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Muvuca - XIX

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Capitulo – XIX


Sentado ali imóvel, ouviu passos pesados no corredor e logo depois a porta se abriu e Ilidio entrava perguntando pelo jantar. O velho olhou-o admirado. Ele, geralmente dificilmente aparecia para jantar. Chegava sempre perto da meia noite, já um tanto alto. Tinha bebido todas. Porém naquele momento não aparentava ter bebido, mas via-se que estava cansado, que seus movimentos estavam mais lentos que do costume e com um ar inteiramente desligado que não condizia bem com algum sucesso.
- Então Paínho! Vai beber alguma coisa?
- Claro. Boa idéia.
- O que vai querer perguntou Lilica Neurotilde.
- Uisque... Respondeu o velho, estirando-se no sofá e abrindo o jornal da noite que pedira paea o Ilidio comprar.
Minutos mais tarde ele sentava a mesa que estava preparada por Lilica Neurotilde. Um apetitoso jantar fora servido. Uma sopa de carneiro assado com batatas inglesas douradas no forno e ervilhas. Ilidio se apressou em encher seu prato e começar a comer com uma voracidade de se espantar e sem dizer uma única palavra.
- Será que perdeu a língua, Ilidio? Perguntou o velho.
- Não...
- Rapaz! Por que comer tão depressa. A gente come para viver e não vive para comer. Refeição é um momento sagrado.
O rapaz mordeu o lábio diante da correção; porém ele sabia da natureza de seu responsável e suas mesquinharias.
- Desculpe-me, Paínho. Eu estou com uma fome de leão, é isso.
Aquela observação feita com naturalidade, sem qualquer intenção de desprezo ou ridículo. O velho comeu com menos apetite do que o comum, e em poucos minutos parecia estar satisfeito. Sem mesmo terminar a sobremesa ele se levantou se dirigindo a sala de estar. Encheu seu cachimbo muito devagar, acendendo-o depois. Sua aparência era de um velho bem cansado.
Depois que acabou, abriu uma garrafa de vinho que estava em cima da mesa e se serviu. Pegou o copo levantou-se da mesa e foi se espaldar numa cadeira de balanço que estava encostada na parede. Em silencio absoluto, com olhar perdido e os olhos apertados, numa expressão de meter medo. De tempo em tempo ele tomava mais um gole da bebida. Havia momentos em que seus lábios se mexiam como se estivesse falando consigo mesmo. Não se dava conta da presença do magistrado. Como o silêncio continuasse. Ele olhou grotescamente para seu pai adotivo que estava sentado no sofá à sua frente. Entregue aos seus pensamentos Ilidio se recordava quando o Juiz o levava até o açude José de Freitas para soltar barquinhos de papel na água. Ele se esforçava tanto para agradar o menino.
O telefone invadiu os pensamentos de Dona Gegê, enquanto lia seu catecismo, texto quer já sabia de cor, mas alegrava seu espírito as releituras. Era Gê Paraguaia sua neta. A voz alegre tirou-a de sua concentração espiritual. Gê mora a apenas algumas quadras de distância, mas a sua vida não podia ser diferente. A avó era a única amiga íntima que ela tinha.
- Menina! Como vai o Gera?
- Está viajando. Vai ficar em Fortaleza três meses administrando uma filial que ele tem lá.
- Três meses? Não é muito tempo?
- É... Fazer o quê?
- Gê, me diz o que há de novo?
- Quase nada vovó. Estive negociando a renovação de contrato de aluguel do meu salão de cabeleireira e nada consegui. Procurei ser simpática com aquele velho agourento, mas ele não cedeu.
- Mas o reajuste anual é natural menina.
- Mas não nos índices que ele propõe. Está exagerando.
- Quer almoçar comigo?
- Não posso. Gostaria muito, mas tenho um compromisso.
- Qual é?
- Vou com Mary ver um novo local para mudar o salão. Ela meu deu uma ótima dica. Vou conferir rapidamente.
A desconfiança apareceu na sua voz. Dona Rará sempre sabia quando uma de suas netas mentia.
- Menina! A Mary Caçapa é louca, cuidado com as dicas dela.
Gê olhou à sua volta para o esplendor azul de seda e veludo de seu quarto, tentando lutar contra uma sensação de desânimo. Por um momento descuidado, a sua voz ficou melancólica ao telefone.
- Não quero ser uma vovó enxerida, mas não confie na sua prima.
- Pombas, a senhora estragou minha única esperança. Vovó!
A idosa desligou imediatamente o telefone com um sorriso. Graças a Deus ela tinha contribuído com sua parte. Era a única ajuda disponível naquele momento. Gê Paraguaia era uma mulher deslumbrante. Tinha o tipo de corpo que os homens adoravam; farto, generoso e cheio de promessa. Seus olhos cor de mel dançavam e seu sorriso ofuscava os quantos alcançassem. Ainda usava cabelos semi-longos com cachos louros que mantinha há muito tempo. Não possuía a elegância espantosa de Gê, mas tinha um calor irresistível e bom gosto para roupas. Vivia sempre cheia de admiradores grudados em seus calcanhares. Porém era fiel ao empresário Gerúndio seu amante de muitos anos. Ela o chamava de Gera. Quando saiu do prédio onde morava estava usando um blazer de veludo azul e calças, com uma camisa de seda vermelha, desabotoada perigosamente para deixar à mostra o máximo possível, com um único brilhante pendente e provocante adornada por uma corrente fina de ouro, que se encaixava direitinha entre seus seios fartos. Algo para chamar a atenção... Como se ela precisasse de alguma ajuda! Ela havia crescido num mundo de dificuldades e não desejava visons ou dinheiro, apenas independência e curtições. Sempre tinha um bocado de ambas as coisas.
Ela ainda se recordava quando conhecera Gerúndio. Ele caminhava lentamente pela Av. Frei Serafim olhando a fachada do supermercado Pão de Açúcar com admiração quando avistou Gê esnobando charme. Era um dia de sol, e as mulheres usavam camisetas de alças estreitas, saias brancas que aderiam às pernas bem feitas e sandálias que deixavam ver as unhas pintadas. Sorriu mesmo enquanto caminhava, com uma pasta debaixo do braço. Na verdade, não tinha sentido estar sozinho com tantas mulheres bonitas disponíveis. Parou por um momento; era uma figura aristocrática no seu terno cinza talhado, à espera que o tráfego melhore para atravessar a Avenida. Sorriu enquanto via de frente Gê que pareceu acenar com uma sombrinha e depois fez um gesto obsceno. Ele curvou-se ligeiramente para ela do lado oposto da rua, e ela fez o mesmo gesto para ele. Ele sorriu, olhou para o relógio, tinha uma audiência marcada para dali uma hora para estar diante de um Juiz e arbitrar uma pensão alimentícia a sua ex-mulher. Ele andou apressado até um toldo de uma pastelaria. Sob uma lona de listas vivas ele podia se refugiar do sol e continuar a admirar a energia e o êxtase daquela morena clara que não parou mais de olhar para ele.
Teresina era uma cidade mágica. Sacudiu a cabeça lentamente, como que para afastar a lembrança de seu casamento fracassado, e se pegou fitando ansioso a rua. Não podia pensar naquela audiência agora. Agora não. Como que saída de um quadro de Renascença, e então ele a viu. Descendo a rua em passos curtos com muito charme e sensualidade. Com seu andar inimitável, as pernas bem feitas e bronzeadas, ela vestia uma mini-saia de brim que lhe acariciava as coxas. Uma camisa de seda cor de malva claríssima, sandálias delicadas e um imenso Ray-ban que ocultava seus olhos. Uma farta cabeleira ornava os ombros. Parando a centímetros dele, aqueles lábios sensuais ofereceram um sorriso apenas para os seus olhos.
- Então cara! Eu sou a Gê e você é quem?
- Gerúndio minha bela!
- AH sei... Irmão do Particípio.
- É... Mais ou menos isso.
O garçom se aproximou da mesa onde os dois estavam e ela descontraidamente pediu-lhe Campari com soda. E você, o que vai beber?
- Cerveja. Ela fez o pedido.
- Você é sempre assim Gê?
- Assim como?
- Independente...
- Sempre.
Mas era essa postura definida que os fascinara de cara. Ela estava nessa época com vinte quatro anos e ele trinta e quatro.
- Estava indo para onde? Perguntou Gera.
- Comprar um vestido.
- Posso ajudá-la nessa tarefa?
- Eu acho de deve, concordou rapidamente ela.
Depois de comprar três vestidos para ela a convidou para passarem algumas horas juntos. Então, para seu próprio espanto, ela concordara de cara. Dera uma risadinha e tocara suavemente no rosto dele com a mão longa e delicada. O próximo final de semana os dois passaram juntos num apartamento emprestado por um amigo. Ele se lembraria pelo resto da vida de cada som, cheiro e momento daquele final de semana. Ele havia penetrado na sua pele, e esgotava-a e encantava-a deixando-a quase louca, com um desejo que jamais conhecera antes. Ele sempre chegava com um presente. Os olhos dela brilhavam, e o coração alçava vôo. Abriu a caixa. Era um relógio folhado a ouro com mostrador preto.
- Meu Deus! Você é maluco!
- Apaixonado, apaixonado.
- Isso deve ter te custado uma fortuna.
- Você merece muito mais que isso. Gostou?
- Adorei.
- O que vamos fazer? Quis saber ela.
- Nada. Vamos esperar o momento certo. Sem afobação.
- Para mim está bem.
Sorriu consigo mesma. Tinha vontade de cantar. Sentia-se maravilhosamente bem e estava apaixonada. Que homem encantador era ele, carinhoso, cauteloso e sensato. E a divertia também, adorava rir, adorava contar histórias bobas e engraçadas. Gê entrava no chuveiro. Ela levantou o rosto e deixou a água escorrer pelas costas. Estava pensando em Gera. Podia enxergar perfeitamente seu rosto na cama, os cabelos escuros despenteados, uma das mãos no peito, e a outra apoiada nela, em alguma parte do corpo!... Desligou finalmente o chuveiro e ficou pensando por um momento enquanto se secava com a grossa toalha cor laranja. Sozinha no seu quarto, Gê ficou se olhando no espelho. Viu que era uma mulher bonita, de alguma forma, jovem. A pele de seu rosto era fresca e esticada, o pescoço tinha uma curva graciosa de um cisne, os olhos grandes, as pálpebras não eram caídas e o queixo bem desenhado; os seios eram firmes, as pernas, esguias, os quadris avantajados. Não havia nenhum sinal de envelhecimento. Ela tinha o brilho, o glamour e a excitação de uma amante. Não havia como discordar disso. Ela ficou conjeturando enquanto enfiava o robe.

Continua...

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Ivan

Sobre este texto

ivan

Autor:

Publicação:23 de junho de 2012 11:05

Gênero literário:Crônica erótica

Tema ou assunto:Pulando a Cerca

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