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Muvuca - XIII

Capitulo - XIII

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Um dos grandes erros que Ilidio cometia enquanto sedutor e normalmente fracassava, era esquecer-se de usar a cabeça raciocinante que Deus lhes deu. Por isso que muitos deles agem como acéfalos e nunca conseguem pegar ninguém, a não ser que encontrem uma mocinha carente. O interesse que ele despertava em uma pessoa nada mais era do que uma resposta positiva do cérebro de outrem aos estímulos que ele proporcionava. Não era psicólogo, mas, até onde eu sabia, quando uma pessoa se apaixonava era porque o cérebro associava emoções e reações positivas ao objeto de seu interesse, entre outras coisas. É por isso que só de falar "bom dia" pra sua Primadonna você se sente afetadinho como uma protagonista de novela.
Ilidio passara por uma paixão avassaladora por Cacildis. Uma loira sem origem, nem eira nem beira. Ambiciosa e mal intencionada. Ela tratou logo de arrumar um filho dele numa tentativa de um relacionamento sério. Ele resplandecia enquanto olhava para ela. Que linda mulher ela era. Parecia ainda mais bonita, ultimamente, seu rosto tinha uma beleza suave e luminosa e seus olhos uma espécie de fogo apaixonado.
Ele havia a encontrado num forró de periferia. Ele fora surpreendido no momento em que acendia um cigarro. A inesperada presença paralisou momentaneamente sua mão. Ficou durante alguns segundos sem ação. Música contagiante, ele assistia as vibrações do corpo daquela loira misteriosa esbanjando sensualidade. A dança do Funk era a nova meningite em Teresina. A dançinha escandalosa era a maior onda do momento. No centro do salão, todos dançando o hit do momento. “Vou atolar... Vou atolar... Eu estou atoladinha... Eu estou atoladinha...” Na Boquinha da garrafa e outras. Ela havia olhado na direção dele enquanto descia e subia os quadris no balanço frenético do Pancadão. Ilidio não tirava o olhar de cima dela. Eles ficaram se encarando os quarenta minutos seguintes. A bela demonstrava ter muitos admiradores no local. Antes dele finalmente dizer olá. E assim começara o diálogo:
- Gostas do Funk?
- Na verdade o que eu gosto mesmo é de forró.
- Eu também. É a nossa primeira coincidência.
- Eu adoro ouvir a música “Casa das Primas”.
- Deve ser um caso de sintonia. Identificação imediata.
- Cumé que é? Perguntou Cacildis parecendo se irritar.
- Nada... Nada, brincadeirinha. Pensou rápido Ilidio... Essa analfa não deve ter estudado mais que o terceiro ano do ensino fundamental. Tinha o mau hábito de atribuir corpo, sexo e passado, opiniões, roupagem e trejeitos ao substantivo comum, inanimado ou não. A palavra, qualquer palavra sempre despertava nele um processo de visões em série. No entanto, era ele o escolhido para aquela noite.
- A gente poderia se conhecer melhor puxou conversa Ilidio. Maciça
- Porém a gente acabou se encontrar.
- Mais um motivo para gente se conhecer melhor. Dependendo da coisa pode continuar melhorando ainda mais.
- Então tá... Vamos nessa.
Um momento só que vou comprar cigarros ali naquela charutaria:
- Há quanto tempo você fuma?
- O que, cigarros? Vou começar agora, estou com vontade de adquirir um câncer no pulmão ou talvez um enfisema. Pode ser uma boa, você não acha?
- Nossa! Como você é estranho.
-Estranho por quê?
- Quando você falou cigarros? Pareceu-me entender outra coisa.
- Raciocínio correto. Fumo maconha desde os 12 anos de idade. Porém cigarro começo hoje.
- Rapaz! Tu és mesmo doidão.
Mais tarde Cacildis entrava na Pajero que Ilidio trabalhava como chofer. O cheiro de couro dos bancos conservava no seu interior mesmo depois de dois anos de uso. Ela conseguiu captar todo o luxo do veículo que entrara pela primeira vez.
- Caramba! Que carrão...
- É um dos oitos carros que possuo, mentiu descaradamente Ilidio.
Ao observar aquela exibição de poder econômico, ela resolveu atender a voz da razão. Os cochichos argumentados de Ilidio a convenceram da viabilidade e da possibilidade de se dar muito bem. Ela estava doidinha para dar, para dar e dar-se, entregar-se por inteira, um fogo começa a queimar-lha as entranhas. Aquele rapaz solteiro e endinheirado era tudo de bom... Apenas relaxou encostando-se no apoio espumado e macio do banco. Seu decote era revelador. Fazia-o adivinhar o belo contorno do seio através do sutiã.
- Aonde vamos cara?
- Num ótimo lugar. “Afrodite motel”, cama giratória, espelho espalhado pelo quarto, banheira hidromassagem além de uma cachoeira artificial. Tem lugar melhor?
- Eu acho que a gente poderia ter começado por um bom restaurante. Precisamos nos conhecer melhor.
- O restaurante desse motel é cozinha internacional.
- Você mal me encontrou e já quer me levar para a cama. É isso?
- Você é virgem. É isso?
- Claro que não... Inclusiva tenha até um filho de outro relacionamento.
- Então para que perder tempo? Vamos começar a fazer outro. Esse menino deve se sentir muito solitário. Lá você vai comer do bom e do melhor, depois será comida por mim.
- Nossa como você é prático.
- Objetivo... Objetivo... Objetivo.
Cacildis fez um momento de silêncio enquanto rodavam para o motel. Finalmente, ele desviou o olhar do caminho para buscar seus olhos. Então lhe perguntou:
- Tem certeza do que é o que quer fazer?
- Absoluta, respondeu Cacildis sorrindo e cruzando suas belas coxas cheias de charme.
Havia um tom cortante na voz dele, porém ela o fitou serenamente enquanto o carro entrava nas dependências do Afrodite motel. Dentro do quarto Cacildis arrancou as roupas com tanta pressa como se elas fossem um incômodo. Ao vê-la nua, ela não se conteve:
- Que corpo lindo, menina!
Ela sorriu e se enrolou num lençol enquanto ele ligava a TV.
Mais tarde... Ao vê-lo nu, ela desatou a rir.
- Qual é o problema? Perguntou ele preocupado.
- Jesus Amado! Como você é peludo.
- Eu não era. Fui enganado ao adquirir de sua irmã, trambiqueira de carteirinha, Gê Paraguaia me vendeu substâncias metabolizantes para ganhar rapidamente musculatura. Porém o que ganhei foram pêlos por todo o corpo. Descobri que era um produto de uso veterinário de uso exclusivo em cavalos. Por muito pouco que eu não começava a relinchar. Porque coices sempre fora a minha especialidade.
- Que horror! Parece que até o seu pinto encolheu, observou ela.
- Não, isso não... Você deve estar sofrendo da vista, defendeu ele.
- Um homem deste tamanho com um orgão de anão deve ser castigo.
- Eu não sabia que ia tocar numa catedral.
- Essa bunda que mais parece duas bandas de Cibalena. Se eu estivesse com dor de cabeça passava na hora.
- Vai ficar tirando uma com a minha cara, é?
- Desculpe-me, brincadeirinha.
Cacildis tinha uma forte queda por homens da cidade natal do ex-jogador Mané garrincha. “Pau Grande.” Era uma preferência por demais estranha, mesmo ela sendo natural do município de Curralinho. Ela tinha um filho que concebera antes de conhecer Ilidio. Foi quando se relacionou com um rapaz de Picos. No acoplamento da moça ingênua de Curralinho com o rapaz da grande Picos, ela se estrepou todinha. Arrombada e grávida fora abandonada nesta situação. Mas isso era apenas um detalhe. Ilidio e Cacildis jantaram juntos. Mais do que isso, dormiram juntos. Procurou esquecer-se de tudo o mais; estava feliz; deixava-se levar num mar de delícias. Quando todo o corpo dele pareceu penetrar-lhe a alma. Eles acordaram um nos braços do outro. Os olhos de Cacildis ainda estavam fechados, mas seu coração acelerou assim que se lembrou de onde estava. O corpo de Ilidio transmitia-lhe força, mas também relaxamento, como se ele soubesse estar exatamente onde deveria. Ela sentia-se do mesmo modo e adorava a forma com que ele a beijava, acariciava seus cabelos, amava-a.
- Quero ouvir sua voz sussurrante me pedindo mais, quero olhar para seus olhos semicerrados de volúpia tentando encontrar os meus, quero sentir sua mão como veludo envolvendo cada centímetro do meu corpo, quero sentir seu toque másculo, me debulhando, me esmagando, me esmiuçando, reduzindo a pequenos fragmentos libidinosos e ávidos de ti, minha vontade, meu orgulho, minha liberdade… Tudo isso cochichado no pé do ouvido.
A partir daí Ilidio começava a ficar preso a Cacildis. Aquela mulher toda sexy, toda desejos, prendeu-o.
- Quero ouvir sua voz sussurrante me pedindo mais, quero olhar para seus olhos semicerrados de volúpia tentando encontrar os meus, quero sentir sua mão como veludo envolvendo cada centímetro do meu corpo, quero sentir seu toque másculo, me debulhando, me esmagando, me esmiuçando, reduzindo a pequenos fragmentos libidinosos e ávidos de ti, minha vontade, meu orgulho, minha liberdade… Murmurou Cacildis trêmula.

Disse a si mesmo que queria conhecê-la bem, estudar a sua alma. E ficou a viver na alvura dos seus braços, numa paixão louca.
- Ahh, que delícia… Assim… Rebola um pouco... Humm, assim… Agora ergue um pouco o torax. Ele o fez, embora meio letárgico... Agora force… Force para dentro… Com calma, primeiro… Elle obedecia, cegamente. Fazia direito, mas precisei contê-lo na velocidade, porque eles acham que é a velocidade que iria lhes trazer prazer e não se tratava disso. Era um misto de velocidade, força e jeito. Decidiu que ele precisava de um apoio para ficar mais confiante e bombar com mais força, para que ela sentisse mais seu pau irrompendo sua buceta e finalmente gozasse.
Amaram-se furiosamente.
Ficaram dois dias comendo, bebendo, e fazendo amor. Tudo isso sem sair do quarto. Na segunda feira Ilidio abriu os olhos para espiar o relógio enquanto a primeira luz penetrava por sob a cortina. Eram seis e quarenta cinco. Percebeu que só tinha uma hora para comparecer na casa do Deputa, seu patrão. Caiu na real e respirou fundo pensando em se livrar rápido de Cacildis. Pediu a conta e apanhou um talonário de cheques roubado que ele havia comprado na Praça das Bandeiras, preencheu uma folha e pagou a conta.
- Agora levante o traseiro da cama, que não tenho mais tempo. Preciso me apressar que tenho uma viagem marcada para hoje.
Ela rolou da cama levantando-se com um sorriso de satisfação. Depois quis saber:
- Quanto tempo você vai ficar fora Ilidio?
Havia uma pequena ponta de curiosidade na voz dela.
- Não tenho certeza. Mas alguns dias. Tem importância?
- É claro que tem. Agora sou sua namorada, ou não?
Havia irritação na voz dela. Porém ele desmanchou os cabelos dela. Beijou-lhe a testa e se preparou para deixar a suíte. Aquela loira tinha feito a sua cabeça. Ele estava disposto a qualquer sacrifício para ficar com ela. Todavia ele tinha consciência que estava brincando com fogo.
- Sem sombra de dúvida. Minha futura esposa. Eu te telefone assim que chegar.
Então colocou quinze reais na mão dela e disse sem titubear:
- Vou chamar um táxi para você que não tenho mais tempo hábil para levá-la. Estou atrasadíssimo. Estão me esperando.
Cacildis caprichou o seu melhor sorriso e um rápido aceno enquanto ele dava marcha ré na Pajero. Ela ficou com a sensação de ter ganhado na loteria sem jogar. Porém o prêmio ela receberia nove meses mais tarde.
A tarde estava adorável, clara, embora meio abafada para o início de novembro. Ilidio vai se encontrar com Cacildis e ele se revelara super apaixonado pela loira. Vai logo recitando uns versinhos que passara horas decorando para impressionar a amada.
- Seu sorriso é como o primeiro suave susto de uma deusa. A tua modéstia é como o rubor que se revela à face de uma figura de Da Vinci.
- Está de fogo, é Ilidio? Bebeu...
Continuou ele sem dar tempo para Cacildis respirar.
- Enaltecendo seu rabicundo encanto e derrotando o próprio similar do recato que é a natureza, ao deflagrá-lo quis.
Ela indagou sem entender nada.
- Cumé que é?
- Eu te amo Cacildis. Tu és a chuva e eu sou a terra; tu és o ar e eu sou o fogo; tu és estrume, eu sou raiz.
- O quê?... Estrume é aquela senhora que te gerou.
A essa altura, Cacildis ia contrita numa mudez de quem se insinua em templo secreto, defeso aos não iniciados. Finalmente conseguira atingir e penetrar o misterioso território onde Ilidio era milionário e mendigo, rei e escravo. Bem sabia ter chegado apenas num pedaço desse chão noturno, à orla desse mar de chumbo. Ali começava um tempo de sonho e aflição. Aquilo era um território de regado a entorpecentes, de álcool, maconha, crack e cocaína. Às vezes tomavas todas ao mesmo tempo. Os olhos ficavam esbugalhados parecendo um homem bomba. Ela se arrepiava de analisar os fatos desse mar de lama que ela tinha se metido. A essa altura, apaixonado por Cacildis ele entrara num caminho sem volta. Ante uma ameaça delirante, sublinhada por gestos apaixonado e proferida numa loucamente melodramática, sentiu-se renascer o gosto pela vida.
As coisas com Cacildis sempre aconteciam nos finais de semana. Saíra no sábado para balada e se encontrara na segunda, já grávida dele. Depois da maternidade, num outro final de semana ela aparecera na segunda se queixando de corrimento e queimação nas suas intimidades. Estava com gonorréia. Ninguém mais pegava isso, porém ela deu um jeito na reaparição desta doença venérea do século passado.
Uma noite, quando saiu para dar umas voltas sem compromisso, um barulho ensurdecedor espantou-o. Então notou que as ruas estavam cheio de gente. Automóveis passavam, carregando moças fantasiadas. Loucura geral... Ilidio percebera que era sábado de Carnaval. Uma moça na carroceria de uma camionete tinha a blusa molhada e os seios pareciam querer se libertar. Ela gargalhava histérica. Gritos de ouviam: Viva o carnaval. Uma mulata gorda deu-lhe uma umbigada. Agarrou-se a dançar no passeio. Era um grupo de mulatas sambava na rua. Cor de canela, seio quase à mostra, requebravam-se voluptuosamente, num delírio. Ele sentiu ali todo o sentimento de uma raça. Viu-se integrado no meio delas. Caiu no samba. Agora imagens de Cacildis vinham à mente. Procurou rir. Ora, deixá-la... Afinal, ela era apenas uma mulher com quem andara... Mas, diabo, aquilo lhe doía. Doía-lhe pensar que Cacildis estivesse com outro, na cama. Não. Não podia ser... Revoltava contra si próprio. Não podia ser por quê? Era. Ela poderia estar com outro. Ele se movia indômito, no meio de senhoras da alta sociedade, raparigas e políticos ilustres dando-lhe uma falsa imagem de um mundo irreal. Ela havia entrado numa louca geografia conhecendo oceanos de lágrimas, vales e montanhas de duras esperas. Por mais que fizesse para desprezar a psicologia moderna, era forçado a reconhecer que esses distúrbios do subconsciente que o assaltavam tinham relação direta com fatos ocorrido num passado recente. Sentia-se dominado por uma chama de indignação ao perceber como eram desproporcionados os estragos provocados em sua vida por aquela loira sinistra. Muito sinistra. Quando chegou a Rua Eletricista Guilherme, clareava o dia.

Continua...
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Sobre este texto

ivan

Autor:

Publicação:14 de junho de 2012 10:57

Gênero literário:Crônica erótica

Tema ou assunto:Pulando a Cerca

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Este texto foi lido 108 vezes desde sua publicação em 14/06/2012. Dados do Google Analytics

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