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Le Sacre du Printemps

O silêncio era notório. Caminhava lentamente pelo corredor mas quando vi luz num dos camarins apressei ligeiramente o passo. O fio de luz surgia debaixo daquela porta, muito ténue. Era o meu camarim.
Tentei abrir a porta com o maior cuidado possível para não assustar quem quer que fosse que ali estivesse, mas fosse como fosse não estava à espera de ninguém. A porta deslizou e pude apenas ver uma silhueta feminina. A luz que emanava na sala era de uma vela, uma única vela.
Aquela mulher. Vestia uma camisa, aparente minha, e usava o meu chapéu. Nada mais lhe cobria o corpo, não que eu pudesse ver. O tecido largo na cintura fazia que com que se notassem as pernas descobertas. Dei um passo e logo ela, aquela mulher, respondeu virando-se e caminhando na minha direcção. Vinha decidida, sem deixar escapar uma palavra. Admirava-a. E era, era só mesmo a minha camisa branca que trazia. Tirou o chapéu e soltou o cabelo escuro que estava preso, sacudiu-o para um lado, depois para o outro. Era irresistível. A pele clara, deliciosa, olhos verdes. Aqueles seios. Notava-se as saliências dos mamilos sob a camisa.
Tocou-me no rosto. Senti a sua mão descer pelo meu pescoço até à nuca. Olhou-me nos olhos e nada disse. Estava quente ali. Ela era quente. Tirei o casaco e antes que o pudesse colocar sobre alguma cadeira ela jogou-se à camisa, a que eu tinha, pelo colarinho, apertando firmemente. Fiquei estático enquanto contemplava as suas mãos a desabotoarem cada um dos botões. As mãos delicadas, sugestivamente , escorregavam pelo meu corpo. Tirou-me a camisa e o casaco e atirou-os para onde não perturbassem. As mãos percorriam agora o meu abdómen, dirigindo-se avidamente até ao cinto das calças. Ficou por aí.
Virou-se de costas para mim e foi andando. Estava em frente a um dos vários espelhos do camarim. Fez sinal para que me juntasse a ela. E fui, mas não com demasiada calma. Agarrei-a pelo quadril com força, atrás dela. Via o nosso reflexo, ela tinha na face a pura expressão de luxúria. Quando ameaçou começar a desabotoar o que vestia segurei-lhe as mãos, impedi-a. Queria ser eu fazê-lo, a ter o prazer de desvendar aquele corpo. As mãos dela pus perto do cinto, onde haviam parado. Ela podia parecer descontraída mas não conteve a surpresa. Ela sentia-me, talvez mais do que pensara sentir.
Desviei o seu cabelo para um dos seus ombros. Apreciei mais correctamente a sua figura. Beijei-lhe o pescoço várias vezes. Ela fechava os olhos no seu deleite. Visto que a camisa era minha não achei mal tocá-la. A ela e àquela mulher. Apertei os seus seios firmes quando passei por eles. Aproximei-me do pescoço dela novamente mas desta vez só para inalar o seu perfume afrodisíaco.
Ela virou-se de frente para mim, rápida como uma raposa. As pupilas estavam dilatadas e não era só pela luz fraca da vela. Aquela mulher olhava para mim de uma forma… Humedeceu os lábios com a língua e depois mordeu a parte inferior ligeiramente. O desejo. Beijei-a. Completava-me, envolvia-me. Fez-me imaginar o que mais poderia ela fazer com aquela boca doce. Não me controlei, não quis. Quando os lábios se separaram mordia no pescoço enquanto a agarrava pelos ombros. Apenas suspirou com prazer notável. Voltando ao estado consciente lembrei-me de a despir mas antes, lambi-lhe os mamilos arrebitados. Ela estremeceu.
O último botão tornou-a totalmente livre. As curvas expostas, nua, toda ela, irradiava vontade. Estava nua à minha frente, como uma deusa grega, digna dos meus melhores sonhos. Não resisti a experimentar o sabor de cada centímetro que me fosse permitido tocar. Beijei-a de alto a baixo. Os meus dedos tocaram a sua pele com cuidado mas ela não queria cuidado. Ela queria sexo.
Ajoelhou-se diante de mim. Aquela boca. Fiz questão de despachar a roupa que me restava mas tive azar. Não sei se me reprimiu ou se acabou por me recompensar. Beijou-me ainda por cima das calças, tão quente que só me fez desejar mais a sua boca. A garganta. Abriu o fecho das calças, tirou-mas. Acabei por ficar só de boxers. Ela olhava para mim determinada e eu alternava entre tentar prestar atenção nos seus olhos maliciosos e admirar aquelas mãos a puxarem a minha última peça de roupa, lentamente. Ela gostou de manter a tensão mas não se opôs a lamber-me a glande do meu caralho molhado. Agarrou-o com as duas mãos, apertou-o até o sentir pulsar. Segurei-lhe os cabelos. Não quis ser indelicado, não foi preciso. Queria mais e ela sabia que eu queria. Ia torturar-me o necessário para se sentir satisfeita.
Relutante enfiou-me o pau na boca até não poder mais, de uma só vez. Depois tirou-o rapidamente. Lubrificado pela sua saliva, deslizava melhor nas mãos, as duas como a mesma habilidade. Enquanto me masturbava lambia também a cabeça, roçava a língua na parte mais sensível. Alterava os padrões de beijos e lambidas, surpreendia-me a cada movimento. Pôs as mãos no chão, e, de quatro, lambeu-me dos testículos à glande. Não aguentaria muito mais…
Levantou-se. Havia quatro espelhos na sala, um em cada parede. Peguei-a ao colo e pousei-a numa mesa que ficava em frente a um desses espelhos. Ela sentou-se com as pernas levemente abertas a pender, e com um sorriso convidativo. Abracei-a, senti o seu coração acelerado. Ela beijou-me o pescoço e mordeu-me quando lhe puxei o quadril para a ponta da mesa, assustei-a. Ao olharmos para o espelho ao lado, admirámos os nossos corpos sobrepostos, estava entre as suas coxas, que segurava com ambas as mãos. Pus-lhe os tornozelos nos meus ombros e aproximei-lhe mais para beijar-lhe os seios, chupei-lhe os mamilos rosados. Desci com a língua pelo seu corpo lentamente, ao mesmo tempo que deixava escorregar as mãos por entre as suas pernas.
Ajoelhei-me. Afastei um pouco mais as pernas lisas como seda. Passei a língua pela parte interior de uma das coxas, depois fiz o mesmo com a outra, até chegar-lhe aos lábios encharcados. Lambi a ponta do clitóris molhado, desviei os pequenos lábios para poder chupá-lo todo. Olhei para ela ao enfiar, calmamente, um dedo e logo em seguida outro. Ela gemeu baixinho como quem pede mais. Mordi-lhe levemente o os lábios vaginais ao enfiar-lhe o terceiro dedo. Esfregava suavemente, mas não devagar, o polegar no clitóris e ela, de olhos fechados, gemia num ritmo cada vez mais acelerado. Sentia-me tão excitado quanto ela. Com a outra mão segurava-lhe um dos seios. Aumentei a velocidade. Enfiei-lhe mais um dedo. E como ela gemia… só a ouvi assim. Uma voz extremamente excitante. O seu líquido escorria-me pelos dedos, cada vez mais abundante. Voltei a lamber-lhe o clitóris inchado, substituindo o seu dedo que o esfregava ao mesmo ritmo que os meus dedos a invadiam por dentro.
Ela empurrou-me e, com força, jogou-me ao chão. Pulou para cima de mim, selvagem. Beijou-me o corpo todo mas não perdeu muito tempo com isso. Exactamente acima do caralho estava ela, escaldante e tão molhada… Teria certeza que ela se viria nas minhas mãos momentos antes mas essa ideia rapidamente se desvaneceu quando ela segurou com firmeza no meu pau e deslizou a glande pelos seus lábios. Penetrei-a à sua vontade, deixei-a satisfazer-se como quisesse. O ângulo fazia com que a sentisse ainda mais apertada. Escorregava cada vez mais depressa, se ela não parasse vinha-me só por vê-la por cima de mim a ter todo aquele prazer. Gemia alto aliás, tanto me excitava ouvi-la quanto senti-la quente a envolver-me.
Subitamente saiu de cima de mim. Chupou-me o pau todo uma só vez, ficando com o sabor dos nossos fluídos nos lábios, beijou-me apaixonadamente e levantou-se. Apoiou-se com os antebraços em cima da mesa e empinou o rabo para mim. Levantei-me logo de seguida e não posso dizer que não me agradou ter a completa visão de um rabo, que dava vontade de atacar violentamente, e poder continuar a vê-la gemer a cada penetração. Lá estava o espelho que reflectia a imagem dela a vibrar cada vez que sentia o meu caralho mais fundo. Enfiava-o com força, puxava-lhe os cabelos. Estava quase a vir-se. Apertei-lhe o pescoço com uma mão enquanto que com a outra esforçava-me para masturbá-la e ainda manter o ritmo. Ela gritava em puro êxtase, foda-se, gemia alto. Gemia com ela. O clímax é era inevitável, para ambos. Dei-lhe tudo o que tinha. Os músculos contraídos. Suávamos como animais.
Enchi-a de porra, ainda penetrando-a profundamente. Desacelerámos. Ela tentava controlar a respiração, mal se aguentava de pé, por isso, deitei-a na mesa. Ofegante, toda ela pulsava com o orgasmo ainda no corpo. Afastei o cabelo do seu rosto, beijei-a suavemente e afastei-me para me vestir. Ela levantou-se de repente, com as últimas energias. Enquanto arrumava as minhas coisas, as que tinha deixado no camarim antes do concerto, pude perceber que não havia mais roupa que não a minha. E foi assim que a ouvi falar pela primeira vez:
- Ficou claro nos nossos ensaios que todos os actores da Sagração da Primavera não usariam figurino algum no espectáculo. – Disse ela como se fosse a coisa mais natural do mundo.
- Estava no fosso da orquestra, foi uma pena não te ter visto a actuar...assim. Mas por acaso tencionavas ir nua para casa a estas horas? É tarde…e mesmo que fosse cedo. – Disse-lhe.
- Levas-me a casa? – Perguntou-me.
- Podes vir embrulhada no sobretudo. Já decidimos onde ficas, se na tua casa ou na minha. – Respondi.
Apaguei a vela e saímos.

Sobre este texto

maggieg

Autor:

Publicação:22 de junho de 2013 16:35

Gênero literário:Contos eróticos

Tema ou assunto:Casal

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Comentários

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  • Luana Mendes
    Postado porLuana Mendesem24 de junho de 2013 09:59

    Uau, que texto! delicioso, romântico, poético. Adorei. Ósculos eróticos

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