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Desejos Ocultos - Cap 1

O bom de eu contar histórias da minha vida, é que eu posso escolher como e o que contar. Obviamente, como já disse, depois do Allan aconteceram muitas coisas. Muitas pessoas passaram, poucas ficaram.
Depois do choque inicial com a minha revelação e da imensa curiosidade que se apoderou dele, fazendo com que ele me metralhasse de perguntas, tudo se normalizou. Obviamente depois daquela noite, o Enzo mudou de comportamento comigo. Ficou mais solto e não fazia muita questão de esconder o seu interesse por mim. Eu por minha vez, estava receoso de me envolver. Eu gostava dele e sabia que ele era um garoto especial e, portanto, não queria magoa-lo.
Comecei a observá-lo melhor. Os cabelos castanhos cortados bem curtos, os olhos amendoados em contraste com a pele alva, os lábios pequenos, mas carnudos. Fisicamente, ele era bem diferente do meu ex namorado. Não tinha a beleza exuberante do Allan, mas havia algo nele que me atraia, embora eu não soubesse exatamente o que.
Certa noite, fui deixa-lo em casa depois do treino e assim que parei o veículo, ele se aproximou, colando seus lábios nos meus. Um beijo suave, que foi se intensificando à medida que íamos nos soltando, deixando que nossos corpos falassem por nós. Depois, começamos a ficar com frequência e não demorou para que a questão de sexo entrar em voga.
– Eu quero que seja com você. Esperar pra que?
Ele perguntou.
– Enzo, já te falei que você deve perder sua virgindade com alguém especial, que você tenha um relacionamento. Eu não sou essa pessoa.
– Você é muito especial pra mim. Para de me tratar como se eu fosse de porcelana. Poderia ser com qualquer um, mas eu quero que seja com você. Eu quero transar contigo.
Ele disse, corando em seguida.
Olhei meio assustado, surpreso por ele ser tão direto.
Apesar de sentir muita vontade de ir para cama com ele, não tinha certeza se isso era melhor coisa a se fazer. O medo que ele se apaixonasse e sofresse, era meu maior impedimento. No entanto, me fogo escorpiano me traia e nossos amassos começaram a ficar cada vez mais quentes e incontroláveis.
Claro que eu não consegui enrola-lo por muito tempo. Ele queria sexo e estava certo disso, enquanto eu só podia alertá-lo que talvez eu não fosse o cara ideal para um momento tão importante. Nossa primeira vez rolou em um fim de semana, no qual não tinha ninguém na casa dele. Foi bem tranquilo, natural e para uma estreia, ele se saiu muito bem. Quase não reclamou. Aguentou tudo até o final e demonstrou muito prazer apesar do desconforto do adeus a virgindade.
Depois disso, ele se revelou um amante intenso. Sempre queria mais e mais, mostrando um lado apimentado que eu nem conhecia. No entanto, não se enganem. O Enzo era bem diferente do Allan. O apetite sexual aguçado e o jeito inocente misturado com uma safadeza peculiar, eram até parecidos, mas as semelhanças acabavam aí. O Enzo era muito mais tranquilo, não me cobrava em nada, respeitava meu espaço e até permitia que eu ficasse com outras pessoas, visto que não tínhamos compromisso.
Nos 6 meses que nos relacionamos, praticamente fiquei só com ele. Às vezes eu ficava com outras pessoas, quando eu via que ele estava se apegando demais, para mostrar, tanto para mim quanto para ele, que eu estava solteiro. Na realidade, eu tinha muito medo de entrar em outro relacionamento e precisava me sentir livre, defender meu espaço. Eu sei que doía nele quando eu contava que tinha estado com outras pessoas, mas eu preferia que ele sentisse dor na veracidade das minhas palavras, do que na ilusão que seu coração pudesse criar.
Ele não negava ou escondia o quanto estava apaixonado e, portanto, conversávamos muito. Não queria que ele fantasiasse um relacionamento do qual eu não estava preparado. Por várias vezes, tentei me afastar para dar a chance que ele encontrasse alguém melhor do que eu, mas ele não deixava. Alegava que estava bom daquela maneira, que ele preferia me ter parcialmente do que simplesmente não ter. Eu tinha um carinho enorme por ele e sempre fui muito sincero, tentando não machucá-lo de forma alguma. Eu gostava muito dele. Me sentia incrivelmente bem ao seu lado e posso afirmar que fui feliz nesse período.
Vivemos excelentes momentos em 6 meses, porém eu não me apaixonei. Eu nutria um carinho profundo, um amor fraternal, mas não me permiti ir além disso. Não estava preparado. Apesar de termos uma química fenomenal na cama, a relação foi esfriando já que a família dele era um grande empecilho para nos vermos. Depois de 6 meses, fomos nos distanciando, mas ainda sim tentando levar adiante. Foi nessa época que conheci o Luciano.
Era esse ponto que eu queria chegar: O triângulo amoroso que mudou a minha vida.
Mas calma, caros leitores. Não se precipitem nos possíveis envolvidos. Leiam.
O Luciano entrou na minha vida de forma inesperada. Simplesmente aconteceu. Começamos a nos aproximar por causa do cachorro dele, que eu achava muito fofo e engraçado, e quando eu vi, estávamos conversando o tempo todo. Eu sabia que ele tinha rolo com um garoto, mas ele não se abria muito em relação a isso. Nem eu estava me importava, afinal não queria me relacionar, nem com ele, nem com ninguém.
No entanto, aconteceu.
O Luciano era um garoto bonito, mas não foi isso que me atraiu nele. Na realidade, nem eu sei ao certo. Fisicamente, ele era ao contrário do que eu costumava desejar. Ele tinha praticamente a minha altura e eu sempre preferi caras mais baixos. Os cabelos loiros e os olhos verdes, me encantavam, mas se gênio intempestivo, autoritário e irônico, me colocavam em alerta.
Certo dia, estávamos conversando e ele me contava que na noite anterior tinha ido em uma balada, na qual se divertiu muito. Desviei o olhar, tentando conter a curiosidade que me assolava, mas foi em vão.
– E aí, ficou com alguém?
Eu perguntei, olhando para outro ponto.
– Não, nem dava né? Com o acompanhante do lado eu fico sossegado para não dar briga.
– Ah… entendi. Mas você fica com outras pessoas?
– Não, né? Eu namoro. Sou fiel.
– Namora?! Como assim?
– Ué, te falei.
– Não… você me disse que estava com ele… enrolado e tals, mas não que namorava.
Eu disse, mal controlando o meu descontentamento.
– Achei que você tivesse entendido. A gente namora, mas de uns tempos para cá o namoro ta bem estranho. Ele não me dá a mesma atenção de antes e eu estou bem cansado, empurrando com a barriga porque ainda não sei se devo terminar ou não.
– Vocês estão juntos a quanto tempo?
– 1 ano, mas já tem muitos meses que as coisas não vão bem. A gente já brigou demais, tentamos consertar as coisas, mas não vi grandes mudanças. Só que eu sou inseguro. Não sei se devo terminar ou esperar que as coisas melhorem.
– Você o ama?
– Eu não sei. Eu já o amei muito, mas depois de tantas coisas, tantas mentiras que ele já me contou, todas as vezes que me enganou e ainda é omisso comigo… não sei.
– Entendo.
Falei e me calei, não fazendo mais perguntas.
Aquele dia, fiquei bem pensativo. Eu gostava de estar com ele e sabia que algo estava brotando e aumentando, só não sabia se isso era bom ou ruim. A verdade é que, de certa forma, eu esperava pelas mensagens, me perdia em conversas e gostava quando estávamos juntos.
Eu também sentia que ele estava envolvido, sem saber o quanto isso podia significar. Às vezes ele demonstrava ciúmes e um carinho extra, mas continuava a namorar. Já eu, mesmo sem ter tido algo com ele, resolvi colocar um ponto final na minha história com o Enzo.
Eu tentei ser o mais delicado possível, sem citar uma terceira pessoa, mas não consegui disfarçar quando ele me questionou se era esse o motivo do fim. Eu deixei claro que não havia rolado nada com essa pessoa e que eu achava que nem iria rolar, mas que talvez aquele era o momento para eu ficar enfim só, e dele seguir com a sua vida. Assegurei que sempre estaria ao seu lado quando precisasse e que ele teria meu carinho eterno, mas que não poderíamos mais ser um casal. É claro que ele sofreu muito e eu também não fiquei indiferente, mas era preciso.
Eu estava no bar, passando o indicador na borda do copo, distraído com o pensamento longe, quando a Leticia chegou.
– Eu tentei vir o mais rápido possível e fiz bem né? Você ta com uma cara péssima. O que aconteceu, meu amor?
– Eu terminei com o Enzo.
– Nossa… por que?
– Por causa do Luciano.
– Oi?… calma, me explica isso direito.
Ela pediu.
Então, tomei um gole da cerveja e comecei a explicar o que estava acontecendo. Contei tudo e ela ouviu atentamente, até eu terminar.
– Eu não sei o que eu to sentindo por ele…. acho que não vai acontecer nada entre a gente… mas não vou continuar com o Enzo… não é justo com ele. Melhor eu ficar sozinho.
– Eu sinto peninha pelo o Enzo, adoro ele, mas no coração a gente não manda né? E você sempre foi muito sincero com ele, sempre deixou claro que o que vocês tinham não iria passar daquilo.
Ela disse, bebendo um gole de cerveja.
– Pois é… mas é foda….Não queria que ele sofresse… eu gosto tanto dele… queria que fosse diferente
– Sim , é. Já o Luciano, pelo o que você contou, parece estar afim. Por que você não investe?
– Ta louca, Lê? O cara tem namorado, eu quero distância dessas coisas. E eu nem sei o que ele sente por mim… sei lá… eu nem sei de mais nada. Vou pular fora.
– Por que você não manda uma mensagem para ele e vocês conversam abertamente sobre isso?
– O namorado dele passa os fins de semana na casa dele e ele nem pode falar comigo…. Ainda tem mais essa… olha que situação horrível. Eu vou virar a chave e sair dessa antes que eu me foda.
Eu disse.
Terminamos a cerveja e eu fui para casa. Eu até queria falar com ele, mas sabia que não podia. De vez em quando, ele mandava algo, mas eu sabia que era escondido e isso me chateava. Na segunda feira, resolvi conversar com ele.
Nos encontramos e ele veio sorridente, dizer que sentiu minha falta.
– O que foi? Você está estranho.
Ele perguntou.
– Eu terminei com o garoto que eu tava ficando.
– Terminou por que?
– Porque… Porque… – Desviei o olhar e respirei fundo, voltando a olhá-lo – Porque eu não sei o que eu estou sentindo por você… Acho que estou me apaixonando por ti.

… Continua.
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Essa é um prévia do que seria um novo conto de Biel sabatini, conhecido pelos contos “Diários de um hetero" e “Que porra é essa?! Eu não sou viado, mas...”. Os contos do Biel Sabatini já ultrapassaram a marca de 100 mil visualizações, que fez com que o autor criasse um blog para atender a imensa demanda dos leitores.

O grande sucesso que arrasta centenas de seguidores é que Biel, como é carinhosamente chamado, conta histórias reais, em relatos envolventes e rico em detalhes. Seu jeito de escrever é único e em breve seus relatos se transformarão em livro devido à grande repercussão das suas histórias.

Sempre carinhoso com os seus seguidores, Biel Sabatini desenvolveu várias colunas em seu blog para atender aos diversos pedidos que recebia, além de criar um espaço com entretenimento, informação e os contos tão amados pelo público.

Se você quiser saber mais sobre a encantadora história de amor de Allan e Gabriel: leia www.bielsabatini.wordpress.com/category/conto-diarios-de-um-hetero

Se você ainda tiver curiosidade de ler o primeiro conto do autor, Que porra é essa?! Eu não sou viado, mas..., também poderá encontra-lo completo em: www.bielsabatini.wordpress.com/category/conto-que-porra-e-essa-nao-sou-viado-mas

Todos os capítulos, de ambos os contos, estão numerados por ordem e te desafio a conseguir parar de ler.

Siga no twitter: @biel_sabatini

Conheça o blog:
www.bielsabatini.wordpress.com

Sobre este texto

Pepper

Autor:

Publicação:17 de janeiro de 2018 18:01

Gênero literário:Contos eróticos

Tema ou assunto:Gays

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