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A tentação veste terno - I/V

Boa tarde, amigos! Espero que curtam muito meu novo conto, que se divide em 5 partes. Abraços a todos.

Felipe é um rapaz como poucos. Vindo de família miserável, com muitas dificuldades e força de vontade, conseguiu formar-se em Direito e mudar totalmente sua história. Hoje, aos 35 anos de idade, com faturamento mensal invejável, é dono de um escritório de advocacia e de uma pizzaria. Casado, pai de 3 filhos, simpático, generoso, meigo, humilde e muito honesto, Felipe leva uma vida reta, preenchida pelo trabalho e pelo estudo – é pós graduado em temas referentes à vara de família.
Moreno claro, de cabelos escuros curtos ondulados e modelados em um discreto topete, olhos castanhos escuros pequenos e expressivos que lhe dão um ar angelical, Felipe usa um charmoso cavanhaque que o torna ainda mais atraente. A altura – 1,70 cm – aliada à silhueta esbelta sem malhação, mas definida, com ombros bem largos, completa seu feitiço.
Conheceu-me quando eu tinha apenas 3 anos. Como, na adolescência, era companheiro de banda e amigo do meu irmão, tornou-se também amigo da família, desses que, embora visitem pouco, são recebidos como se convivessem todos os dias na mesma casa. Pena que, durante essas visitas, eu quase nunca estava em casa.
Após tanto tempo – para ser exata, 17 anos, pois estou com 20-, eu o reencontrei por meio de uma rede social a pedido de minha mãe, que precisava de seus serviços jurídicos.
Até o momento da aceitação do convite, Felipe não representava nada para mim. Inclusive, me perguntava o que fazer com aquela amizade após obter o número de seu escritório, pois eu não tinha muitas lembranças dos tempos em que ele freqüentava minha casa e tinha certeza de que também não se lembraria de mim, por foto, depois de tanto tempo.
Naquela quarta-feira, pela manhã, ao me conectar com meu perfil pelo celular, fiquei surpresa por ter sido aceita em sua rede de amigos, até me dar conta de que meu primo era um amigo em comum entre nós. Acreditei que esse foi o motivo mais lógico de ter aceitado minha solicitação de amizade. Uma janela de conversa piscou e constatei que era a dele. Tinha acabado de me adicionar e já queria conversar.
- Você não me é estranha...
Respirei fundo pensando em como abordá-lo sem que ele percebesse que o procurei apenas para pedir um favor.
- Olá doutor Felipe, tudo bem? Obrigada por ter me aceitado. Sou irmã caçula do Sandro.
- Estou bem, e você? Ah sim, agora estou me lembrando! Quando eu ia à sua casa, você fazia companhia a mim e ao seu irmão. A “irmãzinha pirralha” que não parava de correr pela sala! Você se lembra?
- Estou ótima. Eu me lembro pouco, faz muito tempo. – disse, aborrecida com o termo que ele usou para se referir a mim.
- É verdade. E o Sandro, como vai? Sua mãe? Enfim, como vão todos?
- Estão muito bem, graças a Deus.
-Mas como poderia me esquecer de você? Seu sorriso é inconfundível.
- Obrigada. Algumas pessoas já me disseram isso. – disse, julgando-o como um galanteador.
- Você cresceu, mas continua com as feições iguais às que tinha naquela época.
- Estou com 20 anos.
- Nossa! Nessas horas que eu vejo que estou ficando velho!

Este homem, que antes era apenas um amigo da família, se tornou intrigante. Ele se mostrava tão interessante e, ao mesmo tempo, estranhamente galanteador, justamente por ter me conhecido quando ainda era pequena. De fato, eu me lembrava das visitas dele, dos momentos na sala, mas não do seu semblante. Quando me perguntou, eu tive flashbacks, porém não consegui visualizar seu rosto em nenhum deles. Parecia que o rapaz da foto e eu nunca havíamos sido apresentados, de forma que o estava conhecendo naquele momento. Comecei a me interessar pela conversa, o que me motivou a prosseguir. Senti que conversava com um homem como poucos e que, por esse motivo, precisava impressioná-lo de alguma maneira. Faria questão de provar que a “irmãzinha pirralha” do seu amigo havia crescido. Prossegui animada:

- Sou uma mulher feita. Não diga isso, você não é velho! Está com quantos anos?
- Perto de você, sou sim. Bom, se você é mulher feita, só te vendo, pois faz tanto tempo! Tenho 35.
- Garanto que sou. Bela idade, está começando a viver agora. Gosto dessa idade!
- Jura? E o que você faz da vida?

Sentindo-me totalmente à vontade, contei que trabalho por conta como redatora em 2 plataformas online de Comunicação e que vou concluir meu curso de Pedagogia. Aproveitei e, para mostrar algo que tínhamos em comum, mencionei que faria faculdade de Direito, meu maior sonho. Ele ficou simplesmente encantado. Deu-me conselhos, me incentivou, fez mil elogios à área, cantou sua formação acadêmica, o seu local de trabalho e rotina, e, de quebra, se ofereceu para me ajudar em meus estudos sempre que eu precisasse, assegurando-me de que eu estava no caminho certo e de que teria ainda mais sucesso do que ele. Fiquei deslumbrada. A impressão que dava é de que nos conhecíamos há séculos. Não esperava por tudo aquilo. Como era bom conversar com ele! E sim, ele realmente se interessou pela minha vida!
- Qual é o número do seu celular? Será que eu posso te ligar?
- Agora não posso te atender, infelizmente. Estou em uma videoconferência. Se quiser me ligar à noite, por favor, depois das 20h, estarei em pleno intervalo das aulas.
- Ah, que pena! A essa hora já não estarei mais por aqui. Olhe, este é o número do meu telefone fixo aqui do escritório. Fique à vontade para me ligar quando quiser, será um prazer bater um papo contigo.
- Certo, vou anotar. Para mim também será um grande prazer. Ainda quer o meu número, também vai me ligar quando puder?
- Posso mesmo?
- É claro!
- Olhe que eu vou te ligar de verdade, hein? – riu-se.
- Ligue sim. O número é este.
- Menina, preciso sair, infelizmente. Meu cliente irá chegar.
- Tudo bem, depois nos falaremos.
- Não se zangue por te chamar de menina, mas é a forma como consigo chamá-la, porque estou acostumado a vê-la pequena. Posso te chamar assim?
- Eu entendo. Pode me chamar como quiser.
- Está certo.  Beijos, fique com Deus, tenha um bom dia.

Definitivamente, Felipe havia despertado algo em mim. Algo novo, mágico, excitante e diferente, que não sabia bem identificar, mas sabia que havia despertado nele também. Vasculhei todo o perfil dele para obter o máximo de informações ao seu respeito. Vi foto por foto, li escrita por escrita. Especial foi a palavra que mais se ajustou a sua personalidade. Desde este dia, passei a conversar com Felipe diariamente. Era eu quem o chamava, na maioria das vezes, já que sua timidez não permitia. Desdobrava-me em elogios, fazendo-o sentir-se como um deus. Chamava-o carinhosamente de “meu amor” e me mostrava mais atenciosa do que de costume, a fim de manter um clima de romance adolescente. Não conseguia agir diferente. Ou melhor: poderia até conseguir, mas não queria. Só queria aquele advogado.
Assim sendo, “dando a cara pra bater”, tomei coragem e propus:
- Parece que nos conhecemos de longa data, é tão gostoso conversar com você! Acredito que seria muito bom te ver, sua companhia deve ser maravilhosa.
- Eu também penso o mesmo. É engraçado isso (o sentimento). Desde a primeira vez em que nos falamos, fiquei com muita vontade de te ver. Bateu uma saudade, sabe? Então, quando quiser, será necessário apenas combinarmos.
- Eu quero muito! Comigo também foi assim. Pena que não existe teletransporte.
- Mas existem outros meios de transporte. Nós vamos nos ver.

Exultei com a afirmação. Além de tudo, Felipe se mostrou um rapaz decidido, de espírito forte. Aos meus olhos, ele só tinha qualidades. Despedi-me sob a promessa de escolher um dia e avisá-lo.
No mesmo dia, à noite, tive uma surpresa pela qual jamais esperei.






Sobre este texto

Menina Mulher

Autor:

Publicação:18 de julho de 2014 22:29

Gênero literário:Contos eróticos

Tema ou assunto:Casal

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