reduto privado. Ilidio sempre fora considerado um elemento de pouco recursos. Era um sonhador que se alimentava de fantasias. Não era lento e nem filosófico, mas havia certa empáfia nas suas ponderações. Ele possuía uma tese sobre a vida que ninguém se interessava em saber. Uma vez o Doutor Raimundo e Silva preocupado com as atitudes de Ilidio o levou a um psicólogo. No dia de receber o diagnóstico sobre o rapaz o médico fingiu procurar um lápis debaixo da mesa. Ele ficaria sem o parecer médico.
Ele pensava que era milionário e fazia contas para todos os lados e não pagava ninguém. Um dia ele descia à Av. Ininga na sua super Bike comprada na casa “Pintos” que ele não pagara nenhuma prestação. A loja poderia ter esse nome, porém quem fodia era ele. Seu Manuel da quitanda ao vê-lo berrou:
- Ilidio, Ilidio deixastes seis cervejas em débito no meu comércio.
- Pode por elas no freezer que mais tarde eu passo lá para bebê-las.
Na época Ilidio estava com vinte três anos de idade quando ele conheceu Gerézia. Era esse mesmo o nome dela. Um erro ortográfico muito comum aqui no Piauí. Empregam cartorários semi-analfabetos. Ilidio tinha um casal de irmão, Gê Paraguaia e Eridio. Esse último e sua irmã eram naturais do município de Aquidaoanus. A irmã cabeleireira de profissão e comerciante de muambas nas horas de folga. Vendia de tudo. Remédio para nascer cabelo, frigidez feminina, impotência masculina, rolhas “tapa tudo” para evitar disenterias, tratamento para curar veadagem e outros... Mas evitava passar por praças com adolescentes. Eles cantavam em coro só para provocá-la:
Joga bosta na Geni,
Ela é boa de cuspir
Ela dá para qualquer um,
Maldita Geni.
Quando quem dava fácil não era ela, e sim sua prima, Mary Caçapa. Ela sempre achou que possuía um tesouro precioso no meio das pernas. Ela era larga e profunda, capaz de encaçapar até as bolas. Se fosse o caso. Porém gostava muito de carinho, por isso só namorava gente estribada, rica, opulenta, endinheirada. Ela amava ganhar deles carinho... Um apartamento carinho, um carro carinho, jóias carinhas enfim, com ela era assim... Tudo carinho. Ela tinha manias de três letras: Y.S.L. (Yves Saint Laurent) e B.M.W. (carro de luxo). Quando ela estava em casa, era uma santa, quase nunca conversava sempre calada para economizar para os momentos de suas saídas que falava para bedel e todo mundo metia o pau...
Um belo dia sua mãe Terê perguntou:
- Minha filha, do que seu atual namorado a chama na intimidade?
- Religiosa e suicida, quando eu estou no maior clímax, eu começa a gritar:
- Ai meu Santo, ai meu Santo... Eu vou morrer, eu vou morrer... Também Homicida e sorvete:
- Se você parar agora, eu te maaaaaatooo! Ai Kibon, ai Kibon, ai Kibon...
A bela Mary Caçapa tinha problema de memória, quando se tratava de suas despesas domésticas. Homens que a conhecia afirmavam com conhecimento de causa que “Bom mesmo é uma mulher como Mary, porque chorava sem ter razão, urinava sem por a mão e tinha relações sexuais sem ter tesão”.
Sempre estavam lhe cortando a luz, net, gás e telefone. Certa vez ela tinha uma loja e contratou Neurotilde a Lilica para ser sua balconista. Lilica era aquela que afirmava:
- Ame seu próximo, principalmente se ele for moreno, alto e gostoso!
Depois de um mês de trabalho, foi cobrada o salário. De repente estremeceram seus olhos tornaram-se estranhamente brilhantes e mordeu nervosamente o lábio inferior. Mary olhou para Lilica como se fosse esganá-la. A sua respiração acelerou e uma fúria descabida se apoderou de todo o seu ser. Sua reação foi violenta:
- Que salário? O que é isso... Onde nós estamos? Basta dar uma oportunidade que já começa a exploração. Já querem receber dinheiro da gente. Eu heim...
- Mas é o normal. Trabalhou tem que receber. Está estranhando o quê, Mary?
- E os almoços que eu te dei? E os mais trinta copos d água você tomou aqui, não conta, não? Um dia comprei até um picolé para você e ainda quer dinheiro. Isso é revoltante. Dinheiro para quê? Para sair fazendo uma bobagem atrás da outra, é? Não dou... E de castigo fica sem o almoço também. A gente não pode se mostrar boazinha que querem nos explorar. Trabalha só doze horas por dia, e ainda quer receber dinheiro.
- Assim não dá! Eu me demito, disse Lilica catando revoltada todos os seus pertences. Você na precisa de funcionária. Você precisa de escrava. Eu não me presto para esse papel. Fui...
- Vá para baixo da égua aproveitar o panorama. Eu já tenho outra para por no seu lugar. Ela só quer cem reais e nem faz questão de receber. Vá ingrata, e não volte mais. Veja só! Mais tem cada uma... E assim caminhava Mary Caçapa sempre com dificuldade de pagamentos.
Ela possuía uma alma ardente e memória fraca. Uma aliança muito forte com a estupidez.
Quando teve seu primeiro filho resolveu o problema de esquecimento. Colocou o nome na criança de Luzenet. Por força do hábito, gritava o nome do menino o dia todo pela casa. Nunca mais esqueceu as contas de Luz e Net. Numa bela tarde de sol, Mary Caçapa passeava com seu filho quando na sua frente deparou com um cachorro engatado numa cadela. Imediatamente o menino perguntou a ela:
- Mamãe! Por que os cachorros estão desse jeito?
- É porque o cachorrinho machucou as patinhas e sem possibilidade de andar a cachorra está levando ele nas suas costas.
- Por isso que o papai sempre fala. Quem ajuda o outro só toma no olho da goiaba.
- Que horror meu filho! Não fale mais isso. É muito feio.
Aquela criança era fruto de momentos culminantes de um amor mágico, instantâneo. Fora um momento de sedução e desejos de ambas as partes. Embaralhara o real e imaginário. O pai da criança era um explorador que jogava sujo e perigoso. Priorizava o seu prazer de acordo com seus interesses. Era poderoso e prático desprovidos de sentimentos nobres. Quando ela se sentiu magnetizada por aquela pessoa que julgava ser seu príncipe encantado. Foi uma atração fatal da parte dela; porém para ele era apenas mais uma aventura. No momento da separação representou o fim de tanta euforia. Aquela relação lúdica chegara ao término, provocada pela gravidez impensada dela. Fora uma relação rápida e sem noção de responsabilidade.
Ele alcançou a casa pela estrada particular que lá no alto acabava numa área de estacionamento. Ao sair do carro, pode contemplar a cidade e perceber as torres da igreja São Benedito e Palácio Karnak, parcialmente envoltas pela neblina. O silêncio era quebrado pelos ruídos dos carros na Avenida Frei Serafim. Ele estava cansado. Trabalhara a manhã toda. Não tinha ar-condicionado e estava de terno. 32ºC. Estava de terno Aquela mulher aproximou-se dele. Parecia bem mais jovem que ele. O cara era muito feio. Orelhas grandes e pescoço longo sem falar no tamanho do nariz. Agora estava 34ºC. Ele estava no meio da Praça da igreja, de terno, era um daqueles dias que não bate um ventinho, pelo menos, para refrescar, Mary, ao vê-lo, se dirigiu a ele:
- Oi, tudo bem? – tentou uma abordagem cortês.
- Tudo ótimo! – respondeu bruscamente.
- O senhor precisa de ajuda? Insistiu.
- De uma amante.
- Achou! Disse ela sorrindo.
- Não pensa em sexo também?
- Claro que penso.
- Então? O que tem de errado eu pensar? No que somos diferentes afinal?
- Ah, você é mulher!
- Ah não! Machismo pra cima de mim não! Então... Quanto você está cobrando, quanto? Brincou...
- Para quê? Perguntou surpreso.
- Para assustar uma casa com dois quartos?
- A sua eu assusto de graça, brincou ele sem deixar-se afetar pela ironia.
Logo estavam no apartamento do Poty Hotel. Dentro do quarto, balançou os cabelos e endireitou o sutiã, deixando-se perceber logo que estava afim. Ela lambeu sua orelha. Fê-lo com a delicadeza de um Zéfiro nas manhãs antigas. Dríade, brincou no bosque dos seus sentidos. A ponta flexível vibrou no lóbulo e se encaixou nas cavidades retorcidas. Vai-e-vem. Labirinto úmido, labirinto inundado de sussurros, súplicas, ordens.
- Vamos?
- Eu… vou.
Foi seu vício quem respondeu. A curva de seus quadris, o ângulo agudo do osso junto à carne farta. Para as nádegas existem as mãos. Para as suas, as minhas. O vão sagrado entre as duas metades brancas feito maçã partida ao meio. Não tinha semente. Mas era de comer. Com a ponta da língua, feito mel. Chave na fechadura. Ela gemeu, mas os olhos não se abriram.
Fizeram sexo, beberam, fumaram e acabaram adormecendo todos os dois. Aproximou-se dele e foi logo enfiando a língua na boca dele que sentiu o gosto bom de uma mulher no cio, fazendo-o arrepiar dos pés até a cabeça.
- Gostoso! Disse ela nos seus ouvidos num leve murmúrio.
Um arrepio que transformou em excitação. Segurou-a pelos cabelos e desta vez tomou a iniciativa do beijo. Sua língua na língua dela como dois bailarinos apaixonados, sua boca na boca dela como dois seres sedentos. Sentiu o bico do seio riscar-lhe o peito e suas mãos procurando despi-lo. Mostrava-se uma mulher decidida que nada deixava para depois. Quando percebeu estava flutuando por um jardim em chamas, e totalmente dominado só conseguiu alisar seus cabelos enquanto ela sumia entre suas pernas. Na madrugada, ele sentou na cama sentindo o ranger mole do leito. Sentiu todo aroma daquela mulher que acabara de conhecê-la. Algo o envolvia com uma sedução inesperada e de caricia nova, que o perturbava estranhamente. Ele se levantou sem acender a luz procurando o banheiro para aliviar uma vontade louca de urinar. De volta para o leito observou na penumbra do quarto o belo corpo de Mary, embrulhado num lençol branco de seda, movia-se, espreguiçava-se languidamente. Ele a tateou procurando na brancura do tecido, encontrando um joelho a que percebia a forma e o calor através do pano; e ali esqueceu a mão, aberta e frouxa, num entorpecimento onde toda a vontade e toda a consciência se fundiam, deixando-lhe apenas a sensação daquela pele quente e macia, onde a sua palma pousava. Um suspiro de criança numa mulher que dormia pesadamente. Nesse momento ela resmungou alguma coisa estendendo os seus braços e envolvendo-o puxando para si. Ele tocou seus lábios secos num beijo aberto que os umedecia. Ele a envolveu numa paixão e num desespero que a fez tremer sobre o leito. Mais uma relação sexual se realizaria naquele momento coroando aquele encontro tão casual.
Passaram-se meses depois daquele primeiro encontro. Estavam juntos todos os dias, cúmplices e amigos. Mas ela era uma mulher agressiva, violenta quando contrariada nas suas vontades.
A semana estava difícil, muito trabalho, stress, nervos à flor da pele, tudo parecia correr mal. E, para completar, o tempo também não ajudava, estava frio e chuva, muita chuva. Doutor Orelhudo era sempre assim... Era agredido verbal e fisicamente, porém na primeira oportunidade que aparecia de voltar a falar com Mary Caçapa, lá estava ele pedindo reconciliação. Naquela quinta feira, ele não resistiu mais uma vez a tentação de procurar à amada.
A noite avançava sem receios, enquanto a lua se erguia alva, em toda a sua plenitude, num céu coberto de estrelas. Entrou na Nissan acionou o controle remoto para abrir o portão automático e saiu de marcha ré decidido. Manobrou na rua o carro enquanto observava o portão subir, fazendo barulho. Depois dobrou a esquerda na Avenida Miguel Rosa e seguiu no sentido zona leste. Meia hora mais tarde, ele estava entrando no Shopping River Side procurando uma vaga para estacionar. Acompanhado de Mary, eles entraram no “Supermercados Carvalho” situado naquele centro comercial. Pegaram um carrinho e foram apanhando alimentos nas prateleiras. Terminou de pegar toda a encomenda da mãe de Mary, eles se dirigiram a um caixa que ele pagou em dinheiro. As compras foram colocas em sacolas plásticas e levadas pára o banco de trás da Nissan. Depois foram até a Engecop material de construção. Ele entrou no estabelecimento passando pelo balcão se dirigindo ao setor de tintas.
- Posso ajudá-lo, senhor? Disse um vendedor sorridente.
- Essa coisa se dissolve com água? Perguntou mostrando um galão de látex.
- Látex quer dizer que é a base de água, senhor.
- Quero um galão na cor creme.
- Pois não, pode se dirigir ao balcão que vou embalar para o senhor levar.
- Está bem.
No balcão foi registrada a venda. Ele pagou em dinheiro e passou na seção de pacote onde retirou sua compra se dirigindo ao estacionamento. Largou mais uma vez a sacola no banco de trás e deu na partida saindo do local se dirigindo para casa da amante. Ao chegar no local, mais uma decepção. Dona Terê com cara de demônio falou:
- Que faz aqui este energúmeno cavalheiro? Os punhos apertavam-se de raiva.
- É meu amante!
Aquele rosto feminino espelhava o medo. O pesadelo tornou a atormentá-la, sentindo a aflição de mãe.
- Mary! Como você ousa trazer seu amante aqui?
- Mas mamãe, ele é quase um parente nosso.
- Não diga asneira, filha.
- É mãe! Ele compra tudo que eu peço para ele comprar, até a tinta para pintar seu apartamento que está aqui. Fez as compras do mês para a senhora e ainda me deu 200 reais para pequenas despesas. Além do mais, é muito próximo da gente. É só ligar que ele aparece logo para qualquer dificuldade. Não é quase um parente, mamãe? Amante é quase parente, aprenda isso.
- Pensando melhor, você tem razão. Ele é mais que um parente. É um provedor...


Continua...
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Ivan

Sobre este texto

ivan

Autor:

Publicação:11 de junho de 2012 06:24

Gênero literário:Crônica erótica

Tema ou assunto:Pulando a Cerca

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