Conto Erotico | Historia Erótica

Publique seu texto gratuitamente!

Autores mais lidos
Loja História-Erótica
Conto erótico no isntagram
conto erotico no youtube
conto erotico no tumblr
Imagens Eróticas
Do fundo do baú

Minha Amada Lésbica

Prefacio.
- Cesar é médico recém formado, trabalha na parte da manhã como clinico na empresa Royos, segunda, quarta e sexta, no seu consultório e no hospital público; na empresa conhece Juarez seu melhor amigo, logo convidado a sua casa para conhecer suas irmãs, de cara Cesar se apaixona por Silvia e por Marliluce e elas por ele;
Marliluce noiva do playboy Aroldo; Cesar e Marliluce ficam nas trocas de olhares cada vez mais ardentes;
Cesar assume o namoro com Silvia; os quatro marcam casamento para o mesmo dia; Marliluce seduz Cezar na véspera do casamento;
Cinco anos depois, Cesar avista de longe Silvia sua esposa nos braços de outro, mais tarde descobre que na verdade Silvia é lésbica e apaixonada por sua colega de jardim de infância.

Nota do Escritor;
Por favor, de sua nota de um a dez; (1 a 10) e ajude um escritor amador desempregado a se tornar um escritor de verdade pagando sua faculdade;
Não há obrigatoriedade, só aos que puderem e quiserem ajudar
Obrigado a todos independente da ajuda;

Notas de 3 a 5; Regular, se puderem doe R$ 1,00
Notas de 6 a 8; Bom, se puderem doe R$ 2,00
Notas de 9 a 10; Ótima, se puderem doe R$ 3,00

Suas doações, nas lotéricas ou na caixa econômica
Conta Poupança: 01093524-3 - Agencia: 0221-013


Divirtam-se com a história..


A Visão Negra da Traição.
Eu sou Cesar e minha historia começa num desses dias que tudo dá errado; acordei pela manha após o celular despertar, olhos fechados, zumbi andando na direção do banheiro, algo no chão topei o pé e fui de cara à parede, graças a Deus a mão chegou primeiro;
Lavei o rosto, coloquei água no fogo, procurei a mochila, ouvi barulho da maquina de lavar, olhei dentro e lá estava ela lavando; resmunguei alguma coisa;
Voltei pra cozinha, terminei o café, sentei a mesa da sala, liguei a televisão, a apresentadora apresentando a previsão do tempo disse; “O domingo amanheceu com um sol lindo contrariando a previsão de chuva;”
Cá comigo essa mulher tá maluca, hoje ainda sexta; apanhei o celular, na tela a data e hora, naveguei para o calendário, admiti que fosse domingo,
Voltei para o quarto, olhei na cama, minha esposa não estava lá, bilhete na mesinha de cabeceira dizia que fora na casa dos pais e não demoraria voltar;
Resmungando voltei pro celular analisando o alarme, tirei de todos os dias o domingo;
Resolvi então dar uma volta, aproveitar o domingo, porque não à casa do sogro, no caminho lembrei que minha cunhada poderia estar lá, rolaria uma cena de ciúme por parte de minha esposa; melhor não;
Resolvi então rolar uma bolinha com a turma; lá fui eu feliz da vida afiando as pernas de pau para o campinho de terra;
Em cada encruzilhada da vida uma nova lição nos espera; antes de me casar dei um pulinho aqui outro acolá; claro que nunca parei para pensar o que realmente isso representava na minha vida e na vida das pessoas que envolviam aqueles pulinhos,
Tipo qual homem nunca deu uma saidinha com uma mulher casada antes de se enforcar...
Deixando de ser abelhudo e voltando ao assunto; nesta manhã linda de domingo eu não chegaria ao campinho de terra para jogar bola;
A vida me espera numa dessas encruzilhadas com minha nova lição; como show, partida de futebol de nosso time, cinema, etc.; compramos e pagamos caro por um ingresso; acomodamo-nos e curtimos o espetáculo;
Assim é o espetáculo da traição, gratuito, ao mero prazer da platéia de abelhudos, abelhudas, que riem, aplaude, cometam, dão palpites na infelicidade do pobre corno; coitado sempre o último a descobrir que é o piloto do ridículo espetáculo.
Essa lição a vida havia guardo pra mim; eu sentiria o gosto amargo da traição e descobriria a futilidade do significado fidelidade,
Triste mesmo é admitir que nós seres humanos tenhamos por natureza ser volúvel e sem nem mesmo perceber; qualquer razão serve de desculpas para trairmos e pior nos sentimos o cara ou a cara enchendo nossa galeria de troféus,
Eu dono da situação, confiante na mulher linda e maravilhosa que fazia dos meus dias os melhores de minha vida; ela me trair nem pensar; do meu lado feliz, olhava, mas não cobiçava, fidelidade era o mínimo que eu devia a mulher fantástica, companheira, amiga, mãezona,
Livre de qualquer duvida lá ia eu ao encontro do meu pesadelo; ao virar a esquina do trevo que dava para o campinho de terra; meus olhos avistaram no quarteirão acima minha esposa nos braços de outro;
Sabe quanto você está vendo, mas não acredita no que esta vendo, ri da ironia e segui em frente não admitindo essa possibilidade; meus pés andaram para trás de encontro à cena,
Pasmos, ali diante de mim estava ela feliz nos braços do usurpador, meus olhos escureceram, gosto amargo de fel subia e descia; peito apertado, falta de ar, cego de ódio;
Por segundos eu só queria matá-los, respirei fundo, mais fundo, mais ainda fundo, andei de um lado ao outro sem ser vistos por eles; diante da vitrine, no vidro vi meu reflexo transtornado; olhei-me fundo nos olhos e me perguntei...
- Como ela pode fazer isso comigo, nossas vidas pareciam sincronizadas, rimos antes de dormir, nos amamos na madrugada, nos beijamos felizes ao amanhecer; não pode ter sido tudo mentira... Pode?
Eu me sentia o ultimo dos homens, rastejando diante da verdade, ela não nunca me amou;
Respirei novamente, circundei meus pensamentos procurando razões; lembrei-me de vários relacionamentos a minha volta dos que eu conheci superficialmente,
Nas minhas lembranças apontando aqui e acolá vi muitas traições de ambos os lados, corroído por dentro admiti pra mim mesmo que a palavra fidelidade não tinha o menor significado na vida de muitas pessoas;
A dor dilacerava meu peito me obrigando encontrar justificativa de que eu fosse culpado por ela estar nos braços do outro;
Deixei a cena baratinado e voltei para casa, comecei arrumar minha mala enquanto admitia que fosse justo ela ser feliz com quem escolheu...
Logo ela chegou, olhei nos seus olhos e disse:
- Espero que tenha encontrado no outro tudo que eu não tive pra dar a você; de coração partido desejo que seja muito feliz com ele, afinal a felicidade é o que procuravas nos braços dele?
Ela me olhou e disse:
– Viu; mas não entendeu, juro a ti que te sou fiel, jamais homem algum me tocou além de você, você sabe que foi o primeiro e tenha certeza que é o único em minha vida.
Esganando-a em pensamentos, respirei e sem escolha descrevi-lhe a cena:
- Vejamos o que eu vi e não entendi; seus lábios tocavam o dele o devorando, as mãos dele amassavam seus seios, logo depois seus dedos penetravam por cima da roupa que usava sua vagina; claro que isso é normal entre amigos; amigos com direitos...
Cinicamente ela me olhou e disse:
- Qual é cara acha que não vejo Marliluce esfregar a vagina na sua boca literalmente e na minha frente;
- Claro que o senhor certinho ainda não a tocou; confesse que não consegue resistir aos encantos dela,
- Quanto ao que viu...; tenha certeza que não aconteceu nada além do que viu, deixei claro que sou fiel ao meu marido e minha filha, aquilo que viu não representou nada, acredite,
- Depois você vai pra onde, a despesas do mês ficara maior; pior encontrara outra, pior ainda se juntara a Marliluce se ela largar o marido; acredita mesmo que ela te será fiel; acredita mesmo em fidelidade?
- Sossega homem, nascemos um pro outro, um escorregão aqui outro lá não muda nada nossas vidas, somos e seremos felizes, acredite nisso.
Coloquei a mão cerrada no bolso, não a respondi, apanhei minha mala, ela a tomou de mim e disse:
- Por favor, por todos os anos de felicidades que tivemos, por favor, de uma volta, esfrie a cabeça, volte logo que o almoço não demora a ficar pronto, depois faremos amor e esqueceremos tudo...

A Vizinha – Viagra que levantou minha moral.

Não discuti, sai, andei sem rumo, sorri como sempre pra vizinha que fica na janela e deixa claro que meu sorriso é importante pra ela; sem me tocar com os lábios eu lhe joguei um beijo;
Continuei andando, logo ouvi passos rápidos tentando me alcançar, parei e esperei, ela me olhou e disse:
- Pensei que nunca tomaria a iniciativa!
Supresso e assustado, não me dando o direito de interpretar como uma cantada lhe disse;
- Eu jurava que você era feliz com seu marido, seu sorriso era amigo na minha direção!
Espontaneamente ela se abriu pra mim:
- Não imagina quantas noites acordei molhada depois de sonhar com você; então este papo é para me dispensar cordialmente, ou vai rolar algo lindo entre nós?
Respirei fundo, admirei-a de cima abaixo como nunca havia feito, deslumbrado com a visão que até esse momento eu me negara, pensei comigo mesmo, chifrudo já só, pra que posar de bom menino; respondi; por que não! Ela mais do que de pressa falou:
- Então vamos!”
Eu inexperiente na arte da traição como um menino assustado a perguntei, ”pra onde” ela olhou-me como se entendesse meu nervosismo disse:
- Pra minha casa não vai dar, motel seria um bom lugar, esquenta não temos a tarde toda!
Fiz balanço no bolso, envergonhado e tentando fugir da situação respondi:
- Como sempre estou curto de grana, não da nem pra um mucufo!
Ela sorriu-me afirmando.
- Esquenta não, tenho como bancar você; então vamos?
Sem alternativa lá fomos nós; no motel ela escolheu suíte com hidro e tudo que ela achou que tinha direito;
Eu mais parecia um pinto assustado; sentindo isso ela tomou a iniciativa, aproximou-se de mim; suas mãos alisavam meu peito, seus lábios tocavam os meus; logo sua mão massageava meu pênis ereto;
Tudo estava normal, embora eu não conseguisse me desvencilhar da maldita palavra fidelidade;
Eu me sentia um Mané; sei que pode parecer ceninha, mas não é; minha educação dizia-me que eu tinha direito a todas até escolher uma para dividir minha vida; ali estava eu tentando mudar meu conceito de vida e me entregar à mulher linda diante de mim;
Ela como se me conhecesse melhor do que eu; não teve presa; nós nos banhamos no chuveiro, enquanto sutilmente ela quebrava minhas resistências, demonstrando consciência do que queria e sem se jogar com sede ao pote,
Com carinho ensaboava meu pênis suavemente no vem e vai, depois colocou entre seus seios segurados por suas mãos pressionando-o dentre eles, subia e descia o corpo na castanhola chegando próximo aos lábios;
- Após o banho brindamos com um coquetel delicioso, repousamos os copos sob a mesinha; coladinhos, dançamos nus, seu corpo deslizou pra baixo, de joelhos diante de mim com as mãos massageava meu pênis, a ponta da língua suavemente deslizava sobre a cabeça torturando-me aos poucos e logo o engoliu;
Deitou-se sob a cama, ofereceu-me a vagina na direção dos meus lábios, relutei por segundos, justo que a retribuísse, desajeitado com a língua sem saber como fazer, ela sorriu e disse-me;
- Calma, não preciso disso, preciso só do homem maravilho que está a minha frente, faça-me sua mulher em todas as posições que quiser eu o acompanharei!”
Suas palavras retiram o peso sob meus ombros; a tomei nos meus braços; meus lábios desgovernados devoravam seus seios, meus dedos dentro de sua vagia a enlouquecia; de costa pra mim, meu pênis deslizava pelo rego do seu bumbum penetrando suavemente sua vagina no vai e vem, ela acompanhava no gingado sedutor prendendo-o dentro do seu rego,
Em cima ela sabia como fazer, cavalgava suavemente me levando a loucura, de quatro se ofereceu por completo a mim;
Horas depois da terceira e de todas as posições imagináveis repousamos por alguns minutos.
Pasmo, não acreditando que em minhas putarias de solteiro eu não tivesse encontrado a mulher que me completasse na cama assim como ela.
Logo depois deixamos o motel, a noite escura passava das vinte; dois taxis nos levaram para casa.



Do Mel para o Fel – Hora da dura e fria Verdade.

No caminho de volta até consegui sorri, depois de ver minha mulher nos braços de outro, impossível não bater de cara no chão;
De garanhão passava eu para cavalo velho, manco e castrado; minha vizinha com muita paciência foi o Viagra que me devolveu a confiança, sem ela com certeza eu estaria me sentido o ultimo dos fracassados.
Em casa, mais relaxado depois do bom desempenho..., da vizinha, afinal ela fez tudo, eu só me deixei levar por ela;
Sentado no sofá não conseguia olhar para minha ex, a ferida doía muito e dilacerava meu peito junto com meus pensamentos;
Distante eu imaginava que nesse meio tempo que dividíamos nossas vidas, aparentemente nós éramos perfeitos um para o outro, nunca se quer ouve uma discórdia além de besteiras contornadas aparentemente sem conseqüências;
E se essa mulher que fingia felicidade precisasse desse homem que a completasse na cama, droga, com certeza não havíamos alcançado esse estagio; perguntas que atormentavam minha cabeça;
Por que nesse tempo que parecíamos felizes, porque nós não encontramos a maneira certa de dizermos um ao outro o que nos faltava;
Pior me diminuindo me condenava a duvida, será que eu tinha pra dar ela o que ela buscara no outro,
Pior ainda rastejando até lamber chão, esse outro conseguiu dar a ela o que ela buscava; como saber se não perguntar.
Convidei-a para o quarto; ela entrou, banhou-se, dirigiu-se para cama; eu senti que ela estava insegura e deixei-a á vontade dizendo;
- Não vamos falar do que aconteceu hoje, por favor, seja sincera e diga-me por que eu não consegui te satisfazer por completo; sei que de alguma forma você é feliz ao meu lado, então onde foi que eu errei?
Falsas lágrimas molhavam seu lindo rostinho, ela respondeu;
- Não errou; eu sempre encontrei tudo que eu queria ao seu lado, você me completa como mulher na cama, na mesa, na compania, enfim de A á Z estou bem servida com você...
Pasmo a indagava,
- Não entendi, por que então estava nos braços dele?
Cínica tentava me convencer de seu amor por mim;
- Eu não sei; conhecemo-nos na casa de uma amiga, combinávamos em tudo, parecíamos unha e carne, deixe-me envolver, derrepente estávamos na cama, foi bom a primeira, a segunda, depois eu sentia-me enojada com a situação...
Eu a interrompi,
- Desculpe-me novamente a interrupção, eu a vi feliz nos braços dele, com certeza não estava enojada e nem saia da segunda... Por favor, seja sincera...
Firme na falsidade respondeu;
Ok, a verdade é que realmente não sei o que me levou a isso; eu me sinto fortemente atraída; juro que não é melhor que com você na cama; como se fosse ima me puxando e destruindo minhas defesas; não é amor, só tesão; pior é uma droga nosso relacionamento, juro não passa nem perto do prazer que sinto em teus braços...
Abobalhado a olhava e lhe disse;
- Continuo não entendo, tremia ao toque dele e se contraindo toda como se chegasse ao orgasmo com a masturbação de suas mãos...
Ela olhou-me;
- Esta tornando difícil pra mim...
Desolado;
- Ao contrario estou facilitando sua decisão!
Como se soubesse que conseguiria me enrolar seguiu sua fina linha de falsidade;
- Vou tentar resumir, primeiro eu sou louca por você, perdidamente apaixonada, segundo você me realiza como mulher antes, durante e depois;
- Terceiro entre essa pessoa e eu não existe amor, somos péssimas amantes; na verdade é que não sei por que enlouqueço quando a vejo; enlouquecer é a palavra correta...
Não ligue para o feminino das palavras usadas, minha ex tem essa dificuldade, eu muitas vezes me confundo quando ela fala sobre alguém, ela falava ela para ele;
Eu continuava a cobrá-la com frases e com olhares; disse a ela;
- Em outras palavras, há quanto tempo esse relacionamento existe entre vocês?
Acabando comigo respondeu;
- Alguns meses, tá cinco meses; tá, duas ou três vezes na semana...
Querendo sumir do mapa a perguntei;
- Quanto ao que quer fazer, afinal continuara a enlouquecer...
Voltando ao cinismo me disse;
- Dou-te minha palavra jamais tornarei a ver essa pessoa!
Por sorte me controlei para não matá-la, respirei fundo, mais fundo e disse;
- Brincou, sua palavra foi me dada no altar perante Deus, juramos fidelidade, até te ver nos braços dele eu te fui fiel...
Ela percebeu que minha paciência extrapolara o limite, mas nada a fazia mudar sua linha de me convencer.
- Eu sei, depois que você saiu, voltei lá e terminei tudo...
Vontade louca de jogá-la pela janela; mas eu precisava engolir suas mentiras, acompanhando seu cinismo a disse.
- Nós sabemos que não acabou; para acabar você teria que ter freado antes de começar...
Sem recursos ela apelou para os pais sabendo que eu tomaria todo o cuidado para não feri-los, esperta sabia do meu carinho por eles e sabia que eu faria qualquer coisa para não magoar nossa filha; cinicamente me impôs;
- Ok, eu vou morar com meus pais, você fica com a casa e cuida da nossa menina; assim que você tiver confiança em mim novamente voltamos...
Eu queria pular de alegria por me ver livre dela; Cristina, Cristina, minha princesa sofreria muito, precisa ser aos poucos, então apazigüei a situação.
- Eu pensei bem, nossa menina sofrera com isso, nossas despesas ficarão sob carregadas, o quarto ao lado farei reforma e ficarei nele, não te cobrarei nada além do respeito, quanto ao resto à vida é sua, quanto a se deitar com ele a decisão é sua...
Sorriso sádico no rosto ainda se achava no direito de me cobrar fidelidade;
- E você o que fará?
Firme lhe deixei claro a caminho a seguir;
- Com certeza a respeitarei e a nossa filha e nossa casa, claro que não te devo fidelidade, idem a você...
Cínica perguntou
- Acabou tudo entre nós?
Não dava mais para aliviar;
- Tem certeza que existiu pra você um nós?
Silenciamo-nos;


Trair é Mole, Difícil é ser Fiel.

Dois dias depois eu viajei pra SP, na viagem uma jovem sorriu pra mim, na primeira parada para o lanche nos aproximamos, ela estava sentada no fim do ônibus vazio, não era justos deixá-la sozinha;
Assim que deixamos o Rio e entramos na divisa de SP, o frio congelante requeria um aconchego maior com tudo que tínhamos direito;
Alguns passageiros reclamaram, não ligamos, afinal só percebemos suas caras feias quando descemos; completamos a viagem no motel; duas horas depois voltamos para a rodoviária onde seu marido a aguardava; ao apontá-lo pra mim sentado no portão de desembarque, inocentemente a perguntei.
- O pobre ficou por mais de duas longas horas a sua espera, nem se quer está nervoso?
Ela sorriu e respondeu-me; “Não percebeu que meu ônibus acabou de chegar, veja nós estamos desembarcando.”
Pasmo nada lhe disse, ela escreveu e me entregou seu telefone para mais tarde eu ligar e marcamos um novo encontro.
Eu a seguia poucos passos atrás; com a cara de pau que Deus lhe deu ela surgiu à frente do marido pelo corredor de desembarque; arrastando a mala com ar de quem pouco dormiu; o coitado andou feliz na sua direção e a beijou;
Eu ao passar por eles não resisti e deslizei meu dedo no seu rego; ela contraindo-se o segurou empinando as nádegas para trás, rebolou por segundos deixando ecoar gemido de prazer;
Depois com um gingado delicioso expeli meu dedo com carinho, como se disse mais tarde é todo seu; meu assedio a ela passou despercebido por ele; depois os dois sumiram abraçados diante dos meus olhos incrédulos que via não acreditando na facilidade que temos pra trair.



Meu Pequeno Trauma.

Minha historia começa antes do casamento; mais precisamente uma semana que precedia essa data de sonhos e planos de uma vida a dois.
- Vou falar um pouco de mim;
Minha infância foi igual a todas as outras crianças nada de especial, boas lembranças do cabo da enchada, calos nas mãos e nos pés, tamanco de couro cru ralando o peito do pé, sol quente derretendo o celebro; toalhinha surrada e umedecida disfarçava o odor forte do suor até o banho de bacia; no riacho era mais divertido.
Até tinha suas compensações, no caminho um olhinho de água fresquinha, frutas tiradas do pé, as festas, CTG como são chamados os salões de musicas tradicionalistas; bons tempos...
Minha adolescência onde realmente começa a vida para o ser humano, no inicio tudo parecia normal, perda da virgindade com a filha da vizinha, primeiros passos da puberdade, os primeiros traumas;
Meu pequeno trauma veio em dose dupla, eu fui criado sob fortes regras impostas pela religião, famílias tradicionais, conceitos e preconceitos, tudo pra limitar e mantê-lo seguro das adversidades do mundo pagão.
Tudo começou num desses CTG, sábado à noite, bailão animado, gatinha no canto esperando por mim; eu dono da situação a puxo pra mim sob olhares que babavam de inveja; afinal eu tinha nos braços uma das gatas mais cobiçadas do pedaço;
Lá pelas tantas os olhares dos velhos se perdem pelo cansaço, hora da fugidinha tradicional; lá estávamos ela e eu no escurinho dos fundos do CTG; meu ego varava o universo não se contendo dentro das calças, que por sinal se aconchegava dentro da boca da menina mais cobiçada;
Sei que para muitos com certeza uma cena comum, para mim inicio do meu trauma;
No inicio a sensação de prazer quebrava todos meus preconceitos, logo depois da ejaculação o farol alto do carro iluminou aquele doce rostinho, que deixava escorrer os espermatozóides pelo canto da boca;
Perante meus olhos cena aterrorizaste difícil de esquecer, dias e dias de péssima alimentação, toda vez que sentava à mesa a cena voltava diante de meus olhos e meu estomago devolvia o pouco que tinha lá dentro; vômitos e vômitos...
Dias depois acreditando que tinha superado o trauma; pinta um cineminha com uma gatinha que se esqueceu do encontro;
Sozinho; parado como dois de paus na porta do cinema, desistindo de esperá-la entrei, cadeiras vazias não faltavam no enorme salão que aconchegava a platéia diante da tela;
Filme pornô, cadeira lá em cima distantes dos olhares sempre reservada pra mim, nessa noite, sozinho, sem muito que fazer;
Logo para minha estranheza senta próximo a mim um casal, ela na cadeira ao meu lado, ele na cadeira seguinte, ele estático assistia o péssimo filme, seus olhos pareciam pregados na direção da tela;
Não demorou muito para eu sentir a mão da gata roçando meu pênis; olhei aterrorizado para o cara ao lado dela, continuava estático olhando firme para tela;
A mão dela suavemente desceu meu zíper, retirou para fora meu pênis, assustado não tirava o olho do cara ao lado dela; ele pregado na tela; minha mão abusada dirigiu-se a sua vagina, recusada por ela.
Mão discreta que sabia como fazer; logo eu ejacularia; movimentei-me para retirar o lenço do bolso de trás, ela com expressão facial proibindo-me; com a mão esquerda apertava a cabeça do pênis inibindo a ejaculação deixando a porra escorrer aos poucos na sua mão direita, a última gota caiu, imaginei que ela limparia a mão;
Para minha supressa e concretizar de vez meu trauma, ela simplesmente levou a mão carregada de porra na direção da boca do companheiro que se deliciou com cada gota lambendo a palma da mão;
Deus, coitado do faxineiro que teve de limpar os corredores do salão dos meus vômitos, cada dois passos inundava o corredor...
Pode parecer frescura, mas desde então não sou adepto do sexo oral; nos dias de hoje um fator crucial para um bom relacionamento, fazer o que, tento, mas não dá; todos têm seus defeitos; esse eu tenho que carregar para o resto dos meus dias.. Voltando a historia;




Minha Cunhada e Eu
Nossa Primeira Vez.

Quarta-feira de manhã, antecedia o sábado que nós quatros casaríamos na mesma igreja; concunhado Aroldo chegou como sempre espalhafatoso, fanfarrão, o mundo abaixo de seus pés, playboy, carrão, roupas caras, óculos de marca, grana na carteira; humildade e respeito não faziam parte de seu vocabulário;
Eu olhava e via Marliluce, batalhadora, independente, amiga; eu imaginava o que a levava gostar desse cara que não a respeitava, nem mesmo na sua frente.
Claro que minha opinião era de alguém apaixonado por ela; com tudo não mudava o fato de que ele não era merecedor de Marliluce.
Na casa dos velhos, na sala, como se me convidasse para almoçar juntos; em voz alta fez o convite.
- Ai cara, cinco gatas deparar o transito para minha festa de despida, tá a fim de entrar nessa?
Se eu aceitasse minha ex não ficaria magoada, já que ela liberou; claro que esperando acredito eu que eu não fosse fundo; respondi com minhas palavras, não estava mesmo afim desse tipo de despida;
- Não obrigado, prefiro descansar depois de um dia duro de trabalho, na lua de mel vou à forra...
Sua resposta até foi simpática;
- Menino comportado tentando impressionar a patroa; cuidado se não ela monta em...
Relatei pra ele os fatos;
- Só não quero me arriscar, mesmo com camisinha o risco é grande de uma doença ou filho bastardo.
Ele acreditava que as piriguetes contratadas não fossem trazer problemas,
- Esquenta não que essas são do balacobaco...
Decidido respondi;
- Bom divertimento...
Ele desistiu vendo que não iria me convencer; assim que ele se afastou, Marliluce se aproxima de mim.
Vamos começar do começo quando conheci minha ex, caçula de três irmãos, o irmão mais velho, depois Marliluce com um ano de diferença, depois minha ex-esposa com dois anos para Marliluce.
Eu as conheci por intermédio do irmão que trabalhava na mesma empresa do que eu, por ele eu casava com as duas, nossa amizade vem de longo tempo, logo cai nas graças dos velhos;
Esse com certeza foram um dos motivos que me fez continuar dividindo a casa com minha ex, família tradicional presa muito a união, seria para eles uma grande decepção.
Marliluce com certeza é mais bonita que minha ex-esposa; quando a conheci ela já namorava seu futuro marido, que por sinal não caiu nas graças dos velhos.
Eu quando vi minha ex-esposa me apaixonei de cara, a recíproca me convencia que também era verdadeira, um mês depois estávamos namorando.
Ao mesmo tempo eu percebia as indiretas de Marliluce para mim, até a véspera que antecedia nossos casamentos ela demonstrava, mas não deixa claro que era apaixonado por mim;
Da mesma forma eu afogava meu desejo e certo sentimento que eu não queria admitir por ela, afinal o correto é se apaixonar por uma de cada vez e não por duas ao mesmo tempo.
Assim que se aproximou de mim ela soltou o verbo.
- Será mesmo que esse menino é tão correto assim, ou será que quer alguém em especial para sua despedida de solteiro, digamos assim, a futura cunhada da qual ele não desgruda os olhos de suas coxas, então estou correta?
Tipo impossível negar que aquela visão deslumbrante mexia fundo comigo, muitas e muitas vezes flagrado por ela admirando os deslizes da saia ou os decotes generosos; encabulado eu a respondi.
- Desculpe-me, juro que não queria ofendê-la, embora seja difícil desviar o olhar de tanta beleza, tem minha palavra, com todo o respeito.
Sorrindo afirmou;
- Nesse sentido o respeito não se encaixa, diga-me com sinceridade, se houvesse chance de você chegar junto, chegaria ou não?
Encruzilhada sem saída, tremendo na base respondi;
- Tenho mesmo que responder essa pergunta?
Ela não me deixou fugir;
- Com certeza tem, então?
Tentei contornar a situação com diplomacia;
- Eu amo muito sua irmã e vou me casar com ela, acredito que você também ame seu futuro marido,
- Parindo deste ponto não é justo negar que você me atraia e quanto chegar não correria o risco de perder sua amizade e sua confiança!
Sorriu sedutora confessando-me;
- Eu sei disso tudo, invejo minha irmã pela sorte que teve; terei que ser sincera com você;
- Você me atrai muito, com certeza me flagrou muitas vezes com olhares sedutores na sua direção, então vai rolar nossa despedida de solteiro ou não, depois casamos e seremos felizes, então?
Acuado na encruzilhada sem saída, claro que a única saída que eu queria era para o motel com ela; mas ainda me dava o direito de não interpretar suas palavras ao pé da letra a perguntei;
- Tem certeza que quer ir para um motel comigo próximo ao seu casamento?
Confiante sorrindo afirmou;
- Certeza absoluta; guardei-me para o homem que fosse digno de tirar minha virgindade, esse é você; não o cafajeste que vai se casar comigo.
Pasmo, eufórico; sem pensar nas conseqüências, entrei de cabeça; ela armou tudo, minha ex-esposa ficaria organizando o chá de panelas, ela iria dormir na casa de uma amiga, eu não poderia estar na casa dos velhos.
A noite cai; eu ansioso a aguardava sem acreditar que ela aparecesse ao encontro, logo ela aparece mais deslumbrante do que nunca;
Amigos..., a mulher era de enlouquecer qualquer homem, foram quatro sem intervalos, meus olhos estavam fundos e mando ver até o dia clarear.
Entramos no motel, tipo a mulher estava ali pra isso, mas eu ainda a via como minha cunhada e mesmo a desejasse muito a tinha dentro de grande respeito;
Ela sorria desabotoando botão por botão no gingado chega mais; tipo primeiro eu vou curtir o show de Streep e depois chego junto;
Ela não economizou no tempo e muito menos na sedução, eu babava de escorrer, depois só de calcinha transparente sentou-se, cruzou as pernas e assistiu babando meu show;
Logo depois mergulhamos na hidro, com jeito ela ajeitava meu pênis na sua vagina virgem, suavemente o fazia penetrar sem ferir até romper a virgindade, água a vermelhada comprovava que agora ela era mulher;
Assim que a mulher perde a virgindade fica tipo, abatida; logo botamos pra quebrar;
La pelas tantas mesmo eu não sendo adepto ao sexo oral, fiz um esforço tipo a gata valia qualquer sacrifício, justo que desse a ela tudo e muito mais, afinal ela não me negou nada e só faltava o sessenta e nove;
Levei meu pênis na direção de sua boca; seu rostinho entristeceu-se, olhou-me nos olhos, com uma lagrima no canto dos olhos me disse;
- Perdoa-me, sei que muitas mulheres agradam seus homens assim; desculpe-me isso eu não posso te dar; todo o resto sempre será seu...
Desviei meu pênis de sua direção, puxei-a com carinho pra mim, trocamos longo e apaixonante beijo; minhas lagrimas de felicidade se juntaram as dela;
Tipo não dava mais para esconder que eu era perdidamente apaixonado também pela cunhada.
Depois que ela entrou no taxi minha consciência pesou; tipo, nós estávamos tão envolvidos que nos esquecemos dos preservativos;
Horas depois, eu não conseguindo carregar a culpa e ao mesmo tempo confuso se era justo seguir em frente e casar com minha ex;
Eu ao chegar à casa dos velhos, Marliluce de longe veio ao meu encontro, deu-me a maior bronca colocando-me no meu lugar.
- Tá brincando que ira abrir o jogo com minha irmã, tudo ficou claro entre nós, você fará nós duas felizes e ponto final!
Respirei fundo e disse;
- Nós nos esquecemos de usar preservativos!
Sorriu como se ouvisse uma piada sem graça;
- Tudo sob controle, fica tranqüilo não será papai, não agora...
Minha consciência ainda pesava, eu a disse;
- Não sei trair, como ainda não nos casamos o que houve pode ficar do lado esquerdo adormecido; mas outras vezes com certeza não posso te dar, a não ser que seja comigo que jure amor eterno diante do altar, então?
Confiante respondeu-me;
- Cada coisa ao seu tempo, faça em primeiro lugar minha irmã feliz, minha vez chegara no tempo certo...
Claro que ela tinha tudo sob controle; para mim suas palavras não faziam sentido; aceitei sua imposição, me casei no sábado com minha ex; partimos para nossa lua de mel; ela e o marido ficaram no mesmo hotel que nós;
No dia seguinte ela surgiu no saguão do hotel com os olhos fundo como alguém que chorou a noite toda;
Sua irmã a acompanhou no desjejum da manhã, enquanto eu e ele nos afastamos, eu não consegui manter a língua dentro da boca e lhe perguntei.
- Desculpe-me, acho que é visível que a lua de vocês não é de mel?
Aroldo me olhou, reluto por segundos deixando me pasmo disse.
- Destruí meu casamento mesmo antes dele começar!
Ele era capaz de tudo, imaginei que tivesse dado em cima de algum rabo de saia; insisti;
- Como assim?
Meio sem jeito, não era seu normal, senti que havia escorregado feio;
- Sabe a despedida de solteiro para qual te convidei, foi super divertida, as conseqüências e que foram desastrosas; você foi esperto em não ir...
Sei derrepente uma das piriguetes veio ao hotel a sua procura;
- O que houve de errado?
Cabisbaixo respondeu;
- Ela e a irmã estão indo para o medico agora, não me quiseram junto, bem feito pra mim...
Senti calafrios e fui fundo;
- Ainda não entendi?
Espumando desprezo por si mesmo respondeu do seu jeito;
- Droga cara, eu peguei gonorréia e passei para minha mulher em plena lua de mel, sou ou não um grande filho da puta?
Abobalhado com sua resposta;
- Estou sem palavras, realmente você extrapolou além de qualquer imaginação...
Marliluce voltou com minha ex, procurou conforto nos meus braços, encostada com a cabeça no meu peito adormeceu no sofá de nossa suíte.
Dois dias depois voltamos da lua mel fracassada para nós quatros, sim porque eu tive que dividir a suíte com ele, enquanto as duas ficaram na nossa suíte.
A rotina voltava aos poucos, seu prestígio com a família e a mulher era impossível de reverter;
Marliluce às vezes esquecia que eu era marido de sua irmã e se jogava abertamente pra cima de mim causando-me sérios problemas com minha ex, mesmo calada sem nada dizer.
Com certeza mesmo minha ex confiando em mim, as investida da irmã a magoava; eu contornava com diplomacia, gentil e respeitador eu fingia não entender as cantadas de minha cunhada; ao mesmo tempo os velhos me davam força para resistir e manter meu casamento;
Com certeza esse motivo contribuiu para o par chifre que carrego; claro se minha ex sonhasse que rolou entre sua irmã e eu na véspera do casamento me mataria...
Marliluce como havia afirmado antes do casamento que à hora dela chegaria comigo, após eu descobrir a traição de minha ex, não levou muito tempo para Marliluce descobrir nossa situação;












Hora Cruel da Revelação - Minha Ex Lésbica.

Um mês depois, minha ex saiu com destino à casa dos pais, Marliluce surge diante mim assim que ela virou a esquina, assustado tentei afastá-la.
- Sua irmã acabou de sair para a casa de seus pais!
Senti na sua resposta que hora havia chegado e sua missão era por a par de tudo;
- Eu sei, eu a vi passar, por isso estou aqui, precisamos conversar!
Tentando encontrar uma fresta para fugir da realidade;
- Ela pode retornar e nos pegar aqui juntos, sabe como ela tem ciúme de você!
Agora não precisava mais esconder seus sentimentos por mim;
- Com toda razão, você me enlouquece, obriga-me a me atirar nos seus braços; depois daquela noite maravilhosa que tivemos, uma lua mel fracassada; você acha mesmo que aquele otário tocaria em mim!
Agora sim eu estava assustado;
- Em cinco anos de casados e um lindo garoto, quer me convencer que com ele teve uma única vez e engravidou!
Literalmente prego a cruz;
- Ele não é homem pra isso; na verdade ele não me passou gonorréia, ele nem sequer encostou seu pênis sujo na minha vagina;
- Minha calcinha era forrada, ele ralou só na calcinha sem penetrar, gozou rapidinho, logo depois seu pênis começou a pingar; ele confessou e o medico confirmou que ele estava com gonorréia eu não.
Inocente às vezes da certo;
- To boiando!
- Tá não, ta esperto como sempre, entendeu direitinho que temos um lindo filho!
- Tem certeza?
- Primeiro e único, sem chance de haver engano; então sei que levou um belo par chifre, com certeza comigo estaria imune!
Abri meu coração e ela o seu;
- No dia seguinte essa era a intenção, você me impôs o não, sem alternativa tentei fazer sua irmã feliz, com sua ajuda se jogando pra cima de mim, ela encontrou outro melhor do que eu!
- Meu querido outro melhor que você com certeza não, bem, quem sabe nosso filho e isso porque é você todinho, posso afirmar que é seu clone; educado pelo padrinho que na verdade é seu pai;
- Ele simplesmente é louco por você, você falou é lei para ele, enquanto o otário soube pelas paredes sem entender porque o menino não o houve e nem sequer lhe tem carinho, mas ao ver o padrinho corre e se joga nos seus braços; então alguma duvida de que você seja o pai?
Sem saída;
- Ele e minha filha são gêmeos confundidos por todos; então como ficaremos?
Seu jeitinho doce me apavorava;
- Duas bombas eu tenho pra te contar; a primeira é que o otário cantou pra subir depois de ser flagrado pelo marido da vizinhada na cama dele com a mulher do cara; cara amassada, arrastados pela rua a socos e ponta pés.
Tipo ela estava livre, eu havia decidido dividir parte da minha vida com minha ex; ao mesmo tempo não queria perder Marliluce;
- Bem, você está livre, eu não; nós decidimos dividir a casa e dormirmos em quarto separados; sabe que qualquer decisão contraria magoara muito seus pais, então o que faremos?
Lendo meus pensamentos falou;
- Tudo ao seu tempo, hoje só repetir a dose do motel tá de bom tamanho...
- Seus pais e sua irmã estarão nos cercando por todos os lados, não será fácil assim!
- Deixa comigo, você só precisa chegar nesse endereço, um amigo precisa de ajuda, você ira ajudá-lo, combinado?
- Combinado, e a segunda bomba o que é?
- Tá mesmo preparado para matar essa no peito?
- Espero que sim, manda ver!
Marliluce a cada frase me apavorava indo em direção as minhas duvidas em relação a minha ex; ela começou falando no tom de procurar a frase certa;
- Vou tentar te explicar para você tentar entender; dizem que os opostos se atraem, há casos que os iguais se atraem; calma que eu chego lá.
- Em primeiro lugar entenda que uma pessoa às vezes busca algo que não pode ser encontrado na pessoa com a qual ela divide sua vida; não quer dizer que ela não ame essa pessoa...
- Calma, calma, preciso dessa volta para você tentar entender, por favor, calma...
- Primeiro deve acreditar que você foi o primeiro e único homem na vida de minha irmã...
- Calma, respire, é verdade, não, não foi isso que eu disse, os chifres ainda estão ai, não do jeito natural, mas está ai...
- Que parar de me olhar com essa cara de menino assustado, corta meu coração, por favor, me deixe chegar lá...
- Bem, o rapaz que viu bolinando sua mulher..., bem, não era um rapaz...
- Respire; calma, como eu disse os iguais se atraem; sua mulher, minha irmã, nós, digo eu e minha família quando ela se interessou por você foi paixão arrasadora, ficamos felizes;
- Bem, eu também me apaixonei por você e torcia pela felicidade de vocês dois, os dias passavam e a felicidade de vocês nos contagiava...
- Eu tinha que abrir mão de você para ela ser feliz; as nossas esperanças eram poucas; mais cedo ou mais tarde viveríamos a dura e fria realidade...
- Acho que você capotou a mensagem, então vamos direto a ferida; sim minha irmã é lésbica; não era um homem e sim uma mulher, de longe suas veste o enganou.
Minhas preces não haviam sido atendidas; por que não ser chifrado por outro, não tinha que ser por outra, tinha que estraçalhar minha vida...
- Então levei chifre de uma mulher?
- Calma, respire, não posso dizer que isso é normal, mas já é mais comum do que aparece nas pesquisas; ela o ama muito, é feliz com você, o deseja como homem, mas sua opção é outra.
- Em outras palavras ela viveu ao meu lado para agradar vocês, imaginou o que ela sofreu nestes anos todos?
- Não entendeu; nós não a forçamos se casar com você; foi decisão dela, ela se desmancha ao seu toque, gosta de ser sua mulher, é loucamente apaixonado por você; infelizmente a opção sexual dela é mais forte...
- Não se sinta culpado ou diminuído, havia uma esperança e você a fez feliz dentro desse tempo, mas a pessoa que a tocou fundo apareceu, ela fraquejou, entenda não se pode mudar o que o destino escreveu...
- Entendi, só não entendi por que você e eu não assumimos o que sentíamos um pelo outro, ela estaria feliz dentro do seu tempo, como você mesmo disse que seu tempo ao meu lado chegaria!
Marliluce sabe como usar as palavras;
- Eu estava enganada, não me passou pela cabeça quão grande seria a ferida causada por essa situação,
- Sei que aquele homem maravilhoso morreu naquela esquina quando seus olhos avistaram a mulher amada nos braços de outra;
- Eu vou curar cada ferida e ressuscitar meu homem maravilhoso e não importa quanto demore...
- Então estamos combinados para hoje à noite?
- Se não tiver sexo, sim...
- Sei como está se sentido, dormir aconchegada nos seus braços tá de bom tamanho, se rolar na madrugada um papai e mamãe melhor ainda,
- Que foi; não me olhe assim, são cinco anos de espera, imagine quantas paredes eu arranhei a te esperar;
- Engraçadinho; aqui ninguém penetrou e nem mesmo nada parecido, eu me guardei imaculada pra você...



Hora da revelação.

Tipo à hora das cartas na mesa era inevitável, partir para definir;
- Tem uma pergunta que não quer calar...
- Acredito saber qual é, manda ver...
- Tipo, não teria um dedinho seu na festa de despida do seu ex-; tinha?
- Um dedinho! Claro que não, teve as minhas duas mãos; otário cantava de galo, não perdoava nenhum de minhas amigas, na cara dura sem se importar com minha presença, acha mesmo que eu o deixaria sair sem um bom par de chifre...
- Se não era feliz com ele, então porque continuar?
Marliluce disse tudo o que eu queria ouvir dela;
- Quando eu te vi entrar pela porta da sala, meu coração parou; um único aceno seu e eu correria para seus braços;
- Até aquele momento meu ex parecia ser um cara legal, me contive beijando ele para afastar você de minha vida;
- O tempo passou e eu sentia que você me amava e também amava minha irmã; pior nós duas perdidamente apaixonadas por você;
- Dias depois que você assumiu minha irmã como sua namorada; eu flagrei meu ex com minha melhor amiga saindo do motel; apertei uma aqui outra lá, droga, descobri que o filho da puta tinha passado todas elas na cara;
- Respirei, planejei, o dia chegou; Deus perdoe-me, sem remorsos, simplesmente a noite mais linda e completa de toda minha vida eu passei nos seus braços, há meu amor como eu ti amo...
- Antes eu só imaginava como seria bom, fiz de tudo para você ser o primeiro e único em minha vida;
- Sim a vadia que estava com gonorréia fui eu que a contratei e paguei bem caro para ela dar um jeito de passar pra ele;
- Revirei as lojas de pernas pro alto e encontrei uma calcinha com forro duplo, para me garantir coloquei três absorventes tampando a entrada, ele nunca me tocaria;
- Dito e feito, o otário como minhas amigas já havia me batido gozava rapidinho antes mesmo de penetrar, depois sim ele mandava a ver, claro que comigo ele não teria uma segunda chance...
- Satisfeito?
- Mais uma pergunta que não que calar?
Ela agora literalmente lia meus pensamentos;
- Não, minha irmã não sabe do nosso caso, eu me dei esse direito porque sabia que um dia ela seguiria seu caminho;
- Sei que eu não tenho esse direito, mas ela não merecia a sorte que teve de ter você por completo por todos esses anos;
- Não justifica minha traição para com ela, mas eu te juro que eu a implorei para não seguir em frente com você; claro que eu o queria pra mim...
- Ainda há mais uma?
- A resposta é sim, faltaram-lhe forças para ela mesma te contar a verdade...
- Em outras palavras, ela assumira o seu relacionamento com a outra, eu preciso consentir...
Marliluce me assustava com o caminho que a conversa desabou;
- Um pouco mais complicado do que isso; pronto pra ir até o fim?
- Só me resta mesmo uma folhinha que me impede de cair no penhasco, manda ver...
- A casa que moro é minha e de minha irmã; a casa que vocês moram é sua; digamos assim pequena demais para todos morarem juntos...
Pasmo;
- Deus não..
- Calma, respire, e depois resolva; existem dois apartamentos no mesmo andar de lado um pro outro, três quartos cada, a troca será de igual para igual; bairro afastado, beira mar, prédio luxuoso...
- Então não será no mano a mano...
- Nós duas temos a diferença; um ficara no meu nome e de minha irmã, o outro ficara no seu nome; uma porta interna ligara os dois apartamentos...
- Posso respirar?
- Ainda não, veja pelo o lado bom; eu para todos divido o apartamento com uma amiga, qual nunca levara um homem pra dentro, e com certeza eu também não; vocês um casal perfeito, não haverá comentários;
- Em outras palavras, livro aberto sob a mesa; minha irmã mora no nosso apartamento e eu e você no seu; não é perfeito?
-Vendo por esse angulo, mas...
- Tudo bem eu sei, eu tive a chance de ser feliz ao teu lado, covardemente abri mão, pior deixe ela te ferir, sei que não está pronto pra assumir nosso relacionamento;
- Sei também das vizinhas e outras; qual você dá cobertura; sei que esse não é você, simples rota de fuga para esconder o medo de assumir um novo relacionamento e levar outro par chifre;
- Eu não sei o dia de amanhã, enfim toda relação tem seus riscos e chifre nunca pode ser descartado;
- Tudo que sei que há cinco anos atrás eu tinha certeza absoluta; que eu jamais o trairia e meu amor você chamais terminaria;
- Como também tinha a certeza que jamais seria traída por você; mais, seriamos e seremos muito felizes; claro depois que as feridas sararem;
- Se sentir bem transando com minha irmã e as vizinhas, continue; mas não me negue à chance de eu tentar te conquistar e curar suas feridas;
- Quartos separados, só quando for bom pra você, ou tiver sobrando um tempo pra mim, combinado?
Confuso queria tudo as claras;
- Seus pais?
Marliluce respondia;
- Quanto aos meus pais, sabem sim, mas não tem certeza; quando eles olham para o Cesar Junior, tipo, seus olhares me cobram a verdade; claro que de você nunca;
- Afinal para eles se rolou algo entre nós, eu o arrastei com uma espingarda engatilhada debaixo do seu lindo queixinho;
- Quanto a minha irmã, sim eles já sabem, meu pai ficou arrasado muito mais do que você ao vê-la nos braços da amante; mamãe coitada tá lá em baixo, só diz; “meu menino não merecia isso;”
- Em outras palavras, meus pais precisam de seu perdão para continuar a viver...
- Depois que respirar, eu vou ao encontro deles...
Marliluce queria mesmo fechar minhas saídas;
- Quanto a nós?
- Nós, nós..
- Sim nós; então posso fechar o negocio?
Fechar o negócio era me trancar na sua vida; claro que eu estava gostando da idéia, mas ainda queria mais um tempo livre; afinal ter certeza que Marliluce estava esperando por mim, e ao mesmo tempo poder curtir as vizinhas, por que não; minha resposta para Marliluce tinha que deixá-la confiante;
- Todos já estão comentando mesmo, Cristina chegou ontem aos prantos e disse que não amava mais a mãe; se essa for à melhor solução, se conseguirmos separar as coisas, sem ferirmos Cesar Junior e Cristina, pra mim tá...
Afirma ter tudo sob controle;
- Minha irmã jurou que respeitará as regras, eu com certeza mesmo te desejando loucamente, eu vou esperar a hora certa; com certeza eu quero o mesmo que você; juntos nós vamos conseguir...
- Vou pagar pra ver...
- Por isso e por tudo que eu ti amo...
- Em outras palavras, o que ficou combinado entre vocês duas em relação a nós?
- Nunca foi segredo pra ela o que sinto por você, partindo do ponto que ela tenha o direito de ser feliz com sua escolha, justo que eu tenha uma chance de conquistar você;
- Como eu disse, ainda não é hora de você respirar, ela ta chegando, eu vou nessa...
- Ainda não, a conversa é a três...
Minha ex chegou com cara de que já sabia da missão de sua irmã; olhou-me e disse;
- Acho que está par de tudo, então?
Eu impus minha vontade;
- Simples, não sei das regras de vocês, as minhas são severas e inquebráveis;
- Que fique bem claro para os interessados; a porta que liga um apartamento ao outro nunca estará fechada; as crianças nunca se decepcionaram com cenas desagradáveis de ambos os lados.
- Sugiro que aluguem lugar para o relacionamento de vocês, nunca mesmo o problema venha intervir na vida das crianças; justo que sejam felizes, justo que se sacrifiquem pelas crianças, o preconceito já chegou até Cristina na escola;
- Vamos nos mudar, nova escola, nova vida pra elas, combinado?
Minha ex;
- Não esperava menos de você, sei que escolhi um caminho espinhoso, nossa filha não sofrerá com isso, tem minha palavra;
Por hora que só fugir dali
- Agora preciso respirar, depois vou abraçar os velhos. Quanto a vocês duas, resolvam esse assunto rapidinho...
Minha ex;
- Na volta estarei aqui te esperando, por favor, me uma chance de explicar?
- Não hoje, a manhã..
- Combinado!
Marliluce não desgrudou de mim, do lado de fora;
- Então certo para hoje à noite?
- Não Marliluce, depois de seus pais eu só quero vagar, me desculpe?
- Entendo, posso pelo menos andar ao seu lado, juro não abro a boca, juro...
Marliluce conseguir fechar a boca, falou sem parar até a casa de seus pais; ao vê-los abatidos restava-me uma única frase para aliviar nossos corações;
Não escrevemos isso, não temos o porquê de nos culpar; acharei um jeito de enxugar as lagrimas e erguer de novo minha cabeça;
O abraço interminável desvencilhado por minha confissão, eu amo vocês; mas preciso vagar sem rumo e esfriar a cabeça;
Eu chegava à porta quando o velho me disse;
“- Filho tem nossa bênção para recomeçar sua vida ao lado de nossa filha Marliluce”; olhei-a e ela respondeu.
- Que foi, acha que não sei se eu não tiver a benção deles, não terei a menor chance de conquistar você; estou mentindo?
Nada respondi, sai, Marliluce veio atrás;
- Cesar Junior vai dormir com meus pais, não precisa rolar nada, por favor?
Como se livrar de Marliluce, fomos pra sua casa; de qualquer forma eu não queria conversar com minha ex, precisava mesmo assimilar a situação, depois sim olhá-la de frente e respeitar sua decisão.
Na casa dela, preparou jantar delicioso; juntinhos no sofá; assistimos TV, depois se banhou, surgiu na minha frente de camisola sedutora, me conduziu ao quarto; com certeza ela me convenceu que se guardou imaculada pra mim por cinco anos...
Amanhã é um novo dia, hoje só curtir Marliluce que com certeza não ira me deixar dormir...



Hora da Historia de Minha Ex.

À noite com Marliluce simplesmente maravilhosa; claro que onde existir amor haverá sempre esperança,
Marliluce é uma dessas mulheres que todo homem sonha ter ao seu lado, ela o faz se sentir forte, másculo;
Digo isso não por ter ido para cama com ela, claro que nisso ela manda bem, como também não por ela ser a mão forte que mantém em pé; sim com base de todos esses anos que acompanhei a grande mulher e amiga,
Ninguém é perfeito, ela também não, nada especial exceto por ser Maria, Maria, com certeza não no amém, independente, batalhadora, com certeza muitas Maria teriam inveja dela;
Voltando com a história, o dia amanheceu, acordei com um lindo sorriso iluminando meu dia, tomamos café, nos vestimos depois do banho; hora de encarar meu destino; ela sorriu e disse-me.
- Sei que está noite não foi o começo de nossas vidas, com certeza a segunda noite mais feliz de minha vida, obrigado;
- Tudo bem, eu sei que precisamos um tempo para a poeira baixar, as coisas ajustarem-se aos devidos lugares, decisões a sua frente nada convencionais;
- Eu acredito no homem maravilhoso a minha frente, pai, marido, amigo; tudo bem eu terei toda a paciência necessária para esperá-lo ressuscitar das cinzas e ser meu marido completo;
- Nunca se esqueça independente de sua decisão, acredite nada mudara entre nós, eu ti amo; eu estarei aqui te esperando quando voltar, eu ti amo...
Nas entrelinhas não conseguia entender sua mensagem, sentia que ela me alertava pra algo além de minha compreensão, lá fui eu ao encontro de minha ex; afinal o calvário me esperava;
Cheguei e minha ex ainda de camisola me esperava na sala, no sofá, sedutora como sempre; meus pensamentos voltam no tempo, anos e anos, dias após dias eu havia sido feliz ao lado da mulher maravilhosa que me deu uma linda filha;
Eu queria ter o poder de voltar no tempo e mudar essa situação; claro quem sabe se eu me dedicasse mais a ela, no sexo fosse além, droga meu trauma deve ter atrapalhado e muito nossa relação; imagino quanto essa mulher inibindo-se de se soltar por completo nos meus braços;
Eu me sentia um crápula, primeiro por tê-la traída com sua irmã na véspera do nosso casamento; depois por não ter lhe dado o prazer do sexo oral; com certeza isso era uma das coisas que minha concorrente com certeza fazia muito bem; talvez eu devesse aprender com ela;
Ela a me ver sorriu; aconchegou a cabeça no peito esticando as pernas no sofá, sorriu e disse-me;
- Sim, sempre fui feliz ao seu lado, acredite me sinto a pior de todas as mulheres por ter te magoado; estou a sua disposição sem censura e sem mentiras responderei todas suas duvidas;
Eram tantas perguntas que eu não sabia por onde começar, confuso, ela me olhou e disse;
- Você é especial, está ai diante de mim com todos os direitos de me humilhar perante a sociedade, pior me olha como se eu fosse a vitima e você o culpado;
- Não negue, sei que na sua cabeça há um turbilhão de perguntas, que não perguntará, eu te conheço, isso e tantas outras coisas em você me fazem me sentir uma assassina de sonhos;
- Por favor, por todos esses anos de felicidade que meu deu, ouça-me apenas, pode me dar essa chance?
Eu sorri e a deixei contar sua historia.
- Minha opção sexual despertou cedo, no jardim de infância fui suspensa por três dias por beijar uma menina na boca; sim com cinco anos de idade,
- Eu não entendia o que tinha acontecido comigo, tantos garotos lindos, por que aquela menina em especial me puxava pra ela; sim por que não me sentia atraída por outras meninas...
- Sentimento inexplicável; logo meus pais trocaram-me de escola, minha vida sem ela, um vazio imenso; por anos o desejo de beijar meninas não se manifestou em mim, como também não me sentia atraída por nenhum menino;
- No terceiro ano do segundo grau, para minha surpresa o destino a colocou novamente no meu caminho; nossos olhares se encontraram; sentimento mais forte para ambos os lados; nós tentamos de todas as formas; juro era mais forte de que nós; rolou de novo;
- O ano terminou seguimos nossos caminhos, logo você apareceu na minha vida, eu senti por você algo que nunca havia sentindo por homem nenhum;
- Nos seus braços me sentia mulher, acreditei depois de nossa primeira vez que eu era hetera igual a todas;
- Nesses anos todos, sim e sem duvida alguma eu fui feliz e amei você, em todos os sentidos me sentia realizada como sua mulher; juro que é a mais pura verdade;
- Derrepente eu chego à casa de minha amiga, droga, ela estava sentada no sofá, novamente o destino nos colocou frente a frente;
- Tentamos fugir dos nossos sentimentos, quanto mais nos afastamos, mais próximas ficávamos; então rolou novamente, só que agora não tínhamos mais como negar que nosso destino é viver juntas;
- Por favor, perdoe-me, sei que traia sua confiança, sei que é muito difícil para você entender, mais difícil ainda pra você é seu ego ferido de perder sua mulher para uma mulher; juro que não sei o que eu faria se eu o perdesse para um homem...
- Essa é minha história, a verdade nua e crua; eu havia planejado um discurso de desculpas, diante de seu olhar acho que devo resumir no pedido de perdão, e agradecer você por todos esses anos de felicidade; um dia se você puder me perdoar, então serei feliz novamente;
Respirei fundo, puxei-a pra mim acreditando nas suas palavras beijei-lhe a testa e disse;
- Acho que o amor não tem fronteiras, nem regras, se sente feliz ao lado da pessoa que escolheu..., quem sou eu para me impor; claro que tu tenhas o direito de ser feliz; ao mesmo tempo tens por obrigação proteger quem mais te ama; como fará isso?
- Com você do meu lado, mole, mole, tá, sei como devo me comportar, juro que tomaremos todo o cuidado para não dar na pinta; seremos duas amigas em tempo integral; nada de amassos na rua ou qualquer outro tipo de manifestação sexual;
De certa forma nada mais eu podia fazer a não ficar ao lado dela;
- Eu sei que estou te impedido de ser você mesma; viver sua vida da maneira que achar melhor; vamos convir que o preconceito em relação a isso ainda é muito grande;
- Polemica sem fim, sou machista em relação a isso; minha concepção diz que todo o ser humano tem direito a sua opção sexual sem preconceitos por partes dos outros, desde que ele assuma sua real opção antes de ter uma família;
- Eu acredito nas suas palavras, na sua sinceridade, dou-te o direito de viver com a pessoa que escolheu, respeito-a como mulher, amiga e mãe; de joelhos eu te imploro não faça nossa menina sofrer, por favor?
Acredito sim na sua sinceridade;
- Há meu amor como eu ti amo, não sou digna de seu respeito, assim mesmo me faz me sentir uma pessoa amada e respeitada; não meu amor nossa linda filhinha nunca derramara uma só lagrima por minha escolha, eu te juro...
Cristina acorda e entra na sala coçando os olhos e nos vê abraçados; a mãe em roupas íntimas a faz deduzir que voltamos, com seu jeitinho nos pergunta;
- Mamãe e papai voltaram?
Meus olhos em lágrimas não podiam deixá-la acreditar, eu tinha que protegê-la; a joelhei-me diante dela, tentei dizer com palavras doces,
- Não meu amor; não voltamos; isso não quer dizer que nós não somos grandes amigos e sempre bem juntinho de você;
- Vamos nos mudar, dois apartamentos lindos, beira mar, prédio luxuoso, mamãe e amiga vão morar juntinhas a nós, sua tia Marliluce ficara no nosso apartamento; você não precisara se vestir e sair no corredor para abraçar mamãe, uma porta liga os dois apartamentos, em cada um deles haverá um quarto arrumadinho pra você;
Cristina esperta aos seus quatro anos,
- Papai, por que minha tia não mora com a mamãe mais amiga dela no mesmo apartamento?
- Você terá no nosso apartamento um quarto só para você, Marliluce e Junior, ficaram com o outro e papai no ultimo, afinal Junior é seu irmãozinho não é?
- Sim papai, eu vou adorar ter ele por perto; podemos fazer os deveres juntos jogar no computador onde eu sempre venço, vai ser legal...
- Que tal o café, depois de arrumada mamãe a deixa na escola...
- Papai, se o senhor puder me levar, eu prefiro ir com o senhor?
- Meu bebe esta zangada com a mamãe?
- Sabe papai na outra escola as pessoas falaram coisas da mamãe, machucaram-me, isso não é verdade é papai?
- Sim é verdade, verdade porque vivemos numa sociedade onde as pessoas não respeitam o direito das outras, não é verdade porque é um direito de sua mãe ser feliz;
- Papai, eu também ouvi falar que você e tia Marliluce viveram como marido e mulher, é verdade papai?
- Sim pode vir ser verdade, sua tia e eu precisamos de um tempo para termos certeza disso,
- Papai isso é certo?
- Vamos por eliminação, você gosta da tia Marliluce?
- Claro que sim papai!
- Sua mãe e eu seremos sempre grandes amigos, um dia alguém terá que assumir o lugar dela, por que não sua tia?
- Legal papai, mas estranho, uma hora minha tinha e depois minha mãe...
- Não, era sempre será sua tia Marliluce, assim como Junior sempre será seu irmão, não acha que pode dar certo?
- Acho que sim; papai quanto à mamãe é certo ela viver com uma mulher?
- Sim filha é certo, desde que elas não infrinjam as regras da sociedade;
- Não entendi nada do que disse papai; eu ouvi minha mãe e minha avó discutindo; minha avó disse que essa mulher é a responsável pela separação de vocês, e será a ruína dela, assim mesmo você concordada papai?
- Meu amor, vovó esta certa quando disse que essa mulher é responsável por nossa separação; mas está errada quando disse que essa mesma mulher será a ruína de sua mãe;
- Essa pessoa fará sua mãe feliz, ela merece nosso apoio, nosso respeito, merece também ser recebida em nossas vidas sem magoas;
- Filha olhe pra mamãe, acredite de coração, sua mãe nunca deixara de ser essa mulher maravilhosa, amiga, super mãenzona, então filha ela não merece uma chance de ser feliz?
- Mamãe se a senhora ainda me quiser levar a escola, eu vou ficar feliz...
- Com certeza meu amor, mamãe ta feliz com o perdão de sua filhinha amada...
Eu me virei ao ouvir soluços atrás de mim, minha sogra e meu sogro em prantos, minha sogra disse a Cristina.
– Vovó estava exaltada e falou um monte de besteira, papai disse tudo de maneira correta, vovó concorda com ele;
- Vovó também não encontra nenhuma palavra pra dizer que seu papai é maravilhoso e vovó o ama muito, você ajudaria vovó com um braço para convencer seu papai que ele é o maior?
- Melhor a gente não encher muito a bola dele, se não ele fica convencido, deixa assim com grande papai, quanto ao abraço ele sempre terá todos os dias...
Cristina puxou a mãe, sempre firme nas suas emoções; quanto a mim devo admitir, não fiz na além de minha obrigação;
Primeiro tinha que preparar minha filha para o que vinha pela frente e mesmo nessa situação vejo minha ex como uma grande mulher, amiga e super mãe; claro que não esta sendo fácil vê-la nos braços de uma mulher e ainda receber essa mulher no seio da família;
Sem demagogia, minha filha e minha ex merecem o sacrifício;




A Volta a Dolência.

Meses depois tudo aparentemente se encaixa nos seus devidos lugares; eu ainda não conhecia minha rival, embora ela já me conhecesse; sim ela mora com minha ex, chega tarde da noite do hospital onde exerce o cargo de médica cardiologista, por sinal excelente profissional.
Marliluce e eu ainda no banho Maria, rola sim, não assumindo o papel de marido e mulher oficialmente, ela por medo de ferir o filho, e eu ainda confuso sob um novo relacionamento serio;
As pessoas sabem ser más quando querem; claro que por mais cuidados que tomamos não dá para esconder o que rola nas nossas vidas, as butucas de alerta não perdem um só detalhe;
Minha ex e eu não temos como esconder que nosso casamento terminou; e claro que as vendo juntas deduziram; as piadas aqui e acolá são bisturis afiados que dilaceram sem dó e sem piedade,
Cristina é forte esconde as lágrimas, minha ex sofre com a situação, todo o esforço por parte da família sempre sobra um espinho solto em forma de cobrança...
Em outras palavras, famílias normais têm fuxicos, na minha, assunto é que não falta; risos pelas escadas, nos corredores, elevador onde as manifestações são claras, alguns chegam ao absurdo de se recusam entrarem com elas dentro...
Quanto a mim e Marliluce pegaram o bonde errado, Marliluce de santa nada tem, bota pra correr qualquer uma que insinue algo entre nós, ela deixa logo claro que ela manda no pedaço;
Um dia uma metida a bons costumes insinuou que o prédio não mais toleraria certos tipos de relacionamento no seu interior, e deixando claro a Marliluce que ela não era digna de ocupar um espaço no prédio por viver com o cunhado;
Ela respirou fundo diante da abelhuda com pose de madame; olhou-a de cima abaixo e disse;
- Quanto ao seu amante que a trás em casa todos os dias, a senhora largará o corno rico e viverá maritalmente com o Ricardão pé de chinelo?
Em outras palavras, próximo a ela silencio total; claro que isso não é importante, na verdade a situação foge dia após dia do nosso controle; o preconceito visível fere minha princesa; minha ex e sua companheira estão com planos de viver a sua vida assumindo sua relação publicamente;
Eu da minha parte torce por elas, claro que eu não estava preparado pra viver essa situação e as surpresas não param por ai...
Domingo pela manhã, eu acordo com uma mão conhecida alisando meu pênis, confundi com Marliluce e a puxei pra mim, sem resistência caiu ao meu lado na cama; quando eu ai beijá-la viu o rosto de minha ex, preparada para me receber como no passado;
Embora eu a desejasse muito o cheiro de sua companheira estava impregnado nela afastando-me;
Sorri e disse;
- O que faz aqui, sua companheira pode não entender?
- Ela sabe que tenho tesão por você, mas o assunto não é esse, claro se você não houvesse parado teria rolado; então quer conhecê-la?
- Tá bom assim, ela entra e sai, porque complicar...
- Você me prometeu, então?
- Vou tomar um banho e depois vou ao seu apartamento...
- Vamos agora!
- Preciso pelo menos me vestir!
- Lindo como sempre, pra que esconder isso tudo, vamos nessa...
Puxando-me pela mão me arrastou ao seu apartamento, na sala sua companheira de roupão sorri e diz.
“- Entendo por que não consegue resistir; simplesmente uma miragem..
Eu deveria sentir-me lisonjeado com o elogio, claro que vindo da mulher que está comendo minha ex não dá...
Olhando pra ela, não me era estranha, sem querer viajei no tempo;
Um dia com dois amigos, amigos do peito, aqueles amigos que quando te vê numa boa dão cobertura para o lance rolar numa boa; não aqueles urubus disfarçados de amigos que entram de cara na carniça estragando o lance;
Viajando no tempo cheguei aos meus dezesseis anos, numa dessas pequenas viagens que fazíamos com o time para jogar na cidade vizinha, cada um arcava com suas despesas e íamos de ônibus normal de viagem.
Nessa viagem de volta, meus dois amigos e eu viemos em pé no fim do ônibus que apanhava passageiro até sair da cidade e entrar na rodovia, aos poucos fomos ficando espremidos lá no fundo;
Um casal ficou na minha frente, no corredor apertado, ele de costa para ela e ela abraçada nas costas dele, o bumbum dela rosando em mim, vestidinho fino não impedia o contato com meu pênis ereto no seu rego;
Meus amigos fizeram barreira enquanto com a mão treinada ela tirou meu pênis para fora e encaixou no seu bumbum; no vai e vem do ônibus chegamos ao orgasmo enquanto ela mordia a orelha do companheiro;
Descemos e ela fez questão de me cumprimentar e me apresentar ao seu noivo; inventou um nome qualquer pra mim, eu correspondi; até esse momento nunca mais tínhamos nos vistos;
Agora ela estava diante de mim e comendo minha ex, destino traiçoeiro cobrou-me com juros.
Sorri e disse;
- Lembro-me de ter te conhecido você num desses fins de semanas que eu viajava para jogar com o time, ou estou enganado?
Ela sorrindo completou.
*- Como poderia esquecer, na minha adolescência buscava meu caminho, com certeza você me mostrou um novo horizonte e que horizonte;
- Pena que o destino nos separou; acredite por muitos domingos eu fiquei aguardando seu ônibus chegar à velha rodoviária, infelizmente você nunca mais desceu;
Minhas ex, pasma tentando entender, ela olhou para minha ex e contou.
*- Minha família me pressionava para conhecer um rapaz e ser mulher de verdade, um dia cedi, fiz uma tentativa, acompanhada de um Zé Mané entramos no ônibus, lá no fundo estava um garoto lindo que me chamou a atenção;
- Cá comigo, pra rolar tem que ser bom, aquele rostinho de anjo logo roçou em mim de um jeito que mexeu fundo comigo,
- Vi dois safados em volta dele que dariam cobertura, retirei seu pênis pra fora e o direcionei no meu bumbum;
- Menina que delicia, mas o garoto sumiu, outro nunca mais me atraiu; é foi o seu ex que desvirginou meu ânus...
Minha ex não parecia zangada, pelo contrario disse certa frase que me deixou preocupado;
- Droga, droga; agora estamos enroscados...
Sem entender a perguntei; - Como assim?
- Nós queremos ser mãe, ter um filho nosso...
Em tom cínico a respondi;
- Legal, constituir família é um sonho de todo casal, no caso de vocês acho que rola certa incompatibilidade para gerar uma criança...
- Sempre engraçadinho, a parte que faltava era você...
- Nós já tivemos uma linda menina, com certeza não teremos outra...
- Claro que não seria você e eu, se não, não seria nosso, digo, nosso, no sentido de nós duas, entendeu...
- Entendi, mas não entendi...
A companheira de minha ex descobriu-se do roupão; que miragem diante mim, sorriu e disse;
*– Com certeza me concederá o prazer de termos um lindo filho, pelos velhos tempos, por favor?
Eu até tentei dizer não, mas elas sabiam como quebrar minhas resistências; rolou e rolou a três, resultado um mês depois de elas se mudarem para o apartamento da companheira, elas me ligaram avisando que eu seria papai dos filhos que elas estavam esperando...
No dia, depois de rolar com as duas voltei ao meu apartamento e tomava banho quando Marliluce chegou;
Nos seus lindos olhinhos lágrimas diziam que eu não tinha como negar o que fiz; ela me olhou e disse.
- Vamos combinar que não tem como eu te deixar livre, então?
Eu sabia que era hora de escolher Marliluce ou perde-la pra sempre; puxei-a pra mim e disse;
- Tem que ser pra sempre e por completo, com fidelidade e tudo mais, tá pronta pra enfrentar o mundo ao meu lado?
- Prontíssima; fidelidade é meu sobrenome por você...
Junior puxando minhas calças...
*- Padrinho, essa que está beijando é minha mãe?
- Sim meu filho, sua mãe agora é minha esposa e eu sou seu novo pai, então tenho seu consentimento?
* - Com certeza papai!
Nossas vidas recomeçaram ali, a esperança renasceu das cinzas, três anos depois até onde meus olhos vêem, eu escolhi a mulher certa, fiel, apaixonada, do meu lado com certeza sou fiel; com exceção de minha ex e sua companheira, afinal tenho um casal de crianças para tomar conta...
- Essa é minha vida e minha historia, certo ou errado vou tocando como Deus quer;

Fim.



Sobre este texto

Loriz

Autor:

Publicação:3 de novembro de 2012 09:27

Gênero literário:Contos eróticos

Tema ou assunto:Casal

Compartilhe este conto erótico com seus amigos
Este texto foi lido 1.191 vezes desde sua publicação em 03/11/2012. Dados do Google Analytics

Comentários

Novo comentário

Os comentários serão moderados. Não serão aceitos comentários agressivos ao autor e/ou que divulguem sites comerciais. No campo nome só aceitaremos nome de pessoas. Se tiver interesse comercial Fale conosco para saber nossa política de publicidade.

Não há comentários até o momento. Seja o primeiro!

Deixe seu comentário abaixo

*Campos com esta marca são de preenchimento obrigatório.
*

Seu endereço de e-mail não será publicado

Mova o seu mouse para fechar essa ajuda.
*