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A GORDINHA QUE NÃO SE ACHAVA GOSTOSA.

(Ou melhor, quando curvas são mais que curvas).

Natália jamais sentiu-se bem consigo mesmo. Achava-se gorda e sem graça. Olhava suas amigas adolescentes e o que via era apenas a superfície (que ela achava ser o ideal de todos os garotos); meninas esbeltas, com curvas sutis e delineadas por algum mestre divino que as concebia com o único propósito de tornar as demais infelizes, tristes e desesperançadas. De fato, para Natália, aquele era o arquétipo ideal, a imagem que ela sempre almejara ser, mas que sabia bem, jamais seria.

Evitava espelhos a todo o custo! Roupas justas! Nem pensar! Frequentar as lojas de grife mais badaladas do shopping era a maior tortura a qual era obrigada quando saía com suas amigas – todas magérrimas e atraentes – tornando-a mais triste e infeliz.

Voltava para casa e apenas pensando que um copo de sorvete seria a única forma de afogar suas mágoas. Dia após dia, apenas a certeza de que nada iria mudar. Ela continuaria gorda, sem graça e infeliz. As poucas baladas que frequentava eram outra forma mais sofisticada de tortura. Garotas lindas, usando roupas que lhe caíam perfeitamente, sentindo milhares de pares de olhos masculinos gulosos seguirem-nas para todos os lados faziam Natália detestar o momento em que aceitara o convite para acompanhá-las naquele evento detestável em que ela ficava em algum canto, esquecida, ignorada ouvindo as músicas que eram tocadas e pensando que o melhor a fazer era ter ficado em casa assistindo algo na televisão e comendo pipoca de micro-ondas.

Para Natália todos os dias pareciam iguais e seriam iguais até o último. Nada mais lhe restava do que deixar o tempo passar através dela sem que alguma coisa pudesse ser realmente aproveitada. As vezes sentia vontade de chorar. E quando o fazia era um ato solitário, escondido de tudo e de todos. Era uma válvula de escape que lhe permitia aguentar um cotidiano sem graça e sem sentido.

As aulas não tinham nenhum atrativo (até mesmo porque sempre fora uma boa aluna com boas notas), e mesmo aqueles professores bonitões e cheios de energia olhavam para ela com a mesma indiferença dos demais. Ela era apenas um referencial quando se tratava de cobrar dedicação dos demais. Apenas isso! Nada mais.

Esportes? Sem chance! Se ela quisesse realmente até poderia, mas certos olhares e certos comentários velados obrigavam-na à um afastamento discreto, inclusive para que não “pagasse mico” na frente de todos.

E assim Natália tocava a vida. Seus pais preocupavam-se com ela. Seu maior incentivador era o pai – Doutor Leonardo – médico que via naquela adolescente a máxima realização do amor que sentia pela esposa – Dona Leonor – que, por sua vez, tinha na filha o maior presente que o Criador lhe dera abençoando-lhe o casamento e a vida. Vez por outra, ambos aproximavam-se da filha enchendo-a de carinhos e de mimos, ao mesmo tempo que incentivavam-na a participar de tudo que a vida podia lhe proporcionar.

Mas quando Natália simplesmente deixava de lado, Leonardo e Leonor sentiam-se impotentes e perguntavam-se onde haviam falhado; como era possível! Eles preocupavam-se com o futuro de sua única filha e seu maior tesouro. Mas, de nada adiantava tentarem se ela mesma não queria saber de si mesmo.
Ano novo, vida nova. Natália havia passado no vestibular para cursar medicina. O grande sonho dela e um orgulho para o seu pai. Ela aguardou ansiosamente o final do período de férias para que as aulas se iniciassem e ela pudesse, finalmente, fazer algo que valia a pena. Algo que a deixasse cheia de amor próprio.

Os corredores e as rampas da universidade eram um universo a parte para ela, pois tudo era muito novo, muito desconhecido e muito excitante. Ela se sentia uma criança em uma loja repleta de brinquedos novos e divertidos. Achou que aquele era um novo mundo para uma nova vida! Ela se sentia repleta de vida e repleta de esperança de algo realmente novo em sua vida. E foi nesse clima que, de repente, ela esbarrou em alguém. Fichário novinho, estojo de couro e tudo mais foram para o ar e depois para o chão, espalhando-se à sua volta.

Desesperada, ela imediatamente abaixou-se para pegar as suas coisas enquanto as pessoas continuavam seus caminhos sem se preocuparem em desviar-se das coisas caídas. E foi assim – também de repente – que ela percebeu que um par de mãos e braços estavam cooperando com a coleta de seus pertences com o mesmo cuidado que ela dedicava à recolhê-los. Mais surpreendente ainda sucedeu-se quando aquelas mãos másculas tocaram as suas entregando-lhe seus materiais.

Ela levantou o olhar e pensou que estava no paraíso e que havia um anjo olhando para ela. Era, simplesmente, o rapaz mais bonito que Natália já havia visto em sua curta existência! Levantaram-se e ela pode observá-lo melhor: alto, porte atlético (sem exageros), olhos azuis brilhantes, cabelos escuros e curtos, um sorriso arrebatador emoldurado por um rosto de galã de cinema; afinal, quem era ele?

“Oi, me perdoe pelo incidente, … você é novata? Muito prazer, meu nome é Simas, … e o seu?” Aquela voz! Linda, suave, doce, gentil e muito sensual! Que homem maravilhoso, pensou Natália enquanto tentava soltar a língua para responder. “Olá, …, obrigado, … me chamo Natália e sim, sou novata,” Ela mal conseguia entender como aquelas palavras saíram de sua boca. Simas sorriu para ela e disse-lhe que tomasse muito cuidado com os veteranos, pois, afinal, era a primeira semana – a semana do “bixo” - e meninas lindas como ela estavam em perigo.

“Qualquer coisa, sou quinto anista, … se precisar, … bem, … de qualquer coisa é só me procurar no Centro Acadêmico, está bem”; dizendo isso Simas aproximou seu rosto do dela e deu-lhe um suave beijo na face. Natália ficou ruborizada, pois muito embora aquele não fosse seu primeiro beijo, pelo menos era o primeiro vindo de alguém tão interessante. Ela estava tomada por uma letargia que a impediu de qualquer gesto de retribuição, apenas restando-lhe observar Simas desaparecendo na multidão.

E foi um grito fino e estridente que fez com que Natália caísse na dura realidade. O grito provinha de uma garganta feminina muito potente que foi percebido não apenas por Natália mas também por todos à sua volta. O grito era proveniente de Ametista, sua melhor amiga e filha do melhor amigo de seu pai. Seu nome (incomum) provinha da fascinação de seu pai por pedras preciosas que acertara em cheio na escolha; afinal Ametista era uma pessoa única: silhueta voluptuosa com algum exagero, rosto de criança safada e jeito de menino sapeca; tudo para ela era uma eterna brincadeira (às vezes de mau gosto, é verdade), mas que era minimizado pela sua alegria incontida que contagiava todos que com ela tinham contato – inclusive Natália que sempre a considerara sua melhor amiga e única confidente.

Ela também estava iniciando o curso de medicina e ficou esfuziante ao saber que sua melhor amiga estaria com ela por toda aquela longa jornada. Abraçaram-se e Natália suspirou aliviada ao perceber que Ametista sequer havia notado o ocorrido e o rápido encontro com Simas. Dirigiram-se para a sala de aulas, sorridentes e trocando algumas fofocas atrasadas sobre o final do cursinho e o vestibular e o famoso “quem é quem” na Universidade. Ambas mal cabiam em si mesmas de tanta alegria e felicidade pela conquista obtida depois de muito esforço.

Todavia, toda aquela alegria foi abruptamente interrompida pela aproximação de um grupo de jovens gritando e chamando os novatos para o trote. Natália assustou-se muito com aquele bando de vândalos vindo de forma alucinada em sua direção e mais uma vez deixou suas coisas irem ao chão. Estava em estado de choque! Pensou no que estava por vir: raspagem dos cabelos (que ela cuidava quase como um filho), tintas jogadas sobre seu corpo, vestes rasgadas, e o pior de tudo! O maldito pedágio nas ruas em torno do campus. Natália estava terrificada com as possibilidades que se descortinavam. Segurou forte na mão de sua amiga que também estava apavorada, rezando para que aquilo não fosse apenas um sonho.

Dois rapazes musculosos seguidos de uma garota com ares de metida aproximaram-se de Natália e Ametista. Olharam para ambas com um olhar de desprezo tão profundo que ambas podiam sentir em suas almas. “E aí amiguinha! Como é que vai ser? De boa, ou na pressão? Será que as balofinhas vão querer encarar?”, a tal menina falava com extrema firmeza e ironia na voz, denotando que o desprezo pelas novatas não se resumia apenas ao trote, mas que também era algo discriminador; aliás, uma sensação que tanto Natália como Ametista conheciam muito bem (haviam convivido com esse comportamento abominável desde a tenra infância).

Um dos rapazes trazia nas mãos spray de tinta e o outro uma tesoura longa (daquelas usadas em corte e costura) e seus olhares davam conta de que realmente estava por acontecer. Natália percebeu que os olhos de sua amiga haviam se enchido de lágrimas e que ela estava prestes a desmoronar. Ela segurou fortemente a mão da amiga e olhou fixamente para o olhar da garota sinalizando que a coisa teria que acontecer através da força. A menina, por sua vez, olhava desafiadoramente para elas demonstrando que estava confiante do resultado daquele embate do qual elas sairiam muito mais feridas no orgulho que na própria pele.

“Opa! Parou tudo! Quem vocês acham que são para usar o trote como instrumento de ameaça!” - a voz soou firme, alta e em bom tom sinalizando que provinha de alguém com autoridade. Natália surpreendeu-se ao perceber que, embora em um volume mais alto ela sabia quem era o dono daquela voz: era Simas que aproximava-se do grupo com andar resoluto de quem detinha controle da situação. Ele chegou bem perto dos rapazes e com movimentos rápidos retirou das mãos deles o spray e a tesoura. Em seguida, olhou para a garota com um olhar autoritário e disse-lhe em tom severo: “Camila, eu já te disse que o trote não pode ser usado para espezinhar os novatos! Se eu te pegar mais uma vez fazendo isso, nós vamos ter uma conversa séria quando chegarmos em casa, … E quanto a vocês dois, seus manés, rapa fora antes que eu passe um corretivo que acabe com essa valentia com duas inocentes!”.

Natália mais uma vez estava em estado de êxtase – aquele rapaz era o ideal de qualquer garota! - olhando para Simas como quem olha para um ídolo. A tal Camila desferiu um olhar agressivo em direção às meninas e deu de costas afastando-se como lhe fora ordenado. Quanto aos rapazes, eles ficaram encarando Simas por alguns segundos, mas seguiram seus caminhos ouvindo o rapaz avisar-lhes que iria vê-los no treino.

“Desculpem esses idiotas meninas, … eu já havia dito que o trote com agressão estava proibido, … mas parece que eles se recusam a aprender, … desculpem minha irmã também, ela passou por um trote desses e acha que todos devem sofrer o mesmo que ela sofreu, … mas com ela eu converso em casa. E você? Como é o seu nome?” - Tanto Natália quanto Ametista estavam em pleno êxtase com aquela visão do paraíso sob a forma de um homem lindo e gentil que não eram capazes de pronunciar uma palavra sequer. Mas Ametista percebeu o olhar azul brilhante de Simas fitando-a de maneira quase hipnótica que respondeu automaticamente: “Me chamo Ametista, … e você? Quem é?”. A frase “me chamo Simas” foi ouvida e apreendida para amenizar aquela situação inusitada (para dizer o mínimo!).

Simas, meio que encabulado, pediu desculpas mais uma vez e despediu-se partindo em rumo à multidão de alunos que ainda procuravam esquivar-se dos veteranos em estado de insanidade. Ametista teve que implorar para que Natália soltasse sua mão, já que a amiga havia apertado tanto os dedos dela que eles pareciam que iam explodir feito balões inflados de ar.

A tarde transcorreu com Ametista desfiando um questionário de perguntas destinadas à sua amiga com o fito de saber como ela havia conhecido aquele gato lindo. Natália contou-se, então, do acontecido quando de sua chegada na Universidade, mas, ao que parecia não fora o suficiente para que sua amiga interrompesse seu interrogatório que parecia não ter fim.

No final da tarde, quando as aulas daquele dia haviam terminado, Ametista ofereceu uma carona para amiga que, além de surpresa ao saber que sua companheira estava de carro, ficou ainda mais feliz ao saber que o carro em questão fora presente do pai de Ametista como premiação pela conquista da vaga universitária. E obviamente Natália aceitou de pronto já que ambas moravam próximas uma da outra.

Porém, quando estavam chegando ao local onde o veículo se encontrava, foram surpreendidas mais uma vez pela atrocidade dos veteranos. O carro da amiga estava todo borrado com várias cores diferentes; um dos vidros laterais tinha sido destruído e lanternas e faróis estavam danificados. Ametista desabou a chorar copiosamente, não apenas pelo ocorrido, como também ante a apreensão de como dar aquela notícia triste para o seu pai. Ficaram ali, imóveis, perdidas, sem saber o que fazer. Natália apenas procurava consolar a amiga, mas sentia-se impotente já que o desespero e a tristeza de Ametista eram contagiantes.

E mais uma vez foram abordadas por Simas em seu carro esportivo. Ele desceu e perguntou-lhes o que haviam acontecido. Ametista – desorientada e atônita – jogou-se nos braços do rapaz soluçando de tristeza e chorando lágrimas incontidas. Simas abraçou-a e procurou consolar-lhe os temores. Pediu as chaves do carro e disse que as levaria em casa, pois queria conversar com o pai de Ametista e explicar-lhe o que aconteceu.

Por mais que elas tentassem dissuadi-lo da intenção inicial, não conseguiram seu intento, acabando por entrarem no carro de Simas que as levou em casa. E assim que estacionaram na porta da casa de Ametista, Simas desceu e foi bater à porta. Ametista estava paralisada de medo pelo que o seu pai ia pensar dela. E qual não foi a surpresa quando, ao abrir a porta o pai dela sorriu para o rapaz e ambos abraçaram-se como velhos amigos. Conversaram um pouco e o pai de Ametista veio até o carro consolar sua filha.

Cumprimentou Natália e depois de trocar algumas palavras com Simas despediu-se dele voltando para dentro de casa. Antes mesmo que Natália esboçasse uma pergunta, Simas explicou-lhe que o pai de Ametista era amigo do seu pai e que ele apenas não havia se lembrado da menina que conhecera há muito tempo atrás. E dizendo isso partiu em disparada perguntando para ela onde era sua casa. Quando Natália lhe disse a localização ali próxima, Simas sorriu amorosamente e perguntou se ela era filha do Doutor Leonardo, ao que ela assentiu afirmativamente. Simas, então, sorriu mais uma vez e disse-lhe que seu pai era uma pessoa muito respeitada pela família de Simas, posto que o pai de Simas tinha no Doutor Leonardo um exemplo profissional e pessoal a a ser seguido.

No curto trajeto até a casa de Natália ela e seu novo amigo conversaram sobre tudo: expectativas de vida, de profissão, sonhos e sentimentos sobre o mundo que os cercava. A cada frase de Simas, Natália simplesmente ficava ainda mais encantada com o jeito carinhoso daquele rapaz diferente de todos de sua época: gentil, dedicado, sincero e justo. “Caramba! Eu devo estar é sonhando acordada! Será que isso é uma ilusão?” - pensava a menina não podendo crer que aquele homem de fato existia e era real.

Não demorou para que Simas estacionasse seu carro em frente a casa de Natália, pondo fim à um pequeno sonho de menina. Saíram do veículo e quando Natália estendeu a mão para despedir-se de Simas, eis que ele tomou-a gentilmente nos braços e deu-lhe um beijo na boca que foi plenamente recebido e retribuído com paixão e com desejo. Natália sentia-se nas nuvens, sonhando acordada com aquele homem lindo e maravilhoso beijando-a como se fossem namorados (“incrível!” - pensou ela). Era algo totalmente novo para ela – novo, insano e delicioso!

Os braços do rapaz envolviam-na pela cintura segurando-a de modo forte e gentil ao mesmo tempo, e denunciando sua sensação de bem-estar naquele momento idílico. E foi um beijo daqueles! Algo para fogos de artifício e chuva de estrelas caindo do céu. Na mente de Natália apenas uma palavra: sublime!

Quando terminaram, Simas baixou seu olhar demonstrando estar envergonhado, … Natália sentiu o chão sumir sob seus pés! Será que ele havia detestado aquele momento? Será que aquilo seria outra frustração a ser colecionada por ela ao longo de sua vida? “Me perdoe Natália, … eu não queria parecer abusado, … mas, … a verdade é que eu estou louco de tesão por você, ...” - a voz do rapaz parecia embargada e seu olhar demonstrava que, de fato tudo o que ele dizia era verdadeiro. Natália não se conteve e abriu um enorme sorriso tocando-lhe a face com as mãos e fazendo com que ele olhasse diretamente para ela.

Olharam-se e Natália pode perceber que aquele homem estava tremendamente atraído por ela; mas, a pergunta que vinha a seguir era: o que ele queria era apenas sexo? Apenas curtir uma garota nova e diferente? Ou, havia algo mais por trás? Algo mais profundo. Natália pensou que, afinal, o risco valeria a pena. Perder a virgindade com um gato felpudo como aquele, livrando-se do estigma da gordinha sem atrativos, e, ao mesmo tempo, descobrir se sua sensualidade feminina seria suficiente para segurá-lo com ela. Não era um risco calculado, mas era algo que ela queria tentar.

Natália aproximou seus lábios dos lábios de Simas e novamente beijaram-se com muito mais ardor que antes. Simas encostou-se em seu carro puxando o corpo de Natália para si e deixando que o calor daquele corpo delicioso operasse a lei da termodinâmica, indo do mais quente para o mais frio. Simas sentiu-se acolhido de uma forma diferente daquela sensação partilhada com outras mulheres. Era algo afetivo, carinhoso, terno e deliciosamente provocante! E ele adorou sentir-se assim!

Natália, por sua vez, empurrava seu corpo contra o dele e não demorou muito para sentir que algo pulsava dentro daquela calça. Algo grande e excitante! Rolou um clima muito onírico naquele momento. Eram duas pessoas que se desejavam e cuja excitação beirava à loucura geral. Ela podia sentir que Simas estava muito a fim dela e que bastava um sinal para que a coisa liberasse geral. Era o que ela queria; e que fosse agora, e que fosse com ele! E se rolasse para sempre, … bom, seria maravilhoso!

“Natália, meu amor, … eu quero você! Eu quero fazer de você minha, toda minha!” - a voz de Simas soava apaixonada e repleta de desejo. Natália precisava aproveitar-se daquele momento de libertação. “Hoje a noite, … você me pega aqui em casa às oito horas? Pode ser?” - ao dizer isso ela sentiu um calafrio percorrer toda a superfície de sua pele, provocando um pequeno tremor de hesitação, medo e desejo – tudo ao mesmo tempo. Ela tinha receio de que a resposta de Simas não fosse aquela que ela ansiava ouvir.

O sorriso de Simas foi mais que suficiente para demonstrar que ele aceitara o convite – aliás, confessou ele, ficou muito surpreso com a presença de espírito de Natália – e, assim, estaria lá no horário combinado. Despediram-se com outro beijo molhado e demorado, pois Natália não queria deixar aquele homem delicioso ir-se para longe dela. Simas apertava o corpo roliço de sua conquista aproximando-o do seu com firmeza e carinho ao mesmo tempo, evidenciando que ele também não queria separar-se dela.

Após uma demorada despedida, Natália entrou em sua casa radiante de felicidade, seu coração parecia que ia pular de seu peito e sair pela boca! Estava tão alegre e tão excitada que mal teve tempo de fazer qualquer coisa senão correr para o estúdio e abraçar sua mãe que, atônita, retribuiu o abraço sem entender bem porque estava fazendo aquilo. Natália estava esfuziante e não cabia em si de alegria. Depois de deixar sua mãe meio que perdida no estúdio correu para o seu quarto e, tomando seu celular nas mãos, ligou para Ametista, pois precisava contar para sua melhor amiga o que estava por vir.

Ametista, do outro lado da linha, parecia enlouquecida de felicidade pela amiga. Gritava, assoviava e dizia que estava muito alegre por Natália e também por Simas, pois além de achá-lo um “gato felpudo”, achava também que eles formavam um belo casal. Natália disse a a miga que ela devia para de brincar com aquilo, ao que Ametista retrucou: “Não estou brincando não senhora! Achei desde o primeiro momento que vocês foram feitos para ficarem juntos! Vai lá e aproveite minha querida, não perca essa oportunidade de realizar todos os seus sonhos …”.

Despediram-se, até mesmo porque Natália precisava aprontar-se para a noite que – segundo ela imaginava – seria longa e deliciosamente “selvagem”. E a primeira providência foi procurar por Simas no facebook e adicioná-lo ao rol de amigos. Encontrando a página, mais uma vez foi surpreendida pela que estava postado lá: “Hoje conheci a garota dos meus sonhos!”, junto com a imagem de uma linda rosa vermelha, que brilhava e desabrochava ao mesmo tempo. Natália ficou encantada; afinal, não era apenas um sonho, Simas estava realmente muito a fim dela!

A tarde passou muito rápido, deixando Natália sem tempo suficiente para preparar-se para o encontro. Tomou um longo banho sentindo a suavidade de sua pele e secando-se com o calor gostoso da toalha mais gostosa que encontrou. Correu até o seu closet e procurou animadamente por uma coisa que havia guardado havia muito tempo e já nem mais se lembrava se realmente estava lá. Não tardou para encontrar a delicada caixa que guardava em seu conteúdo um conjunto de lingerie de renda preta extremamente delicado e no tamanho certo do corpo de Natália.

Ela havia comprado aquilo em um de seus ataques de consumismo que, vez por outra, tomavam seu ser (especialmente quando estava sentindo-se triste e solitária), e decidira guardá-lo pensando que, talvez, um dia, ela pudesse usá-lo. E, inacreditavelmente, “aquele dia” havia chegado. Vestiu aquela lingerie com a delicadeza e o cuidado que aquele momento exigia – quase se assemelhando à um ritual – e pensando em seguida, que roupa deveria vestir (muito embora ela sonhasse que essa roupa não permanecesse muito tempo em contato com seu corpo!). Acabou optando por um vestidinho vermelho não muito colante, curto sem exageros e com um decote do tipo “eu quero ser vista”. Calçou sandália de salto alto e depois de pentear os cabelos, olhou para o espelho de seu closet, admirou-se por alguns minutos até concluir que estava bem ornada e pronta para entregar-se aos braços de Simas.

Ao descer para o jantar, Natália percebeu os olhares de seus pais que transitavam entre o êxtase e a surpresa. O Doutor Leonardo fitava a filha com o carinho de um pai orgulhoso pela beleza de sua prole, enquanto Dona Leonor admirava o cuidado e o esmero com o qual a filha havia se trajado naquele dia. Natália sorriu para ambos incapaz de esconder a sua felicidade como que estava para acontecer, mas preferiu não contar nada, a não que eles a questionassem diretamente.

E o jantar transcorreu tranquilo, com o pai querendo saber detalhes do primeiro dia de aula de sua filha que contou-lhe com entusiasmo tudo o que acontecera, omitindo apenas o que considerou delicado demais para ser comentado. No exato momento em que Dona Leonor ia servir a sobremesa, a campainha tocou e o coração de Natália, novamente, disparou. Os três entreolharam-se mistos de surpresa e de curiosidade.

“Você tem um encontro, querida?” - a voz da mãe soou terna e carinhosa, dotada de um sorriso meio maroto e meio compreensivo, evitando que o olhar desconcertado de seu pai se detivesse tempo suficiente para encabulá-la. Natália acenou afirmativamente com a cabeça e depois de olhar para o pai, esperando sua aprovação, levantou-se da mesa intencionando atender ao toque da porta. O Doutor Leonardo olhou para a esposa e depois olhou para a filha com o olhar de quem aprovava todas as decisões de sua filha.

Natália, mais que esfuziante, acorreu até a porta e abriu-a deixando que Simas adentrasse e fosse até a sala cumprimentar seus pais. Simas, por sua vez, apertou a mão do Doutor, expressando seu respeito pelo homem à sua frente e dizendo o quanto seu pai admirava o Doutor pela sua experiência profissional e pelo seu carisma com os pacientes. Em seguida, cumprimentou Dona Leonor a qual beijou na face demonstrado um carinho quase filial.

Natália estava muito excitada com tudo que não via o momento em que eles iam sair, e mesmo quando o Doutor convidou o rapaz para um café, ela olhou desolada para o rosto da mãe, que imediatamente tratou de convencer o marido de que eles tinham coisa mais importante a fazer naquele momento.

Despediram-se à porta de saída e quando entraram no carro, mesmo sob o olhar vigilante do Doutor Leonardo, Simas não conteve-se o suficiente e beijou Natália com a mesma sofreguidão da tarde. E antes que algo pudesse ser dito ou feito, Dona Leonor tratou de puxar o marido para dentro de casa, deixando o novo casal mais a vontade para o que quisessem fazer.

No caminho, Simas, disse a Natália que iriam dançar e perguntou-lhe se ela gostava de dançar. Natália ficou sem resposta, uma vez que jamais havia saído para dançar. Simas olhou-a com carinho e tranquilizou-a, pois ele estava ali ao seu lado. Sorriram mutuamente e logo estavam chegando ao seu destino: uma conhecida danceteria da região que estava bombando de gente. Simas entregou as chaves para o manobrista e depois de ajudar sua companheira a descer do carro conduziu-a até a entrada onde um dos seguranças sorriu-lhe liberando a catraca para que ambos pudessem entrar.
Natália pensou quantas vezes Simas já havia estada naquela danceteria e quantas garotas lindas ele deve ter feito desfilarem em sua companhia dentro daquele salão atopetado de gente, … sentiu um calafrio percorrer-lhe a espinha, principalmente quando avistou de longe o rosto sempre agressivo de Camila a irmã de Simas. Tudo voltou a ser o que era: medo, insegurança, tristeza e ausência de esperança, … será que o rapaz havia armado alguma coisa com a irmã? E se assim o fosse, o que ela devia fazer? Fugir? Esbofetear Simas? Gritar? Chorar?

De repente ela sentiu os braços de Simas envolvendo seu corpo e sua voz suave e terna dizendo baixinho em seu ouvido: “Não se preocupe, eu estou aqui, e ninguém vai lhe fazer qualquer mal, … ninguém mesmo, … confie em mim meu amor …” - aquelas palavras soaram tão sinceras e tão ternas que Natália não teve dúvidas de que Simas realmente queria seu bem e não a trouxera ali para qualquer tipo de humilhação.

E dançaram, … dançaram muito e cada vez mais agitados e felizes. Vez por outra paravam um pouco para saciar uma sede quase incontrolável e, também neste momento, Natália foi surpreendida ao saber que Silas não bebia nada alcoólico, pois dizia que isso afetava o seu desempenho nos esportes. E enquanto sorviam uma coca cola bem gelada Natália fitava o rosto de Simas tentando entender como um garoto bonito e bem apessoado como ele estava literalmente parado na dela? Como era possível? Seria mesmo verdade?

Voltaram para a pista a dançaram ainda mais. E na medida em que a noite avançava, Natália sentia-se mais apaixonada por aquele rapaz incomum. Nas músicas mais lentas ela podia sentir o corpo de seu novo amor e podia sentir-se acariciada por ele, com aquela carícia típica de quem estava muito excitado com sua parceira.

Já era tarde quando deixaram a danceteria sob os olhares curiosos de alguns e revoltados de outros. Mas, pouco importavam os olhares, tanto Natália quanto Simas tinham olhares apenas um para o outro e o resto em nada importava. Entraram no carro e saíram rumo ao desconhecido. Queriam apenas um ao outro – isso era o que importava. Simas olhou carinhosamente para Natália e disse-lhe que ia levá-la a um lugar especial. Natália apenas olhou e sorriu concordando com a vontade do rapaz. E não tardou para que estacionassem no topo de uma colina de onde se podia ter a melhor visão da cidade. Era um ligar simplesmente deslumbrante e Natália ficou hipnotizada com aquela vista fantástica.

Simas disse-lhe que sempre que lhe era possível ele vinha até ali para pensar na vida e imaginar se, algum dia, iria poder compartilhar aquilo com alguém. Natália olhou para ele com um olhar de surpresa absoluta. “Você não trouxe ninguém aqui? Nunca?”; o rapaz acenou afirmativamente com a cabeça e depois respondeu-lhe que considerava aquele lugar um santuário particular que somente poderia ser compartilhado com alguém que conspirasse com ele das mesmas sensações sobre aquele lugar e sobre o que almejava da vida. Disse-lhe também que era exatamente isso que encontrara nela naquela manhã na Universidade: uma pessoa com quem compartilhar todas as coisas importantes da vida.

Natália sentiu seus olhos ficarem marejados e respirou fundo para não desabar em um choro incontido. Simas tocou-lhe a face e olhou-a com um olhar diferente, dizendo o que estava preso na garganta há muito tempo: “Quero ter você todinha pra mim, … você quer ser amada por alguém que não deixou de pensar em você durante toda essa tarde?” - as palavras de Simas soavam com uma sinceridade tão profunda que Natália, ainda tentando controlar o choro, apenas teve forças para acenar afirmativamente com a cabeça, sorrindo-lhe o sorriso mais terno que jamais dirigira a outra pessoa.

Simas ligou o carro e saiu em direção da noite, e mesmo esperando que Natália lhe perguntasse alguma coisa embaraçosa, dirigiu sabendo muito bem o que queria e o que desejava: ter aquela mulher para ele, fazê-la entregar-se totalmente para ele, sem medos, receios ou dúvidas. E tinha que ser agora!

E Natália não ficou surpresa ao perceber que Simas estava entrando em um dos motéis mais sofisticados da cidade. Aliás, o mesmo em que seus pais haviam comemorado uma nova lua de mel quando o seu pai estava prestes a empreender uma longa viagem profissional. Simas parecia um colegial meio atarantado procurando pelo seus documentos pessoais enquanto Natália tirava da bolsa sua identidade novinha em folha.

Rumaram para o quarto que era simplesmente algo de outro mundo. E assim que entraram Simas tomou Natália em seus braços e iniciou uma sequência de beijos demorados e apaixonados, sempre acariciando seu corpo com ambas as mãos, procurando explorar cada centímetro de tudo aquilo que, em breve, seria apenas seu. Natália correspondia plenamente tanto às carícias como ao beijo. Entregavam-se sem qualquer receio e sem qualquer temor.

Em dado momento Simas começou a procurar alguma forma de despir sua parceira daquele vestido provocante e ele fazia isso sem tirar seus olhos gulosos do busto quase à mostra de Natália que, por sua vez, procurou ajudá-lo, pois percebera que ele estava ensandecido pela espera.

E Natália foi surpreendida pelo olhar extasiado de Simas ao vislumbrar aquela moça seminua a sua frente, vestindo uma deliciosa lingerie preta. Aquele era um olhar que ela jamais havia sentido sobre seu corpo: misto de desejo, de êxtase e de paixão em tê-la para ele imediatamente. Ela sentia aquele olhar um desejo que emergia sem medo, sem receio, e sem qualquer pudor! E isso era muito bom.

Repentinamente, Natália agiu instintivamente buscando o interruptor para apagar as luzes do quarto, ou, pelo menos diminuir sua intensidade; e quase teria conseguido seu intento, não fosse a mão dócil, mas firme de Simas que novamente tomou-lhe nos braços e olhando no fundo de seus olhos disse carinhosamente: “Não, … nada de luzes apagadas, … você é linda! E eu quero apreciar toda essa beleza que, agora, é toda minha!”. Foram palavras tão doces e sinceras que Natália sentiu seus olhos marejarem, enquanto Simas acariciava seus rosto, beijando sua face e explorando seu corpo com mãos quentes e poderosas.

Quando deu por si, Natália estava completamente tomada por Simas que também já havia retirado a parte superior de sua lingerie, deixando à mostra seus seios fartos e firmes ornados com lindas auréolas encimadas por um bico entumescido que implorava para ser beijado e chupado com sofreguidão, algo que Simas imediatamente tratou de fazer demonstrando o quanto aquela jovem era objeto de toda a sua atenção e de todo o seu desejo.

Natália sentia-se no paraíso sendo tomada pelo tesão de Simas que lambia e sugava seus mamilos com desejo e com a delicadeza de um cavalheiro e de um amante experiente. Suas mãos não queriam mais percorrer o tecido das roupas de Simas, ela precisava, e queria muito vê-lo desnudo, e ela levantou sua cabeça mergulhada em seu busto e sorrindo-lhe começou a despi-lo de suas roupas.

Natália agiu com a maestria e o cuidado necessários para que aquele momento pudesse ficar retido em sua memória para sempre. Após despir-lhe da camiseta (que revelou um tórax quase divinal), Natális fez com que Simas se acomodasse em uma cadeira, ajoelhando-se à sua frente e desvencilhando-lhe do calçado e das meias. Sutilmente, acariciou seus pés fazendo com que Simas soltasse um pequeno gemido de prazer. “Puxa! Ninguém jamais fez isso para mim! Adorei meu amor!” - disse-lhe o rapaz olhando-a carinhosamente.

Sem permitir que o clima perdesse o calor, Natália pegou-o pelas mãos e ajudou-o a levantar-se, soltando seu cinto, desabotoando a calça e descendo o zíper deixando-a cair ao chão. Natália ficou extasiada ao ver aquele corpo atlético, bronzeado e quase que saído de um conto grego expor-se seminu apenas para ela (e somente para seus olhos, pensou). O volume por baixo da discreta cueca branca sinalizava que o rapaz estava quase fora de seu controle e Natália queria ver aquele instrumento que ia lhe proporcionar muito prazer.

Simas não permitiu que ela o despisse de sua roupa intima preferindo fazê-lo ele mesmo. E o pênis saltou ereto e pulsante a frente da menina que imediatamente pegou-o com as mãos sentindo-lhe a extensão (“nossa! Como é grande!”), a dimensão e a energia vibrante que ele emanava. Abraçaram-se e beijaram-se alucinadamente. Eram beijos repletos de desejo e carregados de sensualidade. As mãos de ambos percorriam seus respectivos corpos, procurando identificar cada centímetro de pele, cada detalhe escondido, cada zona erógena que logo seria plenamente explorada.

Simas conduziu sua amada para a cama e fê-la deitar-se enquanto ele a olhava com um olhar de desejo e de carinho. Deitou-se sobre ela e passou a sugar-lhe os mamilos mais uma vez, enquanto agilmente ajudava Natália na missão de livrar-se de sua calcinha, deixando à mostra uma vagina completamente destituída de pelo, umedecida e dilatada em sinal de estar pronta para ser explorada em toda a sua intensidade. Simas olhou mais uma vez para Natália, beijou-a carinhosamente e, posicionando-se entre suas pernas fez com que seu pênis procurasse pela vagina virginal de Natália.

Simas procurou ser o mais cuidadoso possível, fazendo a glande de seu membro roçar a entrada da vagina – os grandes lábios – aproveitando aquela umidade em seu favor como elemento de lubrificação necessário para que não houvesse sensação de incomodo por parte de sua parceira. Não tardou, porém, para que – plenamente úmida – a glande procurasse o orifício do desejo e forçasse delicadamente sua entrada. Natália pode sentir quando a glande fez sua “entrada triunfal” em sua vagina, e mesmo com o pequeno incomodo provocado, ela sorriu para Simas sinalizando-lhe que estava tudo bem.

O rapaz, então, iniciou uma penetração mais enérgica, evitando, contudo, tornar-se agressivo ou abusivo (afinal, ele queria amá-la, mas também respeitá-la). O pênis (volumoso e extenso) iniciou sua jornada naquele recôndito intocado, agindo com vigor, porém, evitando excessos. Natália, por seu lado, sentiu que o incomodo evoluiu para uma pequena dor aguda, mas que, a medida em que era penetrada, tornava-se algo cuja sensação era simplesmente indescritível; algo que não somente a preenchia, mas tornava mais mulher e mais senhora de si mesma.

Quando Simas percebeu que seu pênis havia penetrado quase que totalmente, passou a executar movimentos cadenciados de vai e vem, cujo ritmo causavam em sua parceira uma doce sensação de cumplicidade aliada ao prazer que havia – naquele momento – substituído completamente a dor inicial. Natália envolveu o quadril de seu parceiro com suas pernas puxando-o ainda mais em sua direção e tornando, assim, a penetração mais profunda e ainda mais prazerosa.

Enquanto penetrava, Simas não deixava de lado os cuidados com os seios de bicos entumescidos de sua amada, ora beijando-os, ora lambendo toda a extensão das suas auréolas, ora brincando com eles. Natália estava tão excitada que há muito tempo perdera o controle sobre si e sobre seu corpo que rebolava insano sob o domínio daquele instrumento de prazer que pulsava dentro dela, entrando e saindo em movimentos cadenciados e cada vez mais intensos. Ela sentia uma energia emergindo do fundo de seu ser, algo que parecia querer explodir em múltiplas sensações até então desconhecidas dela, mas que ensejavam algo de muito recompensador.

Simas penetrava-lhe em movimentos cada vez mais rápidos e intensos, deixando claro que ele também já não tinha mais qualquer controle sobre aquela situação. Natália estava prestes a experimentar algo desconhecido e novo, mas que dava claros sinais de que seria algo extremamente prazeroso e intenso. E foi assim, … que o orgasmo chegou para ela! Era uma explosão de sensações que não se limitavam apenas ao sensorial, mas também ao espiritual. Ela sentia-se saindo desta realidade para conhecer uma outra (algo parecido com o que lera a respeito do “sétimo céu”).

“Ai! Ai! Simas, meu amor, eu estou gozando! Ohhh! È algo espetacularrrrrr! Algo louco!Ahn! Meu amor! Não pára! Continua, eu quero ser tua para sempre!” - A voz de Natália estava embargada e ela não tinha controle sobre a palavras que surgiam em seus lábios antes mesmo que seu cérebro assim ordenasse! Ela havia gozado com tanta intensidade que pode sentir que o líquido que escorria de sua vagina molhava por completo o pênis de seu amado que, por sua vez, estava adorando aquela sensação que ele também ainda não havia vivenciado.

E enquanto Natália sentia uma experiência única, Simas continuava seus movimentos insanos, deixando claro que aquela noite havia apenas começado. Minutos se passaram e Natália experimentou um novo orgasmo causando mais prazer ao seu parceiro que continuava a movimentar-se sobre ela. Gotas de seu suor respingavam sobre Natália que também já parecia nadar no líquido de seus orgasmos.

E durante mais de uma hora Simas proporcionou diversos orgasmos à sua amada, tornando-a deliciosamente prostrada ante o poder de sua membro. E embora ele quisesse ainda muito mais, finalmente, anunciou que estava prestes a gozar, mas que não ia fazê-lo dentro dela. E explicou: “Não é por medo de você engravidar! Mas é porque eu ainda quero fazer muito amor com você antes de você ser tornar minha esposa”. Esposa! Natália olhou embevecida para Simas, pois jamais poderia supor que aquele deus grego quisesse viver o resto de seus dias ao lado dela! Sentiu vontade de chorar – não de tristeza, claro, mas de alegria – mas preferiu apenas sorrir para ele com uma docilidade única e especial.

Simas retirou o pênis ainda ereto de dentro de sua amada e quando demonstrou que iria “terminar o serviço sozinho”, sentiu as mãos de Natália tomando aquele instrumento para sim e engolindo toda a sua extensão garganta adentro. Simas ficou maravilhado com a iniciativa de sua parceira e apenas procurou aproveitar aquela sensação especial para ele também.

Natália sugou o pênis de Simas até que ele gemesse tão alto, quase gritando que iria gozar, para então tirá-lo de sua boca e deixar que seu sêmen escorresse pelo seu busto, enquanto ela massageava sua própria pele espalhando aquele líquido espesso e oleoso. E foi uma carga ão grande que Natália achou que seu companheiro não iria parar de gozar tão cedo.

Quando terminaram quedaram-se sobre a cama, fatigados e vencidos, sendo imediatamente tomados por um sono profundo e que serviria para recompensar tanta energia dispendida em algo tão proveitoso. Mas Natália mal sabia que aquela noite ainda não havia terminado, … pelo menos não para Simas, que, a certa altura da madrugada acordou sua amada com beijos e carícias provocadoras, dando sinais claros de que tudo iria novamente começar! … algo que ela, simplesmente estava adorando saber.

E por mais de uma vez durante aquela noite eles se amaram intensamente, com Simas possuindo Natália em todas as posições que conhecia – e também com algumas que ambos descobriram juntos – proporcionando orgasmos intensos e seguidos em sua amada e sendo recompensado com a receptividade da boca e das mãos de sua parceira.

Porém, sem saber bem o porque Natália queria algo mais e a dada altura da noite sussurrou no ouvido de seu amado se ele gostaria de penetra-lhe por trás. Ela mesma ficara surpresa com a proposta que fizera, mas não sabia explicar porque agira daquele modo impensado, temendo, inclusive, que seu novo amor pudesse sentir-se constrangido com sua iniciativa.

Simas porém, abriu um enorme sorriso e perguntou-lhe se era exatamente isso que ela queria, pois ele jamais havia feito algo parecido antes, mas sempre desejara fazê-lo pensando que essa entrega deveria ser feita apenas por alguém que o amasse de verdade.

Ambos sorriram um para o outro e depois de um breve momento de pleno idílio, Natália ficou de quatro sobre a cama oferecendo-se despudoradamente ao seu parceiro que olhando aquele traseiro em formato de coração, tendo ao centro o orifício intocado do seu ânus virginal, foi tomado por uma sensação de arrebatamento, sentindo seu pênis ficar ereto quase que imediatamente, como que ordenando que o ato de consumasse.

Mas antes que ele iniciasse sua investida foi interrompido por Natália que disse-lhe carinhosamente: “Vem cá amor, … deixa eu lubrificar ele pra você, … quero que ele entre bem gostoso em mim …”. Simas aproximou seu pênis da boca de Natália que o lambeu e sugou sem qualquer hesitação, deixando-o apto para a nova aventura que se apresentava.

Simas posicionou-se e com a ajuda de uma das mãos, conduziu o instrumento na direção do ânus – não sem antes lambê-lo algumas vezes, enlouquecendo sua parceira – e após deixar a glande bem na entrada do ânus, segurou sua amada pelas nádegas investindo vigorosamente contra o intocado e fazendo com que a glande inchada imediatamente penetrasse aquele pequeno orifício provocando um gemido insano de Natália.

Simas hesitou por um momento, temendo que aquele ato pudesse causar mais dor que prazer para a sua companheira, afinal, ele não queria feri-la, apenas fazê-la feliz e realizada. Natália sentindo o desconforto causado pela penetração inicial, achou que não daria conta daquela aventura e pensou até mesmo em desistir. Mas, a bem da verdade, o carinho e o cuidado de Simas foram suficientemente convincentes para que ela olhasse para trás e implorasse ao seu amado que ele não recuasse e apenas fizesse o que tinha que ser feito.

Nova investida e Natália sentiu muita dor. Mais uma vez foi tomada pelo medo de ser incapaz de dar ao seu amado aquilo que ele merecia e que ela lhe oferecera incondicionalmente. E foi nesse momento que ela pensou que aquela era uma sensação que valia a pena ser sentida. Respirou fundo e moveu-se para trás fazendo com que o pênis invadisse o intocado com uma intensidade sem controle. E quando isso aconteceu, ela sentiu muita dor e pensou que realmente não conseguiria concretizar aquele momento.

Todavia, quando imediatamente Simas passou a mover-se para dentro e para fora de seu ânus, Natália sentiu a dor sendo substituída por uma enorme onda de prazer que lhe invadia o corpo e a alma, fazendo com que ela se sentisse plenamente recompensada pelo esforço e pela dedicação. E não demorou muito para que os movimentos de Simas fossem sincronizados com os movimentos de Natália, num vai e vem frenético e repleto de tesão. Eles pareciam mover-se quase como um ser único em um ritmo que transcendia seus corpos e suas almas, projetando-se para o universo e fazendo deles dois eternos apaixonados.

O orgasmo veio. E veio como uma verdadeira recompensa justa e igualável ao esforço desprendido por eles. Foi algo tão intenso, tão carregado de erotismo e de sofreguidão que nem mesmo eles podiam imaginar o quanto estavam unidos um ao outro. Era o prêmio final; o justo congraçamento de duas almas nascidas uma para a outra. E assim eles adormeceram, … abraços um ao outro, suados, cansados, mas profundamente felizes em terem se encontrado.

EPÍLOGO

O sol invadiu sem cerimônias o quarto de motel fazendo com que Natália abrisse os olhos e vislumbrasse a realidade que a cercava. Ela estava realmente ali! Aquilo não fora um sonho afinal! Tudo que sua memória havia guardado e que agora retornava com a mesma intensidade da noite anterior rodeava sua mente testemunhando uma verdade que jamais iria se calar.

Repentinamente olhou para a cama e não viu seu amado. Um enorme terror tomou conta de sua alma de criança ingênua, fazendo-a pensar que Simas simplesmente havia partido sem nem mesmo dela despedir-se. Sentiu uma dor profunda e contundente como uma lâmina metálica penetrar-lhe o peito e cuja intensidade era capaz de deixá-la sem ar para respirar.

Teve vontade de chorar e de gritar com toda a força de seu ser, imaginando que fora usada e que agora, naquele exato momento Simas estava contando vantagem para seus colegas de como desvirginou aquela “gordinha idiota e ingênua”.

Mas, antes mesmo que ela pudesse esboçar qualquer atitude Simas surgiu a sua frente vindo de outro comodo do quarto. Tinha uma toalha felpuda sobre os ombros e a pele brilhante evidenciava que ele havia acabado de sair do banho. Ela olhou para ele com o olhar misto de pura alegria e alguma vergonha pelos pensamentos que havia passado por sua mente. E quando ele sentou-se ao seu lado na cama perguntando se estava tudo bem ela apenas respondeu-lhe: “Sim meu amor, … está tudo maravilhoso! E sabe porque?” . Simas meneou a cabeça como dizendo que não sabia, mas que estava muito curioso para saber.

“Porque você está aqui, … porque isso não é um sonho, … e porque eu te amo demais!”.

“Eu também te amo muito e não quero mais te perder, … você é minha agora e sempre!”. Simas respondeu-lhe com um olhar repleto de amor e de sinceridade, inclinando sua cabeça e roubando um novo beijo dos lábios de Natália.

A manhã já havia se prolongado quando Simas deixou Natália em sua casa e após mais alguns beijos despediram-se prometendo reencontrarem-se mais tarde na Universidade.

Natália entrou em casa irradiando felicidade, pois não cabia em si e precisava contar para alguém. O doutor Leonardo cumprimentou a filha que o beijou esfuziante abraçando-o como há muito tempo não fazia. Olhou para sua mãe e depois de abracá-la e beijá-la disse a eles que precisava correr porque estava atrasada.

O Doutor Leonardo fez menção de perguntar onde a sua filha havia passado a noite, mas o olhar complacente e sutil de Dona Leonor imediatamente demoveu-o dessa ideia. Afinal, Dona Leonor sabia muito bem que sua filha estava feliz, … feliz como há muito tempo não ficava e, portanto, palavras e explicações eram totalmente desnecessárias.

A caminho da Universidade, Natália encontrou-se com Ametista que imediatamente percebeu o estado de incontrolável alegria contagiante de sua amiga e pôs-se a preparar um interrogatório completo, pois precisava saber de tudo! Tudo mesmo!

Natália sorriu-lhe e apenas disse que no momento certo ela iria saber. E ao chegarem ao câmpus, foram recepcionadas por Simas que abraçou e beijou Natália, deixando Ametista em absoluto estado de choque. Natália riu muito da amiga, assim como Simas também, e passado o susto inicial, Natália tomou a amiga pelo braço e disse-lhe que no tempo certo tudo seria explicado.

Foram-se os três para mais uma dia de aulas. Aliás, pensou Natália, mais um dia não, pois aquele era o primeiro dia do resto de sua vida.

Sobre este texto

Trovão

Autor:

Publicação:30 de outubro de 2012 19:21

Gênero literário:Contos eróticos

Tema ou assunto:Casal

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Comentários

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  • Pri
    Postado porPriem14 de maio de 2016 22:22

    Por favor continue o conto. Maravilhoso Parabéns. Estou curiosa para saber se ficarão juntos .

  • Rafaela
    Postado porRafaelaem8 de março de 2016 23:43

    Lindo, li tudo e leio sempre que posso
    Adorei a riqueza de detalhes parabéns

  • Luiz Antonio P. Ramos
    Postado porLuiz Antonio P. Ramosem8 de setembro de 2015 10:54

    Olá.primeiro,gostaria de parabenizar vc pelo conto.gostei mt mesmo de toda descrição..de cada detalhe.espero q ainda estejam juntos.pois,assim acredito q todo tenha mesmo valido á pena pros dois.abraços.e fiquem cm DEUS...

  • Lorena de Itú
    Postado porLorena de Itúem8 de novembro de 2012 20:06

    Nossa que gigante seu texto, fiquei com preguiça de ler ele todo. Eu não li tudo, mas tudo que li gostei.beijo

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