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A tentação veste terno - III/V

- Booooom diiiia! – respondi, toda animada e com o coração batendo na garganta.
- Bom dia, menina; está atrasada!

Para variar, mais uma vez ele usou aquele tom soberbo. Por que ainda me importava com isso se, ao mesmo tempo, gostava tanto?

- Estava sem Internet e sem luz. Perdoe-me! – menti.
- Sendo assim, está perdoada. Não precisa se desculpar.
- Está certo. Como você está, meu amor, como dormiu?
- Estou bem e dormi pensando em você, em tudo o que me disse ontem; não posso negar que me senti diferente quando te conheci, logo que começamos a amizade, mas não entendo, estou confuso. Como assim, você gosta de mim? Acho tão rápido! Sei lá, não consigo entender. Pode me explicar?
Vi que teria de dar milhares de explicações, pois ele era mesmo desconfiado. Mas não me importei. Teria toda paciência do mundo para conquistá-lo e fazer com que confiasse em mim. E persistência é uma das minhas qualidades mais fortes! Sabia que logo ele estaria totalmente entregue.
- Sinto tudo isso que você disse. É tão bom! Há muito tempo eu não me sentia também. Estou falando sério.
- Sei que fala sério, confio em você, mas estou muito surpreso com essa situação.
- Também fiquei surpresa, pois, desde que te conheci, não sou mais a mesma. Logo notei que combinamos em muitas coisas e você é diferente. Sua personalidade forte, seu carisma... você é... super especial! Passei a pensar diariamente em ti, enquanto faço minhas atividades, e a te imaginar. Imaginar como é estar ao seu lado, ter sua companhia. Entende? Foi um sentimento que despertou. Até deixei de me importar com o meu namorado e não quis mais vê-lo, como te contei.
- Nossa... quando você me chama de “meu amor” acho muito forte, mas sinto algo muito bom também, estremeço, “saio totalmente do eixo”.
- É, acredito que algo realmente esteja nascendo entre a gente. – escrevi, arfante, sentindo minha pele queimar de tanto que minhas bochechas ardiam.
- Não posso mentir: estou sentindo algo muito gostoso, que há tempos também não sentia. Tenho muita vontade de te ver, sair contigo para te conhecer melhor e tudo o mais. O problema é que sou comprometido, acho que você já sabe. Mas, mesmo assim, sinto algo muito forte, preciso sair contigo. Por outro lado, essa situação é muito chata, pois nunca tive uma amante.
- Faço das suas palavras as minhas. Simplesmente não paro de pensar em você, desde a hora em que acordo até a hora em que vou dormir. Mesmo que eu tenha tentado lutar contra isso, a partir do momento em que começamos a nos falar, você nunca mais saiu da minha cabeça.
- Quando leio um recado seu, eu começo a suar. Nossa, me dá um frio na barriga!
- Eu fico com dor de barriga de verdade! – ri, mas realmente estava e também completamente zonza. Era emoção demais, para mim, ter aquele homem misterioso, de várias personalidades, se revelando, demonstrando sentimentos. Não parava de imaginá-lo no momento em que “teclava” comigo.
- E o coração acelerado, também. Se não soubesse o que você sente, jamais iria te dizer, mas, agora que sei, posso falar: desde a primeira vez fiquei com vontade de te ver, de te abraçar e de te beijar. Esse sentimento é avassalador!
- Puxa vida, ganhei o dia! – disse. Além de estar com a pele toda vermelha, dor de barriga e taquicardia, sentia meu sexo arder, pulsar. Para minha sorte, lubrificação não é ácida, pois, se fosse, minha calcinha teria se dissolvido apenas com aquela conversa. Como ele poderia mexer tanto assim comigo?
- Você sabe que falo a verdade.
- Sei. E, se continuar, vou a pé até o seu escritório, sem me importar que fica do outro lado da cidade!
- Você está brincando. Fale sério!
Estava claro que ele precisava de uma boa lição contra a bipolaridade. E eu daria, cedo ou tarde.
- Vou falar,então: você está me virando a cabeça, me deixando completamente louca. Acha pouco?
- Não. Sinto o mesmo. Mas temos que ter o máximo de cuidado para que isso não machuque ninguém: você até ontem namorava e eu temo pelos meus filhos. Se bem que sei, vai acabar machucando.
- Você tem razão, ninguém vai saber. Aos poucos tudo vai se ajeitando.
- Sim, que bom que entende. Eu te quero. Apenas te quero, minha menina mulher. Independentemente de qualquer coisa, qualquer situação. Eu quero te ver, nem que seja para somente te olhar. Quero olhar em seus olhos, sentir seu cheiro, sua respiração, o gosto da sua boca... devo parar.
- Você está excitado, eu sei.
- Estou, mas porque te quero, quero conhecer você por inteiro, seu corpo e sua alma, minha menina!
Não estava me reconhecendo. Aquelas palavras, repletas de intimidade, me deixaram louca; A única coisa que conseguia imaginar era Dr. Felipe, um homem tão sério, advogado, todo engravatado, como em suas fotos, ali, no escritório, conversando comigo; podia ver sua excitação crescer através da calça social, sua pele ruborizada e ouvir sua respiração acelerada. Também o via teclar e brincar com seu membro que eu imaginava longo, grosso e duro, digno de um homem imponente e viril como ele. Comecei a me masturbar de leve, por cima do short do pijama. Nunca tive uma sensação tão gostosa.
- Eu também quero tudo isso. Aconteça o que acontecer, eu quero, eu também preciso. Mesmo que ninguém tenha me feito mulher ainda. Não tenho experiências, devo dizer.
- Não importa. O que importa é que você está aqui, comigo. Venha como vier, apenas venha para ser feliz, para me fazer feliz. Vou cuidar de você, aconteça o que acontecer. Prometo. Vamos marcar nosso encontro. Estou te ligando.

Ele realmente me ligou. E eu me senti a mulher mais realizada e excitada do mundo. Ficamos mais de meia hora nos falando, trocando elogios. Queria marcar nosso encontro para a tarde seguinte, mas me fiz de difícil: dei outra desculpa e marquei para dali a 3 dias. Nesse tempo, ele parecia um adolescente encantado com seu primeiro amor: mandava-me mensagens a toda hora, fazendo diversas declarações. Sim, eu estava no controle!
No dia do encontro, ele me ligou para dizer que iria se atrasar. Era tudo tão real, mas, ao mesmo tempo, parecia mentira que alguém como ele estivesse interessado em mim. Não somente por conta disso, mas pela situação em geral, tive de sair às escondidas para encontrá-lo – inventei que iria resolver alguns problemas em meu antigo emprego -, o que, por alguns momentos, me fez sentir uma bandida, desconfortável. Ainda bem que a sensação passou rapidamente.
Àquela hora da manhã, a empresa se encontrava vazia, com todos os funcionários em seus respectivos postos. Olhava impacientemente para o portão a todo minuto, porém não o via. Assim sendo, decidi que iria ao banheiro para relaxar um pouco, dar uma conferida no visual.
Quando retornei, para a minha surpresa, não havia nem sinal dele. Esperei durante mais uns 5 minutos e, de repente, avistei um carro, com os vidros filmados levantados, parado ao lado do portão, como se estivesse esperando por alguém. Não tinha certeza de quem era, então, me fiz mais visível. Nem mesmo um toque de buzina tentou chamar minha atenção. Estava prestes a sair para ver de perto, ao passo que o carro avançou e entrou no estacionamento. Parou ao meu lado, abaixou o vidro e eu gelei.
- Oi Lilian, tudo bem?

Sobre este texto

Menina Mulher

Autor:

Publicação:18 de julho de 2014 22:32

Gênero literário:Contos eróticos

Tema ou assunto:Casal

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