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POR QUE AS COISAS NÃO SÃO FÁCEIS?

POR QUE AS COISAS NÃO SÃO FÁCEIS?
A pouco tempo atrás aprendi na pratica que pessoas confusas geram confusão em nós. Publiquei um conto onde contei minha história com Lukas, uma cara gente boa, mas confuso. (Se quiser saber mais, veja nos meus contos). Lukas saiu da minha vida de forma brusca, estranha e me deixou um tanto abalado. Após algum tempo da partida de Lukas eu decidi esquece-lo e dar continuidade em minha vida. Optei por inicialmente, continuar procurando alguém para sanar meu tesão. E porque eu ainda estava com tesão, eu loguei novamente no chat da UOL como mesmo Nick – Odin (H). Confesso que a busca por esse método, quase não rende nada que valha a pena. Mas o que custa tentar né? Quem está na chuva é para se molhar. Ah e deixo aqui um alerta, este conto não é totalmente erótico.

Entrei aproximadamente umas nove horas da noite e logo algumas chamadas em reservado direcionadas a mim. Nada de interessante, papos fúteis, pedidos de sexo a três e outras coisas mais. Não sei em que horas entrou um rapaz com o Nick de ativo discreto, acabei puxando papo apesar de não ser preferencialmente passivo. O cara tinha um bom papo e me parecia ser gente boa, então após um longo tempo conversando, marcamos para que ele viesse a minha casa. Arrumei o terreno e esperei, em menos de 15 minutos chega um rapaz alto, moreno claro, magro, bonito e educado.

Então o convidei para irmos à sala, ali ele me diz seu nome – Roberto, ele tinha 20 anos. Sem muitas frescuras partimos para o que nos interessava naquele momento. Começamos com um beijo, um abraço e deitamos no colchão que eu havia preparado. Ficamos em uma pegação por exatos 10 minutos até que o celular dele toca. Era um amigo, com qual ele havia marcado sair naquela noite, ele atendeu e me disse que precisava ir embora. POTZ! Como não havia tempo para mais nada, ele saiu e eu fiquei na mão. Eu pensei que poderia ser aqueles truques que as pessoas fazem para sair de situação que não são confortáveis. Acabei desistindo da ideia de pegar alguém pela internet pois já era tarde e eu estava como sono.

No outro dia ainda sozinho em casa, sem nada para fazer e com fome, fui no mercado comprar algumas coisas para eu preparar, escolhi umas frutas, pão sírio e atum, queria comer uma coisa leve. Na volta do mercado passo por uma praça, vejo dois rapazes vindo em minha direção, mas não prestei atenção. Quando ficamos mais próximos, eu notei que era o Roberto e um amigo, mas não estava afim de dar pinta, baixei a cabeça e passei por eles imperceptível. Cheguei em casa, fiz um suco natural e um patê de atum com pão sírio e salada e no restante da tarde e fiquei vendo uns vídeos eróticos e pornôs na web, que acabou aumentando ainda mais meu tesão não saciado na noite anterior. Procurei pelos meus contatos no Facebook alguém para sair, ir a um bar qualquer coisa, onde eu pudesse procurar um cara real e não na net. Nada, nenhum dos meus amigos de festa estavam online e os que contatei alegaram um monte de tarefas e outros programas. POTZ! Sozinho e com tesão de novo.

Decidi assistir filmes até o sono chegar, mas nada... voltei para a net, e acabei logando novamente no chat, mal deu um minuto e um tal de ativo discreto me chamou:

- EAE!

- Oi... Respondi sem muito interesse, pois estava vendo a lista de quem
estava no chat e ver se algo me interessava.

- Ficamos pendentes ontem, né?

- Oi? Eu respondi rapidamente

- Sou eu o Roberto, estávamos ficando e eu precisei sair.

- Ah sim.... Tudo bem?

- Tudo.

- Está sozinho em casa ainda? Perguntou ele.

- Sim, estou.... Porquê?

- Só para saber!

Notei um certo interesse e não perdi tempo e perguntei:

- Está afim de terminar o que começamos ontem?

- Claro! Chego aí em 10 min.

- Certo, vou arrumar as coisas aqui.

Mal respondi e ele sai da sala, me levantei e arrumei tudo novamente, colchão de casal na sala, meia luz, som ambiente. Fui na cozinha, pegar um copo de agua e escuto alguém chamando no portão. Era ele. O convidei para entrar e perguntei a ele:

- Hoje rola mais coisa ou tu vais ter que sair?

- Não, hoje eu fico até o fim!

- Quero só ver! Respondi e rimos ao mesmo tempo.

Como já havíamos começado algo antes, aquele nervosismo inicial foi esquecido. Beijo, abraço e mãos. Com meia luz no ambiente, deitamos no colchão e começamos a nos beijar. Devagar, fomos retirando a roupa. O calor do corpo (tenho tara nisso), o cheiro o toque, tudo isso só fez meu tesão aumentar. Não fizemos sexo em si, mas a pegação foi boa. Sou “perito” em descobrir pontos fracos em outros corpos. Na verdade, ficamos mais conversando do que fazendo outra coisa...

O despertador toca as 06:30 no celular do Roberto, deve ser o horário que ele acorda para trabalhar, eu acho. O papo e a noite foram tão bons, que esquecemos de trocar contato, sabe aquele momento de total animação que há a impressão que são tão próximos e não precisa trocar contato? Então foi isso que ambos sentimos. Roberto foi embora e eu voltei para arrumar as coisas, mas somente lá pelas 10 horas da manhã, que me toquei... “SEM CONTATO” “DE NOVO” “BURRO”. Eu nunca cometi tais erros primários desse jeito e seguidos ainda para me deixar pior.

Mas esfriei a cabeça e deixei essa burrada de lado, mas não tirei Roberto da cabeça. A mistura de felicidade se misturava com frustração da mancada de não pegar contato me incomodaram boa parte da tarde. Decidi limpar a casa para não deixar a cabeça vazia.
Próximo as 18 horas, com a casa limpa e tudo no seu devido lugar fui tomar um banho longo pois estava suado e precisava relaxar um pouco. Durante o banho a, mancada de não ter pego o contato do Roberto volta. Fiquei pensando nele e em como a noite foi espetacular, não resisti e acabei batendo uma pensando nele.

Nem a agua gelada me conteve, mas valeu a pena... pois acabei pondo para fora a energia que tinha acumulado ontem, se é que vocês me entendem…rsrs. Sai do banho, vesti apenas uma cueca pois estava abafado o tempo. Retornei ao meu PC e coloquei uma seleção de músicas, Snow Patrol, Sia, Nando Reis e Capital Inicial na tentativa de me distrair um pouco. Aproveitei para concluir uns trabalhos e me preparar para uma palestra na universidade, quando perto das 21 horas, eu decido acessar a net. Não estava com muita vontade de papo, curtir alguma coisa, vi algumas coisas que eu não tinha visto durante o dia. Lembrei do Roberto e automaticamente do chat da UOL, potz, como eu não havia pensando nessa possibilidade. Afinal tínhamos se esbarrado por duas vezes, poderia ter uma terceira, pensei na hora e agi. Loguei no chat da UOL com meu Nick e bingo!

Roberto estava online, logo puxei papo e ele me reconheceu. Conversamos um pouco pelo chat e o convidei para vir aqui em casa. Repetimos o mesmo da outra noite, conversamos mais e desta vez trocamos contato. Não sei explicar, mas o sexo entre nós não era obrigatório. No outro dia, marcamos de dar uma volta de carro e conversar mais, sem muitas opções acabamos indo ao aeroporto, confesso que quando chegamos lá em alguns momentos minha mente se lembrava de LUKAS (leia meu conto anterior), mas com Roberto a situação era diferente. Ele é carinhosos e me dava atenção na mesma proporção que eu também dava. Não gosto de fazer comparações, mas nessa hora foi inevitável. A presença de Roberto era muito, muito melhor do que LUKAS.

Estávamos ficando a quatro dias e o clima entre nós estava fabuloso. No decorrer da semana, fomos nos vendo e conversando diariamente. Certo dia, ele me convidou para ir à casa dele e eu topei. Ele dividia uma casa com alguns primos e ele me convidou para entrar. Fiquei tenso porque a família dele não sabia, mas ele me confortou dizendo que não havia mais ninguém na casa. Entramos no quarto dele, ele fecha a porta e o clima esquenta muito. Beijos, abraços, lambidas, massagens e um belo sexo oral, eram o que rolava naquele dia. Em algum momento, eu escuto um barulho e interrompo a pegação e ouço vozes...

- São meus primos…. Disse ele!

- Caralho, e agora? Pergunto eu.

- Fique calmo...eles já vão deitar.

Apesar de Roberto estar calmo e me passar segurança eu não conseguia relaxar, só o fato de ser flagrado me deixava extremamente nervoso. Em vez de continuar, ficamos apenas abraçados e conversando. E nesse papo veio a notícia que Roberto Iria embora do estado em poucos dias, necessariamente 10 dias. Parei de falar na hora e minha cabeça ficou confusa de novo. “Potz, isso é praga, só pode” “Não dou sorte” “Porque essas coisas estão acontecendo comigo” típicos pensamentos de quem em menos de dois meses conheceu pessoas fantásticas, mas que iam embora. Não sou imbecil de achar que alguém ficaria por mim, apesar de conhecer história assim. Fiquei calado até que percebi que não ouvia mais barulhos na casa de Roberto. Então eu pedi para sair porque eu queria ir embora. Já do lado de fora, abri o carro e peguei um cigarro.

- Você deve parar de fumar! Disse ele em um tom bem sério.

Em tom debochado, eu dei aquela baforada para cima e o encarei em tom de desafio. Sei que ele quer meu bem e fumar não é um habito saudável, mas infelizmente ele, o cigarro, me acalma. Não vou mentir, saber que ele iria embora não me agradou em nada. Mas decidi relaxar e colocar na cabeça que ele era só um pega da internet. Obviamente isso não deu certo porque eu ainda estava confuso e carente após o LUKAS, mas foquei meus pensamentos naqueles momentos. Era óbvio Roberto não seria igual, mas me senti no direito de levantar todas as barreiras em torno de mim para evitar qualquer sofrimento.

- Então você vai embora?

- Sim. Eu vou.... já tinha comentado contigo antes...

Potz, ele realmente tinha dito e eu não me lembrei, dei um sorrisinho do tipo “ Ah é verdade”

- Ah sim, é mesmo.... Eu disse. MENTIRA porque eu não lembrei mesmo.

- Bem eu preciso ir embora agora...

- Tudo bem... disse Roberto.

Entrei no carro e fui para minha casa com aquilo na minha cabeça. Estava curtindo pacas o cara e ele vai embora. Serei eu o problema? Fiquei me indagando, não queria passar por transtornos emocionais de novo. Não tão cedo.... E com a intenção de não me machucar, chego em casa ligo o PC e mando a seguinte mensagem:

“Oi Roberto, do caminho da sua casa até a minha, andei pesando umas coisas e acho que não é bom que continuemos nos vendo. Você sabe do LUKAS e de que jeito que ele me deixou, sei que não me recuperei daquilo ainda. Eu não gosto dele mais, mas a situação me machucou um pouco. E eu te conheci, confesso que foi ótimo e está sendo maravilhoso ficar contigo, mas pense bem... daqui a pouco você vai embora e eu vou ficar. Os dois vão se machucar, digo... pelo menos eu tenho certeza que vou. Então vamos parar por aqui”.... E clico em enviar. Alguns minutos depois, vem a reposta:

“ Cara, eu sei o que tu passou com o idiota lá, eu não sou igual. To curtindo muito ficando como você e quero ficar com você até o dia que eu for embora. Se damos muito bem e quero continuar... porque é bom estar contigo. Sim, eu sei que podemos se machucar.... Mas não quero ficar sozinho até lá.... Eu quero é você”.

Não li no mesmo dia porque havia saído do PC e ido dormir, mas na manhã seguinte eu leio isso e fico mais surpreso. Após essas mensagens o nosso papo rolou normalmente, e debatemos alguns detalhes sobre nós. Marcamos a noite para conversar, peguei ele na casa dele e fomos a um local calmo.

- Me desculpe pelas palavras de ontem. Eu disse

- Eu entendo, mas vamos curtir.... Sei que vai doer depois, mas quero ficar contigo.

Roberto veio na minha direção e me abraçou, ficamos assim por alguns minutos e ele me disse:

- Então, você quer ser meu namorado?

Obviamente fiquei sem resposta, mas senti meu coração acelerar e o dele também. O abraço dele ficou mais gostoso, uma sensação inexplicável que eu não havia prestado atenção até aquele exato momento. Um detalhe sobre mim, que eu não citei nesse conto ainda, eu sou bastante conhecido na cidade e então ter um pouco de privacidade em locais públicos é difícil, mas não raro. Eu e Roberto ficamos conversando por algumas horas no aeroporto e várias pessoas que me conhecem passavam pelo lugar inclusive várias viaturas da PM então qualquer tipo de contato mais íntimo era impossível. Como estava ficando muito tarde, decidimos ir embora e eu não havia respondido sobre o pedido de namoro.

No caminho quase não conversamos por que naquele momento não precisava de palavras, chegamos a casa de Roberto e ele me convida para entrar. Mesmo sabendo dos riscos com a família dele em casa, eu topei.

- Certo, eu entro, mas não posso demorar porque amanhã eu tenho a palestra na faculdade e eu estou ansioso. Eu disse.

- Tudo bem! Vamos ficar só um pouco porque não conseguimos fazer nada no aeroporto...

Entramos no quarto e apenas ficamos deitados e então Roberto perguntou (de novo):

- Eai, quer ser meu namorado?

- Sim, eu quero.

Roberto coloca uma música para tocar no celular dele, “Lucas Lucco – Só nos dois” que pareceu naquele momento, ser escrita para nós... Eu não sou fã desse tipo de música ou gênero musical, mas confesso que achei a letra interessante. Nisso, ele me fez um pedido:

- Eu quero você! Por completo...

Não transamos porque éramos dois ativos, então nosso limite era os amassos intensos. Eu sou preferencialmente ativo, mas ser passivo não era impossível. Apesar do desconforto, da dor eu precisava estar preparado e relaxado. Então eu topei, mas não naquele momento porque eu precisava estar preparado (leia-se xuca e descansado e preparado mentalmente). Marcamos para o outro dia, se beijamos e fui embora. No outro dia acordei cedo, passei um café e comecei a minha maratona sobre a palestra que eu ia realizar na universidade a noite. Eu e Roberto conversávamos apenas pelo Facebook, assuntos leves e descontraídos. O convidei para ir a palestra comigo, mas ele declinou alegando que ficaria deslocado no local. Não concordei de imediato, mas entendi a situação dele.

A noite realizei a palestra e deu tudo certo, porém não pude sair mais cedo porque fiz parte da mesa de debate. Após o encerramento do evento, loguei no Facebook pelo celular e chamei o Roberto:

- Eai... está acordado ainda?

- Sim, estou...você vai vir aqui?

- Chego aí em 10 minutos.

Assim o fiz, cheguei na casa dele e ficamos apenas conversando. Perguntei dos planos dele para a nova cidade que ele iria morar, sugeri alguns e falamos sobre outras coisas. Então eu disse que no outro dia, eu seria dele. O abracei (aquele abraço de amigos) devido aos primos dele estarem em casa e a rua estar bastante cheia. Entrei no carro e antes de ligar o carro, ele veio pela porta do carona entrou e me deu um beijo. Aquele momento de ousadia foi bom demais. No outro dia durante a tarde, chovia muito e eu estava em casa limpando a área de serviço e vendo se o jardim precisava de poda, levei um belo tombo no piso molhado. Não foi nada grave, mas o corpo ficou bastante dolorido. Perto da noite, eu me preparei e fui para casa de Roberto.

A casa estava livre e a noite seria nossa, a atmosfera era elétrica e o tempo estava abafado por causa da chuva da tarde, conversamos um pouco e fomos para o quarto. Lá começamos a se pegar de novo, fizemos o máximo para ambos estarem suficientemente excitados. Eu por motivos de relaxamento do corpo e ele porque demora para gozar e ele era bem-dotado, devia medir uns 19 cm facílimos e era meio grosso. Então, eu pedi para que ele deitasse e eu ficaria por cima, assim poderia controlar a situação. Pus o preservativo nele, passei o lubrificante e sentei em cima dele. Confesso que doeu (pelo menos no início), mas com os beijos que eu ganhava e as palavras de carinho sussurradas diretamente no meu ouvido, fui relaxando e a situação foi melhorando.

Comigo sentado em cima dele, Roberto começa a bombar vagarosamente, mas com ritmo. Eu pude sentir o corpo dele tremer em alguns momentos, o arrepio causado por mim ao dar mordidas em sua orelha e lambidas em seu pescoço. Parecia que isso era o combustível para ele aumentar progressivamente as bombadas. Ficamos assim por uns 10 minutos, e decidimos mudar de posição. Me deitei de bruços e Roberto por cima, com ele mais livre para se mexer o ritmo e a força aumentaram e muito. Péssima ideia a nossa, porque eu estava com dor nas costas devido à queda e esses movimentos mais fortes fizeram a doer mais. Tanto que a dor superava fácil o prazer, Roberto notou e não conseguiu relaxar totalmente, e perguntou:

- Você está bem? Está machucando?

- Eu...To...bem! Mentira minha. A Dor na minha coluna vinha de próximo ao cóccix e lombar.

- Eu vou parar, porque eu estou vendo que está doendo.

Antes de eu dizer algo, ele saiu de cima de mim e retirou o preservativo e deitou sobre mim...e começou a fazer carinho nas minhas costas, nuca e pescoço. Eu ganhava beijos e palavras de carinho no ouvido. Notei que ele ficou um pouco frustrado porque ter que parar na metade, pedi a ele uma toalha para que pudesse me limpar. Ele passou a toalha e eu fui ao banheiro... ele notou que o meu andar estava estranho. Me limpei e voltei ao quarto, vesti minha cueca e deitei na cama... e Roberto só observando. Ele me perguntou:

- Eu te machuquei?

- Não, não foi você.

- O que foi então?

- A queda da tarde. Eu disse.

-Porque você não me disse que estava machucado? Em um tom sério. Preocupado

- Por que eu não vi motivo, porque não estava tão doloroso. Respondi

- E agora tenho três locais como dor.... Disse rindo...

- Como assim três? Ele perguntou realmente preocupado.

- Eu bati o cóccix, a cabeça e agora a bunda... rindo alto.

- Hum…. Com o rosto sério, Roberto completa

- Eu não tinha a intenção de machucar você.

Dito isso ele me abraça, e devo dizer aqui.... Que abraço. São sensações que não se põem em papel, não saem da boca ou que podemos colocar em um texto como esse. Nossos corpos colados, um nos braços do outro, imóveis. Realmente não consigo descrever o momento.

- Eu vou sentir sua falta sabia? Disse Roberto.

- Eu também vou....

- Vamos ficar juntos até o dia que eu for, certo?

- Sim... vamos ficar juntos.

Ficamos abraçados imóveis, sentindo as batidas do coração e o vai e vem do peito. Eu ainda estava com dor nas costas, mas aquele momento com ele era maior. No decorrer da semana, se víamos todos os dias, conversávamos pelo Facebook. Eu havia contado sobre ele a alguns amigos e ele havia feito o mesmo. Marcamos para sair no fim de semana, escolhemos sábado para mudarmos a rotina de se ver em casa apenas.

Fomos a um barzinho bem legal que toca música ao vivo, logo na entrada vários dos olhares do local focaram em nós. Não tinha como disfarçar a felicidade e o brilho que temos quando estamos gostando. O garçom que nos atendeu era conhecido do Roberto, chegou na mesa e perguntou de cara:

- Vocês estão juntos?

- O que…. Roberto respondeu

- Não, ele não quer nada comigo.... Eu disse em tom irônico.

- Você é bobo... fica logo com ele porque ele é gente boa. Disse o garçom ao Roberto.

Rimos bastante, mas não tínhamos a intenção de deixar nosso namoro tão público assim, visto que Roberto ia embora em menos de 6 dias. Alguns amigos dele estavam lá assim como havia muitos amigos meus lá. Então, um amigo e ex-colega de serviço... aliás, posso chama-lo de irmão. Quando eu conheci esse amigo, ele era homofóbico, tinha nojo de gays, mas com o tempo, ele viu que a fobia de gays era generalizada porque, devido as minhas atitudes, mostrei que nem todo gay era igual e eu não me encaixava no padrão de “gay” que ele conhecia.

Ele chegou na mesa que eu estava:

- Putão (sim, tínhamos esses apelidos “fofos”) .... Saudades de ti cara. Disse meu amigo me abraçando.

- Vaco.... Saudades de ti cara. E cadê a bruxa da sua namorada (Bruxa é apelido carinhoso, ok?) Eu disse.

- Foi passar o feriado de páscoa com os pais dela. Disse ele com cara de saudades da namorada.

O visual do meu amigo é interessante, ele é branco, da minha altura, barba e cabelos compridos e roqueiro. Daqueles que gostam de heavy metal e tem cara de poucos amigos e perguntou

- Quem é esse aí? Referindo-se a Roberto, com a cara de poucos amigos.

- Ah é meu namorado! Eu disse

- Uhhhhhhhhhh delicia. Disse isso bem alto. E abriu o sorriso.

Os que estavam em volta olharam e não entenderam nada, melhor assim. Ele cumprimentou Roberto, conservamos por uns breves momentos e ele saiu, Roberto ficou meio chocado mesmo que não admita. Eu expliquei toda a história minha com esse meu amigo e sua namorada, Roberto entendeu. Alguns amigos dele ficaram zanzando em volta de nós, com o tom de curiosidade. Em uma das mesas do lado, havia um cara que eu fiquei a um bom tempo atrás. Na época ficamos por uma semana, mas descobri que ele era comprometido com uma garota. Me afastei dele porque não gosto de me intrometer no relacionamento alheio e não suporto uma mentira nesse nível.

Porem esse cara não gostou muito na época, ficou me importunando por um tempo até que sumiu. Justo naquele dia ele ressurge das trevas e fica rondando eu e Roberto como se fosse um lobo. Não contei ao Roberto sobre ele, mas a insistência dele em ficar próximo a nossa mesa e o olhar fixo em mim chamou a atenção do meu então namorado.

- Aquele cara ali não tira os olhos de você! E fica passando aqui na mesa toda hora.

Sem tom de cobrança e nem ciúmes, mas a situação estava ficando chata. Não há aquele ditado “Nada é tão ruim que não possa piorar”? Então, surge uma garota inconveniente, colega de universidade. Eu estava de pé em frente à mesa, porque estava fumando. Ela chegou por trás, me abraçou e começou a passar a mão em mim, na frente do Roberto que olhava a cena com cara de “O que é isso”. De acordo com o Roberto, ela olhou nos olhos dele e me lambeu pescoço. De forma sutil, não explicita. Me afastei para ver quem era.

- Oi sumido, por onde anda? Disse ela se insinuando.

- Ah oi, estou sumido não....

Papo foi tenso, porque sinto que ela quer me comer sempre que me vê. Há boatos que ela e o namorado que é um puta gato curtem um sexo a três. Mas eu não acredito em fofocas, e mesmo não tendo muita simpatia por ela a trato com gentileza e educação. Roberto fica só observando, como de praxe não temos muita privacidade por que conheço muita gente, e naquele dia parece que nossa mesa era parada obrigatória. Cansado da falta de privacidade decidi ir embora, na ida uma reprise da chegada, agora com mais olhos voltados a nós.

Sem ter um plano B para a noite, Roberto me chamou par irmos para a casa dele. Ficamos deitados na cama, apenas ficando e conversando. Já era quase 5 horas da manhã, e eu fui embora. A semana foi passando, nós continuávamos a se ver diariamente e conversar pela net. Mas estava chegando o dia dele ir embora, ele iria embora numa sexta de manhã.
Na quarta decidi que precisávamos terminar o que começamos a um tempo atrás e não conseguimos por causa da dor em minhas costas.

Novamente me preparei, mas não avisei a ele, quando cheguei na casa dele eu o excitei o máximo que eu pude fui retribuído no mesmo nível. No ápice da pegação, eu disse a ele que eu estava pronto. Começamos o mesmo rito da primeira vez, preservativo, lubrificantes e eu por cima e dessa vez não havia dor nas costas. Após um tempo me deitei de costas e Roberto por cima, manteve um ritmo alucinante, a cama rangia, nossos gemidos eram suprimidos por beijos, o suor na pele.... Ficamos assim até que Roberto gozou. Ele apenas me beijou e deitou se sobre mim. Estava calor aquela noite, fomos ao banheiro tomar um banho juntos. Lá eu aproveitei para gozar também, ficamos um tempo no banho abraçados e em silencio. O barulho da agua foi relaxante, conseguimos repor nossas forças e voltamos para o quarto dele. Ficamos juntos até o amanhecer sem dizer nada.

Fui para casa descansar um pouco, dormi até umas 10 horas da manhã, levantei e fiz meus afazeres domésticos, refiz a leitura de um artigo para universidade e lembrei de algo: ERA QUINTA FEIRA, véspera da partida do Roberto. POTZZZZZZZZZZ. Almocei e entrei no Facebook, Roberto chamou logo em seguida.

- Oi... boa tarde….

- Oi, boa tarde! Como estás hoje?

- Cansado. A Noite foi muito boa – Respondeu Roberto.

- E o que vai fazer hoje? Já fez suas malas, já se despediu de algumas pessoas? Eu perguntei a ele

- Sim, só falta uns amigos que viram aqui em casa e minha vó. E você, o que vai fazer hoje?

- Eu vou para a universidade e mais tarde eu passo aí. Pode ser?

- Pode.

- Mas não vou ficar muito tempo não, viu... amanhã cedo você viaja e se atrasar perde seu voo.

- Deixa disso, eu quero ficar com você o máximo que der hoje….

- .... Então vamos sair? Beber umas…. Disse eu.

- Sim, pode ser.... vou chamar um amigo meu, pode? O Diego.... Você o conhece...

- Claro, pode sim!

- E aonde vamos?

- Não sei... vamos dar uma volta e ver o que tem de bom hoje. Eu disse porque não tinha ideia mesmo de onde ir.

Sai mais cedo da aula e fui na casa do Roberto busca-lo, quando chego ele e Diego estavam na frente da casa. Sem ideia para onde ir, todos sugeriam locais, mas eu queria que fosse mais calmo, onde pudéssemos conversar sem ter a reprise de sábado quando saímos. Em nossa volta, escolho um local onde produzem cerveja artesanal e sei que é calmo, pois sei que muita gente não gosta desse tipo de bebida. No estacionamento, observo que só tem 4 mesas cheias, mas não me atento em quem está no local. Mal nos sentamos, o garçom veio nos atender com uma péssima vontade deixou o cardápio em cima da mesa e saiu. Eu, Roberto e Diego se entreolhamos e para não ficar chato, pedimos apenas uma cerveja a título de degustação. Nisso eu me levanto para fumar e começo a observar as mesas e para minha surpresa, todos eram conhecidos.

Mais uma vez a romaria de comprimentos e conversas, mal fiquei na minha mesa. Dei um jeito de acelerar a conversa e disse que precisávamos ir, chamei o garçom que trouxe a conta. Pagamos e partimos em busca de um local mais agradável, então partimos para o centro da cidade.

Como era dia de semana, os bares que servem mais bebidas do que refeições estavam com pouco movimento, decidimos ficar em um bar próximo a uma casa noturna que é super badalado, sempre está cheio e tem muita gente bonita. Nesse dia em especial, não estava cheio tinha apenas 6 mesas ocupadas. Pensei que o povo ainda estava de ressaca do feriado prolongado de páscoa, mas à primeira vista não conhecia ninguém ali. Fiquei mais tranquilo, e o atendimento foi fantástico. O garçom até se engraçou para o lado do Diego, em um certo momento fui ao banheiro e observei de perto as outras mesas.

Conhecia quase todos ali, mas para não deixar Roberto e Diego na mesa cumprimentei de longe. O dono desse bar é um velho conhecido meu, não digo amigo, mas sempre foi muito Cortez e educado chegou na mesa e perguntou como estávamos sendo atendidos:

- Eai, como está o atendimento?

- Está muito bom. Respondeu Diego

- Deixe me apresentar meus amigos- Eu me adiantei

- Esse é o Diego!

- Prazer, Diego

- E esse é o Roberto

- Prazer Roberto!

- Esse é o Ricardo, e é o proprietário daqui.

Não sei se estava tão evidente, mas o Ricardo de alguma forma notou que eu e Roberto estávamos juntos, pediu para o garçom para trazer um espumante para nossa mesa. Fiquei bastante surpreso com o gesto, mesmo sabendo que Ricardo era uma pessoa de cabeça aberta. Agradeci e ele retornou para a mesa dele. Diego todo farrista disse:

- Está com moral hein….

- Hum... ganhando bebida é completou Roberto.

- Ahhh sai para lá vocês dois.

Bebemos o espumante, conversamos bastante e rimos muito. Diego e o garçom flertando era muito engraçado. Mas estava ficando tarde e o local começa a encher.... Notei que muitas pessoas que eu conhecia, inclusive colegas da universidade estavam chegando e para evitar outra situação de deixar meu namorado e o amigo dele na mesa, pedi a conta e fomos embora.

Chegamos na casa do Roberto, mas estávamos animados ainda (culpa do espumante) decidimos ir a um bar bem simples mesmo, mas do gênero povão daqueles que ficam perto de rodoviárias (e esse fica mesmo). Chegando lá, novamente encontro conhecidos e demoro cerca de 20 minutos para sentar na mesa. Não é que eu ache ruim isso, mas tem horas que poderíamos passar despercebidos né?

- Desculpa.... Eu disse

- Cara, você conhece gente demais tá doido. Disse o Diego

- Verdade! É muita gente! Completou o Roberto

Dito isso, eu sosseguei na mesa o papo continuou animado. Novamente, o Diego começa a se engraçar agora com uma garçonete. Rimos bastante de novo e a noite foi passando e perto das 03 manhã, fomos embora porque o Roberto ia embarcar as 06. Eu já protestava desde a 01 hora para irmos, mas ele estava se divertindo e feliz (aparentemente). Na casa do

Roberto, Diego se despediu dele e depois de mim. Nessa hora passou o efeito alcoólico e ambos sabíamos que estava chegando a hora. Roberto ficou sério e o cansaço bateu, me despedi dele com um beijo na boca um abraço. Estava disposto a não prolongar aquilo porque ele tinha que viajar, mas ele me segurou e convidou para entrar. Fomos até o quarto dele, deitamos na cama e ficamos abraçados. Quase não trocamos palavras, pois há horas que gestos valem mais do que palavras. O nosso abraço dizia tudo.


Eu queria muito pedir para ele não ir embora, queria mesmo. Mas não tenho o direito de interferir no destino de outra pessoa. Sabia que ele ia embora, ambos sabíamos onde estávamos se metendo e sabíamos que uma hora ia acabar. Mas valeu a pena porque descobri que há pessoas interessantes e que realmente valem a pena. Sinto saudades dele e acho que ele sente o mesmo por mim. Ainda mantenho contato com ele via Facebook, mas já disse a ele que eu quero vê-lo bem, estudando, trabalhando e sendo feliz e o mais importante, que ele ame muito. Não precisa ser eu, mas desejo que ele seja feliz. A destino nos pôs um na vida do outro, com data para terminar essa história. E eu aceito isso e pode ser o que eu sinta por ele mude, mas não vou esquece-lo. Devagar eu vou me afastando do Roberto, para que eu não seja um fator determinante nas escolhas dele no estado em que ele está morando.


Não vou escrever que foi uma história de amor porque eu não creio que o amor aflore de forma rápida. Não sou ingênuo a este ponto... afinal não sou um garoto. Mas estou feliz em ver que depois de muito tempo dentro de uma caverna, assim como o conto “ A caverna” de Platão precisei sair e me arriscar de novo no campo sentimental.

Ainda tenho demônios a exorcizar e paixões a viver. Como disse antes, eu sou um humano... Mas não haverá mais contos de histórias reais como esses.




Espero que tenham gostado. Um abraço de Odin (H).

Sobre este texto

Odin (H)

Autor:

Publicação:19 de abril de 2015 21:01

Gênero literário:Contos eróticos

Tema ou assunto:Gays

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Ainda não há estatísticas de leitura deste texto, pois ele foi publicado em 19/04/2015.

Comentários

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  • Odin
    Postado porOdinem29 de abril de 2015 12:02

    Obrigado Toninho...
    Eu acredito que eu exista amor à primeira vista..., mas ainda não aconteceu comigo.

  • Toninho
    Postado porToninhoem20 de abril de 2015 09:02

    Citar Platão em conto erótico foi o máximo. Eu acredito muito em amor a primeira vista, mas pra mim é fácil já que foi assim que me apaixonei por quem sou casado. Abraços

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