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PROCURANDO CRIS

Aos 45 anos, separado da segunda mulher, Rodrigo resolvera sossegar. Casamento não era para ele, decididamente.
Egoísta assumido, tinha dois vícios: mulher e exercícios físicos.
O primeiro era conseqüência do segundo. Fazia seu Cooper matinal todo santo dia.
Na verdade, era um homem em plena forma física com aquela idade, ao contrário dos seus amigos, que ostentavam, orgulhosos, verdadeiros “barris lotados de cerveja” que eles chamavam de barriga.
Militar aposentado, dava aulas de história no ensino médio, o que lhe complementava a renda, proporcionando-lhe uma vida relativamente confortável.
Gostava de mulher, desde que fosse ainda jovem, bonita, e voluptuosa.
Rodrigo tinha jeito com mulheres. Seu porte físico até ajudava. Tinha 1,78 de altura, era magro, atlético, cabelos pretos penteados para trás, usava uma eterna barba rala.
Olhando bem, ele tinha uma certa semelhança com o ator Robert Downey Jr., aquele que fez o Homem de Ferro.
Teve relacionamentos controvertidos na juventude; lembranças desses relacionamentos eram o que lhe inspirava, atualmente, naquilo que era seu hobby atualmente: escrever contos. Contos eróticos. Publicava-os, claro, num site de contos eróticos. E foi através desse site que tomou conhecimento e começou a manter contato com outra escritora.
Ela chamava-se Cris. Cristine da Silva. Claro que Rodrigo supôs que aquele era um nick.
Começaram a trocar e-mails e até escreveram um conto juntos.
Bastava ficar só e Rodrigo punha-se a escrever.
Ele não sabia por que, mas Cris o excitava. Talvez por causa daquela áurea de mistério, de recato, de discrição que a cercava.
Apesar disso, Cris por diversas vezes dissera excitar-se com os contos de Rodrigo, que, estranhamente, escrevia sobre apenas um tema: incesto entre irmão e irmã.
Mas Cris, discreta que era, jamais lhe questionara sobre isso.
Certa vez, ela dissera que, após ler uma parte de um conto seu, “Triangulo Incestuoso”, começara a se tocar, ficando super excitada. Ela dizia sentir-se a própria Silvia, a personagem central do conto, que transa ardentemente com o próprio irmão.
Rodrigo, por sua vez, diante daquela confidência de Cris, também excitara-se, tanto que fotografou o seu membro em plena ereção.
Se havia uma característica marcante em Rodrigo, era a ousadia.
Não pensou duas vezes, e enviou a imagem, via e-mail, para Cris.
- Ela vai pensar que sou algum maníaco... rsss – pensou ele.
E foi naquele dia que ele resolvera fazer uma loucura: resolveu que iria procurar Cris.
Ela dera algumas pistas de onde morava e de como era, além de outros pequenos detalhes que Rodrigo, espertamente soubera captar.
Com aquela idade, já tendo vivido grandes emoções na vida, para Rodrigo não custaria nada cair de cabeça naquela aventura doida.

Num belo dia, após pedir licença na escola onde lecionava, Rodrigo pegou um ônibus até a capital – ele morava no interior – e de lá, embarcou num vôo noturno rumo ao seu destino.
Chegando lá, pegou um ônibus, pois Cris também morava no interior do estado.
Fazia frio na rodoviária, quando Rodrigo desembarcou, após quase 12 horas de viagem. Era hora do almoço.
Rodrigo gostou da cidade. Era bem acolhedora, toda asfaltada.
Mulheres. Muitas mulheres nos cafés, shoppings, feiras.
Rodrigo andou por ali, não sentindo o cansaço pela viagem. Sentia-se revigorado, cheio de entusiasmo. E de expectativa, claro.
Sentiu que a atmosfera daquela cidade, cheia de mulher jovem e bonita, era propícia para alguém escrever contos – contos pervertidos, como ele, Rodrigo, constantemente fazia.
À tarde, finalmente, Rodrigo voltou ao hotel onde se hospedara para descansar. Cuidou de fazer amizade com o recepcionista. Ele poderia ser muito útil futuramente.

No dia seguinte, Rodrigo começou a agir. Sabia que ela cursava uma faculdade. E foi lá que Rodrigo se dirigiu naquela manhã de sol. O frio se fora.
Ele queria fazer um reconhecimento do local. Começou a fazer perguntas num bar, o que não ajudou muito. Porém ele tinha esperanças de que Cris fosse conhecida de alguém por ali. Sem obter grande coisa, voltou para o hotel.
Ela certamente teria aulas no período da noite. Rodrigo, então, decidiu que visitaria o campus logo mais a noite.

A noite, ele chamou um táxi e se dirigiu até o campus. Já havia passado das 19horas. Com sorte, ele teria êxito na sua empreitada.
Chegou até lá. Havia jovens por todo lado. Garotas de todo tipo. Uma delas teria que ser Cristine. Seria aquela morena gostosa para ali?
Não. Ela dissera ser morena clara, quase branca, nem tão magra, corpo definido.
Seria aquela ali, sozinha, lendo um livro, encostada na parede? É bem bonita e gostosa. Bem que poderia ser ela. Seria bom demais.
Rodrigo começa a andar em meio aqueles jovens. Algumas garotas o olham com atenção. Com certeza, devem pensar que ele é algum professor, o que ele era.
Ele chega a cantina e um rapaz o atende.
Rodrigo faz algumas perguntas. O rapaz então aponta para uma área próxima dali.
Rodrigo olha para lá.
Havia três mulheres conversando ali. As três tinham quase as mesmas características. Eram morenas claras, cabelos pretos, ondulados, e pelo menos duas delas aparentavam ter 24 ou 25 anos.
A primeira era desengonçada. Rodrigo, observador detalhista, acho que ela tinha o nariz grande demais. E não parava de falar. Em seu intimo, torceu para que não fosse ela. E se fosse?
A segunda era menos feia. Rodrigo percebeu que ela usava aparelho nos dentes. E era levemente estrábica. Era até uma gracinha, mas Rodrigo igualmente torceu para que ela não fosse Cris.
A terceira estava de costas. Rodrigo toma coragem e se aproxima delas.
- Boa noite – diz ele, jovialmente.
As garotas se entreolham e sorriem.
- Boa noite – respondem, quase em uníssono.
- Perdão, mas procuro uma pessoa.
- Perdão, mas quem é o senhor?
Rodrigo então presta atenção na terceira garota, a que estava de costas.
Era bem atraente. Aliás, bastante atraente. E era a mais quieta das três. Olhava para ele com curiosidade.
- Meu nome é Rodrigo Baccardi – disse ele, de supetão.
Ele olhou para a terceira e percebeu que ela corou. Piscou e tossiu.
Rodrigo sorriu. Achara Cristine. E era tudo que ele imaginava que ela fosse.

- Mas o que você veio fazer aqui? Como me localizou? – perguntou Cris a Rodrigo, após eles ficarem a sós. – Você ficou louco?
- Calma. Pensei que você fosse gostar...
- Nada a ver. Eu jamais pensei que você fosse capaz de... Que loucura!
- Desculpe, mas eu... Conhecer você se tornou uma obsessão para mim.
- Mas, a gente nem se conhece direito e...
- Foi para isso que eu vim... pra te conhecer, Cris.
- Cris... esse não é o meu nome...
- Tudo bem. Eu também não me chamo Rodrigo. Mas eu gosto de Cris.
- Como é o teu nome?
- Vamos fazer assim. Eu não pergunto teu nome, e nem você pergunta o meu, ok?
Ela concordou.
- Mas, quanto tempo você pretende ficar por aqui?
- Tempo não é problema para mim. To de boa, como vocês, jovens, dizem.
- Você tem 45 anos mesmo? – pergunta ela.
- Por quê? Parece que tenho mais?
- Não, não é isso. Você não vai acreditar, mas eu achava que você fosse assim... assim como você é... rsss
- Caramba. E eu também... imaginei você assim...
- Mentiroso... deve ter achado que eu era uma baranga... rsss
- Se eu achasse isso, não viria atrás de você...
- Rodrigo, eu preciso entrar agora...
- Me dá o número do teu celular...
Rapidamente ela lhe passa o numero.
- Eu ligo pra você – diz ele.
Ela sorri e se afasta.
Rodrigo fica ali, parado, olhando aquela garota, vestida numa camiseta, calça jeans e tênis, afastar-se. Gostou do jeito que ela andava. Aliás, gostou do conjunto todo.
Rodrigo achou que aquela aventura seria boa. Aliás, muito boa.

Cris chegou em casa, e após tomar um banho, conversou com seus pais, e depois foi para o seu quarto.
Atirou-se na cama. Pensativa, ainda não acreditava no que havia acontecido.
Aquele louco, vindo sabe-se lá de onde, aparecera do nada diante dela.
Que cara estranho, pensou.
Ela pega seu notebook e acessa o site de contos eróticos, e rapidamente localiza os contos que ele escrevera. Numa delas, “Sedução Proibida”, ele relata a história de uma irmã que faz uma visita para o irmão, e aos poucos, vai-se criando um clima de sedução entre os dois, descambando para um sexo desenfreado.
- Nossa! Que mente pode conceber uma história destas? Pior que ele só escreve assim, sexo entre irmão e irmã... Será que ele viveu isso? – indaga a garota.
Ela relê, rapidamente, partes de outros contos de Rodrigo. Tinha um que ela, particularmente, gostava. Era “Triangulo incestuoso”. Conta a história de duas irmãs que disputam a atenção do irmão. Para conseguir isso, as duas fazem de tudo: se insinuam, mostram partes do corpo, beijam, e uma delas até faz sexo com o rapaz.
Cris excitava-se a ler aquele conto. Ela imaginava ser Silvia, uma das irmãs...
Sem perceber, ela começa a se tocar... A imagem do rosto de Rodrigo, quarentão, insinuante, lhe vem a cabeça... Seus dedos tateiam entre os pêlos, separando os pequenos e grandes lábios, alcançando o grelo já erétil.
Ela geme.
Era sempre assim quando lia aqueles contos.
Excitava-se barbaramente, e era assim, por horas, dentro do seu quarto.
Mas ela rapidamente cai na real.
Aquele homem poderia ser um maníaco sexual. Um tarado. Um bandido.
Cris estremece. Aquilo poderia ser uma verdade.
Por que ele saíra da sua cidade para ir atrás de uma garota que ele nem sequer sabia como era?
O toque do celular a tira daqueles devaneios. Ela atende. Era Rodrigo.
Ela gela. Pensa em desligar, mas algo a impede de fazer aquilo.
- Oi, Cris. Liguei para te desejar boa noite.
- Obri... Obrigada. Boa noite pra você também.
- O que você pretende fazer amanhã de manhã?
- Bem, eu ajudo mamãe nas tarefas domésticas e...
- Topa sair comigo?
- Mas eu...
- Nada de mas... Sei que você pode até estar com medo de mim, do jeito que apareci. Até eu me achei louco, acredite. Mas você pode confiar em mim. Não vou te fazer nenhum mal.
- Eu não quis dizer que...
- Olha, estou muito feliz em conhecer você, Cris...
- Bom, eu...
- Amanhã. Eu te ligo, e a gente combina um lugar.
Cristine suspirou fundo.
- Tudo bem. Pode me ligar. Boa noite.
Ela desliga o celular, e estranhamente, todo o receio que tivera em relação a Rodrigo, desaparecera.






Sobre este texto

Rodrigo

Autor:

Publicação:8 de outubro de 2013 23:08

Gênero literário:Depoimento erótico

Tema ou assunto:Casal

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Ainda não há estatísticas de leitura deste texto, pois ele foi publicado em 08/10/2013.

Comentários

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  • Matias
    Postado porMatiasem12 de outubro de 2013 17:58

    Sabe que achei bonito

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