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A Bela e o Bicho-do-mato

A BELA E O BICHO-DO-MATO

Noêmia é a cantora e modelo mais balada do momento, com apenas 23 anos, ela atingiu o auge em sua curtíssima carreira, graças ao seu talento extraordinário como cantora e uma voz que a todos encanta e a sua beleza, que faz os homens, e ate as mulheres, ficarem de boca aberta, em sua presença.
Noêmia adora estar na crista da onda, mas o sucesso, além de lhe proporcionar uma fortuna respeitável, também cobra dividendos pesados. A garota não tem mais tempo de viver para si mesma. É uma quantidade enorme de shows por todas as principais cidades do país, entremeados de gravações de comerciais e alguns desfile de moda íntima.
Ainda por cima a mídia não lhe dá um minuto de descanso. Se cumprimentar um amigo, logo no dia seguinte, as manchetes estampam – Noêmia esta de namoro com fulano e assim por diante. Tudo o que ela faz ou deixa de fazer é motivo de fofocas. Tudo isso esta sendo demais para uma moça, que começou a virar estrela com apenas 16 anos.
Tudo o que faz é orientado por um staff enorme, agentes, secretárias, relações públicas, seguranças. Um mundão de assessores a cerca, que às vezes ela nem sabe qual a função de cada um. Mas extremamente vaidosa, adora seu modo de vida e mesmo sem notar, foi se tornando uma dondoca, uma princesinha paparicada e atendida em seus mínimos desejos por todos que a rodeavam. Até para beber um simples copo d’água, era só dizer que estava com sede e imediatamente uma jarra com água lhe era servida.
Mas em contrapartida, a “forçavam” a exercer uma agenda estafante de contratos. O excesso de atividades empreendidas por Noêmia, que se deixava levar, na onda da tempestade, cobrou seus tributos e, em uma noite, no meio de uma apresentação, num teatro da capital, Noêmia apagou. Simplesmente apagou... Parou no nomeio, de belíssima música que estava cantando , levou as mãos à cabeça e caiu desmaiada no meio do palco, fazendo com que centenas de expectadores se levantassem assustados.
Levada para uma clínica particular, Noêmia só recobrou os sentidos, muitas horas depois. Ficou internada por dois dias, pois seus médicos queriam a submeter a uma serie de exames. Os resultados dos tais exames não podiam ser piores. Ela estava num estado de estafa muito avançado, tanto físico como mental.
Mesmo contra a vontade de seus agentes, se viu obrigada a interromper suas apresentações, já programadas e seguir para uma estação de repouso, obrigados por dona Alice, que fez valer sua autoridade de mãe, que seguiu os conselhos médicos.
Mas mesmo neste estado de saúde, um verdadeiro batalhão de repórteres e fotógrafos, não lhe dava um minuto de trégua, principalmente os paparazzos. Nestas condições, foi organizada, por seus assessores, uma espécie de “fuga”, onde Noêmia seria levada para uma casa de repouso, onde deveria passar algumas semanas, em recuperação, longe de tudo e de todos, principalmente da mídia, e dos paparazzos.
Um helicóptero a esperava, no heliporto da clinica, sendo informado à imprensa que a famosa garota estava indo para sua mansão nas cercanias da cidade. Uma verdadeira multidão para lá se dirigiu, com alguns paparazzos, se “infiltrando” pelos jardins da residência. O aparelho, com Noêmia a bordo e duas assessoras mais íntimas, suas amigas, estava seguindo, na verdade, para uma casa de repouso em outro estado. Dona Alice e duas secretárias já lá estavam, pois tinham preparado tudo para receber a moça.
Mas o helicóptero jamais chegou e somente depois de algumas semanas, a equipe de busca, conseguiu localizar os destroços do aparelho, completamente destruído e com todos os passageiros carbonizados e em adiantado estado de decomposição. Os restos do helicóptero estavam espalhados em uma grande área, tudo indicando que ele sofreu explosão, quando ainda no ar. Igualmente, os passageiros, localizados em área ainda maior, alguns já servindo de alimento para as aves de rapina. A trágica morte de Noêmia, no auge da fama, ainda tão jovem, chocou profundamente toda a nação e a legião de fãs e admiradores por todo o país.

Zé do burro estava seguindo pela caatinga, na boleia de sua pequena carroça, muito contrariado, pois já se fazia noite e ainda faltava muito para chegar a sua choupana. Ermitão por preferencia vivia sozinho longe de tudo e de todos, isolado no sertão sem fim. Rude e extremamente ignorante, o caboclo odiava a presença de outras pessoas e só ia à vila mais próxima, a cinco horas de boa caminhada, quando necessitava comprar alguns mantimentos, principalmente farinha e carne de sol, sal, açúcar, café e a sua bebida preferida, uma boa cachaça.
Ao longe, ao lado de uns arbustos, Zé viu alguma coisa que não se enquadrava no ambiente seco e árido do sertão. Devido a pouca luz da noite, curioso fez seu burrinho se desvia da trilha e foi ver do que se tratava. Ficou surpreso ao ver que era uma espécie de banco, cadeira ou coisa parecida, na cor marrom forte. Aproximou-se, logo pensando em fazer algum proveito do achado, mas deu um tremendo pulo para trás, ao ver que, toda envolvida pelo banco, estava uma pessoa. – Que porra é essa? Ressabiado, examinou mais de perto o corpo imóvel e então percebeu que era uma mulher, que apresentava diversos ferimentos, com sangramento em muito deles. – Uma mué defunta! Cume é que essa desgraceira veu parar aqui? – Vo é imbora, não quero saber di increnca pro meu lado! Algum cristão quis si livrar da fulaninha e deixou aqui, di modo servir di comida pra carcarás!
Zé de burro tratou de sair bem rápido dali, pois aquilo não era assunto dele, mas quando estava se afastando, escutou um gemido vindo da mulher moribunda. – Puta que pariu, a defunta não tá defunta! E agora seu Zé? Vo pra casa e faço de conta qui não vi nada, ou acudo a pobre coitada?
Zé do burro era um cara de mente muita abrutalhada, sem nenhum sentido de comiseração por terceiros, pois nascido e criado no sertão, assim foi moldado, pela dureza do meio, onde pela sobrevivência cada um dependia apenas dos seus próprios esforços. Mas apesar de tudo era um simplório e de certo modo tinha o seu próprio sentido de justiça e resolveu retornar e ajudar a pobre infeliz.

Noêmia, não teve muita noção do que estava acontecendo, pois estava dormindo no banco do helicóptero, na parte de trás. Só sentiu que estavam girando, completamente sem controle e que todos gritavam desesperados. Num relance viu o chão se aproximar e depois uma primeira explosão e a cauda do aparelho se desprender... E o mais assustador, ela estava presa ao banco na cauda que caiu com grande estrondo, contra uns arbustos.
Noêmia antes de apagar, ainda pode perceber uma tremenda explosão e pedaços do aparelho, fumegantes caírem em muitos estilhaços. Algum tempo depois, sentindo dores terríveis por todo o corpo, ela recobrou a consciência e pode ver ao longe, algumas colunas de fumaça. Pressentiu no mesmo instante, que suas duas amigas estavam mortas e em pânico tentou se livrar dos cintos que a prendia no banco, mas logo voltou a perder a consciência.
Quando acordou, gemendo de dor, percebeu que estava deitada em um estrado de madeira, sobre um colchão de capim, que fedia mais do que um gambá. Tentou se levantar, mas se sentiu impossibilitada, com o corpo doendo muito. Noêmia tinha fraturado as duas pernas bem abaixo dos joelhos e o braço direito e, o rude caboclo conhecedor da medicina dos homens do campo, tinha imobilizado suas fraturas com talas improvisadas de madeira, dando graças por não serem fraturas expostas. No ferimento da testa, apenas lavou com cachaça e sal e a enfaixou, usando pedaços de seu próprio vestido. Muito fraca com a perda de sangue, Noêmia ficou muitos dias ardentes em febre alta. Zé não sabia mais o que fazer para ajudar a pobre coitada. Não podia a deixar sozinha e ir até a vila, buscar socorro, pois seriam muitas horas entre ida e vinda. Nas condições atuais ela não suportaria viajar tanto tempo dentro de sua carroça, pois o seu burrinho era muito velho e lento.
Resolveu então, deixar que o bom Deus, trouxesse alívio a mué, de modi que ele pudesse a levar a coitadinha até a vila. Mas a diaba, nem o nome sabia e nem se lembrava de como foi parar tão machucada no meio da caatinga, tão longe do mundo. Semanas foram passando e Noêmia foi melhorando dos seus ferimentos, nem sabe como, mas caminhava com muita dificuldade, apoiada em muletas, que o Zé tinha improvisado par ela.
Ele sem nenhum tato aventou a ideia de que ela podia ser mulher de algum sujeito e, que por qualquer motivo, ele quis se livrar dela e a deixou ferida no meio do sertão, pensando que estava morta. Sem poder conceber outras possibilidades, a mente debilitada dela, aceitou a ideia como viável. O tempo foi passando e Zé, o pobre ermitão, foi se apaixonando pela bela moça, só estranhando que ela, apesar de já estar perfeitamente apta, não sabia fazer nada dentro da choupana. Ele logo imaginou que fora por isso que o antigo dono dela quis se livrar da inábil mulher.
Mas Zé do burro, não se importando com a desajeitada rapariga a paparicava em tudo. Noêmia passou a apreciar o carinho e a atenção que ele lhe dispensava e não tendo a menor ideia de quem era, pediu para ficar ali na choupana, junto com ele, pois tinha medo do que poderia encontrar longe dali. Não o repeliu quando ele, apaixonado, passou a lhe acariciar o corpo que sedento de sexo, correspondeu com igual paixão. Não que ela tivesse amor pelo abrutalhado caboclo, mas o sexo com ele era demasiadamente gostoso, pois a brutalidade com que ele a fodia a fazia enlouquecer de tanto gozar. Zé que só fazia sexo, com suas cabritas e que nunca tinha fodido uma mulher, não sabia como agir e desta maneira, usava de extrema violência quando fazia sexo com ela.
Noêmia, a delicada e meiga filha de dona Alice, que o país todo tinha como sua namoradinha e que até o momento de sua “morte” só tinha feito sexo com alguns carinhas, que a tratavam como se fosse um delicado bibelô, a possuindo somente no estilo papai-e-mamãe, agora ficava enlouquecida com o “seu homem” usando de enorme brutalidade quando a fodia.
Seis meses depois, Noêmia engravidou, mas devido às péssimas condições em que viviam, ela abortou, logo no inicio da gravidez. Zé do burro então resolveu se mudar para vila, para dar um pouco mais de conforto para a sua mulher. Ele vendeu suas cabritas e comprou uma pequena casinha, onde passou viver com a sua amada. Na pequena vila, a surpresa foi geral, pois ninguém conhecia a bela e jovem mulher do Zé. Um ano e meio se passou, com Noêmia, agora apaixonada pelo seu homem e pelo modo selvagem com que ela a possuía, virou figurinha importante na vila. Mesmo não tendo nenhuma lembrança do seu passado, era a pessoal mais inteligente dentro os 3oo e poucos habitantes, sabendo ler e escrever com desenvoltura, passou a redigir e ler as cartas, que os habitantes recebiam e/ou remetiam para seus parentes que moravam em outras cidades e até em outros estados.
Alguns meses depois, uma equipe do IBGE, chegou até a vila, encarregada que foi para fazer o levantamento censitário dos moradores, para o censo geral que o Instituto estava realizando. Pensando que só encontrar ali, gente analfabeta ou com pouca instrução A equipe ficou extremante surpresa ao entrar em contato com Noêmia. Moça de rara beleza, que sabia se expressar corretamente, ler e escrever com desenvoltura. Quando foram colher seus dados para o seu registro, ficaram de boca aberta, pois ela não sabia o seu nome, sendo conhecida apenas como “a mulher do Zé”, não sabia sua idade e muito menos onde nascera, enfim não sabia de nada a respeito de sua identidade, pois não tinha nenhuma espécie de documento.
Curiosas, as duas universitárias, que a entrevistavam, foram até o marido dela, o Zé do burro, e o questionaram, querendo saber como ele conheceu a moça. Zé então, sem emitir nenhum detalhe, descreveu para as mocinhas, as circunstâncias em que a encontrou, no meio da caatinga, quase a morte. Elas logo souberam que a mulher dele, fora vítima de alguma espécie de acidente e que pelas suas caraterísticas físicas e intelectuais, não era desta região. Resolveram então colher as impressões digitais de Noêmia e junto com algumas fotografias que tiraram, levar para a sua regional na capital do estado. A historia da bela mulher, com amnésia total, morando numa pequena vila do interior do Nordeste brasileiro, despertou o interesse de alguns funcionários do órgão, que resolveram descobrir quem era a desconhecida. Mas foi através das impressões digitais da jovem, que a charada foi desvendada. A Policia Federal tinha os registros digitais de Noêmia, possuidora de passaporte emitida há pouco tempo atrás.
Quando viram de quem se tratava não puderam acreditar, pois a famosa Noêmia, a jovem de tanta sucesso, tinha morrido em um trágico acidente de helicóptero, há dois anos. Mas de uma coisa eles tinham certeza, as impressões digitais, não mentem jamais. Então o que deveria estar errado era o anúncio de sua morte. A famosa e amada artista, que todos choraram quando de sua morte, estava viva e morando em uma pequeníssima vila situada no sertão do nosso nordeste, não sabendo quem era e o mais incrível, companheira de um matuto da região,que a encontrou à morte na caatinga.
Homens habituados a desvendar charadas, logo desvendaram todo o mistério da “morte” De Noêmia. Acontecimento tão espetacular, logo vazou para a grande mídia, por meio das tais “fontes”. Foi aquele estardalhaço tremendo, com repercussão até na imprensa estrangeira. A mãe e os familiares, ao verem o retrato de Noêmia, publicados nos jornais, apesar das muitas diferenças na fisionomia, logo a reconheceram. Dona Alice teve um choque tão grande, que necessitou de atendimento médico, tal o seu estado emocional.
A pequena vila, logo foi invadida por uma enorme multidão, de repórteres e de simples curiosos e uma legião de fãs da estrela, que tal a Fênix, ressurgia das cinzas. Completamente aturdida e tomada pelos acontecimentos, Noêmia não teve nenhuma iniciativa e logo foi levada para a sua cidade e internada na mesma clinica de 2 anos atrás. Separada de Zé do Burro tão abruptamente, se deixou conduzir e nem a sua querida mãe, pode reconhecer.
Zé do burro sabia que isso poderia acontecer, mas sofreu enormemente ao ficar “viúvo” da sua querida mulher e retornou para a sua cabana, no meio do sertão, novamente longe de tudo e de todos.
Três anos depois de sua “morte”, Noêmia voltou ao estrelato, agora mais famosa do que nunca e com a sua antiga beleza e talento a brilhar como nunca. Mas jamais pode esquecer o seu homem do sertão, o abrutalhado Zé do burro, que a levava a loucura quando a possuía, com a brutalidade de um animal.
Agora Noêmia já não permitia aos seus agentes, agenda tão cheia como antes, tinha noção que precisava viver um pouco para ela mesma, e não apenas para os seus fãs. Exigia tirar férias, de 6 em 6 meses, quando desaparecia dos olhos da mídia, misteriosamente.
Noêmia, por 30 dias, voltava a viver, como uma completa desconhecida, o sexo animal e descontrolado nos braços do seu homem, do seu “Bicho-do-mato”, lá na isolada cabana, perdida no meio da caatinga.
FIM

Sobre este texto

Marcela

Autor:

Publicação:20 de julho de 2014 02:12

Gênero literário:Contos eróticos

Tema ou assunto:Fetiches

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