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Um voyeur

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Um

Ivan Ribeiro Lagos

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Era um daqueles dias com céu azul, vento acariciando o rosto sem parar. A bela Beatriz Bittencourt no início de sua adolescência achava que seus problemas eram como seus limites. Quando se masturbou pela primeira vez. Ela sentia uma atração inexplicável por vozes viris, ao mesmo tempo doces. O primeiro toque erótico com êxito dentre tantas iniciativas frustradas. Uma tentativa de toque significativo aos dez anos de idade depois que retornou da escola. Na infância Beatriz aprendera a gostar de príncipes e princesas. Uma rainha de ilusões começava a se formar, quando ela adentrava daqueles castelos se misturando às princesas belíssimas. Naquelas visões magnificas, a beleza, a sofisticação saciando todas as suas reais expectativas. Todo aquele encanto provocava muitas emoções. Quantos não foram os seus enganos. Quantas noites vazias, sem emoção. Renascia para a realidade sem disfarces, sem imagens e felicidades irreais.
Naquela manhã tinha ido ao colégio com um vestido de tecido bem leve; que deixava à mostra as formas perfeitas de seu belo corpo: os seios grandes e firmes, a bundinha empinada, as coxas roliças e bem bronzeadas. Ela pensava nos colegas de classe e dizia: “Aquele Cristiano é um imbecil”. Ela a perseguia pelo colégio de Dizia: “Você é gostosa”. Aquilo a irritava constantemente e ela o mandava lamber sabão. Quando ele tentava ser gentil, ela lhe jogava pedras. Sempre adorou chamar a atenção do público masculino para si. Beatriz usava colar de pedras, anéis enormes, brincos exóticos que lhe davam um charme todo especial. Até que um dia em sua casa ela tentou se masturbar. Pois na verdade não sabia o que fazer com sua vulva em chama. Estava com quinze anos e se descobrindo como uma mulher quente, fogosa e tarada por sexo. Ela podia ver um homem com o busto nu, que tinha que controlar os olhinhos para não dar bandeira. Elipse do tempo na formação de uma cadeia de ideias desajeitadas e fora do padrão. Ela começava sentir sua vagina latejar o que levou ela tentar introduzir uma lanterna sem êxito. Ela se lembrava do seu primeiro encontro com ele. Foi bem depressa até ele e ganhou um abraço apertado com cheiro de perfume de mulher e sexo selvagem. Ele queria que ela estivesse acordada para uma saída. Não sabia definir o que era ansiedade ou paixão, mas ele parecia estar muito chateado e ansioso. Esfregou a barriga em uma tentativa de espantar o friozinho instalado ali. Não, ela estava bem. É que... Ela queria que as coisas dessem certo entre os dois. Queria muito ficar com ele. Beatriz não conseguia nem imaginar a possibilidade de que não pudéssemos superar essa dificuldade. Já estava toda ansiosa. A necessidade de ficar com aquele rapaz fazia seu sangue ferver.
Ele parecia um garoto de quinze anos ainda imberbe, pálido tímido, com óculos de armação escura de osso, que escondiam minúsculos olhinhos míopes irritados. Ela tivera pena do garoto. Seu primeiro namorado de sala de aula. Os dois mais murmuravam que conversavam: havia pouco se iniciara o namoro e ambos andavam tontos, era o amor. Amor com o que vem junto: ciúme. Aprendera a repelir os avanços masculinos desde os catorze anos, pois havia nela uma sexualidade que era um desafio. Os homens estavam sempre querendo encostar-se a ela, agarrá-la, tentando passar a mão nos seus seios ou meter a mão debaixo da sua saia, achando que aquele era o meio de excitá-la, sem saber o quanto a repugnava.

- Está bem, acredito que sou a sua primeira namorada. Fico feliz com isso. Mas me diga a verdade, só a verdade: você nunca beijou uma mulher antes de me beijar?

Ele foi simples:

- Sim, já beijei antes uma mulher.
- Quem era ela? Perguntou com dor.

Ele tentou contar toscamente, não sabia como dizer. O ônibus da excursão subia lentamente a serra. Ele, um dos garotos no meio da garotada em algazarra, deixava a brisa fresca bater-lhe no rosto e entrar-lhe pelos cabelos com dedos longos, finos e sem peso como os de uma mãe. Ficar às vezes quieta sem quase pensar, e apenas sentir o que era tão bom. A concentração no sentir era difícil no meio da balbúrdia dos companheiros. E mesmo a Beatriz começara: brincar com a turma, falar bem alto, mais alto que o barulho do motor, rir, gritar, pensar, sentir, puxa vida! como isso deixava a garganta seca. E nem sombra de água. O jeito era juntar saliva, e foi o que fez. Depois de reunida na boca ardente engolia-a lentamente, outra vez e mais outra. Era morna, porém, a saliva, e não tirava a sede. Uma sede enorme maior do que ele próprio, que lhe tomava agora o corpo todo.
A brisa fina, antes tão boa, agora ao sol do meio dia tornara-se quente e árida e ao penetrar pelo nariz secava ainda mais a pouca saliva que pacientemente juntava. E se fechasse as narinas e respirasse um pouco menos daquele vento de deserto? Tentou por instantes, mas logo sufocava. O jeito era mesmo esperar, esperar. Talvez minutos apenas, enquanto sua sede era de anos. Não sabia como e por que

Aos 16 anos ela já se masturbava usando um dedo e se esfregava contra a cama, mas, não sabia ainda de como fazer para chegar ao orgasmo. Treinava felação em lima pedra de gelo. Acreditava que a virgindade era perdida por partes. Ela repetia sem perceber todos os seus sonhos de libidinagem. Situações que um dia gostaria de viver. De uma coisa ela estava certa. Havia descoberto o gene da sensualidade. Fazer sexo anal, nem pensar, porque segundo suas colegas de escola, esse ato provocar diarreia, além de ser muito dolorida. Ela era louca pelo seu professor de matemática. Era um deus grego de 25 anos, marombado alto e de olhos claros… Só de olhar para ele Beatriz tremia toda…
Ela tinha necessidade de quebrar o gelo. Ter aquele professor em suas mãos. Quando se olhavam uma onda de tesão tomava conta dos dois. Ela sabia que os amores impossíveis eram os melhores. Da parte dele, enlouquecia com o caminhar dela, aliás, ela não andava, desfilava com aquele corpo tenro e bem modelado que levava os homens aos pensamentos mais sórdidos possíveis. . Seus olhares não conseguia desviar-se daquela rabuda de quadríceps modelado. A proximidade diária era muito tentadora. Discretamente ela observava aquelas pernas musculosa naquelas calças justas. Um belo volume que se pronunciava dentro delas atiçando a imaginação. Por uma pequena abertura da camisa dava para ver aquele peito delineado à base de academia. Às vezes ele a flagrava com seus olhares de cobiça.
Aquele dia acordara cheio de tesão. Iria colocar em prático um plano audacioso. Tomaria uma atitude fora de seu bom senso. Resolveu ligar para o celular do professor e ver o que aconteceria. Havia semanas que ele vinha mexendo com a sua cabeça e tirando-a do sério. Sensação assim nunca havia lhe ocorrido antes. Ele mexia com ela de um jeito estranho e delicioso, jeito sacana, olhares penetrantes parecendo ter fogo que a arrebataria. Quando falava com ela abertamente a perturbava, mas, achava que ele levava tudo na brincadeira, todavia, com os hormônios aflorados dava inicio às vontades. As trocas de olhares na sala de aula eram cada vez mais prazerosas. Aquilo a incendiava, embora ela ficasse na dela. Na sua cabeça só passava fantasias e desejos impuros, tudo combinando. O jeito que ele se expressava a fazia ter certeza que era tudo que ela desejava para conhecê-lo na intimidade. A forma que ele gesticulava ensinando a matéria causava lhe arrepios, mas, como se aproximar dele? Sentia falta de sexo e as carícias depois. A masturbação a levava ao orgasmo, mas não era o mesmo. Precisava de um pênis. Um pênis quente e animado, unido a um homem real. Notou um puxão no seu sexo ao imaginar o que seria ter a um homem movendo-se em cima dela, entrando e saindo de sua vagina e os lábios dele reclamando os seus e introduzindo a língua na boca. Um formigamento de excitação colocou a pele arrepiada e se instalou entre suas pernas, umedecendo o sexo.

- Olhe como me acaricio, sussurrou dirigindo-se a escuridão. Olhe como gozo. Foda-me! Sussurrou ao amante imaginário... Foda-me forte e rápido. Vou gozar. Murmurou abrindo muito os olhos quando as contrações se apoderaram dela. Apertou os dentes para conter os gritos, enquanto uma onda atrás da outra de insuportável prazer se estrelava contra ela.



Não deveria. De verdade. Não deveria, mas a emoção do proibido sempre foi sua perdição. Sentiu uma onda de calor e levantou para abrir a janela para ter um pouco de ar. O ar era quente, apenas uma brisa. Beatriz começava a se ver num filme em um mundo paralelo. Por mais que ela soubesse sondar o terreno e perseguir seus objetivos, não tinha certeza que ele cederia aos seus desejos, não conseguia tomar nenhuma iniciativa. A solidão, a atenção dele, a conversa foi ficando picante.

- Olá professor! É a Beatriz, sua aluna do 3º C.
- Hum... Agradável surpresa. O que você está fazendo agora? Quis saber ele.
Um calafrio percorreu seu corpo. Aquela voz tinha o poder de fazê-la perder a sobriedade. Ele era um desejo proibido para si. A ansiedade multiplicava o tesão.
-Tendo pensamentos sexuais. Constantemente me excito com qualquer interação de pessoas do sexo masculino.
Desviou os olhos rapidamente, mordendo o lábio inferior para esconder o riso. Ouviu uma bufada do outro lado da linha.

- Sente isso comigo?
- Bem... Hummm... Você já está escravizando e matando a pobre moça de tesão.
- Está bem. Não precisa confessar.
- Está como? Fazendo o quê?
- Estou deitada de barriga para baixo, Estou me masturbando.
- Em que local isso está acontecendo?
- Estou em casa, na minha cama. Meus pais saíram. Eu quero mais, muito mais! Quero mais que palavras, mais que sonhos eróticos, mais que fantasias em lençóis solitários. Eu quero mais, Muito mais! Eu quero te ver, quero te tocar. Quero te sentir quente suado, enlouquecida! Eu quero sentir teu cheiro, cheiro doce, Incandescente, inebriante! Cheiro de macho. Eu quero mais, muito mais! Eu quero sentir teu gosto, tua boca, tua língua indecente, eu quero ouvir tua voz dizendo tudo ao meu ouvido. Eu quero sussurrar em seu ouvido enquanto um pedaço de mim.
Penetrar bem gostoso é como eu quero. Ah!... Eu quero mais muito mais!
- Estou feliz por ter me ligado. O que você está vestindo?
- Uma camisola curta e rodada. Na frente do espelho. Curto muito ela. Destaca minhas formas e me deixa muito sexy.
- Essa informação está me deixando excitado. O que mais está fazendo?
- Estou manipulando meu clitóris. Molhando o dedo com a língua e introduzindo na minha vagina. A sensação é deliciosa. Queria que fosse seu pau no lugar do meu dedo. Suas mãos passeando por todo meu corpo, manipulando meus seios, apertando-os me fazendo gemer de prazer. Isso está se tornando uma tortura, meu dedo entra e sai cada vez mais rápido, isso está cada vez mais gostoso, eu acho que vou gozar, não desliga não. Eu quero que ouça meus gemidos. Ah... Ah... Ah... Estou gozando, gozei. Foi muito bom. Eu sou uma moça que não presta. Eu doida me imagino que goze na minha boca e você acreditando naquela frescura preliminar do ‘essa coisa que espirra' e tirando o pau fora de minha boca para gozar na minha mão, até que não aguentando, grunhi “goze na minha boca” e reenfiei o teu pau tanto quanto pude na boca e só parei quando senti ele gozando quase em minha garganta".

- Você é uma perdida que se tornou uma achada. Vou pensar no seu caso, Bye...
Era uma pervertida. Desligou a deixando frustrada. Isso seria apenas o começo. Ela não desanimou. Telefonou novamente dizendo precisava vê-lo antes das aulas recomeçarem, pois estavam em férias. Ele se lembrava de seu corpo de ninfeta que chamava muito a atenção, um sorriso sacana e um olhar intimidativo. Quando ela sorria, seus lábios a tornava naturalmente mais atraente ainda. Aquilo vinha lhe fascinando há algum tempo.
Naquela tarde, não podia. Então seria outro dia que ele ligaria para confirmar. Ela faz sim com a cabeça, olhos arregalados, coração saltando dentro do peito e sangue latejando nas veias. Beatriz estava decidida, equilibrada, madura e misteriosa, mas firme no propósito de dar para o professor. Isso andava lhe tirando o sono e causando insônias. Era madrugada, não conseguia voltar a adormecer, havia se masturbado pensando no seu mestre, resolveu se levantar, abrir a janela do quarto que era de frente para a rua. Era madrugada, na janela ela observava o vento que assumia todo ambiente. Do lugar onde ela se encontra lançava um olhar observador; as luzes iluminando as ruas, pessoas caminhando em busca dos seus destinos, ao longe o ladrar de um cão solitário. Um caminhão passa devagar roncando seu motor, vai transportando na calada da noite o progresso. A tudo ela observa, seus olhos ficam sensuais, seu corpo arrepia, sente que é o momento de voltar para a cama.
Um dia cedeu a um amiguinho de classe. Naquela ocasião se sentia em corpo de mulher feita. Usava um vestido de tecido bem leve; que deixava à mostra as formas perfeitas de seu belo corpo: os seios grandes e firmes, bunda empinada, pernas longas com coxas roliças e bem bronzeadas.
Era um vestido vermelho com ombros à mostra, e que valorizava suas nádegas e pernas, sua presença mexera com o imaginário do colega de classe. Ela por sinal possuía uma bunda que tinha a medida perfeita para a preferencia nacional. O rapaz sempre a observava a distância respeitando os limites da boa convivência escolar, mas sempre imaginando seu cheiro e sentindo vontade de fazer amor com ela. Naquela manhã ele olhou para ela parecendo um cão faminto. Era tudo que ela desejava naquele momento.
À medida que se aproximavam do colégio, nuvens escuras avançavam no horizonte. Um vento com cheiro forte de maresia espalhava-se, prenunciando uma tempestade de verão. Talvez fossem melhor que acontecesse uma tempestade, um tempo precioso eles já haviam perdidos. Depois, com aquelas nuvens, não era muito recomendável um programa daqueles. Se a chuva caísse forte sobre a cidade e o tempo esfriasse, seria desastroso. A mente do rapaz trabalhou em outro sentido e suas fantasias criaram um ambiente mais interessante e acolhedor. No fim de tudo os dois se ocultaram numa vegetação de uma praça e longe de olhares curiosos ele teria sua primeira experiência sexual.

- Estou tão nervosa, mas confio em você! Disse Beatriz.
- Ainda bem, respondeu o rapaz. Não há ninguém observou ele, avançando um passo.
- Está bem, para mim aqui está bom. Beije-me! Por favor! Insistiu ela.
- Beatriz, eu...
- Por favor!

Começaram com abraços e beijos. Suas línguas se cruzavam, através dos lábios entreabertos. Agarrando-a pela cintura juntando os dois corpos sabendo que ela iria sentir a rigidez de seu membro. Ela o sentiu e o beijou com mais apetite. Ele desejava muito mais que apenas beijos. A rigidez dos seios, comprimidos contra o peito dele, davam-lhe a exata dimensão da beleza deles. Seus dedos, sempre carinhosos moviam-se pelas costas da garota, desciam até seus quadris, contornavam-nos e adiantavam-se até o ventre, voltando em seguida pelo mesmo caminho, enquanto seus lábios cobriam os dela num beijo que ganhava frenesi e paixão. Lentamente os joelhos dela se separaram, dando plena liberdade de ação àquela mão que caminhava impaciente ao encontro de sua Xana molhada e perfumada. Quando estavam no bem bom continuava a passar a mão por debaixo da sua roupa sentindo a vulva encharcada. Ela não deixou por menos. Agarrou o pau dele por cima da calça e endoidou dizendo:

- Caramba! Você é pequeno só na altura.
- Quero embriagar-me em seu corpo, beber deliciosos e molhados néctares, que emana de seu corpo e produzir no seu sexo a mais intensa lubrificação.
- Quero ouvir tua voz no meu ouvido sussurrando sacanagens. Transgrida, infrinja leis conceitos e regras e abasteça-me até consumir meus desejos. Quero me queimar nas lavas de seu inferno.

Ela ficou surpresa e indecisa por instantes, depois ergueu o vestido, abaixou a calcinha, tirou-a e deu-a para ele. O rapaz a apertou contra o rosto, cheirando deliciado. Depois...

- Não, fique quieta e sinta apenas! Ordenou ele... Que bocetinha linda! Perfumada! Tão molhada! Sussurrou ele, contagiado pelo perfume. Seu hálito lambeu a vulva da garota, que estremeceu. Sua língua se estendeu, lambendo as gotas que orvalhavam os lábios vaginais.
- É delicioso! -- ofegou ela.
- Quero comê-la agora mesmo, respondeu ele.

Então ele apertou suas nádegas com pressão. Ela parecia estar gostando de seus carinhos e dava o entender que queria algo mais. Depois a tocava devagar, como se não quisesse despertá-la, até que ela não estava aguentando mais. Ai, seus dedos passavam a se mover mais depressa no pau dele. Ficaram com as bocas coladas, as línguas se acariciando. Ajoelhou-se, aprendendo rápido a pôr o pênis dele em sua boca, o que o excitou terrivelmente. Ele perdia toda a delicadeza, empurrava o pênis e ela ficava com medo de se engasgar.

- Está do jeito que eu imaginava.
- Chupa, lambe que eu vou gozar.
- Goze na minha boca, seu tarado.
- Ai... Assim, gostoso.

Uma única vez ela o mordeu de leve, não o machucou, no momento da ejaculação, ela não se incomodou com o gosto acre doce. Engoliu a espuma branca. Quando ele a beijou, estavam completamente satisfeitos, todos os dois com o cheiro maravilhoso de sexo impregnado seus dedos. Ela levantou a calcinha e lhe disse.

- Você é muito gostoso, mas não é que eu estou afim... Mesmo assim eu Vou ficar até o fim do dia. Decorando tua geografia nessa aventura em que carne e osso deixando marcas no pescoço me fazendo levitar.
- Amei tua voz e tua cor, teu jeito de fazer amor revirando os olhos, suspirando em falsete coisas que eu nem sei contar. Tens uma beleza infinita e a boca mais bonita que a minha já tocou.
- Gosto sentir os mais vivos prazeres da carne fazendo amor sem compromisso. Não quero me ligar a ninguém. Vamos correr até aquela padaria para não se molhar.
A tempestade chegou violenta, vergastando as árvores, afugentando as pessoas e os carros da rua. Uma chuva forte caiu sem cessar. Ficaram na frente do estabelecimento. Um toldo de uma loja ao lado que estava fechada chegava até ali, protegendo-os da chuva.

- Em que está pensando! Indagou ela, com a curiosidade excitada.
- Oh, nada! Respondeu ele, apressadamente, como que pego em flagrante.
- Não acredito.
- Está bem, pensava em você.
- Tem certeza de que não quer comer nada mesmo? Insistiu o rapaz.
- Não, acho que não estou com fome.
- Não está com fome, ou não quer ser vista na minha companhia?
- Acertou. As duas coisas.

Ele levou a mão à testa. Ela acompanhou aquele movimento e ficou curiosa.

- Algo errado? Indagou ela.
- Não sei, acho que estou febril.
- Deixe-me ver, pediu ela, estendendo a mão e tocando a testa do rapaz.

O toque de seus dedos eram mornos e macio na testa dele.

- Estranho! Você não pode se resfriar, disse ela, a palpando-lhe o tronco e sentindo a camisa molhada.
- Estou bem, descartou ele.
- Está molhada sua camisa, disse ela.
- Não sente uns arrepios?
- Não...
- É só uma questão de tempo, então a camisa enxuga.

Era bonita, interessante e nada podia dizer que teria de se separar dela. Havia um fascínio jovem e sensual no corpo de Beatriz e isso contagiou o rapaz despertando-lhe ideias, alimentando sua fantasia. Ela não quis lavar as mãos. Ali, seria o começo de tudo. Amanhecia. Um céu limpo emendava-se com o mar ao longe. Ondas preguiçosas vinham morrer na areia. Destroços, algas e peixes mortos revelavam a fúria da tempestade do dia anterior.

Continua...

Ivan Ribeiro Lagos

[email protected]

Sobre este texto

ivan

Autor:

Publicação:14 de outubro de 2014 19:12

Gênero literário:Contos eróticos

Tema ou assunto:Exibicionismo

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