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DOCE TENTAÇÃO - AS PAIXÕES DE DUDA - Parte quatro: O Vizinho.

DOCE TENTAÇÃO - AS PAIXÕES DE DUDA - Parte quatro: O Vizinho.
Como vimos no final do episódio anterior, Duda, agora, já contava com quase 22 anos e, mais bela do que nunca, se restabelecera completamente da desilusão amorosa que sofrera. Durante todo aquele tempo, evitou envolver-se com qualquer que fosse, ingressara na faculdade e, nas horas livres, cuidava da casa, de Kelly, sua irmã mais nova. Preservara seu lado moleca de subir em árvores para catar frutos no quintal de casa, e foi numa dessas que presenciara a chegada de uma estranha família que passaria a residir na casa vizinha a sua, que estava desocupada. Ela ficara ali, observando os movimentos daquelas pessoas (um casal com um casal de filhos adolescentes), quando o menino, que deveria ter uns 15 anos, se aproximou do muro perto de onde ela estava para urinar. O adolescente olhara para cima e dera com Duda a observá-lo.
- Oi! – dissera Duda, sem jeito.
O menino recolhera o membro, desproporcional a sua idade, constrangido.
- Quer uma goiaba? – perguntou Duda.
Ele parecia assustado. Olhou em volta, e em seguida, entrou na casa pela mesma porta lateral de onde tinha saído. Duda aproveitou e desceu rapidamente da árvore.
Nos dias seguintes, movida por uma curiosidade ao qual não era habituada, ela passou a prestar atenção na movimentação da casa vizinha. Percebera que aquela família pouco saia, e quando o fazia era somente durante a noite.
Certo dia, Duda retornava para casa, quando deu com a adolescente olhando para a rua, as mãos nas grades de ferro do pesado portão de entrada. Era uma garota muito bonita, por sinal. Cabelos loiros, longos e meio ondulados. Aparentava uns 16 ou 17 anos, tinha olhos claros vivos, o nariz levemente arrebitado e uma boca de lábios finos, suavemente contraída na face esquerda, o que lhe dava um aparente ar de ironia.
- Oi, tudo bem? – cumprimentou Duda, ao passar por ela.
A garota não respondeu. Voltou-se e entrou em casa rapidamente, mas ainda olhando para Duda com ar de desdém.
“Que gente estranha”, pensou Duda. O resto do dia passou no seu quarto, lendo ou navegando na internet, lendo e-mails enviados por Carol. Lembrou-se com saudade de Tom, seu irmão, que pouco entrava em contato. A última noticia que havia dele é que estava namorando uma colega de trabalho e que pensava em se casar. Comunicara Carol sobre isso, que sempre perguntava por ele. Sentia muita saudade da sua desmiolada amiga. Lembrou-se de que ela se gabava de ser ainda virgem. Duda, na sua ingenuidade, perguntara como ela então transava com Tom.
- ah, boba, você ainda não ouviu falar de sodomia? – ria-se ela.
- Credo – exclamara Duda. Para ela, sexo era da forma natural, ou seja, pela via vaginal.
- Os homens são loucos por uma bunda – completara Carol. – Você com certeza já teve seu bumbum elogiado quando anda nas ruas, né?
Duda lembrou-se de como Dante a beijara ali, no vão das nádegas. Na verdade, ele a colocara de quatro e a lambera com uma voracidade incomum, para depois penetrar sua grutinha vigorosamente.
Duda arrepia-se quando cenas daqueles momentos vêm a sua mente. Seu corpo todo estremece de desejo. Depois de Dante, nunca mais se entregara a ninguém. Era assediada continuamente, pedida em namoro, mas ela nunca mais quisera se envolver amorosamente com quem quer que fosse. Mas ainda acalentava o sonho de ver surgir alguém que a fizesse feliz, que a amasse verdadeiramente e que não a desejasse apenas pela sua beleza.
Duda, ocasionalmente, ouvia diálogos do outro lado muro. Os adolescentes se comunicavam, curiosamente, em espanhol. Às vezes, discutiam. Provavelmente, seus pais não estavam. Estes sumiram por alguns dias, reaparecendo quase uma semana depois. Não recebiam visitas de ninguém. Apenas a van preta, uma vez por semana, entrava na garagem e de lá saia no dia seguinte, bem cedo. Duas vezes ao dia, um mototaxista buzinava no portão, o que Duda descobriu, mais tarde, ser a entrega de comida a seus vizinhos.
Certo dia, Duda estava na goiabeira quando viu o garoto se aproximar, olhando em volta, para então, perceber a moça, lá em cima, meio encoberta pelos ramos da árvore.
- Oi, disse ela.
O rapaz a olhou desconfiado.
- Olá – disse.
- Meu nome é Maria Eduarda. E o seu?
Ele pensou antes de responder.
- Iuri – disse, finalmente.
- E a sua irmã?
- Ela está... está lá dentro.
- Como ela se chama?
- Nina – respondeu, monossilábico.
- Vocês não são brasileiros, né?
- Somos, sim. Por que?
- É que... ouvi vocês falando em espanhol.
- Estamos fazendo um curso. Papai nos obrigou a fazer.
- Ah, que legal. Quantos anos você tem?
- Dezessete – mentiu, e Duda percebeu. Ele não teria mais que 15 anos.
- Sério? Eu achava que você teria uns 15 ou...
O adolescente, ao invés de responder, ficou olhando para a moça, que usava um short que propiciava uma visão generosa de suas formosas coxas alvas. Duda sorriu para ele, como que a convidá-lo a desvencilhar-se daquela sisudez momentânea.
Quando ele ia dizer algo, a garota surge pela porta lateral.
- Iuru, ven aqui un minuto.
- Ya voy – responde, um tanto aborrecido.
Ele olha para Duda e move o rosto, como um aceno de despedida. Duda sorri em resposta. Em seguida o adolescente entra pela porta, e Duda desce da árvore rapidamente. Segue para o seu quarto, pensativa. Atira-se na cama, lembrando-se dos acontecimentos dos últimos dias, daquela estranha família, daquele adolescente... Duda era romântica, mas a cena do garoto com o membro na mão insistia em vir a sua mente. Ela não queria admitir, mas aquilo mexera com ela, com sua libido. Por mais que ela rejeitasse aquele pensamento, aquilo despertara um sentimento mais forte do que poderia ser, que ela, deliberadamente, tentara fazer adormecer dentro de si. Questionou-se, afinal, ele era apenas um garoto, e ela já faria 23 anos dentro de alguns meses.
Na casa vizinha, Iuri estava diante de sua irmã, que parecia bastante contrariada.
- Papá nos dijo que no hablassemos con desconocidos.
- Ella me parece confiable.
- Nadie nesta ciudad es confiable, tu lo sabes.
Iuri olhou-a, a voz um tanto sarcástica.
- Eres una tonta. Estas celosa.
- Tonto eres tu, un gallito. No estoy celosa de ti!
Ela sai da sala, furiosa, e vai para o seu quarto.
- Espera, Nina. Como és aburrida! – diz ele, saindo atrás dela.
Dias depois, Iuri se aproxima do muro e não vê Duda na árvore. Quando faz menção de voltar para dentro da casa, uma goiaba cai perto de si, vinda da copa da goiabeira. Ele ouve uma espécie de risinho, e então vê Duda descendo do alto da goiabeira.
- Gosta de goiaba? – pergunta a moça.
- Sim. – responde ele.
- Se gosta, então come – sugere ela, dando uma mordida na fruta que trazia numa das mãos. Iuri olha para ela, analisando-a. Ela veste uma bermuda de cotton preta, que delineia todas as curvas e reentrâncias abaixo da cintura daquele espetacular corpo.
Ele morde a goiaba, olhando para ela. Duda percebia naquele semblante uma rebeldia própria da idade. O garoto era bem bonito, os cabelos lisos lhe caiam sobre a testa. As feições eram suaves, e pareciam agradáveis a Duda.
- E ai, você não sai muito, né? – perguntou ela.
Ele olhou em volta, certificando-se de não haver ninguém por perto.
- Ir para onde? Sua cidade não tem nada – diz ele, em tom crítico.
- Como? Temos cinema, sorveteria, restaurantes, boates...
- Eu não vi...
- Se você quiser, posso te mostrar – convidou ela.
- Quando?
- Quando sua irmã deixar – provocou ela.
- Ela não manda em mim.
- Ainda bem. Pode ser amanhã? Amanhã é sábado. Amanhã a tarde. Te espero no portão de casa, certo?
Ele pensou um pouco.
- Tudo bem.
E no sábado, como combinaram saíram. Sugerido por Duda, saíram de bicicleta. A moça o levou para conhecer os principais lugares da cidade. Ele se mostrava super atencioso, embora de poucas palavras. E foi assim por várias vezes nas semanas subsequentes. Certa tarde, os dois foram ver um filme. Era daqueles filmes românticos adolescentes. Num dado momento, Duda colocou sua mão sobre a dele. Ele olhou para ela. Ela sorriu. Mas não passou daquilo.
Ao final do filme, foram tomar sorvete. Pela primeira vez, ele falou sobre sua família. Ela ficou sabendo que a mãe e sua irmã Nina eram argentinos. Já o pai e ele eram brasileiros. É que seu pai conheceu sua mãe em Buenos Aires, e se apaixonaram. Ela era uma modelo famosa naquele pais, e que já tinha desfilado em várias capitais europeias. Ele falava com orgulho da mãe.
- Ela largou tudo para casar com papai. Nina nasceu lá. Depois eles se mudaram pro Rio, e lá eu nasci. Mas a gente tá sempre se mudando. O trabalho deles exige isso.
Duda ficou ainda mais impressionada com ele, da forma como ele se expressava, do jeito que deixava transparecer sua personalidade forte.
- Você se sente incomodado em ter uma amiga mais velha como eu? – perguntou Duda.
- Não. E você, se sente? – devolveu ele.
- Nem um pouco – sorriu ela.
- Você não tem namorado? – perguntou ele.
- Não. Tive um, mas terminamos – disse ela.
- Deve sentir falta, não?
- Você sente?
Ele olhou para ela, e ela sustentou aquele olhar.
- Você quer conhecer minha casa? – perguntou ele.
- Mas, e sua irmã? Ela vai gostar de me ver ali?
- Não liga pra Nina. Ela vive emburrada.
E assim, Iuri levou Duda para conhecer sua casa. Os móveis pareciam novos, e havia caixas da mudança ainda fechadas. Iuri a deixou na sala, retornando depois com algumas revistas.
- Veja, esta é minha mãe quando era modelo - disse, passando para Duda uma das revistas abertas. Ali havia fotos da modelo argentina Simona Vicenzi.
- Iuri, sua mãe é linda mesmo! Ela largou tudo isso para ficar com seu pai? Que legal.
- Largou e nunca mais quis saber de desfilar.
- Isso se chama amor verdadeiro – disse ela, olhando para ele.
Nisso, Nina apareceu na porta de acesso a sala, olhou para Duda, e sem dizer nada, desapareceu.
- Tua irmã não gostou nada de me ver aqui – disse Duda.
- Eu gostei. Isso é o que basta – disse ele.
Duda gostou de ouvir aquilo. Sua mão procurou a dele, apertando forte. Ela se esforçava para não deixar transparecer, mas a verdade é que estava gostando muito de Iuri. Mais do que deveria.
Ela nem soube dizer como, mas quando deu por si, já estavam se beijando ternamente. Ela sai dele, e o olha.
- Iuri... – sussurra.
Ela mesma busca a boca dele, e se beijam apaixonadamente. Duda se surpreendeu com a performance do garoto. Ele sabia beijar. Já deveria ter experiência. Afinal, era um adolescente bonito e as garotas deveriam dar em cima, com certeza.
- Iuri, eu preciso ir agora. Amanhã, eu te levo em casa, tá? – diz ela, ele concordando.
O coração batendo aceleradamente, Duda vai para casa. Custava a acreditar, mas estava apaixonada. E por um adolescente.
Logo mais a noite, no seu quarto, Iuri está sentado em sua cama.
- Usted no deberia traerla a la casa – disse a voz atrás de si.
- Por que? Ella es uma buena chica.
- Te vi besando a ella. Que romântico!
Nina se ergue por trás dele. Ela o abraça por trás, uma das mãos lhe toca o queixo, numa caricia suave. Iuri sente nas costas os bicos dos seios desnudos dela a lhe cutucarem.
- Basta de celos. Ella es solo uma amiga – diz ele.
- Amigos no se besan em la boca – retruca ela.
- Tampoco hermanos...
Agora a mão dela desce pela frente, e o toca intimamente.
- Estás arrependido? – questiona ela.
- Está demasiado arriesgado... Tenemos que tener más cuidado.
- Pero yo sé que te gusta – insiste ela, o dedo indicador rodeando a glande do membro já novamente em estado de rigidez. - Me dá tu mano, Iuri.
Ele obedece, e ela pega sua mão e a coloca num determinado lugar no vão do alto da junção das duas coxas.
- Eres um tonto. Quieres poner esto em el culo de su amiga vieja – diz ela, num sorrisinho sarcástico. Mira cómo crece.
- Nina, no me hagas esto – diz ele, retraindo-se.
- Se quieres asi – diz ela, levantando-se da cama. De pé, propositadamente, exibe sua impressionante nudez, e recoloca sua calcinha, olhando ele recolher o membro enorme e rígido.
- Lo sabes que soy una tonta. Pero te gustas acer comigo.
Ele também se ergue, a olha de baixo para cima.
- Nina, eres hermoza. Demasiadamente hermoza. Diga que usted no va a molestar a Duda.
- Si, yo prometo. Pero quédate conmigo, ahora.
Iuri assente, e retorna para a cama. Nina deita-se ao seu lado.
A noite guarda segredos inconfessáveis.
Naquela mesma noite, Duda custou para dormir. Pensava em Iuri. Carol, seu soubesse da sua paixonite pelo garoto, tiraria o maior sarro. “Hum, não sabia que você era papa-anjo... kkkk”.
Imersa em seus pensamentos, ela nem pode ouvir os gemidos contidos que saiam de um quarto da casa vizinha.
No dia seguinte, Duda, que estava sozinha em casa, esperou Iuri, que não demorou em aparecer. Estava uma tarde quente, e ela vestira um shortinho folgado. Ela não pode deixar de gostar quando ele olhou impressionado para suas pernas e coxas. Ele estava a vontade, usando uma bermuda, camiseta e chinelos.
- Esta é minha casa. Vivemos aqui eu, meu pai, minha mãe, minha irmã mais nova. Tenho um irmão, o Tom, que mora em outra cidade.
- Gostei da tua casa.
- Gosta de musica? –perguntou ela.
- Sim. Gosto do Ramones.
- Não tenho CDs de rock. Só musica romântica.
- Tudo bem.
Sentaram-se no sofá, após ela colocar para rodar um CD de uma cantora famosa.
Ficaram ouvindo, ali, sem dizer nada. Mas Duda percebia os olhares do garota para suas coxas. Havia desejo naquele olhar. E seu corpo estremecia aquela simples ideia.
Ela mesma tomou a iniciativa, buscando a boca dele. Se beijaram, e ele agora foi mais participativo. Suas línguas se tocaram, e Duda sentiu seu corpo todo estremecer. Aquele garoto exercia sobre ela um poder incomum, Quando a mão dele pousou na sua coxa esquerda, ela não pode reter um gemido. Era uma das partes mais sensíveis dela. Aquele tipo de caricia a fazia arrepiar-se toda. Sentiu seu tesão aumentar de forma impressionante.
Ela sai dele. Olham-se com extremo desejo. A mão dela, por sua vez, pousa sobre a virilha do adolescente e percebe o enorme intumescimento. Ela o toca, ousadamente, sentindo toda a extensão daquele membro que parecia grosso e comprido.
- Iuri, quero você – diz ela, a voz embargada de desejo.
- Também te quero, Duda – diz ele.
Se beijam voluptuosamente, e ele mesmo retira seu membro de dentro da bermuda, fazendo com que ela o toque, esfregando aquele tronco duro de cima para baixo.
Ela sai dele. Fica de pé.
- Espera um pouco – diz ela.
Ela olha o relógio da parede. Vai até a porte e verifica se está fechada. Fecha as cortinas das janelas. E retorna, então, para ele. Se posta diante dele, e retira a blusinha. Seus seios perfeitos saltam para fora, os bicos rosados, rígidos e alongados, parecem trêmulos. Ela então abaixa o shortinho, olhando o que ele faz naquele instante: ele esfrega o membro, olhando aquele espetáculo que acontece diante de si.
Duda, então abaixa a calcinha, fazendo com que sua vulva peluda surja, imperiosa, luxuriante. Iuri não consegue desviar seus olhos dali. A bela moça fica nua para ele, despudoradamente.
Ela senta-se ao seu lado, e, candidamente, retira mão dele de onde está. Ela mal consegue abarcar aquele mastro latejante. Seu rosto desce, suavemente, e seus lábios acolhem a cabeça rubra e já úmida. O adolescente mal consegue suportar aquilo.
Ela mesma pega a mão dele e o guia até sua vulva. Ela abre-se para ele, e geme quando seus dedos a tocam no clitóris saliente. Duda está sedenta. Sedenta de ser possuída, de ser penetrada. Ela já não consegue suportar. Chupa Iuri por alguns instantes, e depois sai dele. Ergue-se do sofá, e monta sobre ele, ajeitando a cabeça do membro em meio daquela selva de pelos negros e já úmidos de desejo. Ela senta devagar, e geme alto quando deixa-se penetrar. Ela cerra os olhos, morde os lábios, e senta até o fim, parando quieta por alguns segundos. Depois, sua boca procura a dele, num beijo mascado, e ela então inicia os movimentos de sobe e desce, sobe e desce.
Ficam ali por infindáveis minutos, até ele dar sinais de que vai ejacular. Ela desmonta ao mesmo tempo em que o membro do rapaz explode num gozo intenso. Ela esfrega aquele pau enorme e inchado, até que o mesmo dê sinais de exaustão.
Se beijam. Ela olha para o relógio na parede e se ergue.
- Minha irmã Kelly está pra chegar – diz ela, procurando sua calcinha.
Ele faz o mesmo, vestindo-se. Ficam ali, sem palavras. Ele parece não acreditar no que acabara de acontecer com ele.
Ela se aproxima dele. Abraça-o, carinhosamente.
- Gostei muito de fazer amor com você – diz ela. – Ficaria o dia inteiro fazendo com você, sem parar.
Iuri não sabe o que falar. Ela então o beija e ele retribui com ardor. Ele também ficaria ali, se possível, pela vida inteira, desfrutando daquela fêmea linda e terrivelmente sedutora,
Nos dias seguintes, os dois passaram a sair quase todos os dias. Duda estava totalmente envolvida com o adolescente. Como não tinham onde ficar a sós, contentavam-se em ficar aos amassos no cinema e em outros lugares. Duda torcia para que seus pais saíssem com mais frequência, para ela poder levar Iuri, e então, dar vazão a todo seu desejo pelo adolescente.
Pra piorar, os pais de Iuri retornaram certa noite. Duda ficou observando, trepada na goiabeira. Queria que Iuri aparecesse para que conversassem, mas não foi possível.
Lá dentro, Simona falava com os filhos.
- Cariños, les prometo que vamos a estar juntos pronto.
Nina olhou para Iuri, como para ver sua reação.
- Creo que Iuri no quiere mas salir de aca, mamita.
- Verdad, cariño? Y por que?
Nina mesmo respondeu.
- El se enamoro de nuestra vecina.
Simona mostrou preocupação com aquela revelação.
- Su padre le pidió que no hablasse con los vecinos.
- Nina miente, mama. Eres apenas una amiga.
Simona abraça o filho.
- Sé que te sientes solo. Pronto será terminado. Puedo conocer a tu amiga?
- Ella es una rica persona, mamita – disse ele.
- Yo creo em ti, mi amor. Ves, Hernan está de vuelta.
A porta se abriu e o homem surgiu, carregando uma mala escura.
- Tudo pronto. Ficaremos até de madrugada – disse em português.
Nina e Iuri abaixaram a cabeça. O homem os abraçou, logo seguido por Simona.

Duda estava no seu quarto, pensando, quando ouviu dois toques na sua janela. Ela estava apenas de camisola, mesmo assim, abriu, e deu com Iuri, que a olhou com gula.
- Iuri, o que foi? – surpreendeu-se ela.
- Preciso falar com você. Aliás, meus pais querem falar com você. Pode ir lá fora, um pouco?
Duda assentiu. Vestiu-se e foi até lá fora. No escuro, o casal a esperava, menos Nina.
- Boa noite – disse ela, meio assustada.
- Boa noite, Duda. Meu nome é Fernando, sou pai do Iuri e da Nina. Esta é Simona, minha mulher.
- Prazer – disse Duda.
Simona se adianta.
- Iuri falou de você e queria te conhecer – falou, com o sotaque portenho acentuado.
Duda sorriu.
- Queriamos te agradecer por dar atenção, principalmente para o Iuri. Infelizmente, nosso trabalho não permite que passemos mais tempo com eles – disse Fernando.
- Não se preocupem. Eu e Iuri estamos nos dando bem. Pode contar comigo.
- Só queremos te pedir um favor, se for possível – disse ela.
- O que estiver ao meu alcance - disse Duda.
- Por eles ficarem sozinhos nesta casa, seria bom que nada fosse comentado, você entende o que quero dizer?
Duda entendeu. Eles queriam discrição. Queriam ficar incógnitos. Por mais que aquilo parecesse suspeito, ela concordou.
- Eu entendo. Podem ficar tranquilos.
O casal se mostrou aliviado. Simona abraçou Duda, afetuosamente.
- Você é uma moça muito bonita, Duda. Gostei de conhecer você. – disse a ex-modelo.
Fernando também a abraçou. Por fim, se despediram e entraram. Só ficaram ela e Iuri.
- Estou louca para ficar sozinha com você – sussurrou Duda.
- Eu também.
Ela olhou para sua casa. Verificou que as luzes estavam todas apagadas, exceto as da varanda. O quintal estava às escuras. Duda parecia ansiosa.
- Vem comigo – convida ela.
Ele topa, claro.
Duda o leva para dentro de casa, para o quintal, mais precisamente no tronco da goiabeira. Lá, se beijam ardentemente.
Ela mesma levanta sua saia, e abaixa sua calcinha até a metade das coxas.
- Iuri, coloca em mim... – suplica – Me come gostoso...
Ele não se faz de rogado. Saca seu membro já duro e se enfia em meio àquelas coxas grossas e sedosas. Duda morde seus lábios quando a cabeça lisa do pau do adolescente resvala em sua gruta, percorrendo o canal já encharcada daquela grutinha sedenta. Iuri a penetra profundamente. Minutos depois, ela cerra as coxas sobre aquele pau enorme, que se desmancha dentro dela num gozo descomunal. Transam mais uma vez, e no final, Duda o presenteia com sua calcinha encharcada de tesão.

Simona suspira profundamente quando Fernando rola para o lado, o membro deslizando para fora daquela buceta de lábios agora salientes, pelos cuidadosamente aparados, agora lambuzados de sêmen. Ela se aconchega no tórax do marido, beijando-o naquela região.
- Oh, Hernán, cada dia parece melhor com você – ronrona, tal qual uma gata saciada.
Fernando a acaricia nos seios, que, apesar dos quase quarenta anos, ainda estão firmes tal qual os seios de uma colegial.
- Sou um cara de sorte. Peguei a argentina mais gostosa de Buenos Aires...
- Quer dizer que achava las otras “arxentinas” gostosas também?
- Não... É que você é a única coisa que valia a pena naquele pais – brinca ele.
- Verdad? E a que outra conclusión você chegou, heim? – pergunta, acariciando o membro dele, agora em repouso.
- A de que... Maradona nunca foi melhor que Pelé...
Como resposta, ela lhe aperta o saco. Ele solta um “ui”.
Se abraçam, rindo.
- Estou preocupada com Nina. Ela não gostou deste lugar – comenta ela.
- Eu sei. Já o Iuri, está se dando bem com a vizinhança.
- Gostei dela. Parece discreta. Acha que estão transando?
- Não sei. Iuri já é um homem – diz ele, num tom carregado de orgulho - Mas convém nos apressarmos. O cerco pode estar se fechando sobre nós.
Simona estende o esplêndido corpo nu,olhando para o teto.
- Não vejo a hora de tudo isto acabar, Hernán.
A mão dele desce sobre o ventre da mulher, parando na junção entre as duas coxas.
- A única coisa que não vai acabar é o meu tesão por você, meu amor – diz, o vigor restabelecido.
Ela sorri e fica sobre ele, movendo o corpo voluptuosamente.

Iuri, pé ante pé, entra na sala. Ia se dirigir ao seu quarto, quando ouviu a voz vinda de um canto.
- Filho, vem cá.
Era Fernando, que acendeu a luz.
- Oi, pai. Que houve?
- Precisamos conversar. Senta ai.
Iuri obedeceu. Seu pai acendeu um cigarro.
- Não conte pra sua mãe – pediu ele, sorrindo. – Filho, gosta da Duda?
Iuri abaixou a cabeça. Fernando entendeu aquilo como uma resposta.
- Sei que está aflito, filho. Sabe das regras, não? Aproveite o máximo, mas saiba que tudo tem um preço. E tem mais, ela parece muito mais velha que você. Sabe disso, não?
- Sei, pai.
- Que bom. Por enquanto nós estamos bem, mas tudo pode mudar de um momento para outro. Fique sempre alerta. Nada de redes sociais, celulares, certo? Cuide da Nina.
Fernando abriu a janela e jogou o resto do cigarro fora.
- Você é o homem da casa. A Nina já tem dezessete anos, mas é um tanto desmiolada ainda. A responsabilidade é toda sua por aqui, certo? – recomenda Fernando, colocando a mão direita sobre o ombro do filho.
- Sei, pai. Pode ficar tranquilo.
- Sei que posso contar com você. Você já é um homem, filho.
Fernando beija o filho na cabeça, e se afasta. Iuri fica ali, pensativo. Depois se dirige até o seu quarto. Quando vai entrar, Nina surge das sombras, segurando-o pelos braços. Ela está usando apenas uma camisolinha transparente. Parece não ter mais nada sob ela.
- Nina, o que foi? – assusta-se ele.
- Quiero quedarme contigo.
- No podemos. Mamá y papá están en casa.
- Usted la cogiste. Quiero que me folles ahora. Estoy con ganas de ti.
- Hermanita, ahora no... Ve a dormir.
- Iuri, estoy demasiada caliente por ti. Mira - e ela ergue a camisolinha, exibindo sua vulva, e passando a tocar-se.
- Yo tambíen, pero no podemos ahora... Es peligroso.
Nina fecha a cara, lhe dá um empurrão, e corre para o seu quarto. Iuri fecha a porta, joga-se na cama. Pensa em Duda, no sexo quente que acabara de fazer com ela debaixo da goiabeira.

Dois dias se passaram, sem que Duda e Iuri pudessem ficar a sós. A moça, aliás, ansiava pela companhia do agora “namorado”. Seu corpo se ressentia das caricias dele, e, durante o banho, ela se masturbava desesperadamente. Iuri parecia ter penetrado no seu sangue, tomado conta do seu ser, da sua vida. Estava totalmente apaixonada pelo garoto.
No terceiro dia, ela não se conteve e foi até a sua casa. Ela foi recebida friamente por Nina. Esta a olhou de cima para baixo, sorrisinho irônico no canto dos lábios. Duda não se abalou.
- Oi, Nina, posso falar com o Iuri?
- Iuri, cariño, tu vieja está aqui e quiere verte – disse, erguendo a voz, o rosto virado em direção ao interior da casa.
Duda sorriu. “Ela me chamou de velha?” pensou. “Mas que cobrinha...” Nina vestia uma minissaia que deixava de fora boa parte de suas coxas. Ela era bem linda, e lembrava um pouco a mãe.
Duda percebeu que Nina, decididamente, não fora com a sua cara.
Iuri apareceu logo depois, sorrindo ao ver Duda, que o abraçou. Já na sala, se beijaram. Nina sumiu para dentro.
- Vamos para o meu quarto? – sussurrou ele.
- Mas, e sua irmã?
- Ela deve ter se trancado no quarto dela. Não vai nos incomodar.
Duda percebeu o calção inchado dele. Parecia tremendamente excitado ante as doces expectativas que se ofereciam a eles.
Se beijaram ardentemente.
- Vamos, sim. Estava doida de vontade de ficar sozinha com você – revela.
Minutos depois, já ambos completamente nus, Iuri tem o membro sugado por aquela boquinha sequiosa de Duda. Ela o leva nas nuvens com o que faz. A mão apalpa o saco, com suavidade. Duda beija, lambe toda a extensão daquele tronco de carne e músculos, para depois engolir a cabeça, e com a língua, fustigar aquela área terrivelmente sensível. Iuri se contorce de tesão. Sua mão está enfiada entre as nádegas carnudas de Duda, o dedo indicador circundando o ânus da moça, que chega a piscar de tesão. Duda não se aguenta mais, e logo monta sobre ele, deixando-se penetrar lentamente, olhando-o nos olhos, vendo sua reação. Aquilo a enche ainda mais de prazer. Logo ela movimenta os quadris, sentindo o pau de Iuri entrar e sair, num ritmo exasperante.
Uma hora depois, ela se recosta sobre o corpo dele.
- Qual o trabalho dos seus pais? – pergunta ela.
- Por que a pergunta? – sobressalta-se Iuri.
- Por nada!! Desculpe, não quis ser indiscreta...
- Desculpe eu... Não quis ser grosso. Eles trabalham na área de engenharia eletrônica. Meu pai é craque nessa área. Tem uma empresa na capital.
- Que legal. Eles pretendem morar aqui no futuro?
Iuri demora para responder.
- Acho que sim. Tomara que sim.
- Sabe por que? Tenho medo de que um dia você vá embora – diz ela.
Ele a traz ainda mais para si.
- Não pense nisso.
Ela levanta o rosto e o encara.
- Iuri, eu te amo. Te amo de verdade. Será que tem futuro para nós dois?
Iuri lembrou-se da conversa com o pai. Não, não havia futuro. Apenas presente.
Em resposta, ele a beija. Ela a traz para si. O momento não é para divagações sobre o tempo.
Em instantes, Iuri a faz sua mais uma vez, com vigor. Duda trava suas pernas sobre as costas do garoto, parecendo querer prendê-lo dentro de si para sempre.

Duda sentiu que estava relaxando nos estudos. Mas o seu dia a dia, a sua mente era povoada por imagens dos momentos passados com Iuri, sendo possuída à exaustão pelo infatigável adolescente.
Certo dia, Tio Lauro apareceu em casa. Duda estava com a mãe em casa. Como sempre, ele se instalou na cozinha para comer o lanche que a cunhada lhe preparara.
- E como está na faculdade? – quis saber Lauro.
Duda, que fora vestir uma calça jeans (ela usava um shortinho, antes), respondeu.
- Bem, tio. E as vendas, como estão?
- Um tanto paradas. E então, está namorando?
Ela olhou em direção a mãe, que estava um tanto afastada.
- Estou, tio. E vou me casar logo – mentiu.
Ele fez cara de quem não acreditava. Sabia que Duda estava pilheriando com ele.
- Não acredito. Você é muito exigente.
- Que é isso, perguntou ela, olhando um pacote que ele deixara de lado.
- É um jornal da capital. Trouxe para tua mãe ler.
Ela pegou e foi até a sala, uma forma de se afastar daquele olhar do tio, que parecia a comer com os olhos.
Ela começou a folhear o jornal, e na segunda página, parou, meio estarrecida. Seu coração disparou. Havia a imagem de um homem e uma mulher. Apesar de serem retratos-falados, Duda os achou bastante familiar. “Policia na pista dos lideres do assalto ao carro forte”, dizia o título. O peito arfante, Duda leu o texto.

Iuri encostou o rosto na nuca de Nina.
- Ainda está zangada comigo?
- Vaya se quedar com tu viejita.
- No hables asi. Tu me prometeste.
- Ah, ahora quieres que me tornes La mejor amiguita de tu viejita... já já já ... E asi, usted quiere coger a los dos. Es un pervertido, hermanito.
- Eres tu que me esperas desnuda en mi cama...
Ela volta-se para ele.
- Eres un pretensioso, te odio.
- Muestra quanto me odias – diz ele, tocando-a nos viçosos seios.
- Soy mayor que usted. Respetame.
- Voy a respetarla. Follando tu dulce coño, hermanita.
- Iuri... Oh, Iuri... por que me aces asi? – diz ela, a voz chorosa, mas já envolvendo com suas pernas. A voz dengosa é substituída por uma risada debochada.

Duda entrou pelo portão e bateu na porta, chamando por Iuri. Ninguém responde. Naquele momento, Nina está montada sobre o irmão, e faz um vai e vem curto e cadenciado. Ela faz um esforço enorme para conter seus gemidos. Sussurra frases chulas, todas relacionadas com o que estão fazendo naquele momento.
Ela então ouve os toques na porta.
- Iuri, estan a la puera...
- O que?
Ele sai dela, que fica muito contrariada. O membro respinga secreção sobre o branco lençol. Ele olha a vulva de pelos ruivos de Nina, os lábios abertos e salientes, a gruta alargada e rubra. O membro ainda lateja de duro. Ela ainda chega mover os quadris, na ânsia daquela foda interrompida.
- Es la voz de tu vieja. Que ravia – diz ela, irritada.
Iuri salta da cama. Veste-se rapidamente. Percebe que era mesmo Duda lá fora.
Iuri a encontra aflita, no portão.
- O que foi? – pergunta ele, vendo as feições alteradas da moça.
- Vem comigo – diz ela, que carregava nas mãos o jornal.
Duda o leva até o lado de fora.
- Iuri, você recebeu noticias dos teus pais? – perguntou ela.
- Sim – mentiu ele. – Eles estão vindo no fim de semana.
- É que... tive um sonho mau. Sonhei que eles estavam em perigo – mente Duda, contendo-se para não mostrar o jornal.
- Fica tranquila. Quero te ver hoje a noite – diz ele, acariciando seu rosto.
- Eu também – sorri ela.
Ela nem sabe por que oculta o que está escrito no jornal. Será que eram eles mesmos?

Duda volta para casa. Tenta ficar tranquila. Mas não consegue.
A noite, leva Iuri para o seu quarto. O sexo que faz com ele a faz esquecer de tudo. Iuri afunda o rosto entre aquelas coxas sedosas e grossas, sua língua vasculha aquela selva de fartos pelos, achando o grelinho intumescido, que ele fustiga com precoce maestria. Duda geme alto, mal contendo seu enorme tesão. Fica de quatro, e vibra quando ele a penetra fundo, entrando e saindo. Fode Duda com uma vontade impressionante, como se fosse a ultima vez que teria a bela moça para si.
Era quase duas da madrugada. O toque na janela fez Duda despertar, assustada. Iuri estava adormecido ao seu lado. Ele também desperta. Ambos estavam nus.
- É papai – diz Iuri.
Salta da cama, veste-se, e, abrindo a janela com cuidado, salta por ela. Duda fica ali, sem saber o que fazer. Dois minutos depois, Iuri reaparece na janela. Seu rosto está transtornado. Seus olhos, umedecidos. Tudo fica muito claro para Duda. A casa caíra.
- Vem comigo – pede Iuri.
Duda veste-se, e salta a janela. Lá fora, estão Simona e Nina. Simona tentava demonstrar tranquilidade. Mas ambas estavam muito nervosos, visivelmente.
- Duda, diz Simona, abraçando-a. Temos que nos despedir de você e agradecer por tudo.
- Entendo – diz ela. – Eu li o jornal.
Fernando saiu de dentro da van, meio cambaleante.
- O que foi com ele? – perguntou Duda.
- Nada sério. Está ferido, mas está tudo bem – disse Simona.
Nina começa a chorar, baixinho. Iuri a consola, abraçando-a.
- Por enquanto, eles não sabem do nosso paradeiro, mas será questão de tempo. Obrigado por ter cuidado deles – diz Fernando, com certa dificuldade. Nunca nos esqueceremos de você, Duda.
- Por favor, tomem cuidado – diz Nina, emocionada, prestes a chorar também.
- Só quero um favor seu: você, certamente, será procurada pela polícia.
- Eu sei. Fique tranquilo. Eu não falarei nada que possa comprometer vocês.
Fernando abraçou e beijou Duda. Simona fez o mesmo. Nina se refugiou na parte traseira da van, que já estava com os motores ligados. O casal entrou para dentro de casa, talvez para pegar algo. Iuri e Duda ficaram a sós. Faltavam as palavras. Sobravam as emoções.
- Eu sabia que ia chegar este momento – disse ela.
Ele a abraça. Se beijam. É um beijo de sabor de desespero, salgado.
Ele sai dela. É chegado o momento.
- Foi bom... foi muito bom - disse ele.
Fernando, Simona retornam.
- Filho, precisamos ir – avisa Fernando. Simona acena para Duda, assumindo o volante.
- Te amo – diz Duda.
Iuri não contém as lágrimas. Entra no veiculo, ficando ao lado de Nina. Esta olha para Duda com um ar de triunfo.
- Força, amor. Temos uma bela estrada pela frente – diz Simona, arrancando.
Duda fica ali, parada, sem saber o que fazer. Aos poucos, recobra a sensação da realidade. Era dura. Por que sempre terminava assim com ela? Perguntou-se.

Como previsto, a policia não demorou em aparecer diante da casa antes ocupada pela família de Iuri. Vários veículos, homens uniformizados, andando de um lado para outro, objetos sendo recolhidos. No meio deles, um homem de uns 47 anos, vestindo um casado cinza, estatura mediana, olhava a movimentação.
Duda, da janela, acompanhava tudo. Seus pais não estavam e Kelly, na escola.
Dois dias depois, tocaram a campainha, e Duda foi atender. Era o homem de casaco cinza.
- Bom dia, moça. Eu sou o delegado Baccardi. Podemos falar um instante?
- De que se trata? - perguntou Duda, com visível má vontade.
O homem pareceu perceber.
- Moça, não é obrigada a me receber. Mas posso conseguir um mandado, entende? Ai você será obrigada a comparecer na delegacia. E será uma coisa chata, não é mesmo?
- Tudo bem. O senhor pode entrar.
O homem entrou olhando tudo em volta.
- Bela casa a sua. Seus pais estão?
- Estão fora. Em que posso te ajudar?
O homem sentou-se no sofá e finalmente olhou para ela. Duda sentou-se a sua frente. Ela usava um vestido. O homem a olhou demoradamente, parecendo analisa-la.
- Moça, pode falar um pouco sobre os seus vizinhos?
Duda suspirou. E relatou sobre o pouco que sabia sobre os seus antigos vizinhos, que somente vira a garota e o adolescente, que conversara algumas vezes com o ultimo.
O delegado ouvia atentamente.
- Você sabia que eu tenho uma chácara? – perguntou ele, os olhos fixos nela. – Fica em Carapicuiba. Lá eu crio galinhas, patos, perus e tenho algumas vacas leiteiras. Me aposento daqui a alguns meses, e pretendo morar lá.
Duda fica sem saber o que falar. O que o fato dele ter uma chácara e algumas galinhas tem a ver com o caso dos vizinhos?
Ele sorri levemente.
- Moça, como era sua amizade com o garoto?
Duda sentiu que o homem sabia de mais coisas que ela poderia imaginar.
- Bem, saímos juntos algumas vezes... fomos ao cinema, essas coisas.
- Você tem 22 anos, não? E ele, 15. É uma diferença de idade considerável.
Duda gelou. O que aquele homem ali, calmo, a barba por fazer, parecendo as vezes cansado de tudo, sabia sobre ela e Iuri?
Ela fica de pé e começa a andar. Acaba ficando por trás dela. Duda está nervosa.
- Moça, encontraram a van dos seus amigos a 400 km daqui, abandonada. Havia sinais de sangue na cabine. O homem levou um tiro do guarda do carro forte que eles foram roubar. Mesmo assim, eles levaram o dinheiro. Eu preciso de alguma pista para saber o paradeiro deles. A Interpol já está de sobreaviso. Eu preciso que você me diga algo, moça!!
- Eu... não sei de nada, senhor!
- Transou com ele? – perguntou de supetão.
- Como??? O senhor...
- Não se ofenda. Transou com o menino?
Duda sentiu vontade de chorar.
- Moça, você tem 22 anos, é uma garota e tanto. O menino, com 15 anos, uma idade em que ficamos pensando só naquilo...
Duda respira fundo. Queria se livrar daquele homem o mais rápido possível.
- Sim... eu... eu transei com ele...
O homem encostou a cabeça perto da sua nuca.
- Quantas vezes?
- Várias... várias vezes...
- E quando foi a ultima vez?
- Foi... foi há três dias atrás...
- Imagino como foi bom para ele – disse ele, erguendo o torso novamente.
- Eu não sei nada sobre o paradeiro deles. Juro!
O delegado olhou o relógio de pulso.
- Bem, eu preciso ir – Ele enfia a mão no bolso e retira um cartão. – Este é o meu numero. Por favor, qualquer contato deles, ligue para mim. Saiba que tenho meios de saber se eles entrarem em contato com você.
Ela coloca-se de pé. Ele a olha, descaradamente, dos pés a cabeça. Duda sabe que, a mente daquele homem tenta visualizar suas curvas som o tecido daquele vestido.
- Suponho que o menino deve estar morrendo de saudades suas. E eu dou toda a razão para ele – diz o homem, retirando-se, finalmente.
Duda suspira aliviada. Passam-se os dias. Nenhum contato de Iuri. Será que eles conseguiram fugir. Os jornais, aos poucos, se ocupam de outros casos, e em pouco tempo, ninguém mais se lembrava daquele assunto.
Duda aos poucos foi retomando sua vida. Conheceu Beto, colega de faculdade, ficaram amigos. E logo ela percebeu que ele queria mais. Muito mais. Queria algo sério com ela. Duda gostava do seu jeito terno, romântico. E aceitou namorar o rapaz, mas impôs apenas uma condição, que era terrível para ele. Como Beto queria casar com ela, ela disse que se entregaria ao rapaz somente após o casamento. Mas ele estava tão apaixonado, tão apaixonado, que topou. E marcaram o casamento para o inicio do ano seguinte.
Duda completara 24 anos, e, numa certa tarde, ela achou na caixa de correspondências dela um envelope. Tinha um carimbo de postagem de outro país. Ela, coração acelerado, abriu e retirou de dentro uma foto. Lágrimas nos olhos, olhou a imagem: estavam Fernando e Simona, a frente, sorridentes. E atrás, Iuri, parecia bem mais alto, e Nina. Todos sorridentes. Nenhuma mensagem. Nenhuma palavra escrita. Aquilo era suficiente para Duda. Eles estavam bem. Estavam em segurança.
- Um dia, quem sabe... – sussurra ela, imagens dela e Iuri, corpos nus colados, gemidos e palavras sussurradas, vêm a sua mente.


Nota do autor: gostou? Achou um lixo? Comente. Seu comentário é muito importante para nós.


PRÓXIMO CAPITULO: A SAGA DE MARIA EDUARDA CONTINUA. AGUARDE!

Sobre este texto

Rodrigo

Autor:

Publicação:28 de julho de 2014 09:54

Gênero literário:Contos eróticos

Tema ou assunto:Heterossexual

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Comentários

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  • siqueira
    Postado porsiqueiraem1 de agosto de 2014 06:05

    Parabéns Prof. Parte Excelente (novamente)
    Espero que em breve tenhamos nova publicação.

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