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Muvuca XVIII




Muvuca - XVIII



Capitulo - XVIII


A semana estava fria, os dias cinza nem sinal de sol e aquela garoa que não deixava de cair. Assim estava sendo a semana. Queria sair, se divertir um pouco, mas com esse clima o litoral estava fora de questão, então pegou o telefone e ligou para seu outro amante, Téo.

Veio à noite. Observou Mary com uma alegria proposital. Iria sair para encontrar-se com seu mais novo amante. Uma mulher considerada de comportamento leviano numa análise metafórica estimulada. Ela tomara um longo e relaxante banho. Deixava a água cair em profusão sobre os ombros, para tentar amansar a ansiedade que a dominava. Tinha que manter esse homem na sua mão. Era uma questão de sobrevivência. Banhou-se demoradamente, depois foi se vestir para ir todos à um restaurante chique. Ela encontrou no guarda roupa, naqueles cabides enviesados, um vestido curto vermelho. Era uma espécie de espalha brasa. Doutor Orelhudo alegava que aquele vestido tubinho era um salvo-conduto para a libertinagem. Ela não teve tempo de arrumar os cabelos e os deixou solto. Passou um rimel e um batom que combinava com o rubro vestido.
A bela loira natural era de uma beleza estonteante. Ela, certamente não precisava dos recursos oferecidos pelos produtos cosméticos para ser deslumbrante. O cabelo longo e sedoso combinava com seu corpo esguio que dava a impressão de ter ficado horas em sessões de bronzeamento artificial.
O céu estava carregado de grandes nuvens levadas por um vento quente, parecia anunciar tempestade. Na sua rotina de vida todos os perigos lhe pareciam preferíveis. Nenhuma hipocrisia vinha alterar a pureza daquela alma idosa e ingênua, extraviada por uma paixão que nunca antes havia experimentado. O sorriso de prazer era visível ao lembrar-se da posição social extremamente relevante que ele ocupava na sociedade, sobretudo, ela, poderia tornar uma herdeira do enorme patrimônio que ele possuía.
Téo começava a não tomar por segura sua relação com a loura sinistra de beleza nórdica. O coroa quando a viu, babou... Entrando no carro, cruzou as pernas e sentiu o vestido mover-se junto. Exibiu um par de coxas torneadas e bronzeadas capazes de perturbar o sossego de um profeta. Seu tubinho decotado ao extremo expunha os ombros e as curvas de seus seios e as costas. Vinte minutos depois estavam na fachada de pedra do restaurante. Levou-a para jantar no restaurante Favorito. O melhor da cidade. Sentaram se na mesa e em seguida um garçom apareceu. Téo pediu uma dose de Martine seco e uma garrafa do melhor champanhe para os dois. Então Mary chama o garçom e quando este se aproxima, ela se levanta e fala baixinho no ouvido dele:
- Onde é o banheiro? O garçom responde:
- Do outro lado.
A loira se aproxima do outro ouvido do garçom e diz:
- Onde é o banheiro?
- É do outro lado do salão, não do meu ouvido.
Depois começou ele disfarçou chamando sua atenção para outro assunto:
- Um dia você me disse que tinha uma loja, Mary. O que você fez dela?
- Para dizer a verdade, eu a enfiei no rabo!
- Meu Deus! Você tem um rabo realmente avantajado. Caber uma loja nele, não é tarefa fácil.
- Mas foi o que aconteceu.
- Você tem alguma tara em particular?
- Não sei se é tara. Pode ser apenas manias.
- Conte.
- Adora entrar nas lojas “Pintos” passear pelos estandes, isso mexe muito comigo. Depois sair dali e procurar um restaurante para comer uma panelada. Não sei nem direito com se diz isso. Mas sei como se faz direitinho.
- Adorei essa sua preferência.
- Adoro. Gosto tanto que minhas compras eu só faço nas lojas “Pintos”. Fico arrepiada só em ler a placa da loja. “Lojas Pintos”. Não é do cacete?
- Vamos mudar de assunto?
A maneira de ver, viva, clara e pitoresca de Mary o perturbava, como se via, a sua linguagem. Este amor não tinha fundamento senão a beleza rara dela. Esta perversidade pressentida era sucumbida por uma flagrante ingenuidade.
- É modo de dizer, seu tolinho. Mas vamos mudar de assunto. Afinal você gosta de quê? Além de mulheres louras...
- Gosto de música, de pintura. Um bom livro é um acontecimento para mim. Vou fazer sessenta e cinco anos. Que me resta senão me divertir? Tenho sede de sexo, gosto de boemia e simplicidade.
- Você vai se saciar na minha fonte, Téo.
Havia alguns mandamentos que Mary seguia a risca. Sexo ou dinheiro, ou poder, a trindade mágica que ela seguia com fidelidade.
- Fale-me um pouco de você, disse ele.
- Sou uma mulher de extremo bom gosto. Gosto de receber presentes e ir a festas, jantar fora, curtir praia.
- Então podemos nos dar muito bem! Mais uma coisa. Você é uma mulher calma?
- Acho que sim. Perco a cabeça só quando me insultam, aí faço asneiras.
- Gostas de sexo?
Ela contou-lhe com os olhos brilhantes de prazer. Começava a gostar da companhia daquele legítimo representante da terceira idade. Faltava-lhe vigor físico, mas sobrava dinheiro e experiência. Mary era uma espécie de resumo, em alto-relevo do que no fundo era de caráter inerente as mulheres de seu nível, ou de sua classe. Ela tinha a infelicidade de ser irascível. Ela o convidara para passar a noite no sítio de uma tia dela em Santa Teresa. O caminho parecia interminável. Em determinado momento, seguiram pelo caminho errado e percorreram quase um quilometro antes de descobrirem o engano. Já passava das sete horas quando um garoto os informou que para ir ao Beco da Raposa, era só pegar a direita na bifurcação que eles haviam passado e entrado a esquerda. Mais alguns minutos e chegaram à frente de um grande portão de madeira que ao abrir rangia sinistramente nas dobradiças! O mato crescido dos lados do caminho coberto de folhas secas! Havia algo naquele lugar que provocava calafrio em ambos. Subiram pela calçada estacionando o carro numa pequena garagem coberta em frente do alpendre da casa. Desceram e foram fechar o portão caminhando sobre um tapete de folhas secas amortecendo o ruído de seus passos. O dia estava no fim. Era como andar num mundo de fantasmas. A sua volta, galhos se sacudiam com o vento e de vez em quando estalavam, com um murmúrio lúgubre. A casa estava vazia e deserta. As venezianas estavam fechadas, os degraus da porta da entrada coberta de musgos. Será que eles conseguiriam ficar tranqüilo num lugar como aquele? Parecia difícil de acreditar que pés humanos tivessem passado por ali nos últimos meses.
Téo deu um puxão na corda do sino enferrujado. O repique ecoou pelo vazio lá dentro. Ninguém apareceu. Tocaram outra vez e mais outra, mas não houve qualquer sinal de vida. Contornaram a casa. Tudo era silêncio, todas as janelas trancadas. A se acreditar no que seus olhos estavam vendo, a casa estava mesmo vazia.
- Não há ninguém aqui, disse Téo.
- Claro que não há. É o único lugar no mundo para a gente ficar a sós. Não gostou da idéia?
- A principio estou achando um tanto estranho, parece programa de ecologista.
- É isso mesmo... Adoro dar no mato.
- Hummm... Mulher Pitanga, criativa, gostei...
- Como mulher Pitanga?
- Mulher que só dá no mato.
- Engraçadinho, agora deu para fazer piada.
- Gostei do lugar.
- Sabia que não acharia uma má idéia, disse Mary.
- Voltaremos amanhã de manhã, certo?
- Absolutamente certo.
Então abriram a porta dos fundos. Ela rangeu estridentemente. Téo acendeu um isqueiro até localizar o interruptor de luz.
- Duvido que não goste da casa! Falou Mary. Está precisando de alguns reparos. O teto está cheio de picumã e assim por diante.
- Teria de gastar um bom dinheiro para arrumar tudo isso.
- É isso mesmo! Concordou a mulher, efusivamente.
- Vamos dar uma olhada nos cômodos primeiro.
- É... Parece que faz um bom tempo que ninguém vem aqui, afirmou Téo.
- Morava um primo meu aqui. Ele usava o local para fumar maconha. Porém deixou o vicio depois que se converteu ao protestantismo.
- Pelo menos para isso, a crença tem sua utilidade.
Dentro da casa os dois tiram as roupas provocando certa confusão intelectual. Ela despiu-se enquanto ele colocava uma musica, já despida ficou diante dele que beijou-lhe os bicos dos seios descendo até à sua rachinha que estava muito molhada. Eles se amavam apaixonadamente. Rolaram pelo chão. Desta vez ela beija todo o corpo dele. Quando ela entrava no clima, começava a gritar:

- Beija-me desgraçado.
Ele a apertava contra seu corpo meio desajeitado, sem saber o que fazer diante de tantos gritos histéricos. Ele afastou a calcinha, e acariciou aquela linda bocetinha. Sua língua subia e descia do seu rabinho rosadinho (que poucas vezes era fodido), indo até sua xoxotinha maravilhosa. Ela gemia, pedia para ser fodida, dizia estar louca para experimentar a vara do sexagenário. Afastou suas pernas abriu bem sua xoxotinha e olhou para Téo dizendo:
- Vamos, soca tudo nessa cadelinha. Adoro abrir as pernas para levar pau!
- Me coma seu filho da puta. Vai endurecer essa merda ou vai ser preciso uma ligação direta.
- Sossega amor! Você está muito agitada.
- Sossega o quê, agitada o quê?... Seu velho broxa! Tu tens pau milionário é?
- O que é pau milionário?
- Aquele que não fica duro nunca.
Uma semana mais tarde demonstrou que seria uma vítima perfeita para o sadismo dela. Téo estacionou sua Toyota Corola na esquina e tirou a caixa grande de papel de embrulho simples do banco traseiro do carro. Já tinha mandado flores para Mary, pois seria constrangedor levá-las pela rua. A caixa era incômoda, mas discreta. Parou em frente à portaria do conjunto de prédio onde ela morava. Era um apartamento no térreo, simples e tranqüilo. Foi andando a pé até o edifício que ela residia. Tocou a campainha e escutou os passos dela que se apressou em abrir a porta. Presenteou-o com seu melhor sorriso. Ela estava como sempre estonteante. Ele fez uma profunda reverência, depois se levantou com um sorriso malicioso. As luzes do apartamento eram baixas e na sala dos fundos ele viu uma pequena mesa redonda posta para jantar com flores e velas.
- Como tudo está bonito!
Envolveu-a com um braço, e olhou ao redor. Tudo era prataria e luz de vela; tudo brilhava. Era um apartamento bonito, um arranjo perfeito.
- Você é uma bela mulher, Mary. E está com um perfume delicioso.
Ela riu. Ele lhe mandara um imenso vidro de cristal como objeto de decoração de parede na véspera. Era formidável tê-la assim tão perto. Percebeu que a localização daquele local facilitava para ele dar uma fugidinha do escritório na hora do almoço. Encontrava com ela quase todas as noites.
- O que tem aí nessa caixa? Perguntou Mary olhando para aquele pacote grande com uma curiosidade divertida.
Ela estava rindo, e ele subia e descia suas mãos pelas suas pernas nuas.

- Que caixa? Não trouxe nenhuma caixa...
Levou a boca à parte de trás do joelho dela, e depois foi subindo lentamente, pela parte interna da coxa.

- Acho-a muito mais interessante, meu amor, do que embrulhos impessoais.
Ela achava o mesmo.
- Merda! Disse ele de repente.
Ela pulou para fora dos braços dele.
- O que foi Téo?
- O peru! Eu me esqueci. Ele está no carro aqui perto. Vou buscá-lo, espere-me só alguns minutos meu Bem!
Minutos mais tarde ele voltava com a caixa misteriosa com um cheiro de peru assado que tomou conta do ambiente.
- Eis aqui. É a carne que mais aprecio.
- É... O cheiro está ótimo. Vamos abrir a embalagem e prepará-lo para servir.
- Vamos experimentar.
Ele olhava para ela com um misto de assombro e êxtase, enquanto ela circulava da cozinha para sala e da sala para cozinha preparando aquela ceia especial. Ela tirou da geladeira duas garrafas de champanhe colocando-as no balde de gelo em prata, depois arrumou duas taças sobre a mesa.
- Vamos comemorar querida?
Com um sorriso dourado ela assentiu e se derreteu de encontro aos seus braços; depois comeram em silêncio. Ela tinha o brilho, o glamour e a excitação de uma amante. Não como discordar disso. Seria isso que ele queria?
Depois da uma noite de amor, o cara vira para a Ilidio e diz:
- Vou te chamar de Eva.
- Por quê? pergunta ela...
- Você foi a primeira que me fez delirar!
Ao que ela responde:
- Vou te chamar de Peugeot.
- Por quê? Pergunta Téo
- Você foi o 206...

Ilidio segurando jornal Meio-Norte se aproximou do ponto de ônibus e sorriu ao ver sua irmã Gê Paraguaia. Foi logo comentando as manchetes:
- Viu só? Caiu outro avião.
- É.
- Mas desta vez foram oitenta e cinco mortos.
- Isso não me preocupa. Não ando de avião.
- Bobagem.
- Bobagem é morrer.
- Também não vou mais entrar em carro também.
- A sei! Vai para o motel a pé.
- De moto. Meu novo namorado tem uma moto divina, nem te conto...
- Todo dia morre três de moto no estado.
- Ah. Deixe de ser dramático Ilidio.
- Dramático? Quero ver você escapar da morte.
- Mas eu escapo. Tenho um jeito infalível de escapar da morte.
- Qual é?
- Eu vou me suicidar.

Continua...

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Ivan

Sobre este texto

ivan

Autor:

Publicação:22 de junho de 2012 10:22

Gênero literário:Crônica erótica

Tema ou assunto:Pulando a Cerca

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