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A BONECA DE CERA

A BONECA DE CERA

Trabalhava a menos de dois meses na boate de dona Esther, como recepcionista. Sabia muito bem que nos andares superiores da casa, muitos quartos, recebiam os clientes da casa. As muitas mulheres que ali trabalhavam, eram na verdade as meninas de dona Esther. Nunca me importei com isso, pois o dinheiro que recebia, trabalhando à noite de quarta a domingo, das 22 horas até as 4 da matina, era muito bom e dava perfeitamente para pagar os meus cursos de secretariado e de inglês.
Eu morava sozinha, na pensão da Marlene, desde que vim morar na capital. Com 20 anos, não queria o destino de minhas irmãs mais velhas, lá da roça, que incultas se casaram por lá mesmo e agora viviam cuidando dos filhos e dos matutos dos seus maridos.
Com algumas economias, arrumei a mala e vim para a cidade grande, tentar a vida. Tive muita sorte, pois a dona da pensão, tinha uma prima, proprietária de uma casa noturna que estava procurando uma moça para ser recepcionista.
Dona Esther, se simpatizou muito comigo, me achando muito bonita e me contratou, com um ótimo salário. Foi sincera comigo e me botou a par das verdadeiras funções de sua casa. Eu disse que não me importava com isso, desde que minhas funções fossem apenas de recepcionista.
Num fim de expediente, cansada e pronta para ira embora, dona Esther me convidou para ir até ao seu escritório, no segundo andar.
Fiquei maravilhada com o luxo do local, não era apenas um simples escritório, mas um autêntico apartamento, onde ela tinha de tudo.
Bebericando e botando conversa fora, a patroa veio com um convite bastante estranho. - Ana, você é uma moça muito bonita e sei que moras sozinha, na pensão de minha prima. Quero que você venha morar comigo, aqui neste apartamento.
- Falei para ela que não tinha como pagar por local tão luxuoso. - Tem sim, bobinha! - Faça uso do teu corpinho e tudo estará resolvido.
- Dona Esther a senhora quer que eu venda o meu corpo? Sou uma moça honesta e não uma piranha. Jamais farei coisa deste tipo. Com raiva me preparei para ir embora. Mocinha, você me decepciona. Esperava que aceitasse o meu convite e até fechei negócio com o doutor Afonso. Ele está lá embaixo, só esperando o meu sinal para subir.
Eu sabia quem era o doutor Afonso, um velho rico, que vinha todo fim de semana à boate e que me comia com os olhos. O velhote já me tinha feito inúmeros convites para sair com ele, me prometendo rios de dinheiro. Mas eu sempre o recusava.
- A senhora não tinha nenhum direito de fazer isso! Vou embora e nunca mais voltarei aqui, podes arruma outra empregada. Com muita raiva dela, peguei minha bolsa e fui saindo. - Até nunca mais, dona Esther! Nem dei dois passos e senti minha cabeça rodar e caí de volta no sofá.
Esther se inclinou sobre mim, caída no sofá e falou bem juntinho do meu rosto: - Agora é tarde para recusar, querida Ana. Afonso já me pagou uma bolada por você e eu prometi que serias dele e eu não gosto de falhar com os meus contratos.
Minha cabeça rodava, queria me levantar e xingar a mulher, mas inexplicavelmente, nem conseguia falar direito e muito menos me mexer. Vi quando Esther abriu a porta do apartamento e deixou Afonso entrar. - Pronto doutor Afonso, aí está a menina que tanto cobiçavas, a sua inteira disposição. Faça bom uso dela, mas por favor não judie muito da bichinha, pois tenho muitos planos futuros para ela.
-Esther, tem certeza que ela e virgem? - Doutor... foi o que ela me disse...apesar de já ter vinte anos, não deixa de ser uma caipira lá do interior, onde este negócio de virgindade ainda está vigente. Mas vamos tirar a prova disso, agora mesmo.
Ana em pânico, viu Esther tirar sua roupa, a deixando nuazinha, estirada no sofá. Afonso se aproximou ainda mais: - Que corpo lindo tem esta mulherzinha... é muito difícil acreditar quer ainda é virgem. Queria gritar, berrar e impedir que Esther separasse suas coxas, como estava fazendo, mas parecia que seu corpo não a obedecia. Parecendo uma boneca de pano, sentiu quando a megera, meteu os dedos em sua vagina e depois de a examinar com muito cuidado, exclamar para o velho milionário. - Uma boa notícia, doutor Afonso...o cabacinho dela está aí, intocado.
- Que maravilha, Esther.... Vou lhe fazer uma proposta, que acredito ser irrecusável. Eu quero comprar esta garota e não apenas a alugar por algumas horas. - Doutor Afonso, isto lhe vai custar muito caro, eu já tinha tudo planejado para ganhar muito dinheiro com ela.
Esther, você sabe que posso pagar o tudo o que você pretende obter com ela. - Está bem, doutor Afonso, vamos la dentro discutir o negócio.
Ana não podia acreditar no que estava acontecendo... ela estava sendo negociada como se fosse apenas uma mera mercadoria, exposta a venda numa vitrine.
Não passou nem vinte minutos e Esther retornou, onde Ana estava, nua e imobilizada sobre o sofá. - Minha queridinha, fiz um ótimo negócio com o Afonso. Você agora é propriedade dele. Não sei o porquê ele a comprou de mim, se podia usar o teu corpo, aqui mesma na minha casa, por um custo bem mais em conta. Mas desconfio que ele é um velhote tarado e sádico, e se for assim, coitadinha de você.
A única coisa que Ana conseguir fazer era deixar verter algumas lágrimas, oriundas do seu horror, nada mais do que isso. Escutou quando Esther fez uma ligação telefônica:
- Marlene... é a tua prima Esther quem fala…não ela não voltará para a tua pensão. Eu a vendi para um velhote milionário, por um montão de dinheiro. Quero que dê fim em tudo que é de Ana. Roupas, documentos e tudo o mais que encontrares no quarto dela. Queime tudo e se alguém a procurar, diga que ela foi embora, sem lhe dizer para onde. Sim, minha querida prima... vou lhe dar uma comissão por esta venda...tal como eu fiz com as outras meninas que você me mandou.
- Não, Marlene...ela ainda está aqui comigo. O comprador já pagou, mas a deixou aqui por uns dias. Diz que necessita tomar algumas providências, antes de a levar com ele. Sim...está sob o efeito da droga... não pode mexer nem um musculo e vai ficar assim por algumas horas. Depois eu aplico outra dose.
Por dois dias, a coitadinha ficou estirada numa cama, totalmente imobilizada, não tinha nenhuma noção de tipo de droga que Esther lhe aplicou para ficar deste jeito. Mas pode percebeu quando dois homens, entraram onde estava, dos morenos enormes mal encarados. A vestiram com uma espécie de camisola, grossa de lá, e a colocaram dentro de uma caixa de madeira, que mais parecia um caixão de defunto.
Mesmo com a tampa fechando o caixote, ela podia ouvir os homens falarem com Esther. - Doutor Afonso pediu para a gente levar a encomenda dele, lá para…. - Rapazes, não me digam nada para onde a estão levando, não é assunto meu. - Digam ao doutor Afonso que eu apliquei na garota, mais duas doses do imobilizante e que ela ficara neste estado por mais algumas horas. Que tome cuidado, pois ela já recebeu a dose máxima e não poderá receber nenhuma outra dose, sob pena de ficar assim para sempre.
Para Ana, o pior de tudo, era que podia ouvir o que falavam ao seu redor, porém por mais que se esforçasse, não podia mover um único musculo de seu corpo e isso era de uma agonia sem limites.
Percebeu pelo trepidar do caixote, que estava dentro de um veículo, que trafegava velozmente por uma estrada asfaltada, assim pareceu para Ana. Depois de muito tempo, que não pode precisar, percebeu que pararam o veículo e o caixote foi levada para algum lugar e colocado, com rudeza sobre algo.
Em pânico, mas com uma pontinha de esperança, pode ouvir o diálogo entre os dois homens. - você não acha que é muito perigoso o que estamos fazendo? Deixar de levar a mulher para ele, pode ser o nosso fim! - Que nada, o velhote, sem a gente não vale nada, e o que ele nos paga é uma merda, não vale apenas. Veja o que ele faz com a moças que levamos para ele! As usa por alguns dias e depois as torturas até a morte. Aquela menina da semana passada, ainda está lá no galpão, mas morta do que viva. Toda machucada pelo doidão. A recompensa que o velho dela oferece é muitas vezes maior do que o miserável nos paga.
- Vamos entrar em contato com o pai da menina e dizer onde ela está aprisionada, mas antes queremos receber a recompensa oferecida. - E quanto a esta aqui, o que vamos fazer com ela?
- Vamos deixa-la aqui no nosso barraco, até o efeito das drogas passar depois a deixamos ir embora. Ana, riu por dentro... os dois morenos a estavam salvando de uma possível morte sobre tortura. Quando eles a tiraram do caixote e a colocaram sobre uma rústica cama de madeira, ela respirou aliviada, dentro em breve estaria livre e voltaria correndo para sua família no interior.
Mas não foi bem assim. O destino de Ana, já estava previamente traçado e iria seguir seu curso inexorável. - Moça, a gente não sabe quanto tempo você vai ficar neste estado, mas não tenha medo. Não a vamos levar para o nosso patrão, vais ficar aqui com a gente até ficares boa e depois poderás ir embora.
Os dois homens saíram e por muito tempo a deixaram sozinha, sobre a cama deles, parecendo mais uma boneca de cera do que uma pessoa viva.
O plano deles, saiu como o planejado. Entraram em contato com o bilionário, pai da mocinha sequestrada por Esther e por Afonso. A quadrilha de safados foi toda desmantelada, não pela polícia, mas pelos capangas do pai, que ao ver sua querida filha tão machucada pelo sádico homem, mandou eliminar a todos, até Marlene a dona da pensão onde morava Ana, encontrou seu merecido fim.
Mas para Ana, nada aconteceu como imaginavam. Quando retornaram ao barraco, felizes da vida, com muito dinheiro no bolso. Encontraram Ana as portas da morte, o efeito da droga, em seu corpo não se dissipava e ela, há seis dias sem comer ou beber nada, estava em total estado de inanição, em extrema debilidade. Assustados com isso, não sabiam o que fazer a respeito. Pois esperavam que ela já estivesse recuperada. Esther, na sua ignorância sobre os reais efeitos da droga, aplicou na jovem dose excessiva e, agora seu corpo não conseguia eliminar as toxinas que atuavam em seus músculos, os paralelizando.
Quase que por intuição, levaram aos lábios secos e rachados de Ana, um pouco de água. Que ela solveu avidamente, piscando os olhos seguidamente, tentando se comunicar com eles. Daí para frente este foi o modo que eles conseguiram saber o que ela queria e passaram a ser uma espécie de cuidadores de Ana. A alimentando e lhe dando o que beber e o mais degradante para Ana, a lhe dar banho e a limpar, quando fazia suas necessidades fisiológicas. Ela queria que eles a levassem para um hospital qualquer, mas não tinha como dizer isso a eles.
Dez dias depois, de tanto a tocarem, os dois rudes homens, passaram a desejar o belo corpo dela. Deste modo, Ana perdeu sua virgindade, e passou a ser mulher deles. Dormia no meio dos dois que se serviam dela sempre que tinham desejo pelo seu corpo. O bom era que ela nunca podia se negar a eles, e por muitas vezes, eles a tinham ao mesmo tempo, um pela frente e o outro por trás. Para Ana este era o único modo de não deixar seus músculos se atrofiarem por completo. Mesmo quando estava naqueles dias, eles não a deixavam em paz e passavam a se revezar a enrabando.
Diga se a verdade, os dois, fora o prazer que sentiam ao possuí-la, quando e onde queriam, não a maltratavam, ao contrário, cuidavam dela com muito carinho. Ana percebeu, na sua imobilidade, que eles tinham uma espécie de prazer mórbido, ao lhe dar banho e limpar suas fezes e sua vagina.
E este prazer mórbido passou a ser também o de Ana, que tremia de medo da possibilidade de engravidar deles.
Dez meses depois, Ana vivia num lugar bem mais confortável e eles aprenderam a cuidar dela com mais atenção as suas necessidades, tudo com os movimentos dos olhos, das piscadelas que conseguia dar.
Mas tudo tem seu fim e, Ana começou a sentir que seus nervos e músculos a se contraírem em doloridos espasmos e a dor que sentia só podia ser externada, através dos olhos e de suas lágrimas. Quando eles entenderam isso, finalmente, com a Graça do senhor, resolveram que era hora de a levar para um tratamento especializado.
Ana foi largada pelos dois homens, durante a madrugada, num banco de jardim. Quando o dia amanheceu, o movimento da pracinha se intensificou e todos os passantes, puderam ver a mulher sentada no banquinho, vestindo um vestido verde forte. O que chamou a atenção, foi a imobilidade da moça, que parecia uma boneca de cera. Aos poucos, ao seu redor, alguns curiosos ficaram a observar, a maioria pensando que fosse alguma jogada publicitária. Um casal de idosos, observou que a "boneca" piscava muito e que lagrimas vertiam de seus olhos.
- Meu velho...ela não é nenhuma boneca de cera.... Acho que esta moça está em choque. Melhor chamar ajuda para ela.

Nos dias seguintes, todos os jornais da cidade noticiavam, o extraordinário caso, a quem chamavam de " A boneca de cera". Mesmo com todos os recursos da medicina moderna, os médicos e cientistas de diversas áreas, não conseguiram descobrir o porquê a moça estar totalmente paralisada. E o mistério aumentou, pois, a identidade da "boneca" permaneceu desconhecida de todos.

Até hoje, meses passados, internada num instituto de pesquisas, avançado, Ana consegue se comunicar com o mundo a sua volta, mas prefere não se identificar. Melhor ficar aqui, onde tem todos os cuidados que necessita, do que ser levada de volta para o interior, para ser jogada num quartinho na casa de suas irmãs matutas e cheias de filhos. Tinha muitas esperanças de que, num dia os cientistas a tirariam deste estado de paralisia total.

FIM

Sobre este texto

Marcela3

Autor:

Publicação:19 de agosto de 2015 13:25

Gênero literário:Contos eróticos

Tema ou assunto:BDSM

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