Conto Erotico | Historia Erótica

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Do fundo do baú

Coisa Extraordinária

Naquela manhã, acompanhei Maria até o local onde os pescadores vendiam seus peixes recém-pescados. Ela era a bela e jovem empregada do meu primo Eduardo.

Na volta pra casa, caminhando pela praia, de repente Maria me puxa pelo braço e me arrasta pra outra direção. Assustei-me com o gesto brusco dela.

- Que é isso, menina?!

- É aquele homem, Dona Fernanda!

Ela apontava pra um caiçara negro que consertava sua rede sentado na proa de uma jangada.

- Ele quer me namorar, mas tenho medo! ela confessou.

- Medo?! Mas por que?! Um rapaz tão bonito!

- É que a Senhora não sabe da estória.

- Mas que estória?!

- Deixa pra lá; não é nada, não...

- Vamos, Maria! Não me mate de curiosidade, criatura! Conta logo qual o problema com o rapaz!

Ela apenas tapava a boca com a mão e ria baixinho sem parar.

- Fala logo, menina! Deixa de coisas! ordenei, pois sou uma pessoa curiosíssima.

- Hi hi... dá vergonha de falar, Dona Fernanda!

- Vamos! Diga!

- Não vai se zangar comigo?

- Não vou!

- Está bem...

Maria soltou mais risadinhas infantis e continuou:

- É que aquele é o Zé Enguia. Dizem as más línguas que ele tem... ai! não tenho coragem de falar!

- Maria! Fala!

- Ai! meu Deus! ele tem...tem um pinto ENORME! hi, hi hi... as moças daqui morrem de medo dele!

- O quê?!

Ao ouvir explicação tão “surpreendente”, não consegui me conter e explodi numa forte gargalhada.

- A Senhora ri?! É porque não é a Senhora que ele persegue! É doido por mim, mas eu quero é distância! Sai pra lá, pintudo!

- Assim você me mata de rir, Maria!

De noite, deitada na cama ao lado de Júlio, enquanto ele dormia, fiquei rindo baixinho ao relembrar a conversa com a empregada. Depois minha imaginação se aqueceu com a ideia de um homem de pênis descomunal vagando por aquelas praias quase desertas. Seria mesmo assim tão grande?! Ou só um boato maldoso espalhado pelo vilarejo? Uma brincadeira de mau gosto dos locais? Mas se até as moças comentavam! Como saber? E se fosse verdade? Como seria ver o pênis de um homem bem dotado? Muito maior do que Júlio?

Na manhã seguinte, quando todo o pessoal da casa ainda dormia, não sei que me deu que eu quis sair sozinha e andar pela praia, apreciando a encantadora paisagem marítima.

No caminho, avistei de longe o tal Zé Enguia e alguns outros pescadores. Arrastavam uma rede de pesca pra fora das ondas. Meu coração se agitou sem motivo. Ir até eles ou não? Pra fazer o quê? Não sabia! Contudo, aproximei-me.

Zé Enguia me viu e me olhou curioso. Eu ia lhe dar “bom-dia”, mas entrei em pânico e mudei de direção. Caminhei rápido, fugindo com o coração agitado.

Os dias de nossas férias ali em Águas Verdes iam se passando e, sempre que eu encontrava o pescador pela praia, perturbava-me. “Será verdade mesmo?!” eu me perguntava, cada vez mais curiosa. Mas passava pelo rapaz como se não o visse e seguia ligeiramente irritada.

Outra vez me encontrei num passeio matinal ao longo da orla. Eu ia pisando a areia úmida sem prestar muita atenção ao meu redor. Foi quando levantei os olhos e vi o rapaz à distância, sentado na sua jangada, olhando distraído pro mar. Que grande vontade não tive de me aproximar e fazer-lhe umas perguntas sobre os boatos! Obviamente eu jamais cometeria tal loucura.

Com uma coragem que não sei de onde me veio, caminhei mais alguns passos. Cheguei muito próximo dele. A princípio não soube o que dizer, mas logo tive uma ousada idéia.

- Quanto você cobra pra me levar num passeio de jangada?

Ele se virou e me olhou surpreso. Passou os olhos rapidamente pelo meu vestido. Em seguida sorriu de leve e disse:

- Pra Senhora é de graça!

“Que atrevido!”, pensei. E lhe disse secamente:

- Prefiro pagar, por favor!

- Como queira, Dona, ele reagiu, com mais respeito.

Entramos num bom acordo. Fui orientada a me sentar no banquinho de madeira e nele me segurar firme.

Quando enfim nos afastamos da rebentação, começamos a conversar.

Ele era um homem simplório, de fala rude, mas amigável. Um negro forte, de lábios grossos e bonitos. Vestia apenas um calção azul de nylon, que se molhara com as ondas.

No apertado espaço da jangada, ele ia de pé à minha frente, controlando a vela. Sentada, eu ficava com o rosto à altura de sua cintura e dava rápidas olhadelas pro tecido do calção molhado. Nenhum volume incomum. Ou talvez só um pouco incomum. De qualquer forma, a “coisa” devia estar em repouso, bem presa. Ou estava eu sendo uma boba, acreditando em falsos boatos?

Tentei manter meu rosto virado pra longe, mas meus olhos sempre giravam em direção ao “mistério”.

Na hora de retornar, impacientei-me. Voltaria pra casa sem fazer nenhum progresso na minha... na minha o quê? “investigação”? A não ser que eu tomasse alguma atitude radical. Arrancar-lhe a roupa de surpresa! Ver com meus próprios olhos!

Imaginei-me fazendo isso e sorri do vexame que seria. Depois pensei: “Por que não?! Por que não cometer uma loucura uma vez na vida?! Puxo-lhe o calção de repente e...voilá! a verdade vem à luz! Pronto, está decidido! Vou fazê-lo agora!”

Mas não ousei, claro! Ainda me restava alguma sanidade.

Nosso passeio se aproximava do fim. Não podendo ver, eu precisava ao menos saber a verdade ou ficaria louca.

- Você é bem conhecido por aqui, não é mesmo? perguntei num tom casual.

Ele sorriu, mudou a posição da vela e disse:

- Sou mesmo! Mas como a Senhora sabe?!

- Maria, a empregada do seu Álvaro, meu primo...

- Ah! Claro! Mariazinha... então a Senhora é de lá da casa?

- Sou, sim. Meu marido e eu estamos passando férias por aqui.

- Então é casada?

- Sim... mas ouvi dizer que você anda caído pela Maria; é verdade, José?

- He!he! ele riu, confessando sua paixão.

- Mas parece que ela tem medo de você... por que será, hein?

Imediatamente me arrependi da pergunta, pois ele me olhou com uma cara debochada de quem parecia dizer: “então a Senhora já sabe, a Senhora já sabe, né?”

Senti meu rosto queimar de vergonha, mas já tinha ido longe demais pra recuar.

- Por que, hein! José? insisti, como se fizesse uma pergunta inocente.

Dessa vez ele baixou a cabeça, sacudindo-a com um sorriso envergonhado.

- Não sei, não, Senhora...acho que é umas coisas que dizem de mim por aí...

- Que coisas dizem de você?!

- Ah! falação do povo; coisa que dá vergonha de dizer...

- Por que vergonha? É tão ruim assim?

- Num sei, não...

- Se não me disser do que se trata, vou ficar pensando coisas horríveis de você!

- A Senhora vai se ofender se eu contar; é coisa feia.

- Pode dizer, José; não deve ser tão mau.

- Bem...se a Senhora insiste, he!he! ele riu, mas calou-se.

- Fale, homem!

- A Senhora quer mesmo saber?

- Claro!

- É... sendo assim... é que espalharam que tenho...tenho a piroca muito grande, he!he!

Já não deveria ser surpresa essa revelação, mas ainda assim me escandalizei com as palavras. Meu sangue esquentou e senti que me faltava o ar. Porém dominei-me e soltei uma risada pra demonstrar naturalidade, como se não tivesse ouvido nada de extraordinário.

- Então é isso?! Mas não é uma coisa ruim, não é mesmo?

- É verdade! Até que é bom, hi hi.

Ficamos em silêncio por alguns minutos. Continuamos velejando, mas dando grandes voltas, como se ele se retardasse de propósito, à espera de algo que se anunciava. Eu procurava palavras pra dizer, mas elas vinham até minha garganta e enganchavam. Porém, enfim arrisquei:

- E é verdade?

- O quê?

- É muito grande?

- O povo é que diz...

- Compreendo...

O que fazer?! O que dizer?! Pra onde olhar?! Virei o rosto na direção da praia, calada. Mas pressentia os olhos dele em busca dos meus. E como se adivinhasse meus pensamentos:

- A senhora quer ver?

- Ver o quê, rapaz?!

- A Dona sabe... não quer ver de que tamanho é?

- Como?! Ora, me respeite! Onde já se viu?! reagi, indignada, fuzilando-o com os olhos. E acrescentei: - Chega dessa conversa! apresse-se e me leve logo de volta, por favor!

- Não quis ofender! disse ele zangado, como se eu é que o tivesse insultado.

Movemo-nos mais rápido rumo à praia. Ao redor, apenas um grande círculo de água e silêncio. Não sei descrever o que senti naqueles breves segundos, mas era como se algo me sufocasse. De repente, desembuchei, nervosa:

- Espere! Mostre-me! Mostre-me! Vamos! Mas só quero ver, só ver, é só curiosidade, compreendeu?!

A cara zangada dele se abriu num enorme sorriso. Apressou-se em baixar o calção. Quando a cueca desceu... Cristo! O que era aquilo???

- Chega! chega! Guarde isso! guarde! Já vi o suficiente, eu gritei histericamente, virando o rosto pra longe, o coração batendo descontrolado.

Ele se assustou e suspendeu as roupas. Eu nunca tinha visto nada parecido! Oh! Jesus! senti um incontrolável desejo de ver novamente.

- Vamos! Vamos! Deixe ver só mais uma vez!

Ele sorriu e logo baixou o calção e a cueca juntos.

- Nossa! deixei escapar, abismada.

Mostrava-me uma tromba negra, grossa e comprida. Pendia pesada e aos poucos se esticava e erguia a cabeça apontando em minha direção.

- Gostou, Dona?

- Meu Deus, exclamei, levando a mão à boca, incrédula.

Em poucos segundos o enorme membro inchara e ficara ereto, e pulava de excitação. A cabeça roxa e brilhosa era aflitiva de olhar.

Quando dei por mim, eu já estava de braço estendido para tocá-lo.

- Bem que desconfiei que a Dona procurava, he he, ele teve a ousadia de comentar, mas o ignorei.

Estava completamente fora de mim. Segurei-o com as duas mãos e o senti grosso e pesado. Apertei-o com força. Jesus! Que absurdo!

- Ninguém vai ver, Dona. Fica à vontade! ele me encorajou.

Olhei ao redor. Pessoa alguma por perto naquela área da praia.

Então inclinei-me. Senti o forte cheiro de homem suado. Eu nunca me imaginara fazendo tal coisa. Um rude pescador! Mas abri os lábios e, devagar, bem devagar, deixei que deslizasse pra dentro da minha boca. Ele soltou um longo gemido de prazer. Segurou-me pelos cabelos, suavemente. Suguei forte, degustando-o como se fosse um exótico fruto do mar.

- A Dona é fina mas boa pra chupar, he he.

Não me importei com o desrespeito. Ele continuou fodendo minha boca.

- Gosta é de rola grandona, hi hi.

E prosseguiu me humilhando sem piedade enquanto eu satisfazia minha gula.

Às vezes retirava o membro da minha boca para com ele espancar minha cara. Depois me fazia mamá-lo novamente.

Afinal o senti oscilar e pulsar mais rápido.

- Huuu! ele gruniu.

De repente, senti os esguinchos. Minha boca encheu. Engoli uma porção do sêmen sem querer.

Ele se afastou urrando grosso, masturbando-se e ainda lançando fios de sêmen no ar.

Por um instante, estive sorrindo, satisfeita com minha própria loucura.

Aos poucos fui retomando a consciência de mim mesma.

- A senhora entende das coisas, hi hi, ele comentou sacudindo o membro já amolecido.

Permaneci calada, sem jeito de lhe dar uma resposta. Virei o rosto pra longe. O que me acontecera pra ter chegado àquele ponto?

Ele tentou outro contato, já sem respeito algum. Quis levantar meu vestido.

- Deixa ver sua buceta?

- Pare! gritei horrorizada, enxotando sua mão atrevida.

Ele insistiu. Empurrei-o com força.

- Mas... Dona...

Ordenei que se calasse e que retornasse à praia imediatamente. Entristeceu-se e perguntou se eu voltaria pra vê-lo depois.

- Sim, voltarei! Mas apresse-se! Tenho que ir!

Ele sorriu e se recompôs. Velejamos rápido rumo à praia.

Quando atingimos o raso, murmurei um inaudível “obrigada”. Saltei e saí correndo pela areia molhada.

No mesmo dia pedi a meu marido que antecipássemos nosso retorno pra casa. Júlio me atendeu, apesar de bastante contrariado. Foi a última vez que vi Zé Enguia.

fim

Sobre este texto

peristilo

Autor:

Publicação:6 de setembro de 2014 01:18

Gênero literário:Contos eróticos

Tema ou assunto:Concurso Literário

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Comentários

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  • Marcela Santos
    Postado porDocecomomelem11 de setembro de 2014 12:57
    Docecomomel é uma autora no História Erótica

    Muito bom meu caro Peris ,mandou bem parabéns

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