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PROCURANDO CRIS - PARTE DOIS

PROCURANDO CRIS - PARTE DOIS
Na manhã seguinte, o celular de Cris tocou, lá pelas 9 da manhã. Ela se apressou em atender.
― Oi... ah, é você...!
Era Rodrigo.
― Em frente ao hotel Concórdia? Tudo bem, eu já chego até ai... Tchau.
Cris ficou ali pensando. Estava nervosa, porém alimentava uma expectativa acerca de Rodrigo. Aquela curiosidade natural que toda mulher trazia consigo.
O Concórdia Hotel não ficava muito longe dali, e ela foi andando. Levou cerca de 15 minutos até avistar o prédio, um dos mais vistosos da cidade. Viu Rodrigo na recepção, lendo um jornal.
Ela ficou parada na porta, esperando que ele levantasse a cabeça e a olhasse. Cris não queria ir até junto dele, pois era conhecida na cidade, e não desejava que insinuassem nada sobre ela.
Finalmente Rodrigo levantou a cabeça, e sorriu ao vê-la, indo ao seu encontro.
― Bom dia. Dormiu bem? ― perguntou ele, beijando-a na face.
Cris respondeu que sim. A ela parecia que Rodrigo não era daquela época, pelo seu jeito educado de ser. “Que paradoxo”, pensou ela. Um cara que escrevia aquelas coisas nos seus contos, demonstrava ser terno e afável.
― E ai, Cris, o que você programou para nós? ― perguntou ele.
Cris sorriu. E levou Rodrigo aos principais recantos da cidade. Ele parecia entusiasmado, ouvindo-a com atenção, e em nenhum momento, teve algum comportamento inadequado.
Aos poucos, Cris foi se entrosando com ele, e no final daquela manhã, já pareciam velhos conhecidos. Todo seu receio desaparecera. Rodrigo era digno de sua confiança, constatou.
Rodrigo pediu que ela o levasse a um restaurante. Almoçaram juntos, e Cris abriu um pouco mais sobre sua vida. Rodrigo pouco falava sobre ele, limitando-se a ouvi-la e a tecer alguns comentários.
― Até agora não entendo do porquê você ter vindo até aqui, Rodrigo ― perguntou ela.
Rodrigo a olhou profundamente nos olhos.
― Quer saber a verdade? Nem eu! ― disse, ambos dando uma gargalhada.
― É incrível essa dubiedade de certas pessoas... e eu me incluo nelas, claro― diz Cris.
― Você fala do fato de nós dois, pessoas supostamente normais, comportadas até, escrevermos contos eróticos? ― retruca ele, adivinhando as intenções da garota.
― É isso mesmo... rsss... chega a ser engraçado...
― Deixemos que Freud explique isso... Mas percebo que você têm curiosidades a meu respeito...
― Como não poderia ter? Você é algo totalmente inusitado... kkkk
― Eu entendo. Assim como também tenho curiosidades a eu respeito. E muita, acredite.
Cris corou. Mas conseguiu se recompor.
― Aquelas histórias que você escreve... o que te inspira?
Rodrigo olhou o relógio.
― Façamos o seguinte. Acho que você têm que voltar para casa, não? Se você topar sair comigo hoje a noite, juro que respondo a todas as tuas perguntas.
― Tenho aula hoje a noite, infelizmente...
― Posso te esperar ...
― Bem, eu dou um jeito de sair mais cedo, tudo bem?
― Não quero atrapalhar...
― Não vai... me espere às 9h.

Naquela tarde, Cris ficou em casa. Rodrigo não telefonou. A garota passou a tarde toda pensando no que estava acontecendo. O que Rodrigo queria com ela? Apenas conhecê-la?
Estudou um pouco e então ficou descansando.

Perto das nove, Rodrigo saiu do hotel e foi em direção ao campus. Para sua alegria, Cris já estava lá, esperando-o, do lado de fora. Ela vestia uma calça jeans e uma blusa branca.
Os cabelos ondulados estavam soltos, e ela se maquiara levemente.
― Oi ― cumprimentou ela.
― Caramba, Cris, você está linda, hein?
― Ah, não é pra tanto... rsss... não exagera, ta?
― Posso ser exagerado em algumas coisas, mas agora estou sendo apenas sincero...
― Rodrigo, você têm alguma máquina do tempo? Kkkkkkk!
Ele fez que não entendeu.
― Olha, já reservei uma mesa para nós no Galaxy ― disse ele.
― Nossa! No Galaxy? Pelo jeito você já está conhecendo a cidade melhor que eu... rsss
― Nada disso, apenas quero tornar prazeroso cada momento que passar por aqui...
Cris ficou pensando no que ele acabara de falar. “O que será que ele acha prazeroso?”, pensou, logo afastando qualquer idéia que viesse preocupá-la.
Rodrigo se comportava tal qual um gentleman. E Cris gostava daquilo.
O Galaxy era o restaurante mais requintado do lugar, pelo jeito. Os dois ocuparam uma mesa num lugar discreto. Tocava uma música suave. Rodrigo reconheceu a voz de Ella Fitzgerald.
Ambos pediram vinho. Rodrigo mandou que o garçom deixasse a garrafa, um “Chateau Margaux”, tinto seco.
Cris observava-lhe os gestos, sempre estudados, comedidos. Pouco a ver com aquele “Rodrigo” dos seus contos.
Ele olha para ela, erguendo a taça.
― À sua beleza ― sugere.
Cris mais uma vez, pega de surpresa, cora.
Mas aquele ambiente, extremamente agradável, a faz voltar ao normal rapidamente.
― Ao inusitado ― diz ela, erguendo também a sua taça.
Ambos bebem do vinho. Cris sente o sabor
― E então, você disse que responderia as minhas perguntas ― diz ela.
― Claro. O que você quer saber? ― pergunta ele, muito curioso sobre o que ela quer saber sobre ele.
― Eu te perguntei sobre o que inspirava você naqueles teus contos... Tem alguma coisa de real naquilo tudo? Você escreve de uma forma obsessiva sobre o mesmo tema... rsss
― Fragmentos...
― Fragmentos?
― Sim. Certas passagens eu vivi, em menor ou maior intensidade, se é que me entende.
― Não acredito! Pensei que fosse essas coisas de fetiche, de fantasia...
― Tem fantasia, tem fetiche, tem coisas reais...
― Rodrigo, que coisa... rsss
― Está decepcionada comigo?
― Não é isso... é que não consigo imaginar um cara como você viver essas coisas...
― Isso foi há muitos anos...
― Quer falar sobre isso?
― Você quer ouvir?
― Acho que é por isso que estou aqui com você...
― Eu era jovem, e era bem diferente do que sou hoje, claro. Hoje sou um coroa... rsss
― E ... ela?
― Bem, o conto que mais tem a ver com a minha história é “Doce tentação”.
― O que ali é verdade?
― Eu não era bancário... rsss. Eu era militar, e estava morando numa cidade distante da minha família.
― Como era ela?
― Como no conto. Talvez até um pouco mais linda, mais... atraente, entende? Ela era muito, mas muito atraente mesmo.
― Mas como aconteceu tudo aquilo?
― Não aconteceu exatamente como escrevi no conto. E não deu para prever nada. Aconteceu e foi isso.
― O que mais você omitiu no conto?
― Quando ela foi me visitar, eu era casado. Minha mulher era militar, como eu. A gente se conheceu no quartel. Fui casado duas vezes na vida, ela foi a primeira.
― E como aconteceu aqueles lances na tua própria casa, sem tua mulher saber?
― Minha mulher era muito ativa, dava aulas, fazia palestras, e assim, ficava muito tempo fora de casa. Com isso, passei a ficar muito tempo sozinho com minha irmã.
― Que coisa! Eu não consigo acreditar...
― Aconteceu. Ela era doce, carinhosa, e desculpe o termo, extremamente gostosa. Era tudo que eu queria numa mulher em termos de corpo, de jeito, de tudo...
― Aqueles beijos todos, aconteceram daquele jeito?
― Sim, no inicio parecia que era apenas a gente expressando nosso afeto um pelo outro. Mas aos poucos, eu senti que ela gostava de ser acariciada por mim... ficamos naquilo por mais ou menos um mês, apenas nos beijando, quando ficávamos a sós... minha mulher chegava e a gente se comportava normalmente, como se nada tivesse acontecido...
― Custo a acreditar...
E Rodrigo relatou, resumidamente, toda aquele episódio vivido há muitos anos.
Cris ouvia, atentamente. As vezes expressava sua incredulidade, colocando as mãos sobre a própria cabeça.
― Nossa, Rodrigo, que história a sua.
― Bem, agora me fale de você.
― O que falar de mim?
― O que te levou a escrever aquele conto?
― Nem me fale... Fico com vergonha...
― Nada a ver. Gostei do teu conto ― e sussurrando ― Pra falar a verdade, achei excitante.
Cris corou novamente. Viu Rodrigo encher sua taça novamente.
Bebeu um gole e sentiu-se mais encorajada. Rodrigo sabia ser agradável. A música ambiente ajudava.
― Pra falar a verdade, só escrevi depois de ler teu conto ― confidenciou ela.
― Jura?
― Sim. Estava no meu quarto, e nem sei como, fui parar naquele site. Terminei um namoro faz quase dois meses. Eu gostava dele. Ele queria se casar, era muito possessivo. Optei por estudar.
― Bem, você estava no seu quarto e...
― rsss... Sim, ai me deparei com aquele teu conto. A história de Maria Eduarda e o seu irmão, nossa! Eu não conseguia mais parar de ler. Então comecei a escrever o meu conto, aquele lance de incesto na minha cabeça, ai pintou a história de Juliana, a deliciosa Jujuba... rssss
― Eu me identifiquei com o teu conto, confesso...
― Então, aí passei a acompanhar cada capitulo... Chegava em casa, me trancava no quarto e entrava no site Histórias Eróticas... Ai você passou a publicar outros contos... Eu li todos.
Rodrigo prestava atenção em cada palavra que Cris proferia. Sentiu-a mais solta, efeito do vinho, com certeza.
― Cris, posso te fazer um convite?
― Hmmm... claro!
― Olha, eu to achando maravilhoso conversar com você... a gente poderia fazer isso em outro lugar, o que você acha?
― Onde?
― No meu apartamento. Lá a gente pode conversar a vontade... Aqui podem nos ouvir.
Cris pensou um pouco.
― Rodrigo, alguém daquele hotel poderia me reconhecer... minha família é muito conhecida aqui...
― Fica tranqüila. Te prometo que ninguém verá você entrando...
― Jura?
― Não confia em mim?
― Pra falar a verdade, nem um pouco... rssss
― Prometo que ninguém verá você entrando nem saindo...
― Me dá tua palavra?
― Sim. Te dou minha palavra de honra.
Cris nem sabe por que acreditou nele, mas pegou sua bolsa do assento ao lado.
― Então vamos, eu não posso chegar muito tarde em casa...
― Fica tranqüila... você estará em casa sã e salva, em breve.
Rodrigo levantou-se. Cris não notou, porém, o enorme intumescimento na virilha do homem.
Eles saíram, e foram a pé mesmo em direção ao hotel Concórdia.
O ar da noite, fresco, era tudo de bom.

― Por aqui ― disse Rodrigo, pegando Cris pela mão direita, fazendo-a entrar numa porta aberta, nos fundos do hotel.
― Rodrigo, você é louco! Rsss
― Um pouco só. O meu quarto fica no segundo andar. Vamos pelo escada de serviço.
Cris não sabia, mas ele havia subornado o gerente do hotel, com o qual fizera amizade.
― Tá limpo ― disse ele, saindo num corredor vazio. ― O meu quarto é o 234. Aquele ali.
Cris não acreditava no que estava fazendo. Aquilo era novo para ela.
O que a levava a seguir aquele estranho até o seu quarto de hotel? E se ele fosse um maníaco, um seria killer, um psicopata? Sentiu uma ponta de medo, mas era tarde demais, pois em questão de segundos, estava dentro do apartamento de Rodrigo.
Cris achou o apartamento muito confortável. Rodrigo foi até uma estante e de lá trouxe outra garrafa.
― Champagne ― disse ele, estendendo para ela uma taça cheia.
― Rodrigo, você quer me deixar bêbada?
― Claro que não. Só uma taça.
Ela aceitou. Aliás, achou a bebida deliciosa.
Rodrigo ficou olhando para ela.
― E então? ― disse ela. ― Onde paramos?
― Você estava falando que gostava de ler meus contos.
― Você sabe que sim...
Rodrigo fixa seus olhos nos dela. Ela sustenta aquele olhar penetrante.
― Você mandou um e-mail onde dizia que... se tocava enquanto lia... é verdade?
Ela engasgou e tossiu. Rodrigo sorriu. Esperou ela se recompor.
― Então, é verdade?
― Sim...
― Ficava excitada?
― Sim... eu não menti...
― O que achou da foto que mandei pra você?
― Achei que você é um atrevido... rsss
― Gostou?
― Não posso negar... gostei, sim...
― Por que não mandou uma foto sua para mim?
― Eu sou meio tímida... fiquei com vergonha...
Rodrigo coloca o dedo no queixo da garota, erguendo seu rosto suavemente.
― Eu ficava imaginando você lendo... se tocando...
― Rodrigo, eu...
As mãos de Rodrigo acariciaram sua face, seu pescoço.
― Parece mentira, eu e você aqui... ― diz ele, trazendo o rosto dela para junto do seu.
Cris não esboça nenhuma reação, quando Rodrigo toma os lábios dela num beijo, que se torna ardente em instantes.
Parecia que ambos ansiaram por aquilo. Cris sente seu coração acelerar os batimentos quando ele a traz para bem junto de si.
Ela sente em cheio na virilha o contado do membro duríssimo do rapaz.
Ela sente que está em perigo. Mas também sabe que é tarde demais.





Sobre este texto

Rodrigo

Autor:

Publicação:18 de outubro de 2013 21:28

Gênero literário:Depoimento erótico

Tema ou assunto:Casal

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Ainda não há estatísticas de leitura deste texto, pois ele foi publicado em 18/10/2013.

Comentários

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  • Cristine da Silva
    Postado porCrisem20 de outubro de 2013 21:48
    Cris é uma autora no História Erótica

    E como sempre você me surpreendendo.

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