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Sedento Sedutor em: O Viajante Oportuno

Sedento Sedutor em: O Viajante Oportuno
O relato que venho compartilhar com vocês aconteceu há alguns meses atrás, de forma inesperada e excitante. Sou um homem de hábitos. Desde muito cedo tive de arcar com responsabilidades e, ao custo de minha juventude, aprendi que pagamos sempre o preço por nossas escolhas. Acabara de mudar de empresa e, por um descuido logístico, não havia como retornar ao Rio de Janeiro naquela tarde de quinta-feira, pois o motorista que me ora me fora designado teve problemas no percurso ao meu encontro. Relutei em aceitar o fato que para dormir em casa aquela noite, teria de usar o saturado transporte público estadual no horário de rush. Mais que depressa, num misto de cansaço e satisfação pelo êxito com o novo contrato, fui até a rodoviária e comprei a primeira passagem disponível para a capital. Para comemorar meu dia, tomei uma pequena cerveja importada, rara por essas bandas. Mal sabia que o melhor estava por acontecer. Por sorte ou acaso, comprei um dos últimos leitos disponíveis, com assento no corredor.
Enquanto me acomodava, eis que entra o último e apressado passageiro, um cara de meia idade que visivelmente destoava das outras pessoas. Era alto, de uma alvura bronzeada e porte de nadador, cabelos claros e com olhos ambíguos, difíceis de definir tanto na cor - um meio-tom entre o castanho claro e o verde - quanto no brilho - ora muito centrado, ora cheio de desejo. Fato é que naquele breve instante, sabíamos que algo irremediável estaria por vir. De minha parte, mantive toda a parcimônia e elegância que me cabe, nunca soube exatamente como me aproximar do objeto de meu desejo. Talvez pelo fato de nunca ter sabido lidar bem que expectativas, sempre deixei que os outros se aproximassem. O que viesse e estivesse dentro do que eu julgava aceitável era de bom agrado. Sempre gostei do mistério e das boas surpresas da vida. É preciso um tanto de paz e contemplação para saborear esses pequenos prazeres: fosse um sorriso inesperado, um gesto espontâneo de gentileza ou simpatia. De fato, o que me ocorreu foi que algo naquele dia deveria mudar na minha forma de agir. Não havia tempo hábil par rituais de galanteio. Quando identifico uma oportunidade, algo maior que meus medos toma a frente e se encarrega de agir, tal qual um vulcão há muito tempo adormecido que desperta. A viagem transcorria normalmente, até que tive a urgência de ir ao banheiro - talvez pela cerveja, talvez pela expectativa. Me dirigi ao final do ônibus e, entre os solavancos da estrada, cruzamos novamente os olhares. Havia mais que desejo naquela troca, havia um sentimento de proibição, de risco, de tesão contido. Ao terminar no banheiro, pensei que deveria agir. Não sabia o que fazer: me aproximar e me apresentar?! Poderia ser muito invasivo. Sentar ao lado?! Não seria nada oportuno com os outros passageiros. Trocar contato? Talvez... Mas como? Nunca senti tanta falta de papel e caneta, coisa que até hoje não se supera, apesar de eu ser amante da tecnologia... Lembrei que estava com o celular,  então tratei de digitar meu próprio número e colocar dentro do bolso da calça casualmente virado para o corredor de modo a exibi-lo a quem tivesse interesse. Tratei de andar bem devagar, me apoiando bem para não cair com os solavancos da estrada. Golpe de mestre: para bons entendedores, meia-palavra basta. Ao retornar ao meu lugar, recebo uma mensagem de texto que dizia: ' Estou a sua espera no último assento. ' Fui tomado por alegria e êxtase, mas também por uma culpa que só aqueles que conhecem os prazeres sentem... Como dizer não? E se não fosse bem aquilo que esperava? Nessas horas meu pensamento me sabota: me levantei e em ato contínuo me sentei ao lado do rapaz que me intrigava profundamente. A tarde caíra e boa parte dos passageiros já estava relaxando com suas próprias músicas ou dormindo. Não trocamos uma palavra sequer. Era um jogo permanente de olhares, uma conversa silenciosa que anunciava um embate de corpos. Até que ele lentamente aproximou a sua perna da minha e, enquanto olhava o corredor a espreita, encostou o joelho no meu. Demorou-se como se  certificasse que era isso mesmo que queríamos, como se pedisse minha permissão para prosseguir. Logo depois veio sua mão, também no meu joelho. Imóvel estava, imóvel fiquei. Toda aquela tensão no ar, aquela aventura, os outros olhares dos passageiros que por ventura iam ao banheiro, tudo isso me excitava. E meu membro foi sinalizando isso, ficando cada vez maior e mais protuberante para a esquerda, por dentro da calça. Sempre fui um tímido de pau grande. Pau esse que se manifestava à minha revelia, como se tivesse vida própria - das chatas aulas de cálculo integral até às sessões de cinema assistindo drama. Só sei que a sensação da iminência do prazer se tornara insuportável. E ele entendera isso... Rapidamente prontificou-se a me tocar por cima da calça, apalpando cada detalhe que, ao seu modo, parecia cuidar de algo precioso, surpreendente, inovador. Eis que ele abre o zíper. E, eu tímido, me esforçava para que não houvesse barulho, para que não atraíssemos a atenção. Desabotoei a calça e ele a continuar a me medir milimetricamente o pau com as mãos, agora sobre a cueca branca que sempre uso. E continuava a me olhar, com num misto de prazer e tortura... Ele me via arder em desejo e ao mesmo tempo em angústia em não poder avançar com avidez de um macho em busca da presa. A temperatura dos nossos corpos foi subindo, sentia a mão dele tanto quanto meu pau arder em brasa. Decidi avançar mais um pouco, abrindo também sua calça e colocando minha mão pela frente, naquela terra-de-ninguém, onde também podia sentir sua excitação e volúpia. Meu dedo médio avançava como se estivesse numa batalha, avaliando o território... Avançou até alcançar aquele lugar úmido, no qual o rapaz,   instintivamente, fazia movimentos circulares com as coxas de modo a facilitar o encontro. Vi os olhos deles brilharem ainda mais. Sabia que o jogo estava ganho. Ele se aproximou do meu ouvido e disse num sussurro: olhe o corredor e não faça barulho. Mais que depressa, agarrou minha piroca pela base e começou a sugar. Puta-que-o-pariu, eu não sabia o que fazer... Tentava manter o foco no corredor, mas tinha certeza que minha cara de tesão me denunciava à pessoa mais inocente... Mamava com maestria, engolia como poucos toda a extensão da tora. Eu sentia o controle da respiração de forma exemplar para não engasgar nem fazer barulho. Esse cara me alucinava. A essa altura, já estava com minha mão por trás dele, incentivando a próstata como podia. Cada vez que eu encostava no seu ponto sensível, mais fundo ele ia com a garganta. Sem jamais perder a postura de macho, ele se arqueava mais e mais para expor-se ao máximo ao meu dedo. Ele deslizava com a língua e a boca em movimentos de espiral, que me deixavam ainda mais com vontade de enfiar toda minha mão naquele cú. Podia sentir sua saliva escorrendo pela base, chegando nas minhas bolas e molhando a cueca. Queria comê-lo ali. Já não me importava mais com quem visse ou percebesse. Aquela sacanagem durou até que começamos a nos aproximar da região metropolitana do Rio. Os passageiros começavam a acordar e depois da terceira vez que o mesmo cara veio ao banheiro, nos demos conta que ele queria mesmo era participar. Tivemos de parar. Nos recompomos como podíamos e mantivemos uma conversa morna, algo até então impensável. Estranho essa coisa chamada desejo.... Não sabia quem era, nem de onde vinha, se tinha filhos ou se era padre... Combinamos que ao chegar no Rio tomaríamos uma saideira ali na rodoviária mesmo. Soube era engenheiro, baiano que já morou em São Paulo e agora trabalhava numa renomada instituição carioca. Era casado há pouco tempo, morador de Laranjeiras e que nunca esteve numa situação como essa. Disse-me que dentre tantas idas e vindas, sempre fantasiava em estar tomado pelo tesão e fazer - como ele mesmo definiu - uma loucura. Tentei saber se haveria uma outra vez, um momento mais íntimo, mas percebi que não. Suas obrigações de homem o impediam de prosseguir. Tive de ceder e aceitar minha sorte. Foi aí que descobri seu nome, pouco antes de partir.

Sobre este texto

Sedento Sedutor

Autor:

Publicação:19 de janeiro de 2013 15:17

Gênero literário:Contos eróticos

Tema ou assunto:Gays

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