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A tentação veste terno - II/V

Entrei na rede social como faço todas as noites, mas, em um dado momento, fiquei ausente por alguns minutos. Quando voltei, não acreditei: Felipe estava online e já passava das 22h, horário em que ele raramente entrava. E já tinha me mandado duas mensagens!

- Boa noite, minha menina!
- Boa noite, não quer falar comigo hoje? – digitou em seguida, impaciente.
- Boa noite, Felipe. Eu estava online, mas não estava aqui, me desculpe. Tudo bem com você? – digitei rapidamente assim que retornei, com medo de que ele já tivesse ido.
- Sim, e com você?
- Tudo ótimo! Pelo visto cheguei bem atrasada para falar contigo! – disse, divertida.
- Não tem problema, o importante é que estamos nos falando. Onde você está? Pode conversar?
- Em minha casa, em meu computador. – respondi, achando muito estranho o rumo que a conversa tomava.
- Certo. Você tem namorado?
Gelei por inteiro. Senti meu coração bater muito forte no peito e um formigamento ao pé da barriga. Um sorriso largo se abriu, a boca ficou seca e as palavras fugiram de minha mente, de modo que eu não conseguia formar nem uma frase. O medo me acometeu. Não podia falar qualquer coisa, tinha de escolher as palavras certas para não me arriscar a perder aquele homem.
- Tenho, mas vou me separar dele. – disse resoluta, achando que era o melhor a ser dito.
- Posso saber o porquê?
Ele queria saber mais da minha vida do que eu podia imaginar. Jamais pensei que fosse se incomodar com isso ou iniciar uma conversa a respeito de sentimentos. Isso não era o tipo de coisa que não combinava com um homem daquele, forte e decidido, ainda mais que, apesar de tudo que eu fazia, ele não me dava muita intimidade ou não deixava claro que dava. E era disso que eu mais gostava desde o início: o fato de ele saber se valorizar.
- Simplesmente não gosto mais dele. Acho que não me serve mais.
- Entendo. E de quem você gosta?
- Nossa, quanta pergunta! – exclamei, sem me exaltar. Estava muito intrigada e confusa como um “cego em pleno tiroteio”, isso, sim.
- Perdoe-me. Tomei a liberdade de ver as fotos do seu namorado, noivo, sei lá. Mas já quis saber demais sobre sua vida, vou dormir e deixar que você vá também.
Conclui que ele só poderia estar com ciúmes para querer encerrar a conversa dessa maneira. Meus sintomas iniciais aumentaram e eu me senti ótima: tive a certeza de que ele estava “caidinho” por mim. Sim, somente o fato de gostar de alguém poderia plantar a insegurança no coração de um homem daquele, advogado, imponente, cheio de si. Arrumei uma forma de prosseguir com a conversa e prendê-lo ainda mais em minha “rede”.
- Não posso ir dormir antes de satisfazer uma curiosidade. Até agora, somente você fez perguntas. É minha vez.
- Pois diga.
- Por que me perguntou se tenho namorado?
- Por quê?
- Sim, meu amor. Por que perguntou?
- Porque você chama todo mundo de “amor” e eu me sinto muito estranho quando me chama assim. É sério.
Yeees! Meu jeito de tratar havia mexido com ele. Eu consegui. Ele estava confuso, encantado. Na certa, com sintomas de paixão. Fui investigar:
- Olhe, apenas sou muito gentil com todos, tenho vários amigos. Mas contigo é diferente. Não é apenas uma questão de gentileza. Como você se sente quando te trato assim? Seja sincero. Essa conversa ficará somente entre nós, não devemos nada a ninguém. Pode confiar em mim.
- Confio plenamente em você, viu? Só sei que sinto algo muito bom quando me chama assim, algo que não consigo explicar, apenas sinto.
- Entendo. Quer se encontrar comigo, me ver?
- Mesmo que eu não ache certo tudo isso, é somente o que quero.
Quase desfaleci. Achei que meus próprios olhos estivessem me traindo. Reli, e, quando tive certeza de que estava falando o que sempre desejei desde a primeira conversa, decidi assumir de uma vez por todas.
- Logo será certo, pois ficarei solteira. Olhe só o que estou fazendo por você!
- O que está fazendo por mim?
- Vou deixar a vergonha de lado e dizer: só vou me separar do meu namorado porque estou gostando de você. Gostando como nunca. E como nunca gostei de ninguém também.
- Pare. Você está brincando comigo, só pode ser!
Sabia que ele iria recuperar aquele jeito arrogante que me desanimava e, ao mesmo tempo, dava um “tempero” a mais na relação. Era como se estivéssemos brincando de “gato e rato”, sendo que ele era o rato e eu a caçadora. Quando eu pensava que se encontrava vulnerável, pronto para ser fisgado, ele fugia. O poder daquele homem de me tirar do sério era algo fora do comum.
- Porque estaria brincando? Acha que eu tenho tempo para brincadeiras? – fui eu que me irritei.
- Não. Amanhã cedo nos falamos. Vou dormir agora, está tarde. Pode ser?
- Pode ser sim. Boa noite e até amanhã. – disse pesarosa, com medo de ter sido impulsiva e tê-lo assustado.
No dia seguinte, antes das 09h, eu já havia recebido mensagens, que li pelo celular mesmo. Ele me disse que queria falar durante o período da manhã, porém não estipulou um horário. Dormi demais e acordei quase às 10h. Senti uma grande aflição. Supus que era tarde e que já tinha se desconectado. Enganei-me. Tive de arranjar uma desculpa rápida e convincente para não colocar tudo a perder, ainda mais porque senti minha parte íntima úmida após ler sua mensagem. Eu estava começando a me excitar com aquela relação.
- Bom dia, menina. Cadê você? Deveria ter posto o despertador para tocar. Não tenho muito tempo para nossa conversa. Mas ô vontade de estar aí para te acordar!

Sobre este texto

Menina Mulher

Autor:

Publicação:18 de julho de 2014 22:31

Gênero literário:Contos eróticos

Tema ou assunto:Casal

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