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Gigi e o sexo – parte I


– Você é tão pura e inocente, Gigi.
Já ouvira essa frase muitas vezes. Inúmeras. E eu nunca entendi muito bem por quê. Talvez fosse o modo como eu não gostava de usar roupas muito decotadas e justas? Minha exigência quanto a ficar com homens, mesmo que fosse só um beijo descompromissado na balada? Eu preferir usar maiô a biquíni? Ou talvez fosse o fato de que continuava virgem e intocada, apesar de meus 18 anos de idade.
Nunca entendi a relação entre pureza, meiguice e doçura com virgindade. Quer dizer, eu era de fato virgem, mas não por isso podia ser considerada casta. Muito menos pura. Pra ser franca, eu internamente do contrário do que minhas amigas achavam, me considerava até bem pervertida.
Tudo começou quando ainda éramos adolescentes e numa de nossas noites do pijama, uma das garotas tinha descoberto no closet dos pais uma mini coleção de filmes pornô. Caímos na gargalhada, mal pudendo acreditar – os tios sempre pareceram ser tão caretas – e logo o cômico se transformou em curiosidade. Nervosas e excitadas com a recém-descoberta, ligamos o reprodutor de DVD e assim que o disco penetrou o aparelho, esperamos ansiosas. Nunca nenhuma de nós até então tinha assistido a um filme erótico em suas vidas.
Assim que o filme deu início e ríamos freneticamente, eu sequer desgrudei os olhos da tela da TV. Na introdução rápida passavam clipes curtos e rápidos das transas, acompanhados dos nomes dos atores e atrizes. Homens com os corpos trabalhados pela musculação, exibindo tórax, torsos e membros gigantescos. Senti um ímpeto grande de abocanhá-los, uma força que vinha do meio de minhas pernas e subia até minha boca. Estremeci. O coração pulava desenfreado. Meus olhos eram estáticos, sequer piscavam.
A primeira cena começou. Meu estado de transe foi quebrado pela introdução repleta de atuações afetadas e tão convincentes quanto um bebum afirmando sua sobriedade. Gargalhamos da atriz que vestia um modelito horroso e três números abaixo de sua pontuação. O enredo começava a ficar monótono, queríamos ação. Então uma das meninas pegou o controle e acelerou a cena um pouco. Um moreno alto, trajando um macacão azul escuro e botas escuras e surradas finalmente apareceu. Ele interpretava – pessimamente – um jardineiro e como num dos milhares de clichês que eu viria a assistir mais tarde, a atriz de quinta vestindo trapos baratos era sua patroa.
Enquanto minhas amigas reagiam com “ohs” e “gente” ou “que horror”, eu permanecia antônita, admirada com o que eu via. Podia até ser ensaiado, artificial, mas aquilo, diante de mim era sexo. No sentido mais cru e orgânico da palavra. Estava estática, mas à medida que assistia aquele homem maravilhoso brincando com todas as partes do corpo daquela mulher que eu jamais pensei em mostrar pra alguém do sexo oposto, meu próprio corpo reagia. Nada drástico, mas por mais sutil que fosse aquele calor, aquela energia, eu a sentia crescendo dentro de mim.
– Ai que nojo!
– Eca!
– Desliga isso, desliga!
– Eu acho que vou vomitar!
Alguém finalmente desligou a TV bruscamente. Mas minha mente vagava ainda por aquele líquido grosso que jorrava por toda a extensão do rosto da atriz. Boca, nariz, olhos, testa, boca. Que maneira inusitada de terminar aquele espetáculo.
Engoli em seco.
– Gigi! Gigi! Ah, coitada. Ela está em choque.
Pisco os olhos freneticamente. Minhas amigas me observam enojadas. Repudiam o que acabaram de assistir, denominando como a coisa mais nojenta que já viram na vida e que nunca, jamais fariam o mesmo com quem quer que fosse.
– Nem mesmo com o Channing Tatum – uma garante, decisiva.
– E você, Gigi? O que achou? Nojento, né?
Viro em direção à garota.
– É. Nojento.

Sobre este texto

transcender

Autor:

Publicação:1 de maio de 2015 19:01

Gênero literário:Contos eróticos

Tema ou assunto:Fetiches

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