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A Mentira pernas curtas e é impiedosa - completo

A Mentira pernas curtas e é impiedosa - completo
A Mentira tem pernas curtas e é impiedosa – Completo

(Esta é a versão completa, consolidando as partes 1, 2 e a parte final deste conto)

Meu nome é Marly, tenho 16 anos e sou uma garota muito estudiosa, mas um pouco sapeca, e desmiolada. O que deixa meus pais aborrecidos e preocupados. Mas como só tiro ótimas notas e estou até adiantada um ano, em meus estudos, eles perdoam as minhas peraltices. Lá no colégio sou muito popular, principalmente entre os rapazes. Sem falsa modéstia, todos me consideram muito bonita e “gostosa”, como eles costumam me chamar.... “Marly a gostosa”. Sou, também, muito vaidosa, adoro este apelido e até os incentivos, usando roupas provocantes. Não namoro nenhum deles em particular, mas prefiro a companhia dos rapazes, à estar com as meninas.
Constantemente eu costumava fazer passeios com uma turminha... só de rapazes, pois eles adoravam a minha companhia. Nestas ocasiões, eles eram sempre muito gentis comigo e me cobriam de mimo e jamais passaram dos limites. Eu me sentia uma rainha, no meio deles e pouco a pouco fui me acostumando a fazer passeios mais longos. É lógico que, nestes meus passeios, eu sempre dizia lá em casa, que o grupo era, na maioria, de meninas, pois se soubessem que eu costumava passear, sozinha, com cinco ou seis rapazes, eles me proibiriam de sair.
Nas férias de meio de ano, fiquei um pouco acabrunhada, pois meus passeios com os meninos, ficaram muito mais difíceis, pois a maioria saiu da cidade, por motivos diversos. Queria passar uns dias no sítio do vovô, mas nem isto pude fazer, meus pais estavam por demais ocupados, trabalhando na sua pequena fábrica de confecções, e não poderiam me levar. Minha tristeza não deixou de ser notada por mamãe e papai e eles me prometeram, que tão logo o serviço permitisse, me levariam para o sitio. Mas na fabriqueta, não parava de chegar encomendas e cada vez mais eles se ocupavam em atender tanta demanda. Fiquei relegada a segundo plano.
Até que numa quarta-feira, recebi uma ligação de Eduardo, um rapaz de vinte e dois anos, um cara muito simpático, mas com idade muito acima, dos demais garotos que eu saía, inclusive, ele só acompanhou o nosso grupo, uma vez. Estava a me convidar para passar uns dias na casa de campo de seus pais...chamei também uns meninos da nossa escola e vamos todos. Sei que você gosta de estar com a gente, portanto a estou convidando. – Você tá maluco, Eduardo! Como poderei sair de casa e passar alguns dias na tua casa? Meus pais não deixariam de jeito nenhum! – Não... garota, não é na minha casa, é na casa dos meus pais e depois não estaremos sozinhos, a turma toda vai estar lá, vamos nos divertir bastante. Minha prima Esther, também vai junto e tomará conta, bem direito de você. – Palhaço! Eu não necessito que nenhuma menina tome conta de mim! Quem é esta tua prima Esther... é da nossa escola? – Não, é não…ela já está formada, é tem 24 anos.
Estou louca para aceitar o teu convite cara...mas mamãe e papai não vão deixar! – Marly, e se eu dar um jeito para eles te deixarem ir... você aceita? – Não sei como você poderá fazer isso, Eduardo! – Vamos usar de um pequeno artifício, para os convencer! Será uma mentirinha boba, que não vai prejudicar ninguém. Mas vamos necessitar da tua inteira colaboração! – Tá certo, cara, desembuche logo este teu plano! – É o seguinte, você irá passar uns dias na casa de campo da tua professora de física, com a família dela. – Ela vai ligar, hoje à noite, para a tua casa, a convidando, você pedirá permissão aos seus pais e passará a ligação para eles. A tua professora, fara o resto, ela os convencerá... e pronto, você tem a tua autorização! - Teu plano é muito besta...eu não tenho nenhuma professora, que me fará tal convite. – Tem sim, garota... Esther fará a ligação... ela bancará ser a tua professora! – Não sei... não costumo mentir para os meus pais! – certo, vou desligar e deixar você aí, a mofar em casa... enquanto nós iremos nos divertir…até outra vez, Marly. – Espere cara, não desligue...pensando melhor, vou aceitar o teu convite!
Tudo foi realizado, como o combinado. Esther fez a ligação e eu atendi, a achando muito simpática, pelo telefone. – Olhe meu anjinho...Eduardo, me falou de você e todo o plano para burlar os teus pais... achei fantástica a ideia de vocês. Vamos continuar com o nosso teatrinho, conforme o tratado. Depois de muito ponderar, meus pais me deram a tal autorização, para que passasse uns dias na casa de minha simpática professora.
Na sexta-feira, bem cedinho, Marly já estava com a mala pronta, a espera da sua “professora! Que ficou de buscá-la de carro. Seus pais, antes de irem para a fábrica, também estavam a espera, pois queriam conhecer a tal professora. Deu oito horas, nove horas, e nada da professora! Seus pais já estavam ansiosos, pois tinham de ir para o escritório. O telefone tocou e era Esther, informando que o seu carro estava em uma oficina a sofrer revisão, e que ela iria se atrasar... mas que preferia assim, pois seriam algumas horas de estrada e a segurança devia vir em primeiro lugar. Seus pais, concordaram com ela e ficaram satisfeito, pois a “professora” estava se mostrando ser uma pessoa muito responsável. – Querida não se esqueça de ligar para a mamãe! Eu te amo muito e sei que vais ter juízo, nestes dias...dê nossas lembranças a tua professora. – Pode deixar mamãe, minha professora é uma pessoa muito legal e gosta muito de mim. Resolveram então, não perder mais tempo e foram trabalhar.
A mentira tem pernas curtas e é impiedosa com o mentiroso, como eu iria aprender brevemente,
Tão logo o carro deles dobrou a esquina, um outro veículo encostou, mas com os vidros escuros, não pude saber quem estava lá. A porta dianteira se abriu e ouvi, uma melodiosa voz me chamar. – Venha cá, Marly, entre logo...sou Esther, tua “professora”, vamos embora! Minha surpresa foi enorme, pois eu já estava disposta a esperar um bom tempo por ela... no entanto, nem um minuto. – Mas você disse que estava com o carro na oficina!!! – Que nada, garota...eu inventei tudo...não queria que teus pais me vissem... pois posso parecer tudo, menos uma professora de física. Realmente ela tinha razão...Esther é uma belíssima loira, com lábios carnudos e corpo escultural. Estava vestindo uma blusa, com um generoso decote, deixando entrever magníficos seios e com um shortinho de tecido fino, justo e muito curto, mostrando um par de coxas espetaculares. Fiquei de boca aberta e estonteada, esperava tudo, menos que Esther fosse aquela beldade toda, e ainda por cima com aquelas roupas! Se papai a visse, tenho certeza que ficaria babando e mamãe inventaria qualquer desculpa para me impedir de ir e muito menos, de passar tantos dias com aquela mulher.
Entrei no carro, com um pouquinho de receio... achando que Eduardo não tinha me falado toda a verdade, alguma coisa não estava me cheirando bem. Mas já que estava ali, não tinha mais como recuar. Entrei no carro e ela partiu como se estivesse numa competição de arrancada. – Nossa Esther, não necessita correr tanto! – Fique quietinha, docinho...este é o meu jeito de dirigir. Eu não conseguia parar de olhar para ela e ela notou e sem nenhum embaraço. – O que você está tanto me olhando, querida? – Pega no fraga, fiquei sem saber o que responder. - não é nada...é que você é tão, tão..., mas Esther me interrompeu. – Sei porque me olhas assim.... Você está me achando gostosa, não é menina? – Podes falar a verdade! Pois sei que atraio tantos os homens como as mulheres! –Não é nada disso Esther... é que eu não esperava…você realmente é muito bonita!
– Podes falar, Marly... não tenhas medo... sou muito espalhafatosa, não é isso? Mas você também não fica atrás...O Eduardo me disse que os meninos a apelidaram de “Marly a gostosa” – É exagero deles...perto de você, não sou nada disso. – Não é verdade, menina... eu também acho que você é muito gostosa, muito apetitosa, tenho até vontade tirar a prova dos nove com você! Fiquei muito assombrada com aquelas declarações. Eu já tinha sido chamada de gostosa, apetitosa e de outros adjetivos do gênero, mas nunca por uma mulher. Meus Deus o que estava acontecendo... nesta altura eu já achava que estava numa fria...pois afinal de contas, eu não conhecia muito bem Eduardo, ele não fazia parte do meu grupinho e somente uma vez ele nos acompanhou. E agora, com Esther, a me “cantar” descaradamente... querendo me provar! Ainda bem que os “meus” rapazes iam estar lá, na casa de campo deles.
Mas durante o resto da viagem, Esther foi tão simpática, tão gentil, que eu pouco a pouco fui perdendo qualquer vestígio de medo. Quando chegamos na casa de campo de Eduardo, nenhum dos rapazes tinham chegado e nem os pais dele estavam lá. Com a minha estranheza, Esther fez uma confissão, que me deixou assustada, novamente. Marly vou lhe falar a verdade, esta casa não é dos pais de Eduardo, nem dele.... Ela é minha, somente minha! – Porque então ele mentiu? Me fazendo crer que os pais dele estavam aqui... e os meninos... onde estão? Ou é tudo mentira, também? – Calma meu amorzinho, esta foi a maneira dele de fazer você vir até aqui... senão fosse esta mentirinha você não viria, não é mesmo? Ele...teve de mentir. Mas não tenhas receio.... Estou aqui para lhe proteger de qualquer coisa. – Você tem razão em uma coisa nem os rapazes, nem Eduardo, virão passar estes dias conosco...será somente nos duas.
Meu Deus, porque você me atraiu até a sua casa, quais são suas intenções...Eu quero ir embora agora mesmo, se você não me levar de volta, vou ligar para o meu pai e ele virá me buscar. – Calma... muita calma, meu anjo. Perdoe o Eduardo, ele não teve nenhuma culpa em nada. Eu o convenci a agir assim e lhe paguei uma boa bolada. Ele necessitava muito da grama e não teve saída...pois tinha enormes dívidas, em casas de apostas. Ele apenas procurou um meio de não ser morto, pelos caras, meus conhecidos.
Não tinha como saber, dos sinistros e diabólicos planos, que Esther, tinha preparado cuidadosamente, para a fazer escrava dos seus baixos instintos. Marly tinha mentido descaradamente para seus pais e agora estava para ser castigada de maneira cruel.
Durante o resto da manhã, Esther, usou de toda a sua capacidade de fascinação, para me convencer, de que agira assim, por puro amor...amor por mim. Me confessou, que já estava de olho, me observando a muito tempo... e que passou a me desejar e que queria ficar comigo, nem que fosse por alguns poucos dias. - Mas eu não sou lésbica, não gosto de mulher... como podes pensar que eu poderia ficar com você como um homem e uma mulher! – Não minha coisinha gostosa... quero ficar com você como uma mulher fica com outra mulher. – Nunca... jamais, você é uma doida... não quero nada com você…quero ir embora! Vou ligar para o meu pai! – Não...garotinha, eu não vou levar você para casa.... Agora e por muitos dias, esta será a tua casa, a tua única casa! E quanto a ligar para o teu pai, esqueça, pois já tratei disso, sem bateria o celular não funciona...
– Que merda, como tivestes a coragem de fazer isso... eu não sou tua prisioneira... vou sair a pé e lá na estrada, pedir carona a qualquer um que passar. – Não vou deixa você sair daqui...portanto, vamos conversar como gente grande! Com o coração quase saindo do peito, tentei sair porta afora, sem mesmo me importar com minha mala, que estava lá no quarto. Mas Esther, impediu, me dando uma gravata tão forte que fiquei sem folego. Ela era muito mais forte do que eu e com os seus braços em torno do meu pescoço, fui sendo arrastada, escada acima, deixando cair pelo caminho as sandálias e o meu colar que se partiu todo em mil pedaços. Tentei gritar, mas seus braços estavam me sufocando e eu com as mãos tentava livrar meu pescoço, agarrando com força seus braços, mas foi tudo inútil, minha força, perto da dela, não surtia nenhum efeito. Fui sendo arrastada pelo corredor superior, até um outro quarto, não o que me tinha sido reservado. Esther me jogou no chão violentamente e eu tentando recuperar o fôlego, me levantei imediatamente e corri para a porta. Foi o suficiente para ela me dar um tabefe tão forte, que rolei sobre mim mesma e cai, batendo com a cabeça com força no chão. A dor que senti foi tão forte, que apaguei, parecia que minha cabeça tinha se partido em duas.
Quando acordei, estava deitada, em uma grande cama de casal e minha cabeça doía horrivelmente, levei a mão na testa e pude notar que uma larga faixa, estava em volta de minha cabeça, parecendo ser um tipo de curativo. Fiquei assustada, será que tinha sofrido alguma fratura ao bater com a testa no chão? Vi em seguida Esther sentada ao meu lado, na cama, me olhando, preocupada. – Não foi nada querida, apenas um pequeno corte, mas fiz o curativo e logo ficarás curada. Meia aturdida, tentei me sentar e choramingando, pedi para ela me levar para casa. – Não sejas teimosa Marly, já lhe falei... você irá para a tua casa, dentro de alguns dias, nesse ínterim, você me pertence... portando peço que fiques conformada, pois não tens outra saída.
Foi somente neste instante, que observei estar inteiramente nua e presa pelo tornozelo direito ao pé da cama, por uma fina mas resistente corrente metálica, com alguns metros de comprimento. Completamente tomada por um terror enorme, que nunca pensei sentir na vida, sentindo o pânico tomar conta de minha alma... chorei até não poder mais, implorando que ela não me fizesse nenhuma maldade... sabia que não tinha a menor possibilidade de me livrar de suas garras e acovardada, inteiramente intimidada, pedia misericórdia. Nunca em minha curta vida, senti tanto medo. Não tinha a menor noção porque ela estava agindo assim.... Se me amava, como dizia, porque estava sendo tão cruel. Só pude descobrir todo o verdadeiro motivo dela, muito tempo depois.
Ela, sem se importar com as minhas súplicas, saiu do quarto, me deixando sozinha com a minha aflição. Só bem mais tarde, tive coragem de me levantar. Pesquisar todo o quarto Procurando por alguma roupa que pudesse cobrir a minha nudez, mas não encontrei nada. A corrente me permitia ir até o banheiro anexo e, lá encontrei uma pequena toalha de rosto, que conservei junto ao corpo, tapando minha periquita, mas não tinha como prendê-la na cintura, então a segurava com a mão mesmo.
Esther trouxe uma bandeja com comida e uma jarra de água. Percebi que estava com muita fome e comi tudo, não deixando nenhum grão no prato. Ela sentada numa poltrona me observava com muita atenção, enquanto eu comia. Fiquei meio sem jeito com ela me observando com tanta atenção. Quando terminei, fui ao banheiro lavar minha boca e quando voltei, ela continuava a me observar. Receosa, mas curiosa, perguntei porque ela estava a tanto tempo só me observando, sem falar nada.
– Minha querida, gosto muito de você e estou com remorso de a ter capturado... e estou com muita vontade de a libertar... mas não posso. Agora é muito tarde para isso. Só peço que algum dia, possas me perdoar. Se eu agir como manda minha vontade...vou pagar um preço muito alto... e as consequências serão terríveis para mim. Portanto minha querida, vamos ficar aqui, nós duas... esperando o que estar por vir!
Pelo amor de Deus, Esther!!! O que estais dizendo... não posso entender nada! Se você tem vontade de me soltar, porque não o faz? O que estar por vir? – Fale...fale, Esther...não me torture mais!
- Não posso, não posso...! Não tenho coragem para lhe contar... Me perdoe, querida! E Esther saiu do quarto chorando copiosamente.
Fiquei tão apavorada ao ouvir estas palavras de Esther e com a aflição demonstrada por ela ao sair do quarto, que confesso, fui correndo ao banheiro, com o mijo a escorrer por minhas pernas. Agora eu estava conhecendo, na prática, a razão da expressão: “Se mijar de tanto medo”, Não sabia o que pensar...mas tinha noção de que algo sinistro e perverso estava para acontecer comigo, pois ficaram martelando em minha cabeça algumas palavras da minha sequestradora: “…Só peço que algum dia, possas me perdoar”.
Com o terror a me dominar, sem conseguir raciocinar direito, me “escondi” dentro do box, com os braços em volta de minhas pernas, toda encolhidinha. Eu estava dominada por completo pânico e não conseguia parar de tremer. Soluçando e chamando por mamãe, tal qual fazia, a bem poucos anos atrás. – Mamãe, querida, venha me ajudar...juro que não vou mais mentir para a senhora! Em minha cabeça, via cenas de filmes de terror, que tanto aprecio; com pessoas sendo cortadas ao meio, sendo decapitadas ou torturadas até a morte. Com estas divagações me dominando, não sei o que me aconteceu, se foi pesadelo ou ilusão criada por mim. Mas me via pendurada, de cabeça para baixo, nua e com um grande corte na barriga, com o sangue a escorrer pelo peito e rosto; eu gritava e berrava mas ninguém vinha me socorrer eu continuava a gritar.
Despertei com Esther a me sacudir, demonstrando ansiedade, pare de gritar Marly. Não está acontecendo nada! Porque você dormiu dentro do box? Fico olhando para ela, com o rosto transfigurado e o corpo banhado de suor, e não consigo parar de gritar... pedindo socorro. Só quando ela abre o chuveiro e sinto a choque da água fria, é que consigo voltar ao meu normal...minha imaginação me fez embarcar num mundo irreal... nem quero pensar!
Ela me enxugou e me levou para a cama e numa mesinha, o café da manhã me esperava, mas de tão angustiada, não consegui engolir nada. Com o coração aos pulos, implorei que ela me contasse o que iria me acontecer! Eu seria torturada, seria morta e sofreria horrores antes disso? Você, ontem, deixou no ar que eu sofreria muitas dores…pelo amor de Deus...diga que estou errada, que nada disso irá acontecer! – Eu não suporto mais esta expectativa. Me diga a verdade, por mais cruel que ela possa ser!
- Marly, fique sossegada, posso lhe afirmar que você não será morta, nem torturada e tampouco serás submetida a castigos físicos. – Se não é nada disso, porque você me apavorou tanto ontem? - Minha garotinha linda... quero que você preste muita atenção no que vou lhe contar, pois daí vem toda a minha preocupação com o que possa acontecer com você!
Antes de mais nada, vou confessar que eu sou uma mulher que não vale nada, uma ordinária, que já submeteu muitas meninas como você, ao mesmo drama... e tudo por dinheiro! Esta propriedade é minha e ela vale uma fortuna. Eu consegui usando o meu corpo, me vendendo. A alguns anos atrás, quando em viagem pela Europa, conheci um sujeito muito rico, um bilionário russo, já avançado em idade. Ele me queria mas eu me fiz de difícil...mas com a sua insistência e com o seu dinheiro, ele me comprou e eu me tornei sua amante. Quando voltei ao Brasil, ele quis vir e ficar um tempo comigo e me deu de presente, esta propriedade. Sempre achei meio excêntrico o modo dele de fazer amor comigo, mas como ele me enche de dinheiro, aceito tudo numa boa. Hoje em dia não posso mais ficar sem o dinheiro dele. O que ele gasta comigo, não passa de uns trocadinhos para o tamanho da fortuna dele.... Não é nada. Eu só tenho de o receber, quando ele vem ao Brasil, três ou quatro vezes ao ano. Com o tempo, fiquei o conhecendo melhor e fiquei sabendo que ele é um membro poderoso da máfia russa. Descobri também que é um homem perverso e que não admiti ser contrariado em nada.
Numa de suas viagens, ele conheceu por acaso, duas primas, garotinhas inocentes, com aproximadamente a tua idade. As jovens eram muito belas, com precária situação financeira, pois seus pais trabalhavam na construção civil, se e quando tinham serviço. Pois bem, com o seu dinheiro, ele impressionou as jovens e as enganou, e elas ficaram, aqui nesta casa, por alguns dias, sendo estupradas diariamente por ele. Depois ele as mandou embora e lhes deu tanto dinheiro, que elas resolveram ficar bem caladinhas e aproveitar ao máximo o que receberam pela perda de suas virgindades. Depois ele pediu que eu obtivesse mais garotinhas virgens para ele, e as atraísse para esta casa. Quando recusei, ele me deu tamanha surra, que fiquei muitos dias sem nem conseguir me levantar da cama. Consegui fugir e fui para a casa de uma prima, mas os capangas dele me encontraram e judiaram muito dela e a estupraram.
Minha prima, foi parar no hospital. Me trouxeram de volta e novamente fui surrada sem piedade. Ele é um homem muito poderoso e conseguiu comprar muita gente por aqui. Sob ameaça de morte, fui obrigada a ceder às suas vontades e iniciei a atrair meninas, para a minha propriedade, para Igor as estuprar. Na grande maioria das vezes, ele compra o silêncio delas e quando não consegue, os capangas dele, torna a vida delas e de suas famílias um inferno e com o dinheiro a comprar tudo e a todo mundo, sempre se safa. Pois bem querida, agora chegou a tua vez de ficar à disposição de Igor. Eu a vendi e, agora você pertence a ele.

Fiquei terrificada ao ouvir Esther, me informando que estava sendo vendida, como mera mercadoria, a um mafioso russo, que pretendia me usar como quisesse.
Quando me dei conta do que me esperava, entrei em pânico e o ódio subiu à minha cabeça, com a adrenalina a mil, sem pensar nas consequências avancei para cima de Esther, a xingando de tudo que é palavrão e a esbofeteando com violência. Mas ela muito mais pesada e mais forte, me subjugou com extrema facilidade e pousou todo o seu peso em cima de mim, pedindo que eu ficasse calma. Com a imobilização, minha ira só fazia aumentar e eu me contorcia toda embaixo dela, com vontade de a matar. Quando Esther aliviou o seu peso, saindo para o lado, eu meti as unhas em seu ombro e lhe fiz profundos arranhões, e esgotei o meu estoque de palavrões.
Alarmada com a minha fúria e disposição de a castigar e sem conseguir me acalmar, ela sentou em cima de minha barriga, tirou sua blusa fora e a rasgou em tiras, e prendeu meus pulsos nas laterais da cabeceira da cama. Presa desta maneira, usei minhas pernas para a chutar e não parava de a chamar de vaca, puta, cachorra e por aí vai. Eu estava descontando nela toda a minha frustação por ter sido tão facilmente enganada; se eu tivesse mais um pouco de juízo, não teria aceito o convite de Eduardo e nem contado mentira aos meus pais, Estava por demais evidente, que tudo não passava de uma armadilha...mas eu, idiota, cai nela como um patinho.
Mas nada adiantou, ela tirou seu peso da minha barriga e saiu do quarto. Ela voltou e sentou na beirada da cama, eu estava “espumando” de tanta raiva e continuava tentando acertar alguns chutes nela. Esther, nesta altura, com o ombro riscado por minhas unhas e demonstrando estar irritada com a minha insistência em a chutar. – Que garotinha mais brava, você me saiu, querida. Fera raivosa, em imobilizo até ela acalmar. Em seguida passou a amarrar meus tornozelos nas laterais do pé da cama, com algumas cordas. Fiquei completamente imobilizada e ela deu umas tapinhas de leve no meu rosto e foi embora. Você vai ficar amarrada, até aprender a ser comportar, meu amor.
Muitas horas se passaram, não sei quantas, mas o quarto já estava mergulhado na escuridão da noite. Deitada ali, indefesa, sem nenhuma possibilidade de reagir, fui me acalmando aos poucos e só então me veio a lembrança, que eu nada poderia fazer, para impedir que ela me entregasse, como carne no açougue, ao seu amante. Meu ódio, minha raiva, foram sendo substituídas, pelo pânico, pelo medo e eu agora só fazia me lamentar pelo triste destino que me esperava... perder minha virgindade, para um velho tarado e pervertido. Estava a soluçar, quando Esther retornou ao quarto, acendeu as luminárias e ficou sentada na beira da cama, a me olhar. Só então me dei conta que estava completamente nua, com pernas e braços abertos em cruz e que toda a minha intimidade estava exposta. Percebi que ela, olhava meu corpo, com avidez e me lembrei do que ela me tinha dito, no caminho de sua casa:
“Você é muito apetitosa...tenho até vontade de tirar a prova dos nove com você” ... e depois... “quero ficar com você como uma mulher fica com outra mulher”.
Se ela gostava de mulher, talvez eu pudesse tirar vantagem disso e convencer ela a me soltar, antes da chegada do tal de Igor
- Esther sei que você gosta muito de mim, que tem vontade de acariciar o meu corpo... vou lhe confessar uma coisa, desde o momento que eu a vi, no portão de minha casa, fiquei impressionada com a tua beleza e também tenho vontade de fazer amor com você. Ela ficou impressionada com a minha confissão. – Ho! Minha coisinha gostosa, você tem razão, eu passei a amar você, desde os primeiros momentos, bem antes de nossa vinda para cá. Desde a época que Eduardo indicou você, como uma possível menina, para satisfazer o apetite sexual de Igor. Eu passei a segui-la, aonde ias, e você nem notava a minha presença, entretida com os teus meninos. Tirei muitas fotos sua e tenho muitos minutos de filmagens. Sei que você, apesar de estar sempre acompanhada de muitos rapazes, nunca deu para nenhum deles e, que ainda conserva a tua virgindade.
Enquanto falava, Esther desceu as mãos até meus seios e passou a apalpar cada um deles e com os dedos, apertando e puxando os meus mamilos. Estava preparada para enfeitiçar, com o meu corpo, a odiosa mulher, fingi estar apreciando os seus carinhos. Mas quando ela começou a me mamar, eu não estava mais fingindo, estava realmente gostando. Ela mordiscava os meus mamilos, um a um, e ficava ali por muito tempo, com as mãos massageando os meus seios. Não sei o que passava em minha cabeça. Não consigo decifrar o que sinto. Nunca, nenhum dos meus inúmeros amigos, tinha me tocado, apesar de terem inúmeras oportunidades para isso, pois eu costumava ficar sozinha com a turma, no apartamento de um ou de outro, sempre em grupo, mas, não sei porque, sempre fui respeitada.
Mas agora, sinto um enorme calor pelo corpo todo e não consigo segurar gemidos de prazer e quando sinto os dedos buscando minha boceta, grito e soluço tudo ao mesmo tempo e quando eles entram fundo dentro de mim, vou a loucura, sentindo um friozinho a me percorrer toda. Em seguida ela desce com a boca e começa a chupar minha bocetinha. Não aguento a tesão e sinto que estou a morrer, e mesmo toda amarrada, meu corpo, quer sair da cama, de tal maneira que as cordas deixam marcas fundas nos meus tornozelos e pulsos. Pela primeira vez na vida, tenho um orgasmo, arrasador, violento, acompanhado de gemidos que saem do fundo de minha garganta.
Esther com a boca enterrada dentro de mim, consegue murmurar alguma coisa, que não sei o que é, mas quando ela começar a sugar o meu clitóris, com violência, fico alucinada e tenho outro orgasmo, outro e mais outro.
Ela cessa de me chupar, mas continua deitada sobre o meu corpo e com a boca toda lambuzada com os meus fluidos, tenta me beijar, fico com nojo e quero virar o rosto, mas Esther, com as duas mãos, segura minha face e enfia a língua em minha boca, sou obrigada a sentir o gosto de mim mesma. Fui tirar lã e sai tosquiada. O prazer que ela me fez sentir, foi uma coisa tão extraordinariamente intensa, que minha vontade era ficar ali, com o peso do corpo dela sobre o meu. Por muito tempo ela continuou deitada e eu gostando, nem reclamava, pois estava gostando de estar inteiramente submissa a ela, desejando continuar amarrada e ela abusando de mim. A desgraçada, teve a canalhice de dormir, com a boca entre os meus grandes lábios e, durante muitas horas, senti a sua respiração pesada, invadindo o meu canal vaginal. Foi uma tortura tremenda; eu tentando mexer os quadris e movimentar os músculos das coxas, para a sentir melhor dentro de mim, mordendo os lábios e revirando os olhos, me sentia morrer, tamanho era o alucinante prazer que sentia. Só muito tempo depois, entrei numa espécie de sono ou transe, não sei bem e, perdi a realidade das coisas.
Agora eu a odiava e a amava ao mesmo tempo, a desejando dentro de mim novamente. Nunca em meus 16 anos, pensei que pudesse existir sentimentos tão profundos de ódio e desejo ao mesmo tempo e, o pior de tudo desejo por uma mulher. A menininha virgem e ingênua, não podia ser páreo para a experiente mulher, e ela me sobrepujou completamente. Eu estava crente que poderia conseguir dela, a minha liberdade. Puro engano. Meu pequeno ardil para fazer ela me soltar não funcionou.
– Esther, minha querida...você agora pode me libertar e depois dizer ao Igor que eu não aceitei o convite de Eduardo e não quis passar alguns dias na tua casa...o que realmente poderia acontecer, pois eu fiquei em dúvidas. Vamos ficar aqui, só nos duas.... Eu…eu, quero.... Quero fazer amor com você novamente, muitas vezes! O meu desejo por ela, reprimiu o meu ódio.
– Marly, não posso mais fazer isso, tá lembrada que eu tirei muitas fotos e te filmei algumas vezes? Pois bem, tão logo chegamos aqui em casa, eu transmiti todo este material para ele, via e-mail, dizendo que você já estava aqui comigo e ele respondeu, dizendo para eu a segurar muito bem, pois ficou impressionado com a tua juventude e beleza, tanto é que adiantou a sua vinda e no máximo em dois dias, estará aqui. Não posso, querida te soltar.
Foi um choque tremendo para mim e comecei, novamente, a chorar...não queria ser estuprada por um velho babão, nem por ninguém, é melhor que se diga. Perder minha virgindade de modo tão abominável e bárbaro, me deixava aterrorizada.
Mas foi aí que Esther tratou de me acalmar. Ela me desamarrou, trouxe minha mala do outro quarto e permitiu que eu tomasse banho. Depois de vestida e toda arrumadinha, descemos até a sala e ela me serviu uma bela refeição. Sentadas num sofá, ela teve uma longa conversa comigo, tentando me convencer que meu contato com o Igor, não seria tão terrível, como eu temia.
- Marly, meu amorzinho, você sabe que eu a amo e se fosse possível, eu não a entregaria para ele, mas isso já não é mais possível. Você tá lembrada que eu falei que o Igor tinha um modo estranho de fazer amor? Pois bem... o que eu queria dizer é que o negócio dele, já não sobe mais, não fica duro de jeito nenhum! Ele tenta, tenta e nada. Fica se esfregando na gente por muito tempo e nada de conseguir. É por isso que ele quer meninotas virgens, como você, na tentativa de conseguir ficar homem novamente. Ele está completamente inofensivo e você pode ficar o tempo que quiser com ele e vais continuar virgem... aquele cara já não tem mais jeito!
-Mas Esther, eu vou ser obrigada a sentir ele, com aquela coisa mole, tentando entrar dentro de mim? Vou ficar com muito nojo. Mas é daí, meu amor! Não passará disso! Muito pior foi para as duas primas, pois naquela época, ela ainda conseguia e tirou a virgindade das pobres garotas. Com você será muito diferente, pois o caralho dele não serve para mais nada, a não ser fazer cosquinhas na nossa xoxota. E tem mais uma coisa, como ele ficou fascinado com as tuas fotos e filmes, quando tudo terminar, ele vai te entupir de dinheiro e vais voltar para casa, tal como está agora...virgem. – Mas Esther, eu não necessito do dinheiro dele, meus pais tem uma fábrica de confecções que dá para o gasto. – Marly querida, durante o tempo que eu a estava observando, eu também obtive informações da fabriqueta dos teus pais, é um negócio muito pequeno, que obriga os dois a trabalhar muito, inclusive nos sábados e feriados. Nem te levar nas férias escolares, para passear ou fazer uma excursão, eles podem. Não é mesmo? Tive que concordar com ela, pois isso era a pura verdade. – Mas e daí, Esther... como é que eu posso voltar do passeio com a “minha professora de ciência” cheia de dinheiro e dizer simplesmente... olhe papai, ganhei tudo de presente. Não dá para ficar rica e não dizer como foi!
– Assim como eu bolhei todo um plano para te enganar e te convencer a vir para a minha casa... depois podemos também, bolar alguma coisa para os convencer da bolada que irás receber do Igor. – Marly, meu anjo... não lhe resta outra opção... você terá de ir para a cama com o Igor. Já que, fatalmente, isso acontecerá, peço para você, não lute com ele, não o contrarie, tenho medo que ele fique violento e a machuque muito. Ele é muito sádico e não gosta de ser contrariado. Seja inteligente, disfarce e minta que estais a gostar de estar com ele. Ele vai ficar tão louco por ti, que a cobrirá de muito dinheiro.

A noite, quando estava deitada em sua cama, a tola e crédula garota, não conseguia pegar no sono, analisando tudo que Esther lhe tinha dito, mas cedo. Não havia possibilidade dela fugir, pois quem sofreria as consequências seria Esther, que poderia até ser morta por Igor, e mesmo que ela conseguisse fugir, ele sabia de tudo a respeito dela, tinha fotos e filmes, podia até mandar seus capangas a machucar ou aos seus pais, tal como fizera com a prima de Esther. Marly não conseguia encontrar outra saída, seria violentada por Igor e não havia nenhuma outra alternativa. Decidiu então seguir a orientação de Esther, cooperaria com ele, fingindo que estava gostado dele, fingindo que não ligava por ele ser impotente. Continuaria virgem, não sofreria violência física e ainda por cima iria ganhar muito dinheiro.

Dois dias se passaram e ela estava na sala, junto com Esther, esperando a chegada de Igor, para aquela mesma tarde. Quando ele chegou, o coração de Marly, se partiu em mil pedaços, tal o susto que levou. O sujeito era enorme, com quase dois metros, tinha cabelos e compridas barbas, tudo completamente branco, como a neve. Aparentava ser bem mais velho do o seu próprio avó, calculou a garota. Tinha uma cara feroz e um vozeirão que assustava. Tudo nele era repugnante. Estava na companhia de quatro sujeitos mau encarados, que lhe causaram muito medo. Quando ele chegou perto dela e a examinou de cima abaixo, como se fosse uma mercadoria, ela sentiu muito medo, com corpo todo a tremer. Ele segurou seu queixo e a fez olhar para ele. Marly ficou tão intimidada, que fechou os olhos enquanto ele a analisava. Jovem você é tão bela e gostosa, como eu imaginava, vou morrer de tanto te foder. Ao ouvir suas palavras, Marly cambaleou e só não foi ao chão, porque Esther ao seu lado a apoiou. Depois ele, se virando para Esther, ordenou: - Mulher, leve a garota para a minha suíte e a prepare, como eu gosto. Daqui a pouco, depois de comer e beber alguma coisa, vou subir.
Esther, como uma simples serva, segurando a garota pelo braço, falou: - Vamos jovem, obedeça ao teu senhor. Marly foi sendo levada por ela, escada acima. – Que merda é essa! Igor não tratava Esther como amante, mas como uma simples empregada, nem tinha olhado direito para ela, que por sua vez, se comportava como uma escrava obediente. Foi levada por ela, até uma enorme e luxuosa suíte, nos fundos do corredor. Lá chegando, Marly interpelou Esther, sobre o seu estranho comportamento junto ao amante. Mas surpresa ficou ainda, com a resposta dela: - Fique quietinha garota, não devemos questionar as ordens do nosso senhor!
O que está acontecendo! Que porra é essa...porque Esther se comportava desta maneira, completamente servil a Igor? Porque dizia...nosso senhor... eu não tenho senhor nenhum, ninguém é meu dono!
E a maneira como a estava tratando, nem parecia a mulher apaixonada por ela, do dia anterior. Quando a garota, tentou a abraçar, tentando compreender alguma coisa... ela a afastou, com rispidez...não faça isso, não enquanto ele estiver aqui, em sua casa. – Na casa dele? Mas a casa não é tua como me contou? - Fique quieta Marly, você está a falar muito...deixe eu te preparar para ele, como ordenado...senão vamos sofrer as consequências! – Puta merda, e essa agora! Marly não estava entendendo mais nada!

Na verdade, na verdade...mesmo, Marly estava sendo ludibriada desde o início, Tanto Esther como Eduardo, não passavam de mero empregados de Igor, do todo poderoso Igor. Todas as histórias que ela contou, era tudo fantasia, não existia prima nenhuma, ela nunca tentou fugir de Igor e a mansão nunca foi dela, mas sim de Igor. O fato, é que ela, como Eduardo eram os “agenciadores” de mocinhas para as garras do degenerado Igor, que de impotente não tinha nada, ao contrário, tinha um apetite sexual fora do comum. Mas é lógico que Marly não sabe nada disso e que agora está sendo preparada com esmero por Esther, que sente enorme prazer em se encarregar destas tarefas, quanto mais ingênua e inocente for a garotinha, mas prazer, a desprezível mulher sente. Em Marly era viu tudo isso...uma adolescente na flor da idade, pura como um lírio do campo e com corpinho espetacular. Conseguiu até provar as carnes daquela bela idiota, que se deixa enganar com Extrema facilidade.

Marly, mas uma vez tapeada por Esther, e ainda tentando confiar na mulher, aceita beber um estranho preparado, a título de a acalmar, mas que na verdade a deixa muito confusa, mole e com uma espécie de dormência em todo o corpo. Tenta reclamar e dizer o que está sentindo, mas não consegue, sua língua parece ter dobrado de tamanho e só pode emitir uma espécie de grunhido, com baba escorrendo pelos cantos dos lábios. Marly, logo imagina que está tendo uma espécie de ataque qualquer e olha para Esther, com o pânico estampado em seu lindo rostinho, como que a pedir ajuda. A mulher, sabe o que ela pensa estar sentindo e a acalma. – Meu anjo, não entre em pânico, o que eu lhe dei, é uma espécie de erva, nativa das selvas da Amazônia, muito usada pelos índios. Igor a purificou em seus laboratórios e a concentrou, de modo que seus efeitos sejam bem mais efetivos. Você vai ficar assim, nesta espécie de torpor, tendo consciência de tudo que se passa ao seu redor. Em poucas horas os efeitos passam e você terá novamente o domínio de seus músculos, de seu corpo. Não tem efeitos secundários nenhum... eu acho.

Marly se torna uma boneca de pano, sendo manuseada por Esther, que a desnuda e a depila toda, deixando sua boceta lisinha como a bundinha de um bebê. Quer reagir, quer se opor, mas não tem condições para isso, se vê toda inerte nas mãos dela. Com facilidade, pega a garota no colo e a leva até o banheiro, a mergulhando na banheira. Marly não consegue sentir se a água está quente ou fria, mas imagina ser quente, muito quente, pois vê subir “ondas” de vapor, saindo da grande quantidade de espuma.
Ela a coloca deitada no centro de uma enorme cama e lhe ordena: - Fique bem quietinha aí, Marly, esperando para servir ao teu dono. Ela se revolta, contra estas ordens, quer se levantar, mas não sente mais nenhuma parte de se corpo.
Agora sabe que caiu nas mãos de gente sem nenhum escrúpulo, que será estuprada e sofrerá, quem sabe, mil outras ignomínias. Sem ao menos conseguir chorar, se sente no meio de um mundo de horrores e sua alma lamenta seu terrível destino.

Muito tempo depois, Igor entra no quarto e fica olhando o corpo nu da garota. Ele rodeia a cama, a analisando com extremo cuidado. – Como você é gostosa... faz muito tempo que não vejo um corpinho tão apetitoso como o teu... nem sei o que é melhor, se esta bucetinha, gordinha e fechadinha ou se os seios, com estes mamilos rosadinhos, apontando para cima. Menina até os teus lábios são lindos, tentadores.
Marly, interne, só o olha, sem poder externar todo o seu horror, sente em sua alma, a agonia que a consome por inteiro. Mas tudo é multiplicado por mil, quando ele fica nu e ela pode ver toda a monstruosidade dele. Igor era descomunal, com um pênis grosso como um tronco, todo coberto por veias salientes. A cabeçorra, vermelha e reluzente, já lubrificada por um liquido que saía do seu interior, pulsava como um ser autônomo. O horror e o nojo que sentiu, quase a consumiu por inteiro. – Meu Deus...ele vai me matar.... Esta coisa dele, vai me partir ao meio... Me ajude Virgem Maria, não me abandone, eu não mereço sofrer tanto.
Quando ele se deita ao seu lado, bufando como um touro e toca os seios, com as mãos enormes e calosas, a menina não sente o toque dele. Marly nem se mexe e ele a sente fria como um cadáver, olha seus olhos e os vê cobertos de lágrimas, que ela não consegue verter. – O que há com você, garota? Parece estar…. Espere aí, será que aquela cachorra a drogou? Se levantou possesso, abriu a porta do quarto e berrou a pleno pulmão: Esther.... Venha aqui em cima, imediatamente! Não deu nem um minuto e ela entrou no quarto, tremendo como vara verde. – O gigante nu, a puxa pelos braços, com violência. A conduz até a beirada da cama e aponta para o corpo de Marly. O que você fez com ela, mulher? Esta fria e imobilizada, até parece um cadáver! - Foi aquela droga, que o senhor pediu para eu fazer ela beber…eu apenas obedeci! – Que quantidade ela ingeriu? – Todo o frasco. – Besta, mula imbecil... você não sabe nem seguir ordens...eram apenas umas gotinhas, diluídas em água! Agora olhe para ela...até parece uma estátua de gesso…os efeitos são devastadores, em corpinho tão pequeno como o dela, nem sei se conseguirá se recuperar! Marly, que a tudo ouvira agradeceu imensamente à virgem Maria, que atendeu as suas súplicas e a veio libertar de tanto sofrimentos e finalmente conseguiu fechar os olhos e se entregar aos olhos de sua mãezinha.

Marly sente todo o seu corpo queimar, parece estar dentro de um caldeirão de água fervente. Quer gritar, pedir ajuda, mas não consegue movimentar os lábios. Sua mente dá ordens para ela mover os braços, as pernas, mas tudo está tão entorpecido, nem um dedinho consegue mover. A dor em seus músculos é muito forte e em pânico, percebe que somente com muito esforço, consegue piscar, aliviando a secura que sente nos olhos. – Meu Deus! O que está acontecendo comigo? Eles me deram algum tipo de veneno e eu estou morrendo? Tem vaga lembrança de beber um alguma coisa, obrigado por Esther, dela a ter despido e depilado. Lembrou que ela lhe deu um banho e a levou de volta para a cama, mas daí para a frente, uma dor muito forte, foi tomando conta de todo o seu corpo e tudo foi ficando escuro e mergulhou em espécie de inconsciência, não sabia se estava acordada ou dormindo. Percebia vultos em sua volta e a dor...a terrível dor a dominar todo o seu ser.
Agora sabia que estava desperta, mas completamente imobilizada... com todos os músculos de seu corpo tão contraídos que pareciam iriam romper a qualquer momento. A dor que sentia era alucinante, mas os gritos de desespero, eram só em sua mente e de seus olhos, só poucas lágrimas, que nem verter conseguia. Percebeu que Igor e mais dois sujeitos estavam a sua volta e Esther um pouco afastada, chorava em silêncio. O mafioso se inclinou sobre Marly, percebendo em seu olhar toda a dor e o sofrimento dela. – Você deve estar sentindo muita dor...vou lhe dar um sedativo e um relaxante muscular...mas quando forçou a agulha da seringa em seu braço, deu um grito de espanto... tudo estava rígido como pedra. – Que porra é essa! O que está acontecendo com o seu corpo! Conseguiu fazer com que Marly tomasse os medicamentos por via oral, mas foi com muita dificuldade, pois a menina não conseguia mover os maxilares, e a língua parecia morta em sua boca. Foi necessário usar um canudinho plástico, bem fundo em sua garganta, para ela poder receber as drogas. Demorou alguns minutos até ela dormir novamente. Igor logo percebeu que ela morreria dentro de pouco tempo, se não tomasse as providências necessárias para tentar evitar que isso acontecesse.

No domingo à noite, vendo televisão com o marido, Leonor fez um comentário. Pedro, estou com saudades de Marly, não gosto muito quando a minha filhinha fica tanto tempo sem ligar para a gente! – Vou ligar para ela...estou morta de saudades. – Mulher, deixe a garota se divertir um pouco! Você até parece uma galinha a cuidar dos pintinhos! – Mas ela devia ter ligado para a gente, na sexta à noite... avisando que tinha chegado bem, na casa de sua professora! –Leonor...você sabe como são esses jovens hoje dia, quando estão com a sua turminha se esquecem de tudo... deve estar tudo bem! Mas assim mesmo a mãe de Marly, ligou para o celular da filha...mas só recebia a mensagem – fora de área ou desligado – Fora de área! Não é possível... o celular dela pode receber chamadas de qualquer lugar do Brasil.... É um aparelho de última geração! – Leonor, Leonor... é como eu lhe falo... ela deve estar com a turminha e o aparelho em seu alojamento. Não necessitas ficar preocupada. Mas assim mesmo, Leonor ficou com a “pulga atrás da orelha”. Durante toda a segunda-feira, tentou entrar em contato com a filha... sem sucesso. – Porcaria! Porque ela não liga... como lhe pedi? Na terça-feira, quando seguia com o marido para a fábrica... preocupada com a falta de notícias da filha, pediu ao marido: - Pedro, vamos até o colégio de Marly, é um pequeno desvio, quero saber o telefone da professora dela, a tal de dona Esther. Não vou ficar sossegada se não tiver notícias e Marly ainda hoje!

Não secretária da escola, Leonor, explicando a situação, solicitou o telefone da casa de campo da família da professora. – Pois não minha senhora... me diga o nome da professora, que vou olhar na ficha dela. – E a professora de ciências, seu nome é Esther. A secretária nem se mexe do lugar e fica olhando para o casal a sua frente. – Senhora deve haver algum engano... a professora de ciências de Marly é a dona Marlene e ela não tem família aqui no Rio, nem casa de campo. Nenhuma de nossas professoras se chama Esther. Pronto, foi o bastante para Leonor e Pedro, ficarem em pânico... mas nós falamos ao telefone com a professora... como pode ser! – Vai ver, ela foi somente com a sua turminha e pregou uma mentirinha para vocês, ponderou a secretária, mas esperem, no pátio estão alguns amigos de Marly, sabemos que ela costuma se encontrar com eles. Vamos até lá, indagar dos garotos, se sabem de alguma coisa.
No pátio estavam 4 alunos, todos amigos de Marly. Ficaram surpresos, pois não tinham combinado nada com a menina. Dona Leonor, vamos ligar para a nossa turma... talvez alguém tenha ido passear com Marly. Os garotos, se afastaram um pouco e cada qual fez dezenas de ligações. Já assustados, informaram a Leonor: - Ligamos para todo o mundo... ninguém sabe de nada! – Meu Deus...o que foi que aconteceu com a minha filhinha? Gritou Leonor, em prantos. Durante toda o dia foi aquele fuzuê na escola, todo mundo entrando em contato com todo mundo. Até que no início da noite, Pedro, com o coração na mão, resolveu registrar na delegacia do bairro o desaparecimento de sua filhinha. O delegado, a princípio achou que, por algum motivo qualquer, a menina fugiu de casa. Mas depois de ouvir os pais dela e alguns dos colegas e suas professoras, ficou na dúvida. Não havia motivos para ela querer fugir de casa, Talvez tenha sido iludida por alguém! Registrou o caso e abriu o inquérito. Nos dias seguintes, a mídia, com grande estardalhaço estampou: “Estudante de 16 anos, desaparece misteriosamente”.
Os dias foram passando e apesar do esforço de todos, nenhuma notícia de Marly. Seus colegas e as professoras, ficaram profundamente consternados, pois a garota, devido a sua simpatia e alegria de viver, era bem querida por todos. Os dias se transformaram em semanas e as semanas em meses. Agora todos choravam a perda da amiga e colega e até uma semana de luto, a escola registrou. Pedro e Leonor, não se conformavam, com a perda da filha e mantinham sempre a esperança de um dia a encontrar.

Marly, se sentia no meio de um lamaçal, afundando cada vez mais no lodo. Quanto mais tentava sair, mas fundo ia. Gritou desesperada por socorro e.... o seu grito saiu alto do fundo de sua garganta. Esther que estava deitada na cama ao lado, deu um pulo e se inclinou sobre ela: - Que maravilha... você gritou...você gritou! Ela passou a mão carinhosamente no rosto da menina e emocionada acionou um aparelhinho e logo um enfermeiro e um médico entraram no quarto. Ela acordou, ela acordou, exclamou excitada Esther. Fazia sentido a emoção da mulher, pois durante seis meses, Marly esteve em coma profundo.

Durante muitas semanas, Igor tentou salvar a vida da garota. Isso só foi possível, porque, com o seu dinheiro, ele montou uma verdadeira CTI, na mansão e mandou vir dois pesquisadores, lá da ucrânia, do laboratório que sintetizou a erva. Seu interesse era mais para pesquisar os efeitos do princípio ativo da droga, no corpo humano, do que no bem estar da jovem. O mafioso estava pensando em ganhar muito dinheiro, se conseguisse realmente conhecer tudo sobre esta nova droga. Durante meses eles submeteram a sofrida garota, as mais diversas experiências...ela tinha se tornado a “cobaia” deles, nas pesquisas realizadas com o seu corpo, tentando desvendar os mistérios da poderosa droga. Esther, apesar de ter uma alma negra, ficou penalizada com o sofrimento da menina e se sentiu responsável por todo o seu enorme sofrimento. Seu coração de pedra, amoleceu e ela ficou todo o tempo a cuidar, como podia, da jovem. Marly só conseguia respirar através de aparelhos e sua alimentação era por meio de sondas, introduzidas diretamente em seu estômago. Em seu intestino e bexiga, coletores foram introduzidos para colher fezes e urina, que eram analisados em busca de alguma evidência. Equipamentos diversos monitoravam tudo nela, desde os batimentos cardíacos, pressão arterial e até as ondas cerebrais. Quando Esther olhava para a menina, tinha até vontade de chorar, pois ela parecia um daqueles robôs, ligada a uma enormidade de fios e aparelhos.
Quando os sedativos eram retirados, os aparelhos acusavam que ela sentia dores terríveis e então, novamente ela era drogada. Depois de alguns meses, Igor conseguiu livrar a menina, das dores e a sua musculatura estava voltando ao normal. Aos poucos ele a foi livrando dos aparelhos que a monitoravam e não era mais necessário sedá-la. Mas ela não mais voltou do coma.
Marly ficou olhando para Esther, com o rosto sem expressão alguma. – Vamos menina, fale comigo, alguma coisa! Que bom que você voltou! Quando o médico a examinou, com o feixe de uma pequena lanterna, incidindo sobre os olhos, Marly nem piscou e quando ele perguntou o seu nome, ela entreabriu os lábios e de sua garganta apenas saiu um ronco, parecendo uma risada ou um lamento. Ele olhou para Esther e preocupado, fez mais algumas perguntas à jovem. A mesma resposta, uma espécie de grunhido, sem sentido. Deve ser o choque, logo ela vai se recuperar. Depois que eles saíram do quarto, Esther tentou manter conversa com Marly, mas esta apena a olhava sem nenhuma expressão facial e emitindo uma vez ou outra, a mesma espécie de ronco. – O que aconteceu com você, meu anjo? – Vamos, querida, vamos fazer os nossos exercícios diários! Quando a mulher a rolou na cama, massageando seus braços e pernas, a garota, se deixou exercitar, emitindo apenas uma espécie de som, mas parecendo um gatinho a rosnar.
Esther não sabia, mas, apesar de Marly ter voltado do coma, seu cérebro ainda continuava lá, só tendo alguns poucos instantes de lucidez e no restante do tempo, ele flutuava num vazio sem fim. Apesar de todos os esforços, Marly continuava no mesmo, mais parecendo um zumbi, acompanhado Esther a qualquer lugar da casa. Em alguns instantes, parecia voltar a se lembrar de alguma coisa, pois segurava o braço de Esther e a olhava intensamente, tentando pronunciar qualquer coisa, mais não passava de uma série de ah, ah, ah, ah, ah…parecendo que estava tentando falar. Dois meses depois, Igor, que já tinha voltado para a Ucrânia a muito tempo, ordenou que seus colaboradores retornassem e que trouxessem todo o material. Exigiu também que Esther viesse junto com o seu pessoal. – Mas Igor o que vou fazer com Marly? Ela não tem nenhuma condição de ficar sozinha! – Não é mais problema nosso... com ela eu já tive tudo o que queria...falta bem pouco para eu dominar a merda da droga. Deixe ela aí...no Brasil. Existe muita gente desmiolada pelas ruas, mais uma não vai fazer diferença. Esther, então decidiu que já era hora de Marly voltar ao seio de sua família. Talvez lá, ela pudesse ser curada! Sem sabe!
Ela deu banho na menina, a vestiu com uma sainha e uma blusa e penteou os poucos cabelos loiros que sobraram. Vamos meu anjo, eu vou levar você para os seus pais. Chorando ela pegou o braço de Marly e a olhando nos olhos: - Me perdoe querida, olha o que eu fiz com você! Há nove meses eras uma linda menininha cheia de vida e....e.... agora o que é você…Acho que nem Deus vai me perdoar! Marly a olhava, sem ter nenhuma noção do ela falava, mas parecendo ter um daqueles momentos de lucidez...pois abriu a boca e tentou, talvez, falar alguma coisa.
Esther levou a jovem até o bairro onde ela morava, passou diversas vezes em frente da casa dela, que parecia abandonada, com mato crescendo pelo jardim, antes tão bem cuidado. Tomou coragem e baixou o vidro escuro e indagou a uma senhora da casa vizinha, pelos donos da casa, dona Leonor e seu Pedro. A senhora, muito simpática, lhe disse que o casal tinha se mudado, há poucas semanas... coitados eram tão bons vizinhos, mas a perda da filha foi um golpe muito duro para eles... sabe, ela desapareceu misteriosamente sem deixar nenhum vestígio, mas na minha opinião ela foi é vendida como escrava lá para a banda dos árabes... neste mundo tem de tudo, a senhorita não acha? É uma pena, mas eu não sei onde estão morando agora.
Esther agradeceu e não soube mais onde deixar a menina. Não podia deixa-la em qualquer lugar, nesta enorme cidade. Então se lembrou do colégio da menina e da enorme quantidade de amiguinhos e colegas que ela tinha. Se ela a deixasse bem perto da escola, ela seria reconhecida. Esther dirigiu até a rua onde ficava a escola. No pátio viu muitas meninas e meninos a brincarem em algazarra própria de jovens em recreio. Deixou o carro a alguns metros do portão e levou Marly até a porta principal e a empurrou levemente. – Vá meu anjo, vá viver a sua vida! E com lágrimas nos olhos, voltou bem rápido para o seu carro e partiu velozmente.

Marly, foi entrando lentamente pátio a dentro, parecendo uma sonâmbula. Atravessou a quadra onde as meninas jogavam handebol, sem ao menos prestar atenção nos protestos delas. Ei...cuidado, cara! Você vai levar uma bolada! Ela parou e olhou para as meninas e de sua garganta saiu um som rouco e continuou a ir em direção da quadra onde os garotos jogava futebol de cinco. Admiradas com aquilo, algumas garotas foram acompanhando a estranha menina, que tinha o olhar sem nenhuma expressão. –Será que ela é alguma maluca! Ou está drogada! Marly invadiu a quadra dos garotos e recebeu uma bolada, na altura do ombro direito; mas nem pareceu sentir a pancada, ficou parada bem no meio da quadra. Robertinho, todo suado, foi até ela, pegou a bola e olhando a garota. Você tá maluca! Não vê que nós estamos jogando! Marly apenas o olhou, sem nenhuma reação, apenas emitiu o costumeiro grunhido. Nesta altura, ela já estava rodeada por muitas alunas e de todo o time de jogadores. –Nossa... ela parece um robô! Comentou um. Betinho, um garoto franzino, se aproximou e ficou olhando admirado para ela. – Nossa como ela é parecida com....mas parou a frase no meio. Eu sei o que você ias falar... eu também acho ela muito parecida com a nossa amiga Marly... mas não pode ser.... é só impressão nossa! Robertinho ficou olhando, fascinado para o ombro direito da garota, onde a bola deslocou um pouquinho a blusa da intrusa e lá viu um pequeno sinal de nascença, em forma de estrela. Gaguejando, conseguiu balbuciar...ela é....ela é ...é.... a Marly! – Impossível! Não pode ser! Marly se viu rodeada por enorme bando de meninos e meninas, que a tocavam e examinavam o sinal, tão conhecido de todos.
Alguns correram gritando para a secretaria, chamando a atenção das professoras que estavam por perto. – O que está acontecendo meninos? Porque todo este alvoroço? - É a Marly.... Ela está lá no pátio... ela voltou! As professoras se entreolharam admiradas, não acreditando no que estavam ouvindo... mas correram para o meio do murmurinho formado. Quando a professora de matemática botou os olhos em cima da garota, quase caiu para trás, pois imediatamente reconheceu a sua aluna preferida, apesar de quase não ter mais cabelos e estar magra e abatida. Aquela multidão toda em volta dela, a falar, falar e falar em sua volta, foi demais para a sua cabecinha, e ela caiu desfalecida e se não fosse mil mãos que a seguraram, ela cairia no piso da quadra.

Quando acordou, muito dias depois, viu ao seu lado sua mãe, seu pai e sua avó, que riam e choravam ao mesmo tempo, a sufocando de tantos abraços. Todos já estavam cientes do estado mental de Marly, mais por recomendações dos médicos e dos psiquiatras que a atendiam, tinham de fingir que tudo estava bem. A menina foi submetida a uma bateria enorme de exames, onde foi constatado, que a garota não tinha sido estuprada, mas que seu sangue apresentava a presença de substâncias completamente desconhecidas e que apesar dos esforços, nenhum laboratório, foi capaz de identificar. Ela estava demasiadamente debilitada e apresentava profunda anemia e com alguns órgãos internos funcionando precariamente e que as esperanças de a salvar, eram remotas, pois as drogas em seu corpo, continuavam a agir, de um modo, que a ciência não pode identificar. O cérebro de Marly era o que mais sofria com a ação do microrganismo desconhecido.
Cicatrizes em seu corpo, demonstravam que ela foi submetida a traqueostomia e a gastrostomia, para ajudar na respiração e na alimentação. Tudo indicava que a jovem esteve entre a vida e a morte e que esteve internada em alguma clínica ou hospital, em demorado tratamento. A equipe médica, muito a contra gosto, teve de apresentar um minucioso laudo, por exigência da polícia federal e do juiz encarregado do caso, que a todo mundo intrigada. Depois de muitas laudas e suposições o relatório aventava a hipótese de que Marly foi submetida a um tipo de tratamento experimental de alguma droga... ou seja, ela foi uma cobaia para algum cientista louco. Isto alarmou de tal modo o mundo científico, que com a autorização dos pais da jovem e da justiça, foi montada uma equipe médica multidisciplinar, até com especialistas estrangeiros, para tentar salvar a vida dela. Com o passar das semanas, com o evidente fracasso nas tentativas de eliminar as drogas do sangue e dos músculos e nervos da paciente, o desanimo da equipe era total, não sabiam mais o que fazer para a salvar da morte, que se aproximava a passos largos. Marly na UTI, dava os últimos sopros de vida.
Eram duas e meia da madrugada, e o médico, de plantão na UTI exclusiva da paciente, finalmente decidiu agir. A mocinha estava a morrer, então não custava nada... lhe injetar o soro desconhecido. Dr. Ronaldo, brilhante e ambicioso médico, tinha recebido há quatro dias, um embrulho, com remetente desconhecido. Uma caixa de isopor, com um frasco de 450 ml contendo um líquido incolor. Num envelope pardo, ele encontrou uma quantia muito grande de dólares e um bilhete.
“Este é o único soro que pode salvar a vida de sua paciente. Você terá aplicar, em Marly, todo o conteúdo, conforme instruções abaixo. Não tente analisar o produto, pois o resultado que obtives numa possível análise, não lhe servirá para nada. Se a menina se salvar, você receberá, deste mesmo modo, a mesma quantia em dólares”. Dr. Ronaldo, ficou em dúvida, lutou muito com sua consciência e sua ética profissional, mas sua ganância em embolsar tantos dólares e com a promessa de ainda mais, finalmente venceu, e ele decidiu, seguir as instruções recebidas. Marly estava morrendo... se o soro fosse ineficaz e em vez de curar, apressasse sua morte, ele apenas estaria a libertando de tanto sofrimento.

Com surpresa da equipe médica, a paciente começou a apresentar sensíveis melhoras e até voltou a sair do coma. Já conseguia se comunicar com as pessoas e reconheceu seus pais e a avó.
A alegria de dona Leonor e seu Pedro era enorme, finalmente depois de 1 ano e meio, sua querida filhinha estava de volta ao lar. Só uma coisa perturbava a todos, para Marly, todos esses meses não existiam em sua memória.
Mamãe, acabo de receber uma ligação de Eduardo, um rapaz muito simpático, mas com idade muito acima, dos demais garotos da minha turma. Ele estava a me convidar para passar uns dias na casa de campo de seus pais... imagina só o louco, não vou de jeito nenhum, pois mal o conheço! Leonor e Pedro, se entreolharam, e concordaram com a filha; sabendo que o telefone, na nova residência, ainda estava por ser instalado.

FIM

Sobre este texto

Marcela

Autor:

Publicação:10 de junho de 2014 21:43

Gênero literário:Contos eróticos

Tema ou assunto:BDSM

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  • Marina
    Postado porMarinaem1 de janeiro de 2015 01:48

    Onde este conto é de BDSM??? Aff, nada haver.

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