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Minha jornada pelo mundo da prostituição



Meu nome é Marley Spinelle, tenho vinte e nove anos e o que vou lhes narrar aconteceu comigo há onze anos. Só agora, passado tanto tempo, tenho a coragem de escrever a respeito do acontecido.
Com dezoito anos, deixei para trás a pequena cidade do interior onde nasci e cresci e fugi para a cidade grande, para a capital. Eu tinha ânsia de viver, de ser um dia uma dançarina dos programas de auditórios que via na televisão. Aquilo me parecia ser o paraíso. Elas vivendo naquele meio glamoroso, conhecendo gente famosa. Era tudo o que eu mais desejava.
Decidida a realizar o meu sonho, preparei uma maleta com minhas roupas e durante a madrugada, entrei no mercadinho onde trabalhava como caixa e esvaziei todo o dinheiro da registradora e do cofre e fui direto para a pequena rodoviária, já sabendo que o ônibus que vinha de Cerro Largo (nome fictício) faria uma parada em nossa cidade para reabastecer às cinco e trinta horas, quando todo mundo ainda estava dormindo. As nove e vinte desci na cidade seguinte e só então comprei uma passagem para a capital. Fiz tudo isso, para não deixar rastro do meu destino, me protegendo do sargento Silveira, responsável do posto policial de nossa cidade, pois ele era metido a esperto.
Não tão esperto como eu, que o namorei durante uns dois meses e neste tempo, dei pistas de que o meu maior desejo era ir para a grande cidade portuária do nosso estado, morar e trabalhar lá. Mas meu destino era outro, para o norte, para a capital.
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Ao desembarcar na rodoviária, fiquei completamente perdida, não esperava tanta grandiosidade, tanta multidão indo e vindo. Minha ideia era pegar um taxi e procurar uma pensão para me hospedar. Mas no meio de tanta confusão, me senti perdida. Graças aos céus que um rapaz, por sinal bastante bonito e simpático, me vendo tonta no meio do saguão veio em meu auxilio.
Gentil, ele falou que poderia me levar no seu carro, desde que eu pagasse a corrida. Era tudo que eu queria. Ele disse se chamar Ernesto e cavaleiro pegou minha mala e propôs bebermos alguma coisa para nos refrescarmos, pois ele estava com sede.
Fomos para um barzinho no segundo andar e nos sentamos num canto, uma espécie de box. Aqui é mais sossegado, disse e eu concordei com ele, pois todo aquele tumulto estava me deixando um pouco atordoada.
Ernesto se mostrou ser bastante falante e a simpatia em pessoa e o seu charme me encantou. Ele pediu ao garçom, que o cumprimentou pelo nome, uma porção de bolinho de bacalhau e duas canecas de vinho.
Eu realmente estava com fome e adorei os bolinhos e bebi toda uma caneca do delicioso vinho.
Devia estar muito cansada da viagem, pois comecei a ficar muito sonolenta e disse isso a ele. Vi quando fez um sinal ao garçom e este se aproximou e me entregou um copo e disse para eu beber que logo iria me sentir bem melhor.
Mas não foi isso que aconteceu. Ficou parecendo como que estivesse embriagada, parecia que tinha bebido um litro de vinho. Percebi quando Ernesto falou algo ao homem e este pegou minha mala e a levou para trás do balcão e logo depois foi fechar a cortina do barzinho e eu ainda pude perguntar pela minha mala e porque ele estava baixando a cortina.
Foi Ernesto que me respondeu:
- Meu amorzinho, eu e Diogo queremos fazer uns carinhos em você e assim poderemos ficar mais à vontade.
Senti a mão dele em minha blusa a desbotoando. Tentei impedi-lo, mas meus braços pareciam pesar toneladas.
Eu tinha leve noção do que estava acontecendo, com ele e Diogo me desnudando, mas não tinha forças para os impedir.
Eles uniram duas mesas e me colocaram nua sobre elas. Ernesto no meio de minhas coxas lambia minha boceta e Diogo mamava nos meus seios. Então aos poucos fui perdendo a consciência e apaguei de vez.
Não sei quanto tempo fiquei sob efeito das drogas, mas quando acordei, estava em cima de uma cama, em um quarto e pude me ver refletida em um enorme espelho redondo fixado no teto diretamente sobre a cama. Vi que estava nua e meus vastos pelos loiros tinham sumidos, estava totalmente depilada, inclusive nas axilas.
Assustada, dei um grito e pulei da cama, ou melhor dizendo, tentei pular, pois uma fina corrente metálica fixada no meu tornozelo direito e no pé da cama, impediu que me afastasse dela.
Aquilo me apavorou e comecei a gritar por socorro. Logo a porta se abriu e um homem entrou no quarto. Confesso que quando o vi, estremeci de medo, tal a sinistra figura do sujeito, um moreno magro e alto, com um enorme bigode, vestindo terno e gravata e segurando uma espécie de cinto de couro, com uns seis centímetros de largura e setenta de comprimento.
- Cale esta boca mulher, não quero assustar os clientes da casa. Veio em direção da cama e mesmo me virando de lado, não pude evitar e fui tingida em cheio na coxa. Gritei de dor e vi a mancha vermelha, que a “cintada” deixou em minha carne.
- Se você continuar a berrar como uma vaca, vou te chicotear até que pares. Fique quieta, que já temos alguns clientes para você.
Ele levantou novamente a chibata e eu me encolhi, esperando ser atingida novamente. Mas ele foi interrompido com a chegada de uma mulher.
- pare de marcar a nova garota, Bezerra! Que ela já tem algum cliente para esta noite e eu a quero bem legal para recebê-lo.
Naquela época, eu era inocente, burra e idiota e me deixei enredar logo no primeiro momento que cheguei na cidade grande. Mas assim mesmo, compreendi que estava presa, num prostíbulo, um bordel e hoje sei que tinha caído nas garras de uma quadrilha que aliciava garotas para serem prostitutas. Eu tinha me tornado uma escrava sexual.
A mulher, uma ruiva grandona com mais de sessenta anos, que parecia ser a chefona, se aproximou e me falou com todas as letras onde e porque estava ali.
- Minha jovem, espero que se comporte bem e que não faças besteira, pois de nada adiantará. Você está em nosso poder. Meus rapazes na rodoviária, ficam de tocaia, esperando que garotas bonitas e idiotas como você venham para as nossas mãos. Foste drogada e trazida para a minha casa. Aqui tua única função é servir aos meus clientes. Eles são especiais, que não querem foder com putas profissionais. Preferem garotas virgens como você. Ernesto e Diogo verificaram que és cabacinho e te venderam para mim.
Doutor Pereira, está pagando uma fortuna para passar uma noite com você. Ele tem umas manias estranhas e é um pouco abrutalhado com a meninas, mas nada que as inutilizes para os próximos clientes.
Eu a ouvi na sua longa ladainha e aterrorizada comecei a chorar e implorar que não fizesse isso comigo. Ela apenas me olhou, deu uma risada debochada e saiu, junto com o homem moreno.
Pouco mais de vinte minutos depois, a porta voltou a ser aberta e ele entrou, devia ser o tal doutor Pereira. Um coroa de cabelos grisalhos um pouco acima do peso.
Naquela noite comi o pão de o diabo amassou, nas mãos do tal Pereira, que tirou minha virgindade e me deixou tão machucada e marcada que a ruiva grandona não teve outra alternativa, senão me vender, como ela diz, para um bordel de quinta categoria, nos subúrbios da cidade.
Naquele inferninho, o proprietário me obrigava a atender sua clientela e não raro, eu recebia até sete homens por noite. Inicialmente eu me rebelava e por causa disso, levei muitas surras do meu “dono”, mas pouco a pouco fui me acostumando e atendia a todo que vinham a minha cama, sem mais reclamar e meses depois, o dono me tomou como sua amante e eu não mais atendia aos clientes da casa. Quando fiz vinte e um anos, ele ficou muito doente e faleceu e eu fiquei como dona daquele bordel. Todas as mulheres que lá trabalhavam, me adoravam, pois, eu, ao contrário do antigo dono, as tratavam com total liberdade, nenhuma delas era forçada a dormir com quem elas não queriam.
Mas ser dona de bordel, não era o que eu queria e então “vendi” o lugar para elas e com o que consegui, aluguei um apartamento no centro da cidade, o aparelhei decentemente e assim passei a receber os meus próprios clientes e fiz isso por alguns anos, até completar vinte e cinco anos, quando Thiago, um meu cliente assíduo, se apaixonou por mim e me pediu em casamento.
Hoje, sou uma dona de casa, com um lindo filho e um marido que me ama e que mesmo sabendo grande parte de minha história, me ama e me respeita.

FIM

Sobre este texto

Marcela

Autor:

Publicação:11 de julho de 2018 01:07

Gênero literário:Contos eróticos

Tema ou assunto:Pulando a Cerca

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