Conto Erotico | Historia Erótica

Publique seu texto gratuitamente!

Autores mais lidos
Loja História-Erótica
Conto erótico no isntagram
conto erotico no youtube
conto erotico no tumblr
Imagens Eróticas
Do fundo do baú

Orgasmo amargo

Orgasmo amargo

Pensou várias vezes em não atender o telefone. Olhou o nome dele ali, tentou ignorar o ruído estridente e a vibração inconveniente, enquanto mil vontades e a opinião de várias pessoas entrava em conflito na sua cabeça..
Bruno.
O coração dizia que sim, o cérebro gritava desesperado tentando mudar a realidade. Não, nunca, jamais. Seria uma estupidez imensa. E o pior: todo mundo ao seu redor já tinha dito que não, que nunca, que ela deveria correr dele.
Tentou se concentrar outra vez na posição de yoga, mas não conseguiu. Deixou que as pernas tocassem o chão, relaxou o corpo devagar, respirou fundo e considerou-se perdida.
A mão dela atendeu, depois da terceira chamada, apertando rapidamente o botão e encostando o aparelho ao rosto com carinho.
Prendeu os longos cabelos morenos outra vez, porque a liga já estava soltando, e disse alô.
Era sexta à noite. Ela sabia que ele estava cansado, tinha voltado do trabalho depois de uma semana estressante e queria comê-la.
Nos últimos dois meses, a relação deles não passava disso, se é que aquilo deveria ser chamado relação. Ele já tinha dito que eles não funcionavam como casal, numa conversa estranha na qual ela sempre perguntava o porquê e ele respondia que o namoro morno já estava intragável. Já a tinha feito chorar, perder quatro quilos e até ficar mais gostosa. As amigas já o xingavam, nenhuma aguentava mais dar conselhos ou consolar. Ela sabia que, na teoria, era fácil. Não atender. Fingir que ele não existia. Ignorar. Irene já tinha ameaçado nunca mais falar com ela, e ficava puta da vida toda vez que ela contava que tinha caído em tentação, nos braços daquele cachorro.
Seu coração não entendia como fora rebaixada de namorada a foda ocasional, peguete de fim de semana, e provavelmente apenas mais uma.
Mas mesmo assim, o cérebro não conseguiu evitar que o coração enganado atendesse a ligação, e dissesse que sim a tudo que ele propusesse. Mais uma vez. Explicar o tesão é como explicar uma piada: perde toda a graça. O dela surgia assim, simplesmente ao receber um telefonema.
"Vamos jantar em algum lugar e conversar?"
A historia é fácil de tão clichê. Ela iria vestir-se com mais cuidado do que uma entrevista de emprego, mas tentando parecer relaxada. Da maneira mais provocante possível, aparando os pêlos com cuidado, até sutilmente passando uma maquiagem, e tudo aquilo para conquistar o inconquistável. Engoliu os sentimentos, como se os mastigasse, e começou a se vestir.
Tirou a calça de yoga e o sutiã de esportes, e olhou-se no espelho. Apesar dos exercícios, não tinha músculos aparentes, e gostava do seu corpo assim. As coxas eram fortes, aguentavam muito tempo o movimento de subir e descer em cima de um homem, a barriga era lisa, os seios grandes, com bicos gordos e claros, envoltos numa auréola pequena.
Ela precisava de sexo. Não se achava normal, aquele desejo todo queimando por dentro, e alguém tinha que apagar aquilo. Infelizmente, a única opção era repetida, outra vez cair nos braços do ex. Pelo menos, ele sabia como fazê-la gozar, conhecia seus pontos que precisavam de carinho, e as partes que gostavam de pressão. Imaginou mil posições, praticamente todas na memória, já tinha feito tudo o que era possível com ele.
Na preparação para encontrá-lo, a maquiagem esconderia as olheiras. Vestiria uma calcinha nova para mostrar que ainda estava linda. Não muito cavada, tipo shortinho, de renda, valorizando a bunda, como ele gostava. Vestiria um sapato baixo, mas que realçasse um pouco a postura, as nádegas redondas e firmes, na intenção que, desta vez, ele sentisse saudades e resolvesse cavalgá-la. Quem sabe ele não iria querer voltar, entender que os dois juntos eram o melhor casal de todos os tempos?
Bruno interfonou e ela desceu prontamente. Alguns rapazes mais novos, sentados no hall do prédio, secaram Andréia, e isso deu-lhe um pouco de esperança. Quem sabe Bruno também não a desejasse de novo? Podia olhar como eles o faziam. Entrou rebolando no carro, atiçando estranhos na esperança de que o ciúme reavivasse alguma brasa morta nele.
Dentro do vestido que escolhera, preto e ainda não usado com ele, ela sentiu o olhar percorrendo as pernas à mostra enquanto colocava o cinto de segurança encaixado entre os seios e perguntava sorrindo pra onde iriam. Ele a cumprimentou elogiando, e ela achou que suas chances cresciam. Afastou o cabelo do rosto, levantando o queixo provocativamente, e tirou a bolsa do colo. Que ele olhasse o quanto pudesse, e mais. Podia bater o carro, que ela não ligaria.
Pensou se deveria mostra a calcinha, mas resolveu que não. Melhor que ele tomasse qualquer iniciativa.
Jantaram num restaurante conhecido, conversaram sobre o trabalho dele, as brigas profissionais dele, os companheiros e rasteiras diárias do escritório. Administrar pessoas é um inferno, mas sem isso, a empresa não iria pra frente. Ela tentou parecer interessante e contar um pouco os dilemas em que vivia. Tinha quatro anos a menos, ainda estava entrando naquele mundinho profissional quando o conheceu, profissional já estabelecido e experiente. Aprendeu muito e, também naquele dia, ouviu muitos conselhos. Ele era um referente profissional, além de ex-namorado e agora amante. Ela aceitava de bom grado qualquer coisa que ele dissesse.
Durante a refeição, pareciam só amigos. Ele não tocou a mão dela, não mencionou o passado juntos, fez poucas referências ao casal que foram. Antes da sobremesa, Andréia podia se sentir murcha.
Depois de comer, ela não disse nada, evitou sugerir qualquer coisa, na esperança de que ele desse alguma pista. Não queria mencionar nenhuma vontade, simplesmente seguir qualquer caminho desde que fosse junto com ele.
Quando namoravam, era comum irem à casa dele depois do jantar. Um filme qualquer, sexo e acordar juntos no sábado pela manhã. Ele não a tocara nenhuma vez, não se comportava como se fosse um encontro. Se Andréia fosse um homem, seria tratada da mesma maneira. Ou até mesmo uma pedra.
Somente na hora em que pagou a conta, e ele insistiu em pagá-la toda, afinal escolhera um restaurante, era caro, e ela não tinha a menor obrigação de ter vindo, foi que ele soltou a pergunta.
"Vamos ver um filme?"
Ela nem precisou dizer que sim, assentiu com um sorriso. Os olhos de Andréia eram capazes de iluminar um coração morto. Ela sentia o fogo acendendo dentro de si, e imaginou que ele deveria estar afogueado também.
O que causara a reação, ela não sabia. O vestido. Ou a calcinha, que deixava a bunda dela no formato ideal. Ou ela dissera algo inteligente. Qualquer coisa. O importante é que a noite parecia voltar ao que era antes.
Não chegaram a ver filme nenhum. Simplesmente foram ao apartamento, enquanto ele contava alguma besteira que um amigo em comum tinha feito. Estacionado o carro, entraram no elevador e começaram a tirar as roupas um do outro. Ela soltou as alças do vestido antes mesmo de entrarem no apartamento -foda-se a vizinhança!- para que ele chupasse, os mamilos extremamente duros de excitação reprimida, uma das mãos segurando com força o vestido pela lateral para não cair, enquanto ele afastava a calcinha e apalpava a bunda, o rosto enfiado nos seios dela, chupando e mordendo com tesão. Ela levantou uma perna para abraçar o corpo dele, queria que ele a penetrasse logo de uma vez, a possuísse inteira. No elevador ela engoliu o primeiro te amo. Não ia deixar sair, porque ele poderia cortar tudo.
Com a mão esquerda, ela se apoiava na parede, e a perna direita levantada circulava a cintura dele, segura por uma mão. Para ficarem numa altura compatível, ela estava na ponta de um pé, a cabeça jogada para trás, enquanto ele tinha o rosto enfiado nos seios e uma mão percorrendo as partes mais sensíveis entre as pernas dela. Experiente, já conhecia a região e já a tinha descoberto, afastando a calcinha e sentindo-a toda molhada, vibrando a cada toque, apertando e abrindo para recebê-lo. Os olhos dela estavam fechados, concentrados no turbilhão de sensações maravilhosas que a faziam queimar por dentro.
Andréia ajoelhou-se mal ele abrira a porta de casa, e abriu-lhe a braguilha. Levantou os olhos, tentou imaginar no que pensava. Antigamente, chupava-o com as miradas cruzadas, pau na boca e olhos nos olhos, trocando tesão, saliva e porra, como se declarasse amor com lambidas e pupilas dilatadas. Entretanto, ele respirava fundo e olhava pro teto. Movimentava a pélvis indo e vindo, fodendo-lhe a boca. Os seios se chocavam a cada estocada que ela recebia, tentando segurar os gemidos para que os vizinhos não ouvissem, já que a porta continuava aberta.
Quando sentiu a respiração alterada de Bruno, ela parou de chupar e levantou-se. Encostou a porta, sem trancar, que isso era problema dele. Ele a olhou com um pouco de raiva. Provavelmente esperava que ela acabasse ali, chupando até o final, mas ela precisava de mais. Deixou o vestido cair no chão, tirou a calcinha, deitou-se no sofá e disse: "vem."
Ele respirou, andou devagar em direção a ela e ajoelhou-se no sofá. Meteu-lhe um dedo na buceta, que já estava molhada e desarmada, e introduziu-se todo de uma estocada. Andréia suspirou. Com o pau inteiro dentro de si, engoliu outro eu te amo.
Bruno sempre fora muito carinhoso na hora do sexo. Era capaz de passar horas fodendo-a e olhando nos olhos, como num transe, enquanto ela perdia completamente o controle do corpo. Naquele dia, entretanto, estava tenso. Era do cansaço, do arrependimento de tê-la feito sofrer, algo seria, pensava ela. Por isso, metia forte, quase com raiva. Mordia-lhe o pescoço e o lóbulo da orelha. Mas aquilo também era bom. Adorava ser alvo das emoções dele, que ele despejasse tudo, derramasse aqueles sentimentos e transformasse o coração em porra. Enquanto ele metia, ela gozou, pensando que acordaria marcada no dia seguinte, e agradecendo a Deus por isso. Tudo voltaria ao normal. Ela pensava que ia fazê-lo sentir algo outra vez. Amor. Confundido com sexo desde a ruptura do primeiro cabaço.
Na mesa ao lado do sofá, fotos dele em viagens, fotos da família. Uma dele numa viagem nova e recente no porta-retrato no qual antes tinha uma dela. Aquilo doeu mais do que o pau dele tocando a entrada do útero, e ela sentiu que tinha sido substituída há tempos.
"É uma fase individualista," pensava. "Um dia a gente volta."
Contraiu os músculos da buceta com força, tremia e desejava que ele viesse junto. Tentava abrir quando ele metia e apertar quando ele tirava, abraçando, facilitando a entrada e impedindo a saída. Ele gemia com força enquanto ela gozava e tentava transferir mentalmente parte do seu prazer para ele. Mordeu uma almofada para segurar o grito, e sabia que, se ele desabasse naquele instante, ela teria um orgasmo dentro de outro.
De quatro, ela abaixou a cabeça e empinou a bunda ao máximo. Sabia que ele adorava aquela vista, de sentir o movimento dos peitos dela balançando, a bunda inteira ali aberta e disponível, toda oferecida. O pau entrava e saía, e ela desejava que entrasse e ficasse para sempre. Bruno metia com uma perna dobrada no sofá e a outra apoiada no chão. Uma das mãos pressionava as costas, de vez em quando dando um tapa na bunda, e Andréia pensava que aquilo, mais do que prazer, era um sinal de que ele queria continuar dono dela.
Ela retensou os músculos naquela posição, tentando aumentar ao máximo o prazer dele. A yoga ajudava a manter-se fixa, e ela se orgulhava disso. Com uma perna no chão e a outra no sofá, empinou-se, oferecendo a visão da buceta penetrada, o cu ali próximo, as costas arqueadas e o rosto enfiado numa almofada. Segurou os seios com uma das mãos, gemendo enquanto ele estocava, para dar a impressão de que ele estava metendo tão forte que o movimento dos peitos chegava a machucar. O ego dele adorava achar-se mais forte do que tudo. A penetração era profunda e forte, e ela gemia para que ele não parasse, que o pau dele estava delicioso.
Bruno precisava ejacular toda a tensão, raiva e frustração semanal. Andréia queria transformar beijos em grilhões, prendê-lo com os músculos da buceta, agarrá-lo com as pernas e nunca mais soltá-lo. Ela respirou fundo, soltou um gemido.
Bruno tirou o pau de dentro dela de supetão, agarrou-lhe pelos cabelos e puxou, sem violência, mas com determinação. Só conseguiu dizer uma palavra, “vai.”
Ela foi. Não precisou de nada além de não resistir. Entendeu o que ele queria, e tesão dele era uma ordem. Abriu a boca, fechou os olhos antes que o jato começasse a sair e engoliu tudo o que pode. Até o terceiro eu te amo da noite, o que viria no último orgasmo, entrou garganta adentro. A porra, muita, parecia acumulada, e entrou pela boca, nariz, melou os peitos e escorreu pela barriga. Ela tentou engolir e sorrir o máximo que pode. Abriu os olhos, suja de amor por ele, beijou a cabeça do pau. Bruno segurando-a pelos cabelos e se apoiando na parede com a outra mão, as pernas enfraquecendo.
Com a mão direita segurando o cacete, ele esfregou no rosto dela, limpando-se de porra e sujando o rosto dela. Andréia sorriu, apertando-lhe a bunda e puxando-o contra si.
Depois de alguns segundos, ele soltou-lhe os cabelos e deixou-a no sofá. Deitou-se no chão.
Bruno ficou um longo tempo ali, de olhos fechados, arfando. As pernas esticadas, as mãos cruzadas sobre o peito. Não sorria, mas tinha alívio no rosto.
“Engraçado, é como se a porra fosse algo venenoso que ele precisasse jogar fora," pensou Andréia, deitada de lado, olhando-o, imóvel, esperando o que ia acontecer. Encostada no sofá, pôs uma almofada no colo, cobrindo-se.
Ele adormeceu logo, exausto. Ela ainda masturbou-se acompanhando a sua respiração. Não imaginou, tinha na sua frente o corpo, o rosto preocupado, a barriguinha de chopp, as pernas curtas mas moldadas a base de corrida. Masturbava-se para ele, mas desta vez, de olhos abertos. Tinha o corpo real de Bruno, o tivera dentro de si, sem precisar imaginar cada detalhe.
Os músculos definidos estavam completamente relaxados. Qualquer sinal de problema já tinha indo embora, e ele dormia como um anjo. Andréia se conteve para não se ajoelhar ao lado dele e beijar o cacete mole, mas sabia que ele precisaria de tempo para se recuperar.
Com a mão entre as pernas, apressou-se para gozar, e por isso não conseguiu. Decidiu deitar no chão, junto com ele, mas quando levantou-se ele acordou. Ele soltou um sorriso meio por obrigação e estendeu-lhe a mão, como que pedindo ajuda para levantar-se. Ela estendeu o braço e ajudou-o a por-se de pé. Ele deu-lhe um beijo na testa e foi ao banheiro.
Entrou no chuveiro e fechou a porta do box. Enquanto ela foi à cozinha pegar um copo d´água ou qualquer coisa para beber, ele tomou um banho rápido e saiu.
Ela estava na cozinha, nua em pelo, com um copo na mão, o corpo destapado, os seios fartos ainda excitados, eletrizada e dispostas para mais. Sorriu quando viu-o abrir a porta, um pouquinho de porra secando na bochecha, e uma trilha que escorrera dos seios até o umbigo.
Ele somente disse-lhe, saindo do banheiro e entrando no quarto:
“Se quiser uma toalha, estão embaixo da pia. Eu vou dormir, que preciso acordar cedo amanhã. Você quer que eu lhe deixe em casa antes?”
Andréia, com o copo na mão, quase botou a água pelo nariz, se engasgando. Tentou respirar e disse que não precisava, era mais fácil pegar um táxi.
Foi a primeira vez na vida em que se arrependia depois de foder. Sexo é amor de mentira, que faz a gente descobrir quem a gente ama de verdade. Ela descobriu que aquela relação precisava morrer.
Voltou para a sala, pegou o vestido e jogou por cima dos braços, deixando cair pesado como uma guilhotina. Pôs o copo em cima da mesa, calçou os sapatos rapidamente, pegou a bolsa e rodou a maçaneta da porta.
Nunca mais viu a calcinha nova que usara naquela noite.
Foi embora, carregando na boca o gosto da auto-humilhação e água sanitária.

Sobre este texto

Simone de StTrode

Autor:

Publicação:15 de julho de 2014 21:40

Gênero literário:Contos eróticos

Tema ou assunto:Casal

Compartilhe este conto erótico com seus amigos
Ainda não há estatísticas de leitura deste texto, pois ele foi publicado em 15/07/2014.

Comentários

Novo comentário

Os comentários serão moderados. Não serão aceitos comentários agressivos ao autor e/ou que divulguem sites comerciais. No campo nome só aceitaremos nome de pessoas. Se tiver interesse comercial Fale conosco para saber nossa política de publicidade.

  • Bruno 49
    Postado porBruno 49em12 de fevereiro de 2015 08:49

    Sou divorciado duas vezes e até hoje como minhas ex e posso garantir que elas hoje são muito melhores do que quando eramos casados. kkkkk

Deixe seu comentário abaixo

*Campos com esta marca são de preenchimento obrigatório.
*

Seu endereço de e-mail não será publicado

Mova o seu mouse para fechar essa ajuda.
*