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Do fundo do baú

O Cliente tem sempre Razão

Era uma época muito ruim para os negócios, os clientes desapareciam um após o outro, mal dava para pagar as contas, um estresse contínuo. Foi quando decidi mudar de vida, largar essa coisa de empresário, simplificar, sabe? Vendi a agência de viagens, demiti os funcionários, paguei as contas atrasadas, impostos, fornecedores, e não sobrou muita coisa. Vendo o dinheiro sumir, minha namorada também sumiu do mapa, saiu lá de casa, seu telefone foi desligado e sequer teve a decência de falar comigo, a ingrata. Tempos depois, enquanto ainda pensava no que fazer, foi que me veio a ideia da minha vida: montar um translado VIP de turistas, afinal, gente vinda de fora à trabalho ou à passeio é o que não falta no Rio.

Peguei os trocados que sobraram, fui à uma concessionária da zona sul e investi num carrão importado de luxo, uma SUV com todos os acessórios possíveis, do teto de vidro deslizante ao banco de couro, do som digital à direção elétrica assistida. Posso dizer que poucas vezes senti prazer igual ao de dirigir aquela máquina pala beira-mar, poucas mesmo. Parecia um navio deslizando pelo asfalto, sutil, obedecendo com docilidade a cada comando meu na direção. Com mais uma semana, já havia feito os contatos necessários em busca de clientes, ainda possuía bons amigos no meio de prestadores de serviços turísticos e a vida, pela primeira vez em muito tempo, parecia se ajeitar.

Comecei com pequenos trabalhos aqui e ali, a coisa foi crescendo, o carro fazia muito sucesso e os turistas gostavam do serviço. Eu aparecia bem vestido, usando os ternos que me sobraram da época de empresário, sabia inglês e espanhol, e para que começassem a me indicar clientes estrangeiros foi apenas questão de tempo. É claro que eu não ficaria rico assim, mas estava gostando muito de passar o dia dirigindo meu carro importado pelas ruas da cidade, mostrando seus pontos mais bonitos e os bares mais animados, além de poder conhecer pessoas até bem interessantes, vindas de toda parte. Só não imaginava ainda aonde esta ideia me levaria, e o verdadeiro potencial por trás dela...

Estamos num dia qualquer de janeiro, nem bem o relógio acusa sete da manhã e já estou no aeroporto vestindo um terno impecável. Coloco-me de pé ante a saída dos desembarques internacionais, nas mãos a plaquinha impressa que diz: Casal Potranca. Vejo as pessoas que vão passando pela portão, a maioria brasileiros voltando de férias e alguns poucos argentinos, como era de se esperar, pois a economia deles está uma droga, bem pior que a nossa. O movimento principal diminui, ainda espero por mais uma meia hora, chego mesmo a conferir aflito o número do voo, pois o prejuízo de um dia perdido mais o combustível até o Galeão seriam de amargar para um negócio que, como o meu, está apenas começando.

Por fim aparecem os dois, o casal Potranca. Ele é um bem mais baixo que a esposa, aloirado, barba curta, andar apressado, nervosinho, terno bem cortado, valise de couro numa mão e a outra puxando uma destas malas metálicas caríssimas. Ela vem ao lado dele, passos leves equilibrados elegantemente em saltos altíssimos, um vestido tomara-que-caia estampado de flores preso aos seios que desce até os tornozelos, cabelos negros e pele muito branca, sem malas nem nada além de uma larga bolsa de couro bege com detalhes em dourado de alguma destas marcas europeias famosas. Sua figura esguia contrasta com a do marido, troncudinho e com um princípio de barriga a se formar, já forçando os botões da camisa.

Recebo os dois com a presteza de praxe, sorrisos e cumprimentos, os guio até o carro. No caminho pela linha amarela, ele fala muito ao passo que ela, altiva, permanece quieta o tempo todo. O Sr. Potranca chega mesmo a irritar com sua voz rápida e rascante, observando como os brasileiros são traiçoeiros nos negócios, como a cidade está suja e mal cuidada, como as pessoas se vestem mal independentemente da classe social e outras cretinices do gênero. Olhando-os pelo retrovisor eu me limito a concordar com alguns acenos de cabeça, são os ossos do ofício e nunca se deve tratar mal os clientes. Está indo para um edifício no centro onde passará o dia em reuniões, eu acelero para chegar logo e me livrar do casal irritante.

Para minha surpresa, ao chegarmos ele salta, mas ela não. Há alguma discussão, ele diz ter me contratado pelo dia todo, pensando que eu ficaria levando a Sra. Potranca a passear para cima e para baixo até o voo de volta no final da tarde. Recolho os papéis, mostro-lhe como estava discriminado meu serviço. Ele não se importa, está impaciente, faz um gesto com a mão e me dá as costas, vai para suas reuniões e deixa a mulher plantada no banco de trás. Já ela, nem demonstrava sentimento algum, apenas olhava a discussão por atrás de uns óculos escuros enormes, como se não estivesse ali. Aquilo me subiu a cabeça, mas eu não podia brigar e deixar mal os contatos que me indicaram, afinal, o cliente tem sempre razão.

Vou dirigindo pela beira-mar lentamente, o ar condicionado aplacando o calor, ponho uma música suave e tento tranquilizar-me. Vejo pelo retrovisor que ela permanece impassível, olhando a vista pela janela enquanto cruzamos a aterro, passamos por Copacabana, Leblon, Ipanema e São Conrado. Sem destino certo apenas sigo adiante, e lá se vão a Barra e o Recreio. Quando já estamos no mirante da Prainha, estaciono em frente à vista do mar quebrando nas pedras. Merda de argentinos, sempre querendo levar a melhor em cima da gente, pensei. O cara é um idiota arrogante e me deixa a mulher aí, sentada, se dizer nada, para eu tomar conta. Eu devia era deixá-la aqui no quinto dos infernos para voltar a pé, isso sim.

Desço do carro ainda contrariado, com vontade de dar uns sopapos em alguém. Dou a volta, abro a porta de trás do outro lado e fico olhando a Sra. Potranca, que, apesar de tudo, não esboçava nenhuma reação e se mantinha bem confortável sentada no meu carrão com pose de madame. Agora, minha vontade era puxá-la pelos cabelos para fora e atirá-la do mirante para que se esborrachasse nas pedras lá em baixo. Respiro fundo uma e outra vez, repito mentalmente o mantra de que o cliente tem sempre razão, tentando me convencer a não fazer nenhuma loucura. Não sei por que cargas d’água, entrei e me sentei ao lado dela. E assim ficamos ali, calados, com o ar e a música, ambos fazendo de conta que o outro não existia.

Ouvindo a respiração sutil, quase imperceptível, da Sra. Potranca parecia que estava tudo muito bem. Só que não. À medida que o tempo foi passando, a minha ira só aumentava vendo aquela mulher estática. Deve ter sido a raiva, isso mesmo, a raiva foi a culpada de tudo. Cheguei ao meu limite e, quando isto acontece, não raciocínio direito, fico cego, sabe? Pois eu só lembro que desejava como nunca agredir, chocar, provocar alguma reação que fosse naquela mulher friamente irritante. Tudo se deu muito rápido, num piscar de olhos. Quando percebo, num acesso estou levando a mão em direção ao seu tomara-que-caia, agarro bem na altura dos seios e dou um tirão para baixo, deixando tudo acima de sua cintura à mostra.

Para minha surpresa, a gringa continua imóvel, as mãos cruzadas sobre o colo como se nada acontecera, o olhar perdido na paisagem lá fora. Vejo que era uma falsa magra, que sob o ajuste do vestido se escondia um poderoso par de seios muito brancos de auréolas negras que oscilavam pausadamente com a respiração de sua dona, emoldurados por um tronco afilado de costelas aparentes que diminuíam cada vez mais até conformar uma cintura delgada. Sentido o sangue ferver de raiva ante a inércia da Potranca, tive vontade de dar-lhe umas belas bofetadas até que ela gritasse por socorro. Só que não o fiz. Em lugar disso, apenas mergulhei minha cabeça em seus seios, colocando na boca tudo o que conseguia sugar deles.

Enquanto ela permanecia sentada sem emitir nenhum ruído eu fui tomando cada vez mais liberdades. Agora eu lhe chupava com vontade um dos seios, tinha o mamilo do outro apertado entre os dedos e, com a outra mão, já puxava por atrás o seu vestido cada vez mais para baixo. De tanto puxar com força, fiz o vestido descer mesmo com ela sentada e, na passagem pela cintura, arranquei junto sua calcinha, indo tudo parar nos tornozelos. Afasto a cabeça de seus seios, e vejo que está ali, nua, sentada, muda, mas algo constrangida. Sim, finalmente, uma reação, posso perceber que agora tem os ombros mais encolhidos e que tapa seu sexo com as mãos no colo. Mas era tarde demais, o sangue já me subira á cabeça.

Dou um tranco no traseiro, derrubo a Potranca de lado, em seguida a agarro pela cintura e deixo de quatro no banco do carrão. Apesar do quadril largo, dou-me conta que sua bunda é pequena e redonda, coisa que me agrada. Vejo que retornou à sua inércia de tal forma que nem sua respiração se percebe mais. Minha raiva triplica, dou uns tapas com a mão espalmada em suas nádegas até ficar vermelha. Nada, nem um suspiro sequer. Ponho a cara entre seus glúteos, lambo o grelo carnudo, enfio a língua em sua vagina. Como resultado, passa a mover-se lentamente, ensaiando rebolar, para um lado, para o outro, segue o comando de minha língua. Dou-lhe uma última chupada, afasto-me, percebo que sua coluna se arrepiou.

Permaneço alguns minutos olhando seu ânus minúsculo, provavelmente virgem, seu marido argentino-anão- cretino não devia andar por ali nunca. Pensar nele me dilata as veias das têmporas, sinto que minha cabeça vai estourar de ódio, minha respiração torna-se densa e pesada, acho que fico transtornado como nunca. Pela primeira vez a Potranca desvia o olhar da janela, me fita furtivamente, adivinho até mesmo um sorriso maroto por detrás daqueles óculos escuros enormes. Irrita-me mais ainda notar que está gostando. Madame muito filha de uma porca, eu queria castigá-la, puni-la, e não dar-lhe prazer ou satisfação. Tudo se obnubila diante de mim, sua bunda branca empinada, seus dentes grandes, a coluna de ossos saltados...

Não sei bem descrever o que se seguiu, acho que minha memória apagou propositalmente o horror que cometi. Tudo o que posso me lembrar é que, num acesso de furor, empurro sua nuca para baixo até esfregar o rosto da Potranca no assento e assim a mantenho, o que a faz estirar os joelhos e empinar mais ainda suas vergonhas. Quando ensaia dizer alguma coisa, dou-lhe uma cusparada em cheio no ânus, aproxime minha virilha do alvo e enfiei o membro com toda a força da minha raiva. Seu grito de dor foi tão sonoro, tão agudo, tão cortante, que imagino ter sido ouvido lá no centro, onde seu marido cornudo trabalhava. Vejo que se encurva com as unhas crispadas no estofado de couro, acelero mais ainda, não paro.

Quando volto à consciência já entardecia e a Potranca ainda está em transe, descabelada, cara melada de esperma, maquiagem borrada, meio chora, meio sorri, soluça, tudo enquanto engole meu membro com volúpia. Traz o sexo dilatado, todo encharcado, e o ânus em brasa. Entendo que acabou de gozar muito. Empurro-a para longe, ordeno que se componha. No trajeto de volta, vejo pelo retrovisor que veste-se devagar, limpa-se, maquia. Apanharmos o cretino do marido e rumamos para o aeroporto, ele sempre falante, ela sempre calada. Quando os deixo, ouço a única coisa que pronunciou naquele dia: mandou que me pagasse a diária cheia. Ele, a contragosto, obedeceu. Aceitei a grana, afinal, o cliente tem sempre razão.

Sobre este texto

Macho Alpha

Autor:

Publicação:27 de dezembro de 2013 21:13

Gênero literário:Contos eróticos

Tema ou assunto:Dia do Sexo

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Comentários

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  • Pacato Cidadão
    Postado porPacato Cidadãoem4 de janeiro de 2014 19:00

    Ótimo e divertido conto! Adorei!

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